sábado, 6 de abril de 2013
Santo do dia 06/04/2013: São Marcelino e Juliana de Liège
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São Marcelino
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Juliana de Liège
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Marcelino foi um sábio e dedicado religioso, amigo e
discípulo de Agostinho, bispo de Hipona, depois canonizado e declarado doutor
da Igreja. Entretanto Marcelino acabou sendo vítima de um dos lamentáveis
cismas que dividiram o cristianismo. Foram influências políticas, como o
donatismo, que levaram esse honrado cristão à condenação e ao martírio. Tudo
teve início muitos anos antes, em 310. O imperador Diocleciano ordenara ao povo
a entrega e queima de todos os livros sagrados. Quem obedeceu, passou a ser
considerado traidor da Igreja. Naquele ano, Ceciliano foi eleito bispo de
Cartago, mas teve sua eleição contestada por ter sido referendada por um grupo
de bispos traidores, os mesmos que entregaram os livros sagrados. O bispo
Donato era um desses e, além disso, tinha uma posição totalmente contrária ao
catolicismo ortodoxo. Ele defendia que os sacramentos só podiam ser ministrados
por santos, não por pecadores, isto é, gente comum. Os seguidores do bispo
Donato, portanto, tornaram-se os donatistas, e a Igreja dividiu-se. Em Cartago,
Marcelino ocupava dois cargos de grande importância: era tabelião e tribuno,
funcionando, assim, como um porta-voz da população diante das autoridades do Império
Romano. Era muito religioso, ligado ao bispo Agostinho, de Hipona, reconhecido
realmente como homem de muita fé e dedicação à Igreja. Algumas obras escritas
pelo grande teólogo bispo Agostinho partiram de consultas feitas por Marcelino.
Foram os tratados "sobre a remissão dos pecados", "sobre o
Espírito", e o mais importante, "sobre a Trindade", porém nenhum
deles pôde ser lido por Marcelino. Quando Marcelino se opôs ao movimento
donatista, em 411, foi denunciado como cúmplice do usurpador Heracliano e
condenado à morte. Apenas um ano depois da execução da pena é que o erro da
justiça romana foi reconhecido pelo próprio imperador Honório. Assim, a
acusação foi anulada e a Igreja passou a reverenciar são Marcelino como mártir.
Sua festa litúrgica foi marcada para o dia 6 de abril, data de sua errônea
execução.
Juliana de Liège
Juliana nasceu em 1192, em Retinne, próximo de Liège,
província belga famosa por suas escolas. Aos cinco anos tornou-se órfã dos
pais, passando a ser criada no mosteiro de Monte Cornillon. Ela estava decidida
a fazer os votos de uma vida totalmente entregue a Deus e vestiu o hábito das
agostinianas neste mesmo mosteiro em 1207. Suas virtudes e dons se evidenciavam
e ela passou a descrever suas revelações, obtidas durante suas orações
contemplativas. Em uma delas, Juliana descreveu uma lua atravessada por uma
faixa escura. Segundo sua interpretação, tal lua incompleta significava a
liturgia, para a qual faltava uma festa para honrar o corpo sagrado de Cristo,
sacrificado pela humanidade. Confidenciava as suas revelações apenas à irmã Eva
e a uma enfermeira, Isabela. A aliança e cumplicidade entre as três mulheres
frutificaram na propagação do culto ao corpo sagrado de Jesus e, mais tarde, o
bispo de Liège instituiu, embora com relutância, a festa tão desejada pelas
irmãs e pela comunidade, dando-lhe o nome de Corpus Domini. Porém muitos se
mostraram contrários à festa e ao culto. O bispo hesitava, mas Juliana já tinha
preparado o ofício, ou seja, a pregação, as leituras e os cantos, para a nova
celebração. Seu texto acabou sendo lido, explicado e cantado. Apaziguados os
ânimos, o bispo decidiu instituir de vez, em 1246, a festa diocesana do Corpus
Domini. Um dos religiosos que haviam apoiado Juliana em sua iniciativa foi
Jacinto Pantaleão, arquidiácono de Trois, na França. Ele acabou sendo eleito
papa em 1261, adotando o nome de Urbano IV. Em 1264, pela bula papal
Transiturus, Urbano IV, instituiu as festividades do Corpus Domini para toda a
Igreja. Infelizmente, Juliana de Liège não viveu para ver o acontecimento.
Tornara-se priora do mosteiro de Monte Cornillon em 1230, trabalhando pela
manutenção de uma disciplina rigorosa que não agradou a muita gente. Em 1248,
ela decidiu deixar o cargo e ingressou na clausura em Fosses, também na Bélgica,
onde viveu até morrer, em 5 de abril de 1258. Seu corpo foi sepultado na abadia
cisterciense de Villers. Mas ela teve tempo de saber que a festa Corpus Domini
já era comemorada em toda a Bélgica, França e Alemanha. O papa Pio IX
beatificou Juliana de Liège em 1869 e confirmou seu culto litúrgico para o dia
6 de abril.
Oração do dia 06/04/2013
Pai, livra-me da incredulidade que me impede de ser
proclamador da ressurreição de teu Filho Jesus, por quem nos é oferecida a tua
salvação. Amém!
Deus nos fala dia 06/04/2013
Firmes e decididas são as palavras de Pedro e de
João diante das autoridades: “Quanto a nós não nos podemos calar sobre o que
vimos e ouvimos”. E Jesus com sua presença rompe a dúvida e o medo dos
discípulos e envia-os em missão. Acolhamos o Senhor!
Leitura do dia 06/04/2013
Atos dos Apóstolos 4,13-21
Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, os
chefes dos sacerdotes, os anciãos e os escribas 13ficaram admirados ao ver a
segurança com que Pedro e João falavam, pois eram pessoas simples e sem instrução.
Reconheciam que eles tinham estado com Jesus. 14No entanto viam, de pé, junto a
eles, o homem que tinha sido curado. E não podiam dizer nada em contrário. 15Mandaram que
saíssem para fora do Sinédrio, e começaram a discutir entre si: 16“Que vamos fazer
com esses homens? Eles realizaram um milagre claríssimo, e o fato tornou-se de
tal modo conhecido por todos os habitantes de Jerusalém, que não podemos
negá-lo. 17Contudo,
a fim de que a coisa não se espalhe ainda mais entre o povo, vamos ameaçá-los,
para que não falem mais a ninguém a respeito do nome de Jesus”. 18Chamaram de
novo Pedro e João e ordenaram-lhes que, de modo algum, falassem ou ensinassem
em nome de Jesus. 19Pedro e João responderam: “Julgai vós mesmos, se é justo
diante de Deus que obedeçamos a vós e não a Deus! 20Quanto a nós, não nos podemos
calar sobre o que vimos e ouvimos”. 21Então, insistindo em suas ameaças, deixaram
Pedro e João em liberdade, já que não tinham meio de castigá-los, por causa do
povo. Pois todos glorificavam a Deus pelo que havia acontecido. Palavra do
Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 06/04/2013
Marcos
16,9-15
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos: 9Depois
de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu
primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. 10Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus,
que estavam de luto e chorando. 11Quando
ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar. 12Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com
outra aparência, enquanto estavam indo para o campo. 13Eles
também voltaram e anunciaram isso aos outros. Também a estes não deram crédito.
14Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos
enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza
de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto
ressuscitado. 15E disse-lhes: “Ide pelo mundo
inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!” Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Santo do dia 05/04/2013: São Vicente Ferrer, Santa Maria Crescencia Hoss, Santa Irene e Mariano de La Mata Aparício
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São Vicente Ferrer
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Santa Maria Crescencia Hoss |
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Santa Irene |
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Mariano de La Mata Aparício |
São Vicente Ferrer
Vicente nasceu em Valência, na Espanha, em 1350. Passou a
infância e a juventude junto aos padres dominicanos, que tinham um convento
próximo de sua casa. Percebendo sua vocação, pediu ingresso na Ordem dos
Pregadores (dominicanos) aos dezessete anos. Vicente estudou em Lérida,
Barcelona e Tolosa, doutorando-se em filosofia e teologia, e ordenando-se
sacerdote em 1378. Pregador nato, nesse mesmo ano começou sua peregrinação por
toda a Europa, durante um período negro da história, quando ocorreu a Guerra
dos Cem Anos, quando forças políticas, alheias à Igreja, tinham tanta
influência que atuavam até na eleição dos papas. Assim, quando um italiano foi
eleito papa, Urbano VI, as correntes políticas francesas não o aceitaram e
elegeram outro, um francês, Clemente VII, que foi residir em Avinhão, na
França. A Igreja dividiu-se em duas, ocorrendo o chamado cisma da Igreja
ocidental, porque ela ficou sob dois comandos, o que durou trinta e nove anos.
Vicente Ferrer, pregador, já era muito conhecido. Como prior do convento de
Valência, teve contato com o cardeal Pedro de Luna, que o convenceu da
legitimidade do papa de Avinhão, e Vicente aderiu à causa. Em 1384, o referido
cardeal foi eleito papa Bento XIII e habilmente fez do dominicano Vicente seu
confessor, sendo defendido por ele até 1416, como fazia Catarina de Sena, sua
contemporânea, pelo italiano Urbano VI. O coração desse dominicano era dotado
de uma fé fervorosa, mas passando por uma divisão dessas, e juntando-se o
panorama geral da Europa na época: por toda parte batalhas sangrentas,
calamidades públicas, fome, miséria, misticismo, ignorância, além da peste
negra, que dizimou um terço da população. Tudo isso fez que a pregação de
Vicente Ferrer ganhasse a nuance do fatalismo. Ele andou pela Espanha, França,
Itália, Suíça, Bélgica, Inglaterra e Irlanda e muitas outras regiões,
defendendo sempre a unidade da Igreja, o fim das guerras, o arrependimento e a
penitência, como forma de esperar a iminente volta de Cristo. Tornou-se a mais
alta voz da Europa. Pregava para multidões e as catedrais tornavam-se pequenas
para os que queriam ouvi-lo. Por isso fazia seus sermões nas grandes praças
públicas. Milhares de pessoas o seguiam em procissões de penitência. Dizem os
registros da Igreja, e mesmo os que não concordavam com ele, que Deus estava do
seu lado. A cada procissão os prodígios e graças sucediam-se e podiam ser
comprovados às centenas entre os fiéis. O cisma da Igreja só terminou quando os
dois papas renunciaram ao mesmo tempo, para o bem da unidade do cristianismo.
Vicente retirou seu apoio ao papa Bento XIII e, com sua atuação, ajudou a
eleger o novo papa, Martinho V, trazendo de novo a união da Igreja ocidental.
As nuvens negras dissiparam-se, mas as conversões e as graças por obra de
Vicente Ferrer ficarão por toda a eternidade. Ele morreu no dia 5 de abril de
1419, na cidade de Vannes, Bretanha, na França. Foi canonizado pelo papa
Calisto III, seu compatriota, em 1458, que o declarou padroeiro de Valência e
Vannes. São Vicente Ferrer foi um dos maiores pregadores da Igreja do segundo
milênio e o maior pregador do século XIV.
Santa Maria Crescencia Hoss
Maria Crescencia Hoss nasceu numa família numerosa de
humildes tecelões na cidade de Kaufbeuren, na Alemanha, no dia 20 de outubro de
1682. Seus pais eram católicos praticantes, mas não tinham condições de atender
o desejo da filha, que era o de ingressar no mosteiro da Ordem Terceira das
Franciscanas daquela cidade. Entretanto a ajuda financeira veio do prefeito
protestante, sensível à vocação religiosa de Crescencia. Admitida pelas
franciscanas em 1703, um ano depois recebia o hábito definitivo da Ordem
Terceira. A franciscana Crescencia possuía dotes espirituais, humanísticos e
morais que fascinavam todos que dela se aproximavam. Para um número
extraordinário de pessoas, foi a auxiliadora previdente, sensata e também
conselheira iluminada. Possuía a capacidade de reconhecer rapidamente os
problemas e apresentar soluções apropriadas e racionais. Até mesmo o príncipe
herdeiro e bispo de Colônia, Clemente Augusto, tinha-a como orientadora
espiritual e sábia, tanto que solicitou ao papa sua canonização logo que ela
morreu. Crescencia tinha uma inteligência privilegiada. Dentro do pequeno
convento das franciscanas, conseguiu fazer um surpreendente apostolado, onde
cumpriu todas as funções com a dedicação e a generosidade de quem possui a alma
dos grandes. Em 1710, ela foi atendente atenciosa, previdente e caridosa
mantendo um contato harmonioso de comunicação com o exterior e a vida do
convento. Sete anos depois, ela se tornou a professora das noviças, formando as
jovens irmãs para uma vida digna da espiritualidade interior daquela comunidade
religiosa. Para sua surpresa, em 1741 Crescencia foi eleita a superiora e,
apesar das tentativas de recusa, acabou aceitando a tarefa. Recomendou a
observação do silêncio, a oração contemplativa, e a leitura espiritual,
especialmente o Evangelho. Em seus três anos como superiora, tornou-se sua
segunda fundadora. Firmou solidamente as bases espirituais franciscanas no
respeito ao juramento da vocação, que diz: "Deus quer os ricos em
virtudes, não em bens temporais". Os pontos principais de seu programa para
a renovação do convento foram a confiança ilimitada na Providência Divina, na
doação integral ao próximo e aos mais pobres, no amor ao silêncio, na devoção a
Jesus Crucificado, na devoção à eucaristia e à Virgem Santa. Maria Crescencia
Hoss morreu em Easter, no dia 5 de abril de 1744, e tornou-se uma das santas
mais veneradas da Alemanha e da Europa do Leste. Foi sepultada no convento da
Ordem Terceira das Franciscanas de Kaufbeuren, que logo se tornou um local de
intensa peregrinação de devotos que solicitam sua intercessão em curas e
graças. No ano de 1900, o papa Leão XIX beatificou-a. O seu culto foi fixado
para o dia 5 de abril e se tornou oficial que no local de sua sepultura fosse
erigido um santuário para a visitação de fiéis. A sua canonização foi feita em
2001, pelo papa João Paulo II, em Roma.
Santa Irene
No século IV, época do imperador romano Diocleciano,
considerado o mais sanguinário perseguidor dos cristãos, era proibido que as
pessoas portassem ou guardassem escritos que pregassem o cristianismo. Todos os
livros deviam ser entregues às autoridades para serem queimados. Irene, ainda
jovem, junto com suas irmãs Ágape e Quilônia, pertenciam à uma família pagã da
Tessalônica, Grécia, mas se converteram e possuíam vários livros da Sagrada Escritura,
pois passaram a pregar o cristianismo. As três irmãs foram denunciadas e em sua
casa foram encontradas várias Bíblias, por isso passaram a ser perseguidas,
para serem levadas ao interrogatório diante do governador da Macedônia,
Dulcério. Deveriam, como os demais cristãos, submeter-se ao intenso
interrogatório, para renegarem a fé em Cristo. Mas só se salvariam se
idolatrassem os falsos deuses, oferecendo publicamente comida e incenso a eles,
e queimando as suas Bíblias. Quando os cristãos se negavam a renunciar a sua
fé, geralmente eram queimados vivos, junto com a Bíblia. Ágape e Quilônia foram
encontradas antes. Presas e interrogadas, negaram-se a adorar os falsos deuses
e confirmaram sua fé. Por isso foram queimadas vivas. O Martirológio Romano as reverencia
dois dias antes. Entretanto, Irene, que havia escondido grande parte dos livros
cristãos em sua casa, conseguiu fugir para as montanhas, mas foi encontrada no
dia do martírio das suas irmãs, levada a um prostíbulo para ser violada e,
depois, presa. Lá, porém, por uma graça, ninguém a tocou. Irene foi, então,
submetida a interrogatório, manteve-se firme em sua profissão de fé. Condenada
pelo governador Dulcério, foi entregue aos carrascos, que lhe tiraram a roupa,
expuseram-na à vergonha pública e depois também a queimaram viva. O culto a
santa Irene ainda é muito intenso no Oriente e no Ocidente, e se perpetuou até
os nossos dias pelo seu exemplo de santa mártir, bem como pela tradição de seu
nome, que em grego significa "paz", e é muito difundido em todo o
planeta, principalmente entre os povos cristãos. A festa de santa Irene
acontece em 5 de abril, dia em que recebeu a palma do martírio pela fé em
Cristo, no ano 304.
Mariano de La Mata Aparício
Padre Mariano de la Mata Aparício nasceu em 31 de dezembro de
de 1905 em Palência, norte da Espanha, de uma família profundamente cristã.
Como seus três irmãos tinham ingressado na Ordem Agostiniana, ele também
sentiu-se atraído para essa mesma vida sacerdotal. Ordenado sacerdote, em 25 de
julho de 1930, foi destinado a vir para o Brasil, em 21de agosto de 1931, para
a paróquia de Taquaritinga. Foi professor e vigário da paróquia Santo
Agostinho, em São Paulo. Foi superior da vice-província dos agostinianos e
diretor espiritual das "Oficinas de Santa Rita de Cássia".
Distinguiu-se pela bondade. Era amável, mensageiro do amor. Sempre dava a Unção
dos Enfermos às pesoas doentes. Distinguia-se pelo amor à Eucaristia e a Nossa
Senhora da Consolação. Amava a natureza, cultivava com amor as plantas, emocionava-se
com as beleza das flores. Era de caráter firme e generoso, coração aberto e
sensível. Apesar da deficiência auditiva e visual, levava aos doentes o
conforto da esperança e da Eucaristia. Dava assistência aos doentes e às suas
famílias. Distinguia-se pelo amor à Eucaristia, a Nossa Senhora, aos pobres,
carentes e necessitados. Suas grandes paixões: natureza, família, as Oficinas
de Santa Rita de Cássia, as vocações agostinianas. Padre Mariano morreu em 5 de
abril de 1983, no Hospital do Câncer, em São Paulo . O processo de beatificação
foi aberto em 31 de maio de 1987, pelo Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Em 20
de novembro de 2004, o Santo Padre reconheceu a veracidade do milagre que havia
realizado e suas virtudes heróicas. O milagre atribuído a Padre Mariano
aconteceu em abril de 1996, em Barra Bonita, São Paulo. O menino João Paulo
Palotto tinha 6 anos quando foi atropelado por um caminhão. Teve traumatismo
encefálico grave, hemiplegia e olho esquerdo projetado para a frente, além de
hemorragia, parada respiratória. Foi então que Padre Luís Miguel pediu que
todos rezassem. O menino foi transferido para vários hospitais, até que em maio
do mesmo ano de 1996, João Paulo estava totalmente recuperado, graças à
intervenção de Padre Mariano. Padre Mariano foi beatificado no dia 5 de
novembro de 2006, na catedral da Sé em São Paulo presidida pelo representante
do Vaticano, o cardeal José Saraiva Martins.
Oração do dia 05/04/2013
Pai, que a presença do Ressuscitado reforce a comunhão com
meus irmãos e minhas irmãs de fé, a fim de podermos atrair para ele muitas
outras pessoas de boa vontade. Amém!
Deus nos fala dia 05/04/2013
Só em Cristo e em nenhum outro se encontra a
salvação. Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o para eles. Na
Eucaristia, encontramos-nos todos, como também a realização de nossa missão de
cristãos batizados e missionários. Acolhamos o Senhor!
Leitura do dia 05/04/2013
Atos dos Apóstolos 4,1-12
Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias,
depois que o paralítico fora curado, 1Pedro e João ainda estavam falando ao povo,
quando chegaram os sacerdotes, o chefe da guarda do Templo e os saduceus. 2Estavam
irritados porque os apóstolos ensinavam o povo e anunciavam a ressurreição dos
mortos na pessoa de Jesus. 3Eles prenderam Pedro e João e os colocaram na
prisão até o dia seguinte, porque já estava anoitecendo. 4Todavia,
muitos daqueles que tinham ouvido a pregação acreditaram. E o número dos homens
chegou a uns cinco mil. 5No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém os chefes, os
anciãos e os mestres da Lei. 6Estavam presentes o sumo Sacerdote Anás, e
também Caifás, João, Alexandre, e todos os que pertenciam às famílias dos sumos
sacerdotes. 7Fizeram
Pedro e João comparecer diante deles e os interrogavam: “Com que poder ou em
nome de quem vós fizestes isso?” 8Então, Pedro, cheio do Espírito Santo,
disse-lhes: “Chefes do povo e anciãos: 9hoje estamos sendo interrogados por termos
feito o bem a um enfermo e pelo modo como foi curado. 10Ficai, pois,
sabendo todos vós e todo o povo de Israel: é pelo nome de Jesus Cristo, de
Nazaré, aquele que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos — que
este homem está curado, diante de vós. 11Jesus é a pedra, que vós, os construtores,
desprezastes, e que se tornou a pedra angular. 12Em nenhum outro há salvação,
pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual possamos
ser salvos”. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 05/04/2013
João
21,1-14
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo João: Naquele tempo, 1Jesus
apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi
assim: 2Estavam juntos Simão Pedro, Tomé,
chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros
discípulos de Jesus. 3Simão Pedro
disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Também vamos contigo”. Saíram e
entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite. 4Já
tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam
que era Jesus. 5Então Jesus disse: “Moços, tendes
alguma coisa para comer?” Responderam: “Não”. 6Jesus
disse-lhes: “Lançai a rede à direita da barca, e achareis”. Lançaram pois a
rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes. 7Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a
Pedro: “É o Senhor!” Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu uma
roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar. 8Os outros
discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com os peixes. Na verdade, não
estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem metros. 9Logo
que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão. 10Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que
apanhastes”. 11Então Simão Pedro subiu ao barco
e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinqüenta e três
grandes peixes; e, apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu. 12Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos
discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. 13Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o
por eles. E fez a mesma coisa com o peixe. 14Esta foi a
terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.
Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Santo do dia 04/04/2013: Santo Isidoro de Sevilha, Francisco Marto e São Caetano Catanoso
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Santo Isidoro de Sevilha
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Francisco Marto |
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São Caetano Catanoso
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Isidoro, o mais novo de quatro irmãos, nasceu em 560, em
Sevilha, capital da Andaluzia, numa família hispano-romana muito cristã. Seu
pai, Severiano, era prefeito de Cartagena e comandava sua cidade dentro dos
mais disciplinados preceitos católicos. A mãe, Teodora, educou todos os filhos
igualmente nas regras do cristianismo. Como fruto, colheu a alegria de ter
quatro deles: Isidoro, Fulgêncio, Leandro e Florentina, elevados à veneração
dos altares da Igreja. Isidoro começou a estudar a religião desde muito
pequeno, tendo na figura do irmão mais velho, Leandro, o pai que falecera cedo.
Diz a tradição que logo que ingressou na escola o menino tinha muitas
dificuldades de aprendizagem, chegando a preocupar a família e os professores,
mas rapidamente superou tudo com a ajuda da Providência Divina. Formou-se em
Sevilha, onde, além do latim, ainda aprendeu grego e hebraico, e ordenou-se
sacerdote. Tudo isso contribuiu muito para que trabalhasse na conversão dos
visigodos arianos, a começar pelo próprio rei. Isidoro também foi o responsável
pela conversão dos judeus espanhóis. Tornou-se arcebispo e sucedeu a seu irmão
Leandro, em Sevilha, durante quase quatro décadas. Logo no início do seu
bispado, Isidoro organizou núcleos escolares nas casas religiosas, que são
considerados os embriões dos atuais seminários. Sua influência cultural foi
muito grande, era possuidor de uma das maiores e mais bem abastecidas
bibliotecas e seu exemplo levou muitas pessoas a dedicarem seus tempos livres
ao estudo e às boas leituras. Depois, retirou-se para um convento, onde poderia
praticar suas obrigações religiosas e também se dedicar intensamente aos
estudos. Por seus profundos conhecimentos, presidiu o II Concílio de Sevilha,
em 619, e o IV Concílio de Toledo, em 633, do qual saíram leis muito
importantes para a Igreja, de modo que a religiosidade se enraizou no país. Por
isso foi chamado de "Pai dos Concílios" e "mestre da
Igreja" da Idade Média. Isidoro era tão dedicado à caridade que sua casa
vivia cheia de mendigos e necessitados, isso todos os dias. No dia 4 de abril
de 636, sentindo que a morte estava se aproximando, dividiu seus bens com os
pobres, publicamente pediu perdão para os seus pecados, recebeu pela última vez
a eucaristia e, orando aos pés do altar, ali morreu. Ele nos deixou uma obra
escrita sobre cultura, filosofia e teologia considerada a mais valorosa do
século VII. Nada menos que uma enciclopédia, com vinte e um volumes, chamada
Etimologias, considerada o primeiro dicionário escrito, um livro com a
biografia dos principais homens e mulheres da Bíblia, regras para mosteiros e
conventos, além de muitos comentários acerca de cada um dos livros da Bíblia, estudo
que mais lhe agradava. Dante Alighieri cita Isidoro de Sevilha em seu livro A
divina comédia, no capítulo do Paraíso, onde vê "brilhar o espírito
ardente" nesse teólogo. Em 1722, o papa Bento XIV proclamou santo Isidoro
de Sevilha doutor da Igreja, e seu culto litúrgico confirmado para o dia de sua
morte.
Francisco Marto
Francisco Marto nasceu em Aljustrel, aldeia de Fátima, na
diocese de Leiria-Fátima, Portugal, no dia 11 de junho de 1908. Ainda pequeno
acompanhou, com sua irmã Jacinta e sua prima Lúcia, também crianças, as
aparições de Fátima, onde aprendeu a conhecer e a louvar a Deus e à Virgem
Maria. Em 13 de maio de 1917, enquanto pastoreavam o rebanho, eles tiveram a
graça singular de ver a Santíssima Mãe de Deus, que, por desígnio divino, veio
à procura dos pequeninos privilegiados do Pai na Cova da Iria. Fala-lhes com
voz e coração de mãe e convida-os a rezarem pelos pecadores e pela conversão da
humanidade. Foi então que das suas mãos maternas saiu uma luz que os penetrou
intimamente, sentindo-se imersos em Deus. Mais tarde, Francisco, um dos três
privilegiados, exclamava: "Nós estávamos a arder naquela luz que é Deus e
não nos queimávamos". A Francisco, o que mais o impressionava e absorvia
era Deus naquela luz imensa que penetrara no íntimo dos três. Só a ele, porém,
Deus se dera a conhecer, tão triste, como Francisco dizia. A vida de Francisco
e das meninas sofre uma transformação radical; certamente não comum para suas
idades. Entregam-se a uma vida espiritual intensa, em oração assídua e fervorosa,
chegando a uma verdadeira comunhão com o Senhor. Caminham para uma progressiva
purificação do espírito através da renúncia aos próprios gostos e até às
brincadeiras inocentes de criança. Mas os dois irmãos, Jacinta e Francisco,
contraem pneumonia e são obrigados a permanecer de cama. Nessa ocasião,
receberam, novamente, a visita da Virgem Maria, que avisa Jacinta que virá
buscar Francisco muito em breve. Ele, não suportando os grandes sofrimentos da
doença, morreu no dia 4 de abril de 1919. Tudo lhe parecia pouco para consolar
Jesus, por isso morreu com um sorriso nos lábios. Francisco tinha um profundo
desejo de reparar as ofensas dos pecadores, esforçando-se por ser bom e
oferecendo sacrifícios e oração. Ele foi enterrado no cemitério de Fátima e, em
1952, foi transferido para a basílica do santuário. No dia 13 de maio de 2001,
dia em que se comemora o dia de Nossa Senhora de Fátima, o papa João Paulo II,
em visita a Portugal, esteve no Santuário de Fátima para beatificar Francisco
Marto, cuja festa determinou para o dia de sua morte. Na cerimônia estava
presente irmã Lúcia de Jesus, a prima vidente, morta 13 de fevereiro de 2005.
São Caetano Catanoso
Caetano nasceu em Chorio de San Lorenzo, Itália, no dia 14 de
fevereiro de 1879, numa família profundamente cristã. Com a idade de 10 anos,
sentindo a vocação ao sacerdócio, entrou no Seminário Arquiepiscopal de Régio.
Foi ordenado sacerdote em 20 de setembro de 1902. Naquele momento, manifestou
publicamente o seu desejo de ser um ministro de Cristo digno, fervoroso e
incansável. Em 1904, foi nomeado pároco de Pentidattilo, uma vila onde existia
somente a pobreza, o analfabetismo e a ignorância religiosa, e as pessoas
viviam no silêncio o drama da marginalização e da prepotência. Dedicou-se
inteiramente à missão de pastor, compartilhando com todos as privações, as
angústias, as alegrias e as dores do seu povo. O povo identificou nele o
carisma da paternidade e espontaneamente começaram a chamá-lo de
"pai", o que qualificava a sua personalidade sacerdotal e pastoral.
Foi apaixonado pela devoção à Sagrada Face sofredora do Senhor e abraçou a
missão de defender o culto da mesma entre seu povo. Foi diretor espiritual do
seminário diocesano, capelão dos hospitais reunidos e confessor em vários
institutos religiosos. Em 1934, fundou a Congregação das Irmãs Verônicas da
Sagrada Face, aprovada canonicamente em 1953. Morreu santamente em 4 de abril
de 1963, em Régio Calábria, na Casa Matriz da Congregação que ele tinha
fundado. Hoje, a sua vida doada produz muitos frutos. Foi proclamado santo pelo
papa Bento XVI no dia 23 de outubro de 2005.
Oração do dia 04/04/2013
Pai, faze-me compreender a importância da comunidade na
dinâmica da consolidação de minha fé no Senhor ressuscitado. Amém!
Deus nos fala dia 04/04/2013
O apóstolo Pedro deixa claro que o que ocorreu na
porta do Templo, a cura do aleijado, é obra de Deus e não dele. E em Cristo,
vivo, presente e ressuscitado está a vida que todos desejamos. Ele é o
fundamento de nossa vida e de nossa esperança. Acolhamos!
Leitura do dia 04/04/2013
Atos dos Apóstolos 3,11-26
Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 11como o
paralítico não deixava mais Pedro e João, todo o povo, assombrado, foi correndo
para junto deles, no chamado “Pórtico de Salomão”. 12Ao ver isso, Pedro dirigiu-se ao
povo: “Israelitas, por que vos espantais com o que aconteceu? Por que ficais
olhando para nós, como se tivéssemos feito este homem andar com nosso próprio
poder ou piedade? 13O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos antepassados
glorificou o seu servo Jesus. Vós o entregastes e o rejeitastes diante de
Pilatos, que estava decidido a soltá-lo. 14Vós rejeitastes o Santo e o
Justo, e pedistes a libertação para um assassino. 15Vós matastes o autor da vida,
mas Deus o ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas. 16Graças à fé
no nome de Jesus, este Nome acaba de fortalecer este homem que vedes e
reconheceis. A fé que vem por meio de Jesus lhe deu perfeita saúde na presença
de todos vós. 17E
agora, meus irmãos, eu sei que vós agistes por ignorância, assim como vossos
chefes. 18Deus,
porém, cumpriu desse modo o que havia anunciado pela boca de todos os profetas:
que o seu Cristo haveria de sofrer. 19Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos,
para que vossos pecados sejam perdoados. 20Assim podereis alcançar o tempo
do repouso que vem do Senhor. E ele enviará Jesus, o Cristo, que vos foi
destinado. 21No
entanto, é necessário que o céu o receba, até que se cumpra o tempo da
restauração de todas as coisas, conforme disse Deus, nos tempos passados, pela
boca de seus santos profetas. 22Com efeito, Moisés afirmou: ‘O Senhor Deus fará
surgir, entre vós irmãos, um profeta como eu. Escutai tudo o que ele vos
disser. 23Quem
não der ouvidos a esse profeta, será eliminado do meio do povo’. 24E todos os
profetas que falaram, desde Samuel e seus sucessores, também eles anunciaram
estes dias. 25Vós
sois filhos dos profetas e da aliança, que Deus fez com vossos pais, quando
disse a Abraão: ‘Através da tua descendência serão abençoadas todas as famílias
da terra’. 26Após
ter ressuscitado o seu servo, Deus o enviou em primeiro lugar a vós, para vos
abençoar, na medida em que cada um se converta de suas maldades”. Palavra do
Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 04/04/2013
Lucas
24,35-48
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas: Naquele tempo, 35os
discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham
reconhecido Jesus ao partir o pão. 36Ainda estavam
falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz
esteja convosco!” 37Eles ficaram
assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. 38Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e
por que tendes dúvidas no coração? 39Vede minhas
mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne,
nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. 40E
dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. 41Mas
eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos.
Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” 42Deram-lhe
um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e
comeu diante deles. 44Depois
disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco:
era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de
Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. 45Então Jesus
abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, 46e lhes disse: “Assim está escrito: o Cristo
sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47e
no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as
nações, começando por Jerusalém. 48Vós sereis
testemunhas de tudo isso”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Santo do dia 03/04/2013: São Ricardo Bachedine, São Luís Scrosoppi e São Xisto I
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São Ricardo Bachedine
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São Luís Scrosoppi |
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São Xisto I
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Ricardo Bachedine nasceu na Inglaterra em 1197, já em meio a
uma tragédia familiar: os pais, que eram nobres e ricos, de repente caíram na
miséria. Logo depois, morreram e deixaram-lhe como herança muitas dívidas e um
casal de irmãos. Por isso Ricardo teve de deixar os estudos com os beneditinos
em Worcester e voltou para casa para ajudar a restaurar as finanças. A situação
melhorou e ele voltou para os estudos, deixando as propriedades aos cuidados de
um bom administrador, resguardando, assim, os irmãos de qualquer imprevisto.
Ricardo completou sua formação na Universidade de Oxford, onde foi eleito
reitor. Desde então, começou sua atuação em prol da Igreja, pois eram anos de
grande corrupção moral. O povo, ignorante e supersticioso, aceitava
passivamente a vida devassa dos nobres e do clero, que há muito estava afastado
da disciplina monástica. Ricardo, ao contrário, vivia com austeridade e passou
a lutar por uma reforma geral nos meios católicos, para com isso elevar o nível
de vida do povo, tanto material quanto espiritual. Na universidade, favoreceu a
aceitação dos frades franciscanos e dominicanos, que aos poucos instituíram a
volta da disciplina e da humildade entre os religiosos e seus agregados. Essa
postura acabou gerando retaliações do rei Henrique III ao bispo da Cantuária,
sob a orientação de quem Ricardo agia. Perseguido pelo rei, o bispo buscou
exílio na França e Ricardo o acompanhou fielmente até que morresse. Foi neste
período que, por insistência do bispo, ordenou-se sacerdote, apesar dos seus
quarenta e cinco anos. Os seus talentos e sua dedicação foram recompensados um
ano depois, quando o arcebispo da Cantuária consagrou-o bispo de Chichester.
Henrique III ficou furioso, apossando-se dos bens da diocese e proibindo
Ricardo de assumir seu cargo. Mas Ricardo não se intimidou, voltou disfarçado
de mendigo e, na clandestinidade, atuou durante dois anos, organizando o
trabalho pastoral da diocese junto ao povo explorado. Entretanto o papa
Inocêncio IV perdeu a calma e ameaçou excomungar o rei, que teve de aceitar
Ricardo como bispo de Chichester. Assim, ele pôde atuar com liberdade até
morrer, em Dover, no dia 3 de abril de 1253, a caminho de uma cruzada. Ricardo
foi sepultado no cemitério da catedral de Chichester e sua santidade era tanta
que, nove anos depois, o papa Ubaldo IV o canonizou. Em 1276, com a presença do
casal real dos ingleses e outras cabeças coroadas da Europa, o corpo de são Ricardo
foi transferido para um relicário dentro do altar maior da catedral, o qual
depois foi destruído pelo cismático rei Henrique VIII, em 1528. Mas suas
relíquias foram secretamente levadas para várias igrejas da diocese. Somente em
1990 elas foram reunidas e voltaram para a catedral de Chichester, onde foram
depositadas na urna sob o mesmo altar. São Ricardo é festejado, tanto pelos
católicos como pelos anglicanos, no dia 3 de abril, sendo venerado como
padroeiro dos cavaleiros e dos cocheiros.
São Luís Scrosoppi
Luís nasceu em 4 de agosto de 1804, em Udine, cidade do
Friuli, no Norte da Itália. Foi o último dos filhos de Antônia e Domingos
Scrosoppi, cristãos fervorosos que educaram os filhos dentro dos preceitos da
fé e na caridade. Aos doze anos, Luís ingressou no seminário diocesano de
Udine, e, em 1827, foi ordenado sacerdote. A região do Friuli, a partir de
1800, mergulhou na miséria em conseqüência das guerras e epidemias, o que
serviu ao padre Luís de estímulo para cuidar dos necessitados. Dedicou-se, com
outros sacerdotes e um grupo de jovens professoras, à acolhida e à educação das
"derelitas", as mais sozinhas e abandonadas jovens de Udine e dos
arredores. A elas ele disponibilizou todos os seus bens, suas energias e seu
afeto, sem economizar nada de si. Quando foi preciso, ele não hesitou em pedir
esmolas. A sua vida foi, de fato, uma expressão palpável da grande confiança na
Providência Divina. Com essas senhoras, chamadas de "professoras",
hábeis no trabalho de costura e de bordado, que estavam aptas à alfabetização,
dispostas a colocarem suas vidas nas mãos do Senhor para servi-lo e optando por
uma vida de pobreza, padre Luís Scrosoppi fundou a Congregação das Irmãs da
Providência. Mas notou que necessitava de algo mais para dar continuidade a essa
obra. Por isso, aos quarenta e dois anos de idade, em 1846, tornou-se um
"filho de são Felipe" e, através do santo, aprendeu a mansidão e a
doçura, qualidades que lhe deram mais idoneidade na função de fundador e pai da
nova família religiosa. Todas as obras feitas por padre Luís refletiram sua
opção pelos mais pobres e necessitados. Ele profetizou certa vez: "Doze
casas abrirei antes da minha morte", e sua profecia concretizou-se. Foram,
realmente, doze casas abertas às jovens abandonadas, aos doentes pobres e aos
anciãos que não tinham família. Porém Luís não se dedicava apenas às suas obras
de caridade. Ele também oferecia seu apoio espiritual e econômico a outras
iniciativas sociais de Udine, realizadas por leigos de boa vontade. Era dele,
também, a missão de sustentar todas as atividades da Igreja, em particular as
destinadas aos jovens do seminário de Udine. Depois de 1850, a Itália
unificou-se, num clima anticlerical, e os fatos políticos representaram um
período difícil para Udine e toda a região do Friuli. Uma das conseqüências foi
o decreto de supressão da "Casa das Derelitas" e da Congregação dos
Padres do Oratório, de Udine. Após uma verdadeira batalha, conseguiu salvar as
"Casas", mas não conseguiu impedir a supressão da Congregação do
Oratório. Já no fim da vida, padre Luís transferiu a direção de suas obras às
irmãs, que aceitaram a missão com serenidade e esperança. Quando sentiu chegar
o fim, dirigiu suas últimas palavras às irmãs, animando-as para os revezes que
surgiriam, lembrando-as: "... Caridade! Eis o espírito da vossa família
religiosa: salvar as almas e salvá-las com a caridade". Morreu no dia 3 de
abril de 1884. Toda a população de Udine e das cidades vizinhas foram vê-lo
pela última vez e pedir-lhe ajuda do paraíso celeste. No terceiro milênio, as
irmãs da Providência continuam a obra do fundador nos seguintes países:
Romênia, Moldávia, Togo, Índia, Bolívia, Brasil, África do Sul, Uruguai e
Argentina. Padre Luís Scrosoppi foi proclamado santo pelo papa João Paulo II em
2001. Nessa solenidade estava presente um jovem sul-africano que foi curado, em
1996, da Aids. Por esse motivo, esse mesmo pontífice declarou São Luis
Scrosoppi padroeiro dos portadores do vírus da Aids e de todos os doentes
incuráveis. O jovem sul-africano que se curou desse vírus entrou no Oratório de
São Felipe Néri, tomando o nome de Luís.
São Xisto I
O imperador Trajano, no final do seu reinado, julgou que
devia diminuir a própria política de perseguição nos combates ao cristianismo,
também porque a "infâmia" de ser cristão servia, mais freqüentemente,
para resolver atritos políticos ou familiares do que para dirimir questões
religiosas. Tal clima de "tolerância" disfarçada, que não mudou nem
mesmo os métodos e as perseguições, prosseguiu até no governo do imperador
Adriano, o qual escreveu ao procônsul da Ásia: "Se um faz as acusações e
demonstra que os cristãos estão operando contra as leis, então a culpa deve ser
punida segundo a sua gravidade. Mas se alguém se aproveita deste pretexto para
caluniar, então é este último que deve ser punido". Nessa realidade,
elegeu-se Xisto I, filho de pastores romanos, que se tornou o sétimo sucessor
do trono de são Pedro, em 115. Seu governo combateu com veemência as doutrinas
maléficas dos gnósticos, ou seja, os princípios da existência seriam
transmitidos através do "conhecimento revelado" por inúmeras
potências celestes, que feriam todos os fundamentos da religião de Cristo. A
este papa deve-se a introdução de muitas normas disciplinares de culto
litúrgico. Proibiu as mulheres de tocarem o cálice sagrado e a patena, que é o
pratinho de metal, dourado ou prateado, usado para depositar a hóstia
consagrada. Instituiu o convite aos fiéis para cantarem o sanctus junto com o
celebrante, durante a missa. Introduziu a água no rito eucarístico e determinou
que a túnica ou corporal fossem feitos de linho. O papa Xisto I morreu durante
a perseguição do imperador Adriano, em 125. Estava próximo de Roma, visitando a
diocese de Frosinone, provavelmente onde sofreu o suplício, pois foi enterrado
na acrópole de Alatri. A sua celebração foi mantida no dia 3 de abril, como
sempre foi reverenciado pelos devotos alatrianos, que guardam as suas relíquias
na igreja da catedral da cidade.
Oração do dia 03/04/2013
Pai, não permitas que eu caia na tentação de viver distante
de meus irmãos e irmãs de fé, pois o Senhor Ressuscitado nos quer todos
reunidos em seu nome. Amém!
Deus nos fala dia 03/04/2013
Os discípulos de Emaús reconhecem o Cristo na
Palavra e no Pão repartido. Sua presença liberta-nos. Jesus caminha entre nós,
está presente em sua Palavra e no dom de sua vida que é o Pão repartido entre
nós. Acolhamos a Palavra de Deus!
Leitura do dia 03/04/2013
Atos dos Apóstolos 3,1-10
Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 1Pedro e João
subiram ao Templo para a oração das três horas da tarde. 2Então
trouxeram um homem, coxo de nascença, que costumavam colocar todos os dias na porta
do Templo, chamada Formosa, a fim de que pedisse esmolas aos que entravam. 3Quando viu
Pedro e João entrando no Templo, o homem pediu uma esmola. 4Os dois
olharam bem para ele e Pedro disse: “Olha para nós!” 5O homem fitou neles o
olhar, esperando receber alguma coisa. 6Pedro então lhe disse: “Não tenho ouro nem
prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno,
levanta-te e anda!” 7E pegando-lhe a mão direita, Pedro o levantou. Na mesma hora,
os pés e os tornozelos do homem ficaram firmes. 8Então ele deu um pulo, ficou de
pé e começou a andar. E entrou no Templo junto com Pedro e João, andando,
pulando e louvando a Deus. 9O povo todo
viu o homem andando e louvando a Deus. 10E reconheceram que era ele o mesmo que
pedia esmolas, sentado na porta Formosa do Templo. E ficaram admirados e
espantados com o que havia acontecido com ele. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 03/04/2013
Lucas
24,13-35
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas: 13Naquele
mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um
povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14Conversavam sobre todas as coisas que tinham
acontecido. 15Enquanto conversavam e
discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16Os discípulos, porém, estavam como cegos, e não
o reconheceram. 17Então Jesus perguntou: “Que ides
conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, 18e um deles chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o
único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos
dias? 19Ele perguntou: “Que foi?” Os
discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um
profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o
entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21Nós
esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz
três dias que todas essas coisas aconteceram! 22É
verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de
madrugada ao túmulo 23e não
encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que
estes afirmaram que Jesus está vivo. 24Alguns dos
nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A
ele, porém, ninguém o viu”. 25Então Jesus
lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os
profetas falaram! 26Será que o
Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” 27E, começando por Moisés e passando pelos
Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam
a respeito dele. 28Quando chegaram perto do
povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo:
“Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para
ficar com eles. 30Quando se sentou à mesa com
eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31Nisso
os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém,
desapareceu da frente deles. 32Então um
disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo
caminho, e nos explicava as Escrituras?” 33Naquela mesma
hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze
reunidos com os outros. 34E estes
confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” 35Então os dois contaram o que tinha acontecido
no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. Palavra da
Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
terça-feira, 2 de abril de 2013
Santo do dia 02/04/2013: São Francisco de Paula, Santa Maria do Egito (Egípcia) e Santo Abôndio
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São Francisco de Paula
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Santa Maria do Egito (Egípcia) |
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Santo Abôndio
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Tiago era um simples lavrador que extraia do campo o sustento
da família. Muito católico, tinha o costume de rezar enquanto trabalhava, fazia
seguidos jejuns, penitências e praticava boas obras. Sua esposa chamava-se
Viena e, como ele, era boa, virtuosa e o acompanhava nos preceitos religiosos.
Demoraram a ter um filho, tanto que pediram a são Francisco de Assis pela
intercessão da graça de terem uma criança, cuja vida seria entregue a serviço
de Deus, se essa fosse sua vontade. E foi o que aconteceu: no dia 27 de março
de 1416, nasceu um menino que recebeu o nome de Francisco, em homenagem ao
Pobrezinho de Assis. Aos onze anos, Francisco foi viver no convento dos
franciscanos de Paula, dois anos depois vestiu o hábito, mas teve de retornar
para a família, pois estava com uma grave enfermidade nos olhos. Junto com seus
pais, pediu para que são Francisco de Assis o ajudasse a ficar curado. Como
agradecimento pela graça concedida, a família seguiu em peregrinação para o
santuário de Assis, e depois a Roma. Nessa viagem, Francisco recebeu a intuição
de tornar-se um eremita. Assim, aos treze anos foi dedicar-se à oração
contemplativa e à penitência nas montanhas da região. Viveu por cinco anos
alimentando-se de ervas silvestres e água, dormindo no chão, tendo como
travesseiro uma pedra. Foi encontrado por um caçador, que teve seu ferimento
curado ao toque das mãos de Francisco, que o acolheu ao vê-lo ferido. Depois
disso, começou a receber vários discípulos desejosos de seguir seu exemplo de
vida dedicada a Deus. Logo Francisco de Paula, como era chamado, estava à
frente de uma grande comunidade religiosa. Fundou, primeiro, um mosteiro e com
isso consolidou uma nova ordem religiosa, a que deu o nome de "Irmãos
Mínimos". As Regras foram elaboradas por ele mesmo. Seu lema era:
"Quaresma perpétua", o que significava a observância do rigor da
penitência, do jejum e da oração contemplativa durante o ano todo, seguida da
caridade aos mais necessitados e a todos que recorressem a eles. Milhares de
homens decidiram abandonar a vida do mundo e foram para o mosteiro de Francisco
de Paula, por isso teve de fundar muitos outros. A fama de seus dons de cura,
prodígios e profecia chegou ao Vaticano, e o papa Paulo II resolveu mandar um
comissário pessoalmente averiguar se as informações estavam corretas. E elas
estavam, constatou-se que Francisco de Paula era portador de todos esses dons.
Ele previu a tomada de Constantinopla pelos turcos, muitos anos antes que fosse
sequer cogitada, assim como a queda de Otranto e sua reconquista pelos
cristãos. Diz a tradição que os poderosos da época tinham receio de suas
palavras proféticas, por isso, sempre que Francisco solicitava ajuda para suas
obras de caridade, era prontamente atendido. Quando não o era, ele dizia que
não deviam esquecer que Jesus dissera que depois da morte eles seriam
inquiridos sobre o tipo de administração que fizeram aqui na terra, e só essa
lembrança era o bastante para receber o que havia pedido para os pobres.
Depois, o papa Sixto IV mandou que Francisco de Paula fosse à França, pois o
rei, Luís XI, estava muito doente e desejava preparar-se para a morte ao lado
do famoso monge. A conversão do rei foi extraordinária. Antes de morrer,
restabeleceu a paz com a Inglaterra e com a Espanha e nomeou Francisco de Paula
diretor espiritual do seu filho, o futuro Carlos VIII, rei da França. Francisco
de Paula teve a felicidade de ver a Ordem dos Irmãos Mínimos aprovada pela
Santa Sé em 1506. Ele morreu aos noventa e um anos de idade, no dia 2 de abril
de 1507, na cidade francesa de Plessis-les-Tours, onde havia fundado outro
mosteiro. A fama de sua santidade só fez aumentar, tanto que doze anos depois,
em 1519, o papa Leão X autorizou o culto de são Francisco de Paula, cuja festa
litúrgica ocorre no dia de sua morte.
Santa Maria do Egito (Egípcia)
Maria do Egito foi canonizada como penitente porque escolheu
essa forma de expiar os pecados cometidos numa vida de vícios mundanos.
Entregou-se muito jovem ao mundo dos prazeres, sem regra nem moral. Ela morreu
em 431, mas temos sua confissão feita no deserto, um ano antes de morrer, ao
monge Zózimo, também ele canonizado mais tarde. Nessa ocasião, ainda estava
vagando penitente pelo deserto, era já uma senhora e contou ao monge sua
história. Disse que fugiu de casa aos doze anos e se instalou em Alexandria, no
Egito, vivendo de sua beleza e sedução, arrastando dezenas de almas ao
torvelinho do vício. Vida que levou durante dezessete anos, até o dia de sua
conversão, que ocorreu de forma muito significativa. Por diversão e curiosidade
fútil, Maria decidiu acompanhar os romeiros que se dirigiam à Terra Santa para
a "Festa da Santa Cruz". Ao chegar à porta da igreja, entretanto, não
conseguiu entrar. A multidão passava por ela e ia para o interior do templo sem
nenhum problema, mas ela não conseguia pisar no solo sagrado. Uma força
invisível a mantinha do lado de fora e, por mais que tentasse, suas pernas não
obedeciam a seu comando. Ela teve, então, um pensamento que lhe atingiu a mente
como um raio. Uma voz lhe disse que seus pecados a tinham tornado indigna de
comparecer diante de Deus, o que a fez chorar amargamente. Dali onde estava,
podia ver uma imagem de Nossa Senhora. Maria rezou e pediu à Santíssima Mãe que
intercedesse por ela. Prometeu viver na penitência do deserto o resto da vida,
se Deus a perdoasse naquele momento. No mesmo instante, a força invisível sumiu
e ela pôde, enfim, entrar. Após ter confessado e comungado, a ex-mundana
tornou-se totalmente uma penitente religiosa, vivendo já havia quarenta e sete
anos no deserto, rezando e se alimentando de sementes, ervas e água. Retirou-se
do mundo completamente. Um dia antes de morrer, foi encontrada, pelo monge Zózimo,
andando sobre as águas do rio Jordão. Ele inicialmente julgou tratar-se de uma
miragem, pois estava cumprindo a penitência da Quaresma, como era seu costume.
Mas foi tranqüilizado por essa idosa penitente, Maria, que, depois dessa
confissão, lhe pediu a eucaristia. Voltou para o deserto, onde faleceu no dia
seguinte. A morte de Maria só foi descoberta um ano depois, quando o monge, na
mesma época, foi visitá-la novamente. Encontrou-a morta na solidão, mas seu
corpo estava perfeitamente conservado. Apesar de parecer apenas uma tradição
católica, no deserto do Egito foi encontrada uma sepultura contendo um corpo
incorrupto de uma certa penitente de nome Maria, justamente no lugar indicado
pelo santo monge, com anotações que correspondem a esse episódio. Santa Maria
do Egito é celebrada pelos católicos orientais e ocidentais no dia 2 de abril,
data que ela deixou anotada como sendo da sua morte, e que corresponde à data
indicada também por são Zózimo.
Santo Abôndio
Segundo a tradição, Abôndio teria nascido na Tessalônica,
Grécia. Alguns estudiosos não aceitam esta informação, porque o seu nome tem
raiz latina e, além disso, não existe registro algum sobre sua vida antes de
sua ordenação sacerdotal. Entretanto, temos dele uma rica documentação do
exercício do seu apostolado e das vitórias que trouxe à Igreja. Assim,
começamos a narrá-lo a partir de 17 de novembro de 440, quando foi consagrado
bispo de Como, Itália. Era nesta cidade que Abôndio vivia, exercendo a função
de assistente do bispo Amâncio, o qual sucedeu. Mas dirigiu por pouco tempo
essa diocese, pois o papa Leão Magno o chamou para trabalhar a seu lado em
Roma. Abôndio era um teólogo muito conceituado, falava com fluência o latim e o
grego, por isso foi designado para resolver uma missão delicada, até mesmo
perigosa, para a Igreja. Deveria ir para Constantinopla como representante do
papa junto ao imperador Teodósio II. Ali sua missão seria restabelecer de modo
duradouro a unidade da fé, depois do conflito doutrinal gerado pelo bispo
Nestório. Tal heresia, conhecida como nestoriana, estava ocasionando uma séria
divisão dentro do clero da Igreja, pois tratava sobre a pessoa humana e divina
de Cristo. Embora as discussões pudessem ser feitas em Roma, um território
neutro, como Constantinopla, era mais prudente para evitar algum ataque pessoal
mais grave. Mas quando chegou, em 450, o imperador havia morrido e o sucessor
era Marciano. Assim, organizou e presidiu um Concílio, no qual defendeu com
tenacidade a doutrina católica sobre a natureza de Cristo, tal como estava
exposta na carta escrita pelo papa ao bispo Flaviano, patriarca de
Constantinopla que havia aderido ao cisma, e da qual Abôndio era seu portador. Abôndio
finalizou com sucesso a sua missão em Constantinopla, com todos os bispos do
Oriente, inclusive o imperador Marciano, aceitando e assinando o documento
enviado pelo papa, colocando um fim na questão nestoriana. Quando regressou
para Roma em 451, foi acolhido com festa pelos fiéis. Cumpriu uma outra missão
similar no norte da Itália e foi para a sua diocese em Como. Só então pôde
exercer seu episcopado plenamente, sendo reconhecido em toda a região como um
eficiente e iluminado pregador. Abôndio morreu em 2 abril de 469, no dia da
Páscoa, e logo após ter feito o sermão. O culto a santo Abôndio se espalhou
entre os fiéis, que em certas localidades passaram a homenageá-lo no dia 31 de
agosto. Mas sua festa oficial ocorre no dia de sua morte.
Oração do dia 02/04/2013
Pai, ensina-me a ter um relacionamento conveniente com o
Ressuscitado, reconhecendo que ele quer fazer de mim uma testemunha da
ressurreição. Amém!
Deus nos fala dia 02/04/2013
Crer na Palavra é deixar-nos conduzir pelo que ela
nos ensina, e aí está nossa conversão, pois dela sempre temos o que aprender. E
que grandeza é o Evangelho: Maria busca encontrar um morto e encontra o Cristo
vivo. Esse deve ser também o encontro de cada cristão!
Leitura do dia 02/04/2013
Atos dos Apóstolos 2,36-41
Leitura dos Atos dos Apóstolos: No dia de
Pentecostes, Pedro disse aos judeus: 36“Que todo povo de Israel reconheça com
plena certeza: Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vós
crucificastes”. 37Quando
ouviram isso, eles ficaram com o coração aflito, e perguntaram a Pedro e aos
outros apóstolos: “Irmãos, que devemos fazer?” 38Pedro respondeu: “Convertei-vos
e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos
vossos pecados. E vós recebereis o dom do Espírito Santo. 39Pois a
promessa é para vós e vossos filhos, e para todos aqueles que estão longe,
todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar para si”. 40Com muitas
outras palavras, Pedro lhes dava testemunho, e os exortava, dizendo:
“Salvai-vos dessa gente corrompida!” 41Os que aceitaram as palavras de Pedro
receberam o batismo. Naquele dia, mais ou menos três mil pessoas se uniram a
eles. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 02/04/2013
João
20,11-18
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo João: Naquele tempo, 11Maria
estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e
olhou para dentro do túmulo. 12Viu, então,
dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus,
um à cabeceira e outro aos pés. 13Os anjos
perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: ”Levaram o meu Senhor e
não sei onde o colocaram”. 14Tendo dito
isto, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era
Jesus. 15Jesus perguntou-lhe: “Mulher,
por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse:
“Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o colocaste, e eu o irei
buscar”. 16Então Jesus disse: “Maria!” Ela
voltou-se e exclamou, em hebraico: “Rabuni” (que quer dizer: Mestre). 17Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi
para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e
vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 18Então Maria
Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!”, e contou o que Jesus
lhe tinha dito. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Santo do dia 01/04/2013: São Hugo, São Valério e Ludovico Pavoni
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São Hugo
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São Valério |
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Ludovico Pavoni
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São Hugo
Hugo nasceu numa família de condes, em 1053, em Castelnovo de
Isère, sudoeste da França. Seu pai, Odilon de Castelnovo, foi um soldado da
corte que, depois de viúvo, se casou de novo. Hugo era filho da segunda esposa.
Sua mãe preferia a vida retirada à da corte, e se ocupava pessoalmente da
educação dos filhos, conduzindo-os pelos caminhos da caridade, oração e
penitência, conforme os preceitos cristãos. Aos vinte e sete anos, Hugo ordenou-se
e foi para a diocese de Valence, onde foi nomeado cônego. Depois, passou para a
arquidiocese de Lião, como secretário do arcebispo. Nessa época, recebeu a
primeira de uma série de missões apostólicas que o conduziriam para a
santidade. Foi designado, por seu superior, para trabalhar na delegação do papa
Gregório VII. Este, por sua vez, reconhecendo sua competência, inteligência,
prudência e piedade, nomeou-o para uma missão mais importante ainda: renovar a
diocese de Grenoble. Grenoble era uma diocese muito antiga, situada próxima aos
Alpes, entre a Itália e a França, que possuía uma vasta e importante
biblioteca, rica em códigos e manuscritos antigos. A região era muito extensa e
tinha um grande número de habitantes, mas suas qualidades terminavam aí. Havia
tempos a diocese estava vaga, a disciplina eclesiástica não mais existia e até
os bens da Igreja estavam depredados. Hugo foi nomeado bispo e começou o
trabalho, mas eram tantas as resistências que renunciou ao cargo e retirou-se
para um mosteiro. Mas sua vida de monge durou apenas dois anos. O papa insistiu
porque estava convencido de que ele era o mais capacitado para executar essa
dura missão e fez com que o próprio Hugo percebesse isso também, reassumindo o
cargo. Cinco décadas depois de muito trabalho, árduo mas frutífero, a diocese
estava renovada e até abrigava o primeiro mosteiro da ordem dos monges
cartuchos. O bispo Hugo não só deixou a comunidade organizada e eficiente, como
ainda arranjou tempo e condições para acolher e ajudar seu antigo professor, o
famoso monge Bruno de Colônia, que foi elevado aos altares também, na fundação
dessa ordem. Planejada sobre os dois pilares da vida monástica de então, oração
e trabalho, esses monges buscavam a solidão, a austeridade, a disciplina pelas orações
contemplativas, pelos estudos, mas também a prática da caridade pelo trabalho
social junto à comunidade mais carente, tudo muito distante da vida fútil,
mundana e egoísta que prevalecia naquele século. Foram cinqüenta e dois anos de
um apostolado profundo, que uniu o povo na fé em Cristo. Já velho e doente, o
bispo Hugo pediu para ser afastado do cargo, mas recebeu do papa Honório II uma
resposta digna de sua amorosa dedicação: ele preferia o bispo à frente da
diocese, mesmo velho e doente, do que um jovem saudável, para o bem do seu
rebanho. Hugo morreu com oitenta anos de idade, no primeiro dia 1132, cercado
pelos seus discípulos monges cartuchos que o veneravam pelo exemplo de
santidade em vida. Tanto assim que, após seu trânsito, muitos milagres e graças
foram atribuídos à sua intercessão. O culto a são Hugo foi autorizado dois anos
após sua morte, pelo papa Inocente II, sendo difundido por toda a França e o
mundo católico.
São Valério
Valério nasceu no ano 565, em Auvergne, na França. Sua
família era muito pobre e ele trabalhava no campo. Ainda pequeno, tinha uma
enorme sede de saber e, para aprender a ler e escrever, ele mesmo foi procurar
um professor, e pediu que lhe ensinasse o alfabeto. Mais depressa do que
qualquer outro de sua idade, Valério já dominava a escrita e a leitura. Após
conhecer a Sagrada Escritura, procurou um parente sacerdote que vivia num
mosteiro próximo. Passou ali alguns dias, percebeu sua vocação para a vida
religiosa e pediu seu ingresso naquela comunidade. Depois de um bom tempo
realizando várias tarefas internas, foi aceito e recebeu as ordens sacerdotais.
Pouco depois, mudou-se para um mosteiro sob a direção espiritual de Columbano,
o grande evangelizador da Gália, atual França, que depois foi canonizado, onde
aconteceu seu primeiro prodígio. Designado para cuidar da horta do convento,
sem nenhum produto a não ser com o trabalho de suas próprias mãos, acabou com
as pragas que assolavam anualmente as plantações. Tornou-se tão conhecido na
região e tão respeitado internamente que foi testado em sua humildade. Com
autorização do abade Columbano, procurou o rei Clotário, conseguindo dele um
grande terreno para construir um mosteiro, em Leuconai, na França. Logo depois
o local já contava, também, com uma igreja e várias celas para religiosos. A
fama do sacerdote Valério se propagou ainda mais, de modo que dezenas de
homens, jovens e idosos, procuravam o convento para ingressarem na vida
religiosa sob a sua orientação. Mas novamente sentiu-se impelido ao trabalho de
evangelização. Na companhia de seu auxiliar Valdolem, viajou por todo o país
pregando e convertendo pagãos. Diz a tradição que o monge Valério possuía o dom
da cura e há vários relatos sobre elas. Como a de um paralítico que voltou a
andar ao toque de suas mãos e muitos doentes desenganados que se curavam na
hora, na presença da população. Além disso, tinha o dom da profecia e um dom
especial sobre os animais. Conta-se que, quando passava pela floresta, os
pássaros vinham ao seu encontro, seguiam-no, pousavam em suas mãos, braços e
ombros, parecia que "conversavam" com ele. Valério morreu no dia 1º
de abril de 619, no mosteiro de Leuconai, depois de converter milhares de
pagãos, ter feito muitos discípulos e ter entregado sua vida à Deus, através do
seu vigoroso e intenso apostolado. O culto de são Valério se propagou
rapidamente, até mesmo porque o rei Hugo, seu devoto, dizia que o santo
costumava orientá-lo em sonho, sendo muito festejado, além da França, na
Itália, Alemanha e Inglaterra, no dia de sua morte.
Ludovico Pavoni
Educar, abrigar e instruir os jovens pobres e abandonados na
Itália do século XVIII era um enorme desafio que o padre bresciano Ludovico
Pavoni aceitou, ele que nasceu no dia 11 de setembro de 1784. Naqueles anos de
fome e de guerras, quando a miséria, as doenças e as armas se tornaram aliadas
importantes para exterminar os pobres, Ludovico Pavoni teve uma intuição genial
e profética, "educar, abrigar e instruir" os jovens pobres,
abandonados ou desertores que eram, de fato, numerosos na Itália de 1800, tanto
nas cidades como no campo. Não só para evitar que se tornassem delinqüentes, o
que mais temia a elite pensante daquele tempo, e com certeza não só daquela
época, mas para que eles tivessem a oportunidade de viver uma vida digna, do
ponto de vista cristão e humano. Ordenado padre em 1807, Ludovico Pavoni se
dedicou desde o início à educação dos jovens e criou o "seu" orfanato
para abrigar os adolescentes e jovens necessitados. Já como secretário do bispo
de Bréscia, conseguiu, para aqueles jovens, fundar o primeiro "Colégio de
Artífices" e, depois, em 1821, a primeira escola gráfica da Itália, o Pio
Instituto de São Barnabé. Tipografia e Evangelho eram seus instrumentos
preciosos: a receita natural era a mais simples possível, como dizia ele:
"Basta colocar dentro da impressora jovens motivados, que os volumes de
'boa doutrina cristã' estarão garantidos". Analogia de fato simples e
correta mesmo para os nossos dias. Em 1838, nasceu a escola para surdos-mudos,
sendo inútil acrescentar o quanto essa também estava na vanguarda daqueles
tempos. Em 1847, a Congregação Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada,
abrigando religiosos e leigos juntos, hoje conhecidos como "os
pavonianos". Pela discrição pode ainda parecer fácil, mas para colocar em
prática todo esse projeto, o vulcânico padre bresciano empregou tudo de si, do
bom e do melhor, chocando-se com as autoridades civis e com as eclesiásticas.
Sair recolhendo os jovens pobres e abandonados pelas ruas era algo que batia de
frente com rígidos costumes sociais e morais da época. Por mais de uma década,
Pavoni se debateu entre cartas, pedidos, súplicas e solicitações, tanto assim
que foi definido "mártir da burocracia", mas, do dilúvio, saiu
vencedor. Padre Ludovico Pavoni faleceu no dia 1º de abril de 1849, durante a
última das dez jornadas brescianas, de uma pneumonia contraída durante uma fuga
desesperada, organizada na tentativa de proteger os "seus" jovens das
bombas austríacas, quando ganhou, finalmente, o merecido abraço do Pai Eterno.
De resto, ele sempre dizia: "O repouso será no Paraíso". Apesar da
distância dos anos, hoje os pavonianos continuam a "educar, abrigar e
instruir" os jovens desses grupos, mas também todos os que simplesmente
procuram um trabalho e um lugar na vida, providenciando a instrução escolar
básica e colaborando com as igrejas locais nas pastorais dos jovens. São
incansáveis em suas atividades, porque os traços cunhados pelo padre Ludovico
estão ainda frescos, o exemplo do fundador está inteiramente vivo, latente e
atual. Hoje, outros levam avante sua obra, nos quatro cantos do mundo, os
pavonianos administram tudo o que possa estar relacionado à formação desses
jovens: comunidades religiosas, escolas, institutos de formação profissional,
centros de recuperação de dependentes químicos, asilos de idosos, pensionatos,
orfanatos, creches, paróquias, cooperativas, centros de juventude, livrarias e
a editora Âncora, na Itália. Além disso, alfabetizam os deficientes
surdos-mudos e formam pequenos artífices nas artes gráficas, esses que eram os
diletos de Ludovico Pavoni.
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