sábado, 20 de outubro de 2012
Santo do dia 20/10/2012:Santa Maria Bertilla Boscardin e Santa Madalena de Nagasaki
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Santa Maria Bertilla Boscardin
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Santa Madalena de Nagasaki
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Uma simples camponesa pôde demonstrar, com suas atitudes
diárias, que mesmo sem êxtases, sem milagres, sem grandes feitos, o ser humano
traz em si a santidade e a marca de Deus em sua vida. Se vivermos com pureza e
fé, a graça divina vai manifestar-se em cada detalhe da nossa vida. A prova
disso foi a beatificação de irmã Maria Bertilla pelo papa Pio XII, em 1952,
quando ele disse: "É uma humilde camponesa". Maria nasceu em 6 de
outubro de 1888, na cidade de Vicenza, na Itália, e recebeu o nome de Ana
Francisca no batismo. Os pais eram simples camponeses e sua infância
transcorreu entre o estudo e os trabalhos do campo, rotina natural dos filhos e
das filhas de agricultores dessa época. Aos dezessete anos, mudou o modo de
encarar a vida e ingressou no Convento das irmãs Mestras de Santa Dorotéia dos
Sagrados Corações, quando adotou o nome de Maria Bertilla. Paralelamente,
estudou e diplomou-se como enfermeira, de modo que pôde tratar os doentes com
ciência e fé, assistindo-os com carinho de irmã e mãe. Teve uma existência de
união com Deus no silêncio, no trabalho, na oração e na obediência. Isso se
refletia na caridade com que se relacionava com todos: doentes, médicos e
superiores. Mas era submetida a constantes humilhações por parte de uma
superiora. Depois, foi enviada para trabalhar no hospital de Treviso, mais ao
norte do país. Tinha apenas vinte e dois anos de idade quando, além de enfrentar
a doença no próximo, teve que enfrentá-la em si mesma também. Logo foi operada
de um tumor e, antes que pudesse recuperar-se totalmente, já estava aos pés dos
seus doentes outra vez. As humilhações pessoais continuavam, agora associadas
às dores físicas. Na época, estourou a Primeira Guerra Mundial: a cidade de
Treviso ocupava uma posição militar estratégica, estando mais sujeita a
bombardeios. Era uma situação que exigia dedicação em dobro de todos no
hospital. Irmã Maria Bertilla surpreendeu com sua incansável disposição e
solidariedade de religiosa e enfermeira no tratamento dos feridos de guerra.
Porém seu mal se agravou e, aos trinta e quatro anos, sofreu a segunda
cirurgia, mas não resistiu e morreu, no dia 20 de outubro de 1922, no hospital
de Treviso. O papa João XXIII canonizou-a em 1961. O culto em sua homenagem
ocorre no dia de sua morte. Junto à sua sepultura, na Casa-mãe da Congregação
em Vicenza, há sempre alguém rezando porque precisa da santa enfermeira para
tratar de males diversos, e a ajuda, pela graça de Deus, sempre chega.
Santa Madalena de Nagasaki
Madalena, filha de nobres e fervorosos cristãos, nasceu em
1611, num povoado muito próximo da cidade de Nagasaki, no Japão. Dizem os
antigos manuscritos que era uma jovem bela, graciosa e delicada. Sua família
era de fervorosos cristãos e pertencia à nobreza. Ela era muito pequena quando
os seus pais e irmãos foram condenados à morte pela fé em Cristo, sendo, antes,
brutalmente torturados. Cresceu educada no seguimento de Cristo, até que, em 1624,
conheceu dois agostinianos recoletos, Francisco de Jesus e Vicente de Santo
Antônio. Atraída pela profunda espiritualidade dos dois missionários, que se
tornaram seus orientadores, Madalena acabou sendo consagrada a Deus como
terciária agostiniana recoleta. Desde então, sua roupa de nobre foi substituída
pelo hábito e as únicas ocupações foram a oração, a leitura da Bíblia e o
apostolado. Eram tempos muito difíceis. A perseguição enfurecida contra os
cristãos crescia a cada dia em sistemática e crueldade. Os padres Francisco e
Vicente também foram martirizados. Madalena, porém, não se intimidou. Continuou
firme, transmitindo coragem aos cristãos, ensinando o catecismo às crianças e
pedindo esmolas e donativos aos comerciantes portugueses, para os pobres e
doentes. Em 1629, procurou refúgio nas montanhas de Nagasaki, partilhando dos
sofrimentos e das agonias dessa comunidade. Encorajava para que se mantivessem
fortes na fé, e recolocava no caminho do Evangelho aqueles que tinham renegado
Cristo sob tortura. Levava consolo para os doentes e ainda batizava as
crianças. Diante da grande renúncia da fé pelos cristãos, aterrorizados com as
torturas a que eram submetidos se não a fizessem, e ansiando por unir-se para
sempre a Cristo, Madalena decidiu enfrentar os perseguidores. Vestida com o
hábito, em setembro de 1634 apresentou-se aos juízes. Levava consigo apenas a
Bíblia, para pregar a palavra de Jesus e meditar no cárcere. Os magistrados,
admirados com sua beleza e juventude e informados que ela possuía sangue nobre,
fizeram-lhe promessas de vida confortável com um vantajoso casamento. Madalena
não cedeu, mesmo sabendo das horríveis torturas que sofreria. Nos primeiros
dias de outubro de 1634, foi torturada. Ficou suspensa pelos pés, com a cabeça
e o peito submersos em uma fossa. Cada vez que a tiravam do suplício, era
solicitada a negar a fé. Em vez disso, Madalena pronunciava os nomes de Jesus e
Maria e cantava hinos de glória ao Senhor. Resistiu a tudo durante treze dias e
meio, quando as águas inundaram a fossa e Madalena morreu afogada. Depois, teve
o corpo queimado e as cinzas jogadas no mar, para evitar que suas relíquias
fossem guardadas pelos cristãos. Beatificada em 1981, foi canonizada pelo papa
João Paulo II em 1987. A celebração de sua memória foi marcada para o dia 20 de
outubro. A Ordem Dominicana venera-a no dia 19 de novembro. Em 1989, foi
proclamada padroeira da Fraternidade Secular Agostiniana Recoleta.
Oração do dia 20/10/2012
Senhor, agradeço vossa amizade, o interesse que tendes por
mim. Quero ser vosso amigo, isso é o mais importante para mim. Conheço minha
fraqueza sempre volúvel, e por isso peço vossa ajuda para me manter fiel nas
dificuldades da vida. Sei que no passado muitas vezes fui infiel ao vosso amor,
e peço perdão. Espero que daqui em diante será diferente. Não me abandoneis.
Amém!
Deus nos fala dia 20/10/2012
Cristo é o
missionário do Pai e está acima de tudo. Ele é a Cabeça da Igreja, que é seu
Corpo. E unidos, podemos dar testemunho do amor de Deus por nós e de nosso amor
a Deus e aos irmãos. Assim o Espírito nos conduzirá e nos inspirará, mesmo nas
horas difíceis e cruciantes!
Leitura do dia 20/10/2012
Efésios 1,15-23
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios: Irmãos, 15desde
que soube da vossa fé no Senhor Jesus e do vosso amor para com todos os santos,
16não
cesso de dar graças a vosso respeito, quando me lembro de vós em minhas
orações. 17Que
o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê um
espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer. 18Que
ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu
chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os
santos, 19
e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua
ação e força onipotente. 20Ele manifestou sua força em
Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos
céus, 21bem
acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que
se possa nomear não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro. 22Sim,
ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da
Igreja, 23que
é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal. Palavra do
Senhor!
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 20/10/2012
Lucas
12,8-12
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas: Naquele tempo, disse Jesus aos seus
discípulos: 8“Todo aquele que
der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do Homem também dará
testemunho dele diante dos anjos de Deus. 9Mas
aquele que me renegar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus. 10Todo
aquele que disser alguma coisa contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem
blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. 11Quando
vos conduzirem diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiqueis
preocupados como ou com que vos defendereis, ou com o que direis. 12Pois, nessa hora, o Espírito Santo
vos ensinará o que deveis dizer”. Palavra da Salvação!
—
Glória a vós, Senhor!
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Santo do dia 19/10/2012:São Paulo da Cruz, São João de Brébeuf e companheiros e São Pedro de Alcântara
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São Paulo da Cruz |
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São João de Brébeuf |
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São Pedro de Alcântara
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Foi aos dezenove anos de idade, após ouvir um sermão sobre a
Paixão de Cristo, que Paulo Francisco Danei decidiu-se pela vida religiosa.
Nascido em Ovada, na Alexandria, região norte da Itália, no dia 3 de janeiro de
1694, era o primeiro dos dezesseis filhos de um casal de nobres e fervorosos
cristãos. Apesar do nome e da posição social, a família não possuía fortuna.
Seu pai era um dedicado comerciante que viajava muito. Desde a infância Paulo
acostumou-se a acompanhar o pai, primeiro como seu companheiro, depois, também,
para ajudá-lo nos negócios. Também desde pequeno se entregava a exercícios de
oração e penitência e à leitura da vida dos santos, encantando-se,
especialmente, com a dos eremitas. Gostava de ir à igreja para rezar o terço.
Essa rotina floresceu e fez crescer sua vocação. Quando ouviu o sermão que o
tocou, já pertencia à Irmandade de Santo Antônio. Primeiro pensou em alistar-se
como voluntário na cruzada contra os turcos, organizada pelo exército
veneziano. Depois, rezando perante a santa eucaristia, ouviu o chamado de Deus
para a vida religiosa. Iniciou, então, suas intensas orações contemplativas e
penitências. Junto com seu irmão João Batista, foram viver como eremitas no
monte Agentário. Durante a semana, privavam-se de tudo, oravam e
penitenciavam-se. Aos domingos, dirigiam-se às cidades, onde pregavam e
enalteciam a Paixão do Senhor. Assim, amadurecia em seu coração o projeto de
uma comunidade religiosa. Até que, segundo ele, uma aparição da Virgem Maria
permitiu-lhe conhecer o hábito, o emblema e o estilo de vida do futuro
Instituto, que teria sempre Jesus Cristo Crucificado como centro. Motivado
pelos sermões que atraíram tantos seguidores e apoiado pelo bispo de
Alexandria, fundou, em 1720, a Congregação dos Clérigos Descalços da Santa Cruz
e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou dos Padres Passionistas,
ordenando-se com o nome de Paulo da Cruz. As Regras da Congregação eram tão
severas que seu fundador teve de abrandá-las para serem aprovadas
definitivamente pelo papa Bento XIV, em 1741. Os integrantes receberam as
ordens sacerdotais do bispo e, com as doações do povo, foi construído o
primeiro convento da Congregação, em Agentário. Idoso e doente, quando foi
desenganado pelos médicos Paulo da Cruz mandou pedir a bênção do papa Pio VI.
Este, porém, além de responder-lhe que era muito cedo para partir, ordenou que
fosse ao Vaticano em três dias. Motivado pelo pontífice, cumpriu a ordem,
chegando na data solicitada. Permaneceu em Roma por três anos até morrer, no
dia 18 de outubro de 1775, aos oitenta e um anos de idade. Foi canonizado pelo
papa Pio IX em 1867. As relíquias de são Paulo da Cruz são veneradas na Basílica
de São João e São Paulo e a festa litúrgica ocorre no dia de sua morte. Hoje, a
Ordem dos Padres Passionistas está em missão nos cinco continentes. No Brasil,
eles chegaram em 1911 e têm a sede instalada em São Paulo.
São João de Brébeuf e companheiros
No século XVII, a Companhia de Jesus participou da aventura
pelos mares desconhecidos que levou à descoberta e colonização de um novo
mundo: o continente americano. Nas expedições, os jesuítas garantiam a chegada
da Palavra de Deus e os conhecimentos do cristianismo aos povos colonizados, e
ao mesmo tempo davam apoio espiritual aos corajosos expedicionários durante as
viagens. Comandantes, navegadores e marinheiros eram os portadores da
civilização, enquanto os jesuítas tinham como bandeira a catequese. Hoje, a
Igreja busca um convívio harmonioso com as civilizações indígenas de todo o
mundo, respeitando seus princípios culturais e religiosos. Mas até chegar a
esse ponto, os conflitos entre formas de fé diferentes fizeram muitas vítimas,
cujo sangue deve servir de ensinamento e profunda reflexão. E se os
conquistadores dizimaram populações locais, os primitivos moradores das três
Américas também produziram muitos mártires entre os que viajavam com a palavra
da paz e da salvação. A data de hoje foi incluída no calendário da Igreja para
homenagear a memória do martírio de oito missionários jesuítas, todos de origem
francesa: João de Brébeuf, chefe da missão, Isaac Jegues, Renato Goupel, João
de Landi, Gabriel Lalmant, Antônio Daniel, Carlos Gurmier e Natal Chabanel.
Esse grupo de mártires representa a primícia da santidade do continente
norte-americano, envolta com o sangue do martírio. Mas com certeza fazem parte
da segunda geração de jesuítas e franciscanos enviados para a catequização, por
isso adentraram bastante o continente. Eles estavam espalhados na selvagem
região coberta por imensas florestas e grandes lagos, nos confins dos Estados
Unidos com o Canadá. Os povos locais, conhecidos como
"peles-vermelhas", eram formados pelas tribos guerreiras dos urões e
dos iroqueses, que disputavam o território, mas que se uniam para resistir
bravamente aos "homens brancos" invasores, vingando-se sangrentamente
em todos os que lembrassem os inimigos, principalmente nos jesuítas, cuja única
arma era a Palavra de Deus. Foram torturados e mortos em diferentes datas,
entre 1642 e 1649, num período de inquietação na vida da recente colônia
americana, não só religiosa como também política. Deles, apenas as relíquias de
João de Brébeuf e Gabriel Lalmant foram encontradas e levadas para Quebec,
Canadá, por ser colônia francesa, onde até hoje estão expostas às orações dos
devotos e peregrinos. As duas tribos responsáveis pelos crimes contra os
missionários continuaram a guerrear entre si por muitos anos. Até que os urões,
quase exterminados pelos iroqueses, foram abrigar-se nas antigas missões de
Santa Maria, que ainda se conservavam de pé e eram mantidas por jesuítas. Lá,
os mais de dois mil e setecentos indígenas tomaram conhecimento da palavra de
Jesus, converteram-se e foram batizados. A colina onde foram assassinados padre
Jegues e seus companheiros é chamada de "Montanha da Oração", e ainda
hoje existe uma paróquia formada e mantida pelos urões católicos. Nos locais
onde os outros morreram, outras igrejas foram construídas e destinadas à
comunidade católica indígena.
São Pedro de Alcântara
Em 1499, na Espanha, quase divisa com Portugal, na vila de
Extremadura de Alcântara, nasceu o filho do governador Pedro Garabido e de sua
esposa, Maria Villela de Sanabria. O menino herdou o nome do pai, mas na
infância ganhou dos amiguinhos o apelido de "santo", por sua modéstia
e simplicidade. Depois, na Universidade de Salamanca, além de destacar-se por
sua inteligência e pela aplicação nos estudos, evidenciou-se pelo estilo de vida,
monástica, comparada à dos alegres colegas de turma. Pedro freqüentava,
diariamente, a igreja e não ficava um dia sequer sem ajudar os pobres. Enquanto
sonhava com a consagração religiosa, o pai desejava que o filho fosse o seu
sucessor. Em vão. Aos dezesseis anos de idade, Pedro solicitou admissão na
Ordem Primeira dos Frades Menores de São Francisco de Assis. E aos vinte já era
o superior no Convento de Badajoz, tornando-se conhecido pelo dom do conselho.
A sua fama de pregador e confessor ganhou, rápido, destaque em toda a Igreja.
Nesse período, as suas penitências eram tão severas que chamou a atenção dos
demais monges e até dos superiores. Nada tinha a não ser um hábito muito velho,
um breviário, um simples crucifixo de madeira e um bastão. Andava descalço e sem
chapéu. Jejuava a cada três dias e quando se alimentava ingeria apenas pão,
água e legumes, tudo quantidade mínima. Dormia apenas duas horas por noite,
sentado. Não bastasse tudo isso, no inverno deixava a janela aberta durante
toda a noite. Eleito provincial da Ordem, visitou todos os conventos: mesmo
nessa situação percorria as distâncias com os pés descalços e a cabeça
descoberta. Em todos eles, as Regras primitivas da Ordem de são Francisco - de
pobreza e caridade absolutas - foram restabelecidas. Sua reforma ultrapassou as
fronteiras da Espanha e atingiu até mesmo o convento de Arariba, em Portugal,
para onde viajou. Lá, atraiu tantos novos noviços que foi necessário construir
um outro Convento para abrigar a todos. De tal modo que o papa Paulo IV autorizou
a reforma para outros da província franciscana, alcançando mais de trinta
conventos de diversos países. Na sua época, Pedro de Alcântara conviveu com
vários santos e foi o orientador de alguns deles, como: Luiz de Granada, João
de Ávila, Francisco Bórgia e Teresa d'Ávila, carmelita e grande reformadora da
sua Ordem, de quem foi também confessor e diretor espiritual. Com fama de
santidade, realizou vários prodígios em vida. Aos sessenta e três anos de idade
e gravemente enfermo, predisse o dia de sua morte: 18 de outubro de 1562, e de
fato foi assim. Como legado, deixou-nos algumas obras escritas, onde narrou,
com riqueza de detalhes, a sua experiência ascética, baseada, sobretudo, na
devoção para com a Paixão de Cristo. Canonizado pelo papa Clemente IX em 1669,
são Pedro de Alcântara é comemorado em 19 de outubro, um dia após a data de sua
morte.
Oração do dia 19/10/2012
Senhor, ajudai-me a crescer em bondade e justiça, a ser de
fato como devo ser. Dai-me a humildade, que me leve a reconhecer minhas
qualidades e minhas limitações, sem querer parecer melhor do que sou. Fazei-me
transparente e confiável, sem nenhuma duplicidade. Que minhas palavras reflitam
a verdade do que sou, e minhas atitudes não desmintam aquilo em que acredito.
Amém!
Deus nos fala dia 19/10/2012
Todos os que
colocam sua esperança em Cristo, vivem marcados pelo Espírito de Deus que lhes
dá vida e alento. Por isso, o evangelho de Jesus que meditamos e aceitamos só
pode levar-nos a uma vida de comunhão e de comunicação entre os irmãos!
Leitura do dia 19/10/2012
Efésios 1,11-14
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios: Irmãos, 11em
Cristo nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que conduz tudo
conforme a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados 12a
ser, para o louvor de sua glória, os que de antemão puseram a sua esperança em
Cristo. 13Nele
também vós ouvistes a palavra da verdade, o evangelho que vos salva. Nele,
ainda, acreditastes e fostes marcados com o selo do Espírito prometido, o
Espírito Santo, 14o que é o penhor da nossa herança
para a redenção do povo que ele adquiriu, para o louvor da sua glória. Palavra
do Senhor!
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 19/10/2012
Lucas
12,1-7
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas: Naquele tempo, 1milhares
de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a
falar, primeiro a seus discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus,
que é a hipocrisia. 2Não há nada de
escondido que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a
ser conhecido. 3Portanto, tudo o
que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes
pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados. 4Pois bem, meus amigos, eu vos digo:
não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que
isto. 5Vou mostrar-vos
a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de
lançar-vos no inferno. Sim, eu vos digo, a este temei. 6Não
se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é
esquecido por Deus. 7Até mesmo os
cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais
do que muitos pardais”. Palavra da Salvação!
—
Glória a vós, Senhor!
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Santo do dia 18/10/2012:São Lucas
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São Lucas
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São Lucas
Lucas é um dos quatro evangelistas. O seu Evangelho é
reconhecido como o do amor e da misericórdia. Foi escrito sob o signo da fé,
nos tempos em que isso podia custar a própria vida. Mas falou em nascimento e
ressurreição, perdão e conversão, na salvação de toda a humanidade. Além do
terceiro evangelho, escreveu os Atos dos Apóstolos, onde registrou o
desenvolvimento da Igreja na comunidade primitiva, relatando os acontecimentos
de Jerusalém, Antioquia e Damasco, deixando-nos o testemunho do Cristo da
bondade, da doçura e da paz. Lucas nasceu na Antioquia, Síria. Era médico e
pintor, muito culto, e foi convertido e batizado por são Paulo. No ano 43, já
viajava ao lado do apóstolo, sendo considerado seu filho espiritual. Escreveu o
seu Evangelho em grego puro, quando são Paulo quis pregar a Boa-Nova aos povos
que falavam aquele idioma. Os dois sabiam que mostrar-lhes o caminho na própria
língua facilitaria a missão apostólica. Assim, através de seus escritos, Lucas
tornou-se o relator do nascimento de Jesus, o principal biógrafo da Virgem
Maria e o primeiro a expressá-la através da pintura. Quando das prisões de são
Paulo, Lucas acompanhou o mestre, tanto no cárcere como nas audiências.
Presença que o confortou nas masmorras e deu-lhe ânimo no enfrentamento do
tribunal do imperador. Na segunda e derradeira vez, Paulo escreveu a Timóteo
que agora todos o haviam abandonado. Menos um. "Só Lucas está comigo"
E essa foi a última notícia certa do evangelista. A tradição cristã diz-nos que
depois do martírio de são Paulo o discípulo, médico e amigo Lucas continuou a
pregação. Ele teria seguido pela Itália, Gálias, Dalmácia e Macedônia. E um
documento traduzido por são Jerônimo trouxe a informação que o evangelista
teria vivido até os oitenta e quatro anos de idade. A sua morte pelo martírio
em Patras, na Grécia, foi apenas um legado dessa antiga tradição. Todavia, por
sua participação nos primeiros tempos, ao lado dos apóstolos escolhidos por
Jesus, somada à vida de missionário, escritor, médico e pintor, transformou-se
num dos pilares da Igreja. Na suas obras, Lucas dirigia-se a um certo Teófilo,
amigo de Deus, que tanto poderia ser um discípulo como uma comunidade, ou todo
aquele que entrava em contato com a mensagem da Boa-Nova através dessa leitura.
Com tal recurso literário, tornou seu Evangelho uma porta de entrada à salvação
para todos os povos, concedendo o compartilhamento do Reino de Deus por todas
as pessoas que antes eram excluídas pela antiga lei.
Oração do dia 18/10/2012
Senhor, reconheço que bem pouco tenho feito para cumprir a
tarefa que confiais a todos os vossos discípulos. Hoje peço por mim e por
todos: arrancai-nos de nossa inércia, dai-nos a coragem de arriscar, abri
nossos olhos para tantos que andam à procura de felicidade e de sentido para a
vida. Vós nos confiastes a mensagem que os pode ajudar, e não podemos faltar à
empreitada. Amém!
Deus nos fala dia 18/10/2012
O apóstolo faz a
experiência do abandono, mas sem perder a fé, a esperança e a força do anúncio.
E os apóstolos são enviados para anunciar sem reservas o Reino. A primeira
tarefa que eles têm é anunciar a presença de Deus e de seu reinado. Acolhamos
de coração aberto o que nos diz o Senhor!
Leitura do dia 18/10/2012
2 Timóteo 4,10-17b
Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo: Caríssimo,
10Demas
me abandonou por amor deste mundo, e foi para Tessalônica. Crescente foi para a
Galácia, Tito para a Dalmácia. 11Só Lucas está comigo. Toma contigo
Marcos e traze-o, porque me é útil para o ministério. 12Mandei Tíquico
a Éfeso. 13Quando
vieres, traze contigo a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os
livros, principalmente os pergaminhos. 14Alexandre, o ferreiro, tem-me
causado muito dano; o Senhor lhe pagará segundo as suas obras! 15Evita-o
também tu, pois ele fez forte oposição às nossas palavras. 16Na
minha primeira defesa, ninguém me assistiu; todos me abandonaram. Oxalá que não
lhes seja levado em conta. 17Mas o Senhor esteve a meu lado e
me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim
integralmente, e ouvida por todas as nações. Palavra do Senhor!
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 18/10/2012
Lucas
10,1-9
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas: Naquele tempo 1o
Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na
sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2E dizia-lhes: “A messe é grande,
mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande
trabalhadores para a colheita. 3Eis
que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4Não
leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo
caminho! 5Em qualquer casa
em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6Se ali morar um amigo da paz, a
vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7Permanecei naquela mesma casa,
comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não
passeis de casa em casa. 8Quando
entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9curai os doentes que nela houver e
dizei ao povo: ‘o Reino de Deus está próximo de vós’”. Palavra da Salvação!
—
Glória a vós, Senhor!
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Santo do dia 17/10/2012:Santo Inácio de Antioquia e São Rodolfo
Santo Inácio de Antioquia
No centro do Coliseu romano, o bispo cristão aguarda ser
trucidado pelas feras, enquanto a multidão exulta em gritos de prazer com o
espetáculo sangrento que vai começar. Por sua vez, no estádio, cristãos
incógnitos, misturados entre os pagãos, esperam, horrorizados, que um milagre
salve o religioso. Os leões estão famintos e excitados com o sangue já
derramado na arena. O bispo Inácio de Antioquia, sereno, esperava sua hora
pronunciando com fervor o nome do Cristo. Foi graças a Inácio que as palavras
cristianismo e Igreja Católica surgiram. Era o início dos tempos que mudaram o
mundo, próximo do ano 35 da era cristã, quando ele nasceu. Segundo os
estudiosos, não era judeu e teria sido convertido pela primeira geração de
cristãos, os apóstolos escolhidos pelo próprio Jesus. Cresceu e foi educado
entre eles, depois sucedeu Pedro no posto de bispo de Antioquia, na Síria,
considerada a terceira cidade mais importante do Império Romano, depois de Roma
e Alexandria, no Egito. Gostava de ser chamado Inácio Nurono. Inácio deriva do
grego "ignis", fogo, e Nurono era nome que ele mesmo dera a si,
significando "o portador Deus". Desse modo viveu toda a sua vida:
portador de Deus que incendiava a fé. Mas sua atuação logo chamou a atenção do
imperador Trajano, que decretou sua prisão e ordenou sua morte. Como cristão,
deveria ser devorado pelas feras para diversão do povo ávido de sangue. O palco
seria o recém-construído Coliseu. A viagem de Inácio, acorrentado, de Antioquia
até Roma, por terra e mar, foi o apogeu de sua vida e de sua fé. Feliz por
poder ser imolado em nome do Salvador da humanidade, pregou por todos os
lugares por onde passou, até no local do martírio. Sua prisão e condenação à
morte atraiu todos os bispos, clérigos e cristãos em geral, de todas as terras
que atravessou. Multidões juntavam-se para ouvir suas palavras. Durante a
viagem final, escreveu sete cartas que figuram entre os escritos mais notáveis
da Igreja, concorrendo em importância com as do apóstolo Paulo. Em todas faz
profissão de sua fé, e contêm ensinamentos e orientações até hoje adotados e
seguidos pelos católicos, como ele tão bem nomeou os seguidores de Jesus. Numa
dessas cartas, estava o seu especial pedido: "Deixai-me ser alimento das
feras. Sou trigo de Deus. É necessário que eu seja triturado pelos dentes dos
leões para tornar-me um pão digno de Cristo". Fazia-o sabendo que muitos
de seus companheiros poderiam influenciar e conseguir seu perdão junto ao
imperador. Queria que o deixassem ser martirizado. Sabia que seu sangue
frutificaria em novas conversões e que seu exemplo tocaria o coração dos que,
mesmo já convertidos, ainda temiam assumir e propagar sua religião. Em Roma,
uma festa que duraria cento e vinte dias tinha prosseguimento. Mais de dez mil
gladiadores dariam sua vida como diversão popular naquela comemoração pela
vitória em uma batalha. Chegada a vez de Inácio, seus seguidores e discípulos
esperavam, ainda, o milagre. Que não viria, porque assim desejava o bispo
mártir. Era o dia 17 de outubro de 107, sua trajetória terrena entrava para a
história da humanidade e da Igreja.
São Rodolfo
Rodolfo nasceu no ano 1034, em Perugia, Itália. A sua família
pertencia à nobreza local e era muito influente na Corte. Mas motivada pelas
pregações do monge Pedro Damião, decidiu abandonar os hábitos mundanos e
retornar o caminho do seguimento de Cristo. Esse monge fundara um mosteiro de
eremitas na vizinhança de Fonte Avelana e a fama de sua santidade corria veloz
no meio do mundo cristão. Com a morte do pai, Rodolfo e seu irmão Pedro abriram
mão da herança em favor da mãe e de João, o irmão caçula, para ingressarem no
mosteiro de Pedro Damião. Porém, algum tempo depois, mãe e irmão caçula também
optaram pela vida religiosa daquela comunidade, que os acolheu após doarem toda
a fortuna da família para a Igreja. Fonte Avelana tornara-se um verdadeiro
viveiro de eremitas, pois desse mosteiro saíram os grandes renovadores da
Igreja. Dentre eles, os três irmãos: Rodolfo, Pedro e João, discípulos de Pedro
Damião, hoje celebrado como santo e doutor da Igreja. Nessa nova comunidade
religiosa, a vida era simples, voltada apenas ao trabalho, à caridade aos
pobres e doentes, dedicada à penitência e à oração contemplativa. No período
medieval, foi um verdadeiro oásis que surgiu para a revitalização da vida
monástica, uma vez que a Igreja ocidental vivia um grande desgaste com os
conflitos internos, causados pela ambição e a ganância dos bispos e sacerdotes,
mais interessados nos bens mundanos do que na condução do rebanho do Senhor.
Aos vinte e cinco anos de idade, Rodolfo recebeu a ordenação sacerdotal e,
mesmo a contragosto, foi consagrado bispo de Gubio, cidade próspera e rica da
região. Porém era uma diocese muito problemática para a Igreja. Os bispos
anteriores haviam instituído o que se chamou de "ressarcimento", isto
é, os sacramentos eram condicionados a pagamentos e não aos méritos ou à
vocação religiosa. Enquanto alguns sacerdotes pediam dinheiro para a absolvição
dos pecados, outros queriam comissões para ordenar os sacerdotes. Rodolfo
assumiu o posto e combateu tudo com firmeza, dentro do exemplo de fiel pastor.
Vestia-se sempre com as mesmas roupas, velhas e surradas, fosse qual fosse o
tempo ou a estação. Comia pouco, impondo-se um severo jejum. Dormia quase nada,
mantendo-se em vigília constante, na oração e penitência. Percorria toda a
diocese, e mantinha-se incansável, sempre pronto a atender os pobres, doentes e
abandonados. Tornou-se o exemplo de humildade e de caridade cristã, um
verdadeiro sacerdote da Igreja. Apenas com seu comportamento ele conseguiu
recolocar Gubio no verdadeiro caminho do amor a Cristo e à Virgem Santíssima.
Foram cinco anos dedicados à diocese de Gubio, durante os quais participou do
Concílio Romano, em 1059, como seu bispo. Rodolfo morreu jovem, com apenas
trinta anos de idade, em 26 de junho de 1064, consumido pela fadiga e vida
excessivamente austera. Entretanto a sua obra não chegou a ser interrompida,
pois foi substituído por seu irmão João, que seguiu o seu exemplo de bispo
benevolente com o rebanho, mas rigoroso consigo mesmo. A figura do bispo
Rodolfo tornou-se conhecida através da carta escrita por seu mestre, Pedro
Damião, para comunicar sua morte ao papa Alexandre II. Nela, foi descrito como
um homem de profundo espírito religioso e possuidor de grande cultura teológica
e bíblica. A única pessoa a quem confiava seus escritos para serem corrigidos
de possíveis distorções da doutrina católica e para a correta interpretação do
Evangelho. As relíquias de são Rodolfo, guardadas na Catedral de Gubio, foram
destruídas durante as reformas executadas em 1670. Entretanto isso nada
significou para seus devotos, que continuam a comemorá-lo no dia 17 de outubro,
data oficial da sua festa.
Oração do dia 17/10/2012
Senhor, ensinai-me a conhecer bem vossa vontade e o caminho
de vida que nos ensinais. Ajudai-me a viver de vosso jeito, para que o possa
ensinar aos que me confiastes. Que meu exemplo pese mais que minhas ordens, e
eu nunca apresente minhas ideias como mandamentos vindos de vós. Dai-me as
palavras certas para mostrar que para vós o mais importante é a misericórdia.
Amém!
Deus nos fala dia 17/10/2012
O Espírito cria
dentro de nós um dinamismo de amor, que nos realiza, mas é mais exigente que
toda lei. A fé autêntica leva-nos à liberdade e à prática do amor, e não
simplesmente ao cumprimento de regras e normas. De coração aberto, acolhamos o
que nos diz o Senhor!
Leitura do dia 17/10/2012
Gálatas 5,18-25
Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas: Irmãos, 18se
sois conduzidos pelo Espírito, então não estais sob o jugo da Lei. 19São
bem conhecidas as obras da carne: fornicação, libertinagem, devassidão, 20idolatria,
feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, iras, intrigas, discórdias, facções,
21invejas,
bebedeiras, orgias, e coisas semelhantes a estas. Eu vos previno, como aliás já
o fiz: os que praticam essas coisas não herdarão o reino de Deus. 22Porém,
o fruto do Espírito é: caridade, alegria, paz, longanimidade, benignidade,
bondade, lealdade, 23mansidão, continência. Contra
estas coisas não existe lei. 24Os que pertencem a Jesus Cristo
crucificaram a carne com suas paixões e seus maus desejos. 25Se
vivemos pelo Espírito, procedamos também segundo o Espírito, corretamente.
Palavra do Senhor!
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 17/10/2012
Lucas
11,42-46
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas: Naquele tempo, disse o Senhor: 42“Ai de vós, fariseus, porque
pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais
de lado a justiça e o amor de Deus. Vós deveríeis praticar isso, sem deixar de
lado aquilo. 43Ai de vós,
fariseus, porque gostais do lugar de honra nas sinagogas, e de serdes
cumprimentados nas praças públicas. 44Ai
de vós, porque sois como túmulos que não se veem, sobre os quais os homens
andam sem saber”. 45Um mestre da
Lei tomou a palavra e disse: “Mestre, falando assim, insultas-nos também a
nós!” 46Jesus
respondeu: “Ai de vós também, mestres da Lei, porque colocais sobre os homens
cargas insuportáveis, e vós mesmos não tocais nessas cargas, nem com um só
dedo”. Palavra da Salvação!
—
Glória a vós, Senhor!
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Santo do dia 16/10/2012:Santa Margarida Maria Alacoque, São Geraldo Majela, Santa Edwiges e Josefina Vannini
Santa Margarida Maria Alacoque
Na bonita região francesa de Borgonha, Margarida Maria nasceu
em 22 de julho de 1647, na modesta família Alacoque. Teve uma juventude
difícil, ao lado dos pais, que, pelo excesso de afeto, traçaram a meta de vida
da filha, calcada sobre as próprias ambições mundanas. Recebeu toda formação
cultural e religiosa, desde a infância, das monjas clarissas. Depois vieram as
dificuldades: primeiro, o pai faleceu. Logo em seguida, contraiu uma doença não
identificada, que a manteve na cama por um longo período. Como nada na medicina
curava o seu mal, Margarida, então, prometeu a Nossa Senhora entregar todos os
seus dias a serviço de Deus caso recuperasse a saúde. Para sua própria
surpresa, logo retornou à sua vida normal. Convencida da intervenção da
Providência Divina em favor de sua vida terrena, aos vinte e quatro anos de
idade entrou para a Ordem da Visitação, fundada por são Francisco de Sales.
Tomou o nome de Margarida Maria e fez o seu noviciado, um tempo de iluminação e
sofrimento. Rezando e contemplando Jesus eucarístico passou a dialogar com o
próprio Cristo, que lhe expôs o coração dilacerado e fez revelações sobre a necessidade
de mais amor e devoção à eucaristia. Essas experiências místicas foram
severamente contestadas pelos religiosos e religiosas da sua época. A pobre
monja foi testada e provada de todas as maneiras possíveis, várias vezes, para
comprovar suas narrativas. A humanidade, na época, estava assolada pela peste e
tremia diante da eminência da morte. O coração do povo era levado a um
"Deus duro do castigo". Mas as visões e mensagens de Margarida Maria
não, pois apontavam para o "Deus do amor e da salvação", o que gerava
uma forte oposição. O padre jesuíta Cláudio de la Colombière, porém, respeitado
estudioso das manifestações dos sinais de Deus, verificou que a mensagem que
ela transmitia era verdadeira. Com o seu apoio e orientação espiritual, as
experiências místicas de Margarida Maria começaram a ser vistas de outra
maneira. Aos poucos, essa mensagem era assimilada por todos os conventos da
Visitação, assim como pelo clero. O culto ao Sagrado Coração de Jesus começou a
ser difundido também entre os fiéis. Até que ela própria, antes de morrer, pôde
ver muitos de seus críticos cultuando e propagando a devoção do Sagrado
Coração. E foi assim que, depois de algum tempo, a mensagem estava espalhada
por todo o mundo católico. Faleceu com apenas quarenta e três anos de idade, no
dia 17 de outubro de 1690, em Paray-le-Monial, na sua França. Foi canonizada,
em 1920, pelo papa Bento XV. Santa Margarida Maria Alacoque teve a data de sua
festa litúrgica antecipada por um dia para não coincidir com a de santo Inácio
de Antioquia.
São Geraldo Majela
Filho da modesta e pobre família do alfaiate Majela, Geraldo
nasceu no dia 6 de abril de 1726, numa pequena cidade chamada Muro Lucano, no
sul da Itália. De constituição física muito frágil, cresceu sempre adoentado,
aprendendo o ofício com seu querido pai. Aos quatorze anos de idade ficou órfão
de pai e, com a aprovação da mãe, Benedita, quis tornar-se um frade capuchinho.
Mas foi recusado por ter pouca resistência física. Entretanto o jovem Geraldo
Majela não era de desistir das coisas facilmente. Arrimo de família, foi
trabalhar numa alfaiataria da cidade. Mais tarde, colocou-se a serviço do bispo
de Lacedônia, conhecido pelos modos rudes e severos, suportando aquele serviço
por vários anos, até a morte do bispo. A forte vocação religiosa sempre teve de
ser sufocada, porque não o aceitavam. Com dezenove anos de idade, voltou para
Muro Lucano, onde montou uma alfaiataria. Recebia um bom dinheiro. Dava tudo de
necessário para sua mãe e suas irmãs, com o restante ajudava os pobres. Na
cidade todos sabiam que Geraldo dava o dote necessário às moças pobres que
desejavam ingressar na vida religiosa. E se preciso, conseguia a vaga de
noviça. Só em 1749, quando uma missão de padres redentoristas esteve em Muro
Lucano, Geraldo conseguiu ingressar na vida religiosa. Tanto importunou o
superior, padre Cafaro, que este acabou cedendo e o enviou para o convento de
Deliceto, em Foggia. Enquanto era postulante, passou por muitas tentações e
aflições, mas resistiu e venceu todos os obstáculos. Professou os primeiros
votos, aos vinte e seis anos de idade, naquele convento. E surpreendeu a todos
com seu excelente trabalho de apostolado, simples, humilde, obediente, de
oração e penitência. Chegou a ser encarregado das obras da nova Casa de
Caposele; depois, como escultor, começou a fazer crucifixos. Possuindo os dons
da cura e do conselho, converteu inúmeras pessoas, sendo muito querido no
convento e na cidade. Mas mesmo assim viu-se envolvido num escândalo provocado
por uma jovem que ele ajudara. Foi em 1754, quando Néria Caggiano, não se
adaptando à vida religiosa, voltou para casa. Para explicar sua atitude,
espalhou mentiras e calúnias. Para isso escreveu uma carta ao superior, na
época o próprio fundador, santo Afonso, acusando Geraldo de pecados de impureza
com uma outra jovem. Chamado para defender-se, Geraldo preferiu manter o
silêncio. O castigo foi ficar sem receber a santa comunhão e sem ter contato
com outras pessoas de fora do convento. Ele sofreu muito. Somente depois que a
calúnia foi desmentida pela própria Néria, em uma outra carta, é que Geraldo
pôde voltar a receber a eucaristia e a trabalhar com o afinco de sempre na
defesa da fé e na assistência aos pobres. O povo só o chamava de "pai dos
pobres". Mas a fama de sua santidade, curiosamente, vinha das jovens mães.
É que as socorridas por ele durante as aflições do parto contavam, depois, que
só tinham conseguido sobreviver graças às orações que ele rezava junto delas,
tendo o filho nascido sadio. De saúde sempre frágil, Geraldo Majela morreu no
dia 16 de outubro de 1755, no Convento de Caposele, com vinte e nove anos de
idade. Após a sua morte, começaram a ser relatados milagres atribuídos à sua
intercessão, especialmente em partos difíceis. Em 1893, ele foi beatificado,
sendo declarado o padroeiro dos partos felizes. Em 1904, o papa Pio X
canonizou-o e sua festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.
Santa Edwiges
"[...] e quanto mais alta for a posição social, tanto
mais obrigação se tem de edificar o próximo com o bom exemplo." São palavras
de uma duquesa cuja única riqueza, maior que suas posses, era o espírito
religioso e solidário, Edwiges, soberana da Silésia e da Polônia. Virtude foi o
que ela mais exibiu e vivenciou em todas as fases da sua existência, primeiro
como donzela, depois como esposa e, finalmente, como viúva. Nobre, Edwiges
nasceu em 1174, na Bavária, Alemanha. Ainda criança, já mostrava mais apego às
coisas espirituais do que às materiais, apesar de dispor de tudo o que quisesse
comprar ou possuir. Em vez de divertir-se em festas da Corte, preferia
manter-se recolhida para rezar. Aos doze anos, como era convencionado nas casas
reais, foi dada em casamento a Henrique I, duque da Silésia e da Polônia. Ela
obedeceu aos pais e teve com o marido sete filhos. Quando completou vinte anos,
e ele trinta e quatro, sentiu o chamado definitivo ao seguimento de Jesus.
Então, conversou com o marido e decidiram manter dentro do casamento o voto de
abstinência sexual. Edwiges entregou-se, então, à piedade e caridade. Guardava
uma pequena parte de seus ganhos para si e o resto empregava em auxílio ao
próximo. Quando descobriu que muitas pessoas eram presas porque não tinham como
saldar suas dívidas, passou a ir pessoalmente aos presídios para libertar tais
encarcerados, pagando-lhes as dívidas com seu próprio dinheiro. Depois, ela
também lhes conseguia um emprego, de modo que pudessem manter-se com dignidade.
Construiu o Mosteiro de Trebnitz, na Polônia, ajudou a restaurar os outros e
mandou erguer inúmeras igrejas. Desse modo, organizou uma grande rede de obras
de caridade e assistência aos pobres. Além disso, visitava os hospitais
constantemente, para, pessoalmente, cuidar e limpar as feridas dos mais
contaminados e leprosos. Mas Edwiges tinha um especial carinho pelas viúvas e
órfãos. Veio, então, um período de sucessivas desventuras familiares. Num curto
espaço de tempo, assistiu à morte, um a um, dos seus seis filhos, ficando viva
apenas a filha Gertrudes. Em seguida, foi a vez do marido. Henrique I fora
preso pelos inimigos num combate de guerra e, mesmo depois de libertado, acabou
morrendo, vitimado por uma doença contraída na prisão. Agora viúva, e apesar da
dura provação, Edwiges continuou a viver na virtude. Retirou-se do mundo,
ingressou no convento que ela própria construíra, do qual a filha Gertrudes se
tornara abadessa. Fez os votos de castidade e pobreza, a ponto de andar
descalça sobre a neve quando atendia suas obras de caridade. Foi nessa época
que recebeu o dom da cura, e operou muitos milagres, em cegos e outros
enfermos, com o toque da mão e o sinal da cruz. Com fama de santidade, Edwiges
morreu no dia 15 de outubro de 1243, no Mosteiro de Trebnitz, Polônia. Logo
passou a ser cultuada como santa e o local de sua sepultura tornou-se centro de
peregrinação para os fiéis cristãos. Em 1266, o papa Clemente IV canonizou-a
oficialmente. A Igreja designou o dia 16 de outubro para a celebração da sua
festa litúrgica. O culto a santa Edwiges, padroeira dos pobres e endividados, é
muito expressivo ainda hoje em todo o mundo católico e um dos mais difundidos
do Brasil.
Josefina Vannini
Giuditta nasceu em 17 de julho de 1859, em Roma, Itália. Aos
sete anos, ficou órfã dos pais, Ângelo Vannini e Anunziata Papi, e foi separada
dos irmãos. O mais novo ficou com um tio; a mais velha, com as irmãs de São
José; e ela foi enviada para o Orfanato das Filhas da Caridade, em Roma, que a
educaram dentro da fé cristã e a prepararam para a vida, com o diploma de
professora. Aos vinte e um anos de idade, ingressou como noviça das Filhas da
Caridade, em Siena. Não se adaptando às Regras da Congregação, voltou para o
orfanato como professora. Mas sentia o chamado para a vida religiosa, por isso
cada vez mais rezava e fazia penitências. Em 1891, quando participava de um
retiro orientado pelo padre camiliano Luiz Tezza, agora proclamado santo,
resolveu aconselhar-se com ele. Esse padre estava encarregado de renovar as
Terciárias Camilianas e naquele momento teve uma inspiração: afiançar àquela
jovem a realização do projeto. Giuditta, confiando no sinal dado por Deus,
aceitou a tarefa. Tão logo se confirmou seu temperamento de fundadora e
religiosa, padre Tezza informou à Ordem dos Camilianos que obtivera a
autorização do cardeal de Roma para dar seqüência à iniciativa. Em 1892,
Giuditta e mais duas religiosas formaram a primeira comunidade da nova família
camiliana. No ano seguinte, vestiram o hábito e ela foi nomeada superiora,
adotando o nome Josefina. As Regras da Congregação foram formuladas e a
finalidade definida: dar assistência aos doentes, em domicílio também. No final
de 1894, eram quatro casas e as dificuldades financeiras, imensas. Precisavam
da autorização definitiva do Vaticano, com urgência. Naquele ano, o papa Leão
XIII havia decidido não aprovar novas congregações religiosas em Roma. Para as
irmãs tudo parecia perdido. Entretanto madre Josefina agiu como fundadora e
recorreu ao velho conselheiro, padre Tezza. Ele, contando com o apoio do
cardeal de Roma, redirecionou as atividades das religiosas para uma "pia
associação" com dependência total do cardeal, até a aprovação final.
Assim, a Obra pôde continuar. Em 1900, padre Tezza foi transferido para a
América Latina. E manteve apenas uma correspondência epistolar com a fundadora
e a Congregação até morrer, em 1923, na cidade de Lima, Peru. Porém o distanciamento
do precioso conselheiro não esmoreceu madre Josefina. Ela manteve o ânimo das
irmãs e o peso do recente Instituto. Amparada na segurança da ajuda da Divina
Providência e confiante na fé em Cristo, estendeu a Instituição para várias
localidades da Europa e da América do Sul. Madre Josefina, mesmo com a saúde
debilitada por uma doença do coração, visitava as novas casas acompanhando as
irmãs, com amabilidade e vigor. Em 1909, depois de tantas resistências,
receberam a tão esperada autorização eclesiástica e tornaram-se uma Congregação
religiosa com o título de "Filhas de São Camilo". Após alguns meses
de sofrimento ocasionado pela enfermidade, a fundadora morreu em 23 de
fevereiro de 1911. Madre Josefina Vannini foi beatificada pelo papa João Paulo
II em 16 de outubro de 1994, data que ele indicou para a celebração da festa
litúrgica em sua memória.
Oração do dia 16/10/2012
Senhor, ensinai-me a distinguir entre o que é importante e o
que pode ser deixado de lado. E ajudai-me a nunca julgar mais importantes essas
coisas secundárias, e menos ainda condenar meus irmãos que as omitem.
Iluminai-nos para que nos concentremos na procura de vossa vontade e do bem do
próximo. Assim seremos de fato livres, prontos a vos seguir sem pesos inúteis.
Amém!
Deus nos fala dia 16/10/2012
As normas são
úteis enquanto ajudam a nos aproximar da verdade e da vida, dos irmãos e de
Cristo. Fora disso, elas não tem muito sentido, pois a fé deve agir pela
caridade. É a verdade de Cristo que deve nortear nossa vida, fazendo-nos
criaturas novas e transformadas. Acolhamos o Senhor que nos fala!
Leitura do dia 16/10/2012
Gálatas 5,1-6
Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas: Irmãos, 1é
para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai pois firmes e não vos deixeis
amarrar de novo ao jugo da escravidão. 2Eis que eu, Paulo, vos digo que
Cristo não será de nenhum proveito para vós, se vos deixardes circuncidar. 3Mais
uma vez, atesto a todo homem circuncidado que ele está obrigado a observar toda
a Lei. 4Vós
que procurais a vossa justificação na Lei rompestes com Cristo, decaístes da
graça. 5Quanto
a nós, que nos deixamos conduzir pelo Espírito, é da fé que aguardamos a
justificação, objeto de nossa esperança. 6Com efeito, em Jesus Cristo, o que
vale é a fé agindo pela caridade; observar ou não a circuncisão não tem valor
algum. Palavra do Senhor!
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 16/10/2012
Lucas
11,37-41
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas: Naquele tempo, 37enquanto
Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se
à mesa. 38O fariseu ficou
admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. 39O Senhor disse ao fariseu: “Vós
fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de
roubos e maldades. 40Insensatos!
Aquele que fez o exterior não fez também o interior? 41Antes,
dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós”. Palavra da
Salvação!
—
Glória a vós, Senhor!
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Santo do dia 15/10/2012:Santa Teresa d'Ávila
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Santa Teresa d'Ávila
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Santa Teresa d'Ávila
Nunca um santo ou santa mostrou-se tão "carne e
osso" como Teresa d'Ávila, ou Teresa de Jesus, nome que assumiu no
Carmelo. Nascida no dia 28 de março de 1515, seus pais, Alonso Sanchez de Cepeda
e Beatriz d'Ávila y Ahumada, a educaram, junto com os irmãos, dentro do exemplo
e dos princípios cristãos. Aos sete anos, tentou fugir de casa e peregrinar ao
Oriente para ser martirizada pelos mouros, mas foi impedida. A leitura da vida
dos santos mártires tinha sobre ela uma força inexplicável e, se não fossem os
parentes terem-na encontrado por acaso, teria fugido, levando consigo o irmão
Roderico. Órfã de mãe aos doze anos, Teresa assumiu Nossa Senhora como sua mãe
adotiva. Mas o despertar da adolescência a levou a ter experiências excessivas
ao lado dos primos e primas, tornando-se uma grande preocupação para seu pai.
Aos dezesseis anos, sua atração pelas vaidades humanas era muito acentuada. Por
isso, ele a colocou para estudar no colégio das agostinianas em Ávila. Após
dezoito meses, uma doença grave a fez voltar para receber tratamento na casa de
seu pai, o qual se culpou pelo acontecido. Nesse período, pela primeira vez,
Teresa passou por experiências espirituais místicas, de visões e conversas com
Deus. Todavia as tentações mundanas não a abandonavam. Assim atormentada,
desejando seguir com segurança o caminho de Cristo, em 1535, já com vinte anos,
decidiu tornar-se religiosa, mas foi impedida pelo pai. Como na infância,
resolveu fugir, desta vez com sucesso. Foi para o Convento carmelita da
Encarnação de Ávila. Entretanto a paz não era sua companheira mais presente.
Durante o noviciado, novas tentações e mais o relaxamento da fé não pararam de
atormentá-la. Um ano depois, contraiu outra doença grave, quase fatal, e
novamente teve visões e conversas com o Pai. Teresa, então, concluiu que devia
converter-se de verdade e empregou todas as forças do coração em sua definitiva
vivência da religião, no Carmelo, tomando o nome de Teresa de Jesus. Aos trinta
e nove anos, ocorreu sua "conversão". Teve a visão do lugar que a
esperaria no inferno se não tivesse abandonado suas vaidades. Iniciou, então, o
seu grande trabalho de reformista. Pequena e sempre adoentada, ninguém entendia
como conseguia subir e descer montanhas, deslocar-se pelos caminhos mais ermos
e inacessíveis, de convento em convento, por toda a Espanha. Em 1560, teve a
inspiração de um novo Carmelo, onde se vivesse sob as Regras originais. Dois
anos depois, fundou o primeiro Convento das Carmelitas Descalças da Regra
Primitiva de São José em Ávila, onde foi morar. Porém, em 1576, enfrentou
dificuldades muito sérias dentro da Ordem. Por causa da rigidez das normas que
fez voltar nos conventos, as comunidades se rebelaram junto ao novo geral da Ordem,
que também não concordava muito com tudo aquilo. Por isso ele a afastou. Teresa
recolheu-se em um dos conventos e acreditou que sua obra não teria
continuidade. Mas obteve o apoio do rei Felipe II e conseguiu dar seqüência ao
seu trabalho. Em 1580, o papa Gregório XIII declarou autônoma a província
carmelitana descalça. Apesar de toda essa atividade, ainda encontrava espaço
para transmitir ao mundo suas reflexões e experiências místicas. Na sua época,
toda a cidade de Ávila sabia das suas visões e diálogos com Deus. Para obter
ajuda, na ânsia de entender e conciliar seus dons de espiritualidade e as
insistentes tentações, ela mesma expôs os fatos para muitos leigos e não apenas
aos seus confessores. E ela só seguiu numa rota segura porque foi devidamente
orientada pelos últimos, que eram os agora santos Francisco Bórgia e Pedro de
Alcântara, que perceberam os sinais da ação de Deus. A pedido de seus
superiores, registrou toda a sua vida atribulada de tentações e espiritualidade
mística em livros como "O caminho da perfeição", "As
moradas", "A autobiografia" e outros. Neles, ela própria narra
como um anjo transpassou seu coração com uma seta de fogo. Doente, morreu no
dia 4 de outubro de 1582, aos sessenta e sete anos, no Convento de Alba de
Torres, Espanha. Na ocasião, tinha reformado dezenas de conventos e fundado
mais trinta e dois, de carmelitas descalças, sendo dezessete femininos e quinze
masculinos. Beatificada em 1614, foi canonizada em 1622. A comemoração da festa
da transverberação do coração de Santa Teresa ocorre em 27 de agosto, enquanto
a celebração do dia de sua morte ficou para o dia 15 de outubro, a partir da
última reforma do calendário litúrgico da Igreja. O papa Paulo VI, em 1970,
proclamou santa Teresa d'Ávila doutora da Igreja, a primeira mulher a obter tal
título.
Oração do dia 15/10/2012
Senhor, acredito em vós, não por causa de sinais e milagres,
mas porque interiormente iluminais e moveis meu coração. Minha confiança em vós
também se baseia no vosso modo de ser, testemunhado pelos que vos conheceram.
Ninguém nunca falou como vós, ninguém nunca viveu como vós, com tanta bondade,
sabedoria e coerência. Creio em vós, e vos quero ser para sempre fiel. Amém!
Deus nos fala dia 15/10/2012
Fomos feitos
para a liberdade, ou seja, para respeitar a vida e a dignidade em que fomos
criados. E não há homem mais livre do que Cristo que, mesmo entre oposições,
não deixou de anunciar e de mostrar a verdade. Ele é o sinal pleno, e não há
necessidade de outro sinal!
Leitura do dia 15/10/2012
Gálatas 4,22-24.26-27.31-5,1
Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas: Irmãos, 4,22está
escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. 23Mas
o filho da escrava nasceu segundo a carne, e o filho da livre nasceu em virtude
da promessa. 24Esses fatos têm um sentido
alegórico, pois essas mulheres representam as duas alianças: a primeira, Hagar,
vem do monte Sinai; ela gera filhos para a escravidão. 26Porém, a
Jerusalém celeste é livre, e é a nossa mãe. 27Pois está
escrito: “Rejubila, estéril, que não dás à luz, prorrompe em gritos de alegria,
tu que não sentes as dores do parto, porque os filhos da mulher abandonada são
mais numerosos do que os da mulher preferida”. 31Portanto,
irmãos, não somos filhos de uma escrava; somos filhos da mulher livre. 5,1É
para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai pois firmes e não vos deixeis
amarrar de novo ao jugo da escravidão. Palavra do Senhor!
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 15/10/2012
Lucas
11,29-32
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas: Naquele tempo, 29quando
as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: “Esta
geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a
não ser o sinal de Jonas. 30Com
efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o
Filho do Homem para esta geração. 31No
dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta
geração e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a
sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão. 32No dia do julgamento, os ninivitas
se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se
converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que
Jonas”. Palavra da Salvação!
—
Glória a vós, Senhor!
domingo, 14 de outubro de 2012
Santo do dia 14/10/2012:São Calisto I e São Burchardo
São Calisto I
"Todo pecado pode ser perdoado pela Igreja, cumpridas as
devidas penitências." A frase conclusiva é do papa Calisto I, ao se
posicionar no combate às idéias heréticas, surgidas dentro do clero, que iam
contra a Igreja. Calisto entendia muito bem de penitência. Na Roma do século
II, ele nasceu num bairro pobre e foi escravo. Depois, liberto, sua sina de
sofrimento continuou. Trabalhando para um comerciante, fracassou nos negócios e
foi obrigado a indenizar o patrão, mas decidiu fugir, indo refugiar-se em
Portugal. Encontrado, foi deportado para a ilha da Sardenha e punido com
trabalhos forçados. Porém foi nessa prisão que sua vida se iluminou. Nas minas
da Sardenha, ele tinha contato direto com os cristãos que também cumpriam penas
por causa da sua religião. Ao vê-los heroicamente suportando o desterro, a
humilhação e as torturas sem nunca perder a fé e a esperança em Cristo, Calisto
se converteu. Depois de alguns anos, os cristãos foram indultados e Calisto
retornou à vida livre, indo estabelecer-se na cidade de Anzio, onde adquiriu
reconhecimento dos cristãos, como diácono. Quando o papa Zeferino assumiu o
governo da Igreja, chamou o diácono para trabalhar com ele. Deu a Calisto
várias missões executadas com sucesso. Depois o nomeou responsável pelos
cemitérios da Igreja. Chamados de catacumbas, esses cemitérios subterrâneos da
via Ápia, em Roma, tiveram importância vital para os cristãos. Além de ali
enterrarem seus mortos, as catacumbas serviam, também, para cerimônias e
cultos, principalmente durante os períodos de perseguição. Calisto começou suas
escavações, organizou-as e valorizou-as. Nelas mandou construir uma capela,
chamada Cripta dos Papas, onde estão enterrados quarenta e seis pontífices e
cerca de duzentos mil mártires das perseguições contra os cristãos. Com a morte
do papa Zózimo, o clero e o povo elegeram Calisto para substituí-lo, mas ele
sofreu muita oposição por causa de sua origem humilde de escravo. Hipólito, um
dos grandes teólogos do catolicismo e pensadores da época, era o principal
deles. Hipólito tinha um entendimento diferente sobre a Santíssima Trindade e
desejava que determinados pecados não fossem perdoados. Entretanto o papa
Calisto I manteve-se firme na defesa da Igreja, rompendo com Hipólito e seus
seguidores, respondendo a questão com aquela frase conclusiva. Anos depois,
Hipólito reconciliar-se-ia com a Igreja, tornado-se mártir da Igreja por não
negar sua fé em Cristo. O papa Calisto I governou por seis anos. Nesse período,
concluiu o trabalho nas catacumbas romanas, conhecidas, hoje, como as
catacumbas de são Calisto. Em 222, ele se tornou vítima da perseguição, foi
espancado e, quase morto, jogado em um poço. No local, agora, acha-se a igreja
de Santa Maria, em Trastevere, que guarda o seu corpo, em Roma.
São Burchardo
Burchardo nasceu na Inglaterra. Educado desde a infância no
cristianismo, na juventude tornou-se um monge beneditino. Em 735, quis realizar
o antigo sonho de tornar-se missionário e partiu como voluntário para a
Alemanha, indo juntar-se, ao agora santo, bispo Bonifácio, que chefiava os
trabalhos de evangelização junto àquela população ainda pagã. Fez uma longa
estadia no Mosteiro de Fritzlar, fundado por Bonifácio, até que foi destinado
para levar a Palavra de Deus aos habitantes da Turíngia. Alto e forte,
inteligente e piedoso, logo se tornou um missionário destacado. Em pouco tempo,
a população pagã, que cultuava entidades como os deuses Odin e Freia, passou a
encher as poucas igrejas existentes. Burchardo, então, passou a construir novos
templos em ritmo acelerado. Tanto assim que, próximo ao ano 742, o próprio
bispo Bonifácio instituiu a diocese de Wurzburg, para a Turíngia Meridional e
para a Francônia Oriental, consagrando Burchardo primeiro bispo. Mais tarde, o
próprio rei Pepino, o Breve, seguido pelos herdeiros, dotou essa diocese com
numerosos benefícios, que até mesmo foi elevada à condição de ducado, com
jurisprudência sobre as que estavam subordinadas a ela. Tal mérito se deve,
especialmente, a Burchardo, cuja fama de santidade era voz corrente entre os
habitantes. Mesmo assim, nada foi fácil no seu trabalho, sendo muito perseguido
e caluniado. Participou de dois importantes concílios: em 743, o dos bispos
germânicos e, em 747, o dos francos. Também construiu o importante Mosteiro
beneditino de Santo André, em Wurzburg. Após doze anos de incansável apostolado
na diocese, o povo já era todo cristão. Em 753, Burchardo serenamente morreu,
sendo sepultado na igreja da cidade. Num dia 14 de outubro, entre os anos 984 e
990, o então bispo Hugo promoveu o solene translado de suas relíquias para a
capela do Mosteiro de Santo André. A data passou a ser a da tradicional
celebração de são Burchardo, sendo também adotada pela Igreja quando autorizou
o seu culto, no século XII.
Oração do dia 14/10/2012
Senhor, “entrar no reino” é, entre outras coisas, praticar a
justiça e o amor, partilhar para que todos tenham o necessário, não dar valor
supremo aos bens temporais. Para isso é preciso que me liberteis do apego, da
cobiça e da inveja, da preocupação egoísta por mim mesmo e pelos meus, do
consumo exagerado, da procura do mais moderno e do mais vistoso. Dai-me a
liberdade de espírito para rever meus valores, ensinai-me a confiar mais em vós
do que em meus depósitos, fazei que eu saiba renunciar para que outros possam
ter. Ajudai-me, para que meu trabalho seja fonte de bens e bênçãos para meus
irmãos, e não apenas manifestação de minhas ambições. Amém!
Deus nos fala dia 14/10/2012
A sabedoria é um
dom a ser verdadeiramente apreciado e buscado. Ela vale mais do que todas as
riquezas. O seguimento de Jesus exige de nós atitudes radicais, mas nem sempre
temos coragem. Não há como ser rico, apegado e querer ter uma consciência em
paz, sonhando com a vida eterna!
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