sábado, 20 de abril de 2013
Santo do dia 20/04/2013: Santa Inês de Montepulciano e São Teodoro
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Santa Inês de Montepulciano
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São Teodoro
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Inês nasceu em 28 de janeiro de 1268, na aldeia de Graciano,
próxima da cidade de Montepulciano, que depois lhe serviu de sobrenome. Era
filha de pais riquíssimos, da família dos Segni. Mas sua vocação deve ter se
manifestado quando era ainda criança, pois mal aprendeu a falar e já ficava
pelos cantos recitando orações, procurando lugares silenciosos para conversar
com Deus. Não tinha ainda seis anos quando manifestou aos pais a vontade de
tornar-se religiosa e, com nove anos, já estava entregue aos cuidados das
religiosas de São Domingos. Entretanto não foi só isso. Ainda não completara
dezesseis anos de idade, quando suas companheiras de convento a elegeram superiora
e o papa Nicolau VI referendou essa decisão incomum. Contudo sua atuação no
cristianismo fica bem demonstrada com uma vitória histórica que muito
contribuiu para sua canonização. Existia em Montepulciano uma casa que várias
mulheres utilizavam como prostíbulo. Inês passou a dizer às religiosas que um
dia transformaria aquela casa em convento. Partindo dela, prometer, lutar e
conseguir não era surpresa alguma para ninguém. A surpresa foi ter conseguido
ir além do prometido, tanto influenciou as mulheres que as pecadoras se
converteram, e a casa se transformou num convento exemplar na ordem e na
virtude. Como não poderia deixar de ser, numa vida tão explosiva quanto um
raio, a morte também lhe veio precocemente. Não tinha completado cinqüenta anos
de idade quando uma dolorosa doença a acometeu e ela morreu rapidamente, no dia
20 de abril de 1317, assim como acontecera com as outras etapas de sua vida. O
local de sua sepultura se tornou alvo de peregrinações, com muitas graças
ocorrendo por intercessão de santa Inês de Pulciano, como passou a ser chamada.
Ali foram registradas curas de doentes, a conversão de grandes e famosos
pecadores e outros fatos prodigiosos. Inês de Montepulciano foi canonizada pelo
papa Bento XIII em 1726.
São Teodoro
O significado de seu nome, "dom de Deus", tem tudo
a ver com os talentos especiais que Teodoro demonstrou durante toda a vida. O
religioso, nascido na segunda metade do século VI na Galícia, hoje França,
desde pequeno demonstrou ter realmente vindo ao mundo para a edificação da
Igreja, terminando seus dias como instrumento dos prodígios e graças que
brotavam à sua volta. Diz a tradição que, já aos oito anos, procurava lugares
escondidos e solitários para rezar. Depois, quando adolescente, chegou a cavar
uma gruta na capela de São Jorge, especialmente para ali entregar-se à oração e
a contemplação. É preciso esclarecer que, além de tudo, seus pais pediram para
o filho a proteção de são Jorge desde o instante do seu nascimento, pois sua
mãe teve um parto muito difícil. Teodoro foi agradecido ao santo, que tinha
como padrinho, pelo resto de seus dias. Todavia seus pais também não esperavam
que ele se dedicasse tanto assim à religião e se preocupavam, pois ele era
muito diferente dos outros meninos da sua idade, principalmente por ter cavado
"sua" caverna na capela. Dizem os devotos que o próprio são Jorge
apareceu num sonho a sua mãe, para que ficasse tranqüila quanto ao futuro de
Teodoro. Logo depois alguns prodígios e graças começaram a acontecer na gruta,
pois que, em pouco tempo, todos os dias, grande parte dos moradores locais eram
atraídos para lá. Teodoro ainda não tinha idade para isso, mas o bispo da
cidade vizinha de Anastasiópolis assumiu a tutela do rapaz e o ordenou
sacerdote. E mal voltou para sua cidade natal, o povo o elegeu bispo. No cargo
ele permaneceu por dez anos, quando abandonou tudo e voltou à sua vida
solitária de penitência e oração contemplativa. Novamente as graças passaram a
fazer parte do cotidiano da gruta de Teodoro, onde grandes multidões o procuravam.
Teodoro ali ficou até o dia 20 de abril de 613, quando morreu. Sua festa é
muito celebrada pelos católicos do mundo todo, especialmente na França,
Alemanha e entre os cristãos de língua eslava.
Oração do dia 20/04/2013
Pai, dá-me sensibilidade para perceber que a presença de
Jesus, na nossa história, é a grande obra que realizaste: dar-nos a vida eterna.
Amém!
Deus nos fala dia 20/04/2013
Por onde anda o apóstolo é o próprio Cristo que por
ali passa. E assim se firmam as palavras de Pedro à pergunta de Cristo: “A quem
iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna”. Acolhamos e compreendamos o
que agora nos fala o Senhor em sua Palavra!
Leitura do dia 20/04/2013
Atos dos Apóstolos 9,31-42
Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 31a Igreja
vivia em paz em toda a Judeia, Galileia e Samaria. Ela consolidava-se e
progredia no temor do Senhor e crescia em número com a ajuda do Espírito Santo.
32Pedro
percorria todos os lugares; e visitou também os fiéis que moravam em Lida. 33Encontrou aí
um homem chamado Eneias, que estava paralítico e, há oito anos, jazia numa
cama. 34Pedro
disse-lhe: “Eneias, Jesus Cristo te cura! Levanta-te e arruma a tua cama!”
Imediatamente Enéias se levantou. 35Todos os habitantes de Lida e da região do
Saron viram isso e se converteram ao Senhor. 36Em Jope, havia uma discípula
chamada Tabita, nome que quer dizer Gazela. Eram muitas as obras boas que fazia
e as esmolas que dava. 37Naqueles dias, ela ficou doente e morreu. Então levaram seu
corpo e o colocaram no andar superior da casa. 38Como Lida ficava perto de Jope,
e ouvindo dizer que Pedro estava lá, os discípulos mandaram dois homens com um
recado: “Vem depressa até nós!” 39Pedro partiu imediatamente com eles. Assim que
chegou, levaram-no ao andar superior, onde todas as viúvas foram ao seu
encontro. Chorando, elas mostravam a Pedro as túnicas e mantos que Tabita havia
feito, quando vivia com elas. 40Pedro mandou que todos saíssem. Em seguida,
pôs-se de joelhos e rezou. Depois, voltou-se para o corpo e disse: “Tabita,
levanta-te!” Ela então abriu os olhos, viu Pedro e sentou-se. 41Pedro deu-lhe
a mão e ajudou-a a levantar-se. Depois chamou os fiéis e as viúvas e
apresentou-lhes Tabita viva. 42O fato ficou conhecido em toda a cidade de Jope
e muitos acreditaram no Senhor. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 20/04/2013
João
6,60-69
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo João: Naquele tempo, 60muitos
dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem
consegue escutá-la?” 61Sabendo que
seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou:
“Isto vos escandaliza? 62E quando
virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? 63O
Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são
espírito e vida. 64Mas entre vós há alguns
que não creem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e
quem havia de entregá-lo. 65E
acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que
lhe seja concedido pelo Pai”. 66A partir
daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos
quereis ir embora?” 68Simão Pedro
respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és
o Santo de Deus”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Santo do dia 19/04/2013: Santo Expedito, São Leão IX e Santa Ema da Saxônia
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Santo Expedito
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São Leão IX |
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Santa Ema da Saxônia |
Expedito, era chefe da 12a Legião romana, então
estabelecida em Melitene, sede de uma das províncias romanas da Armênia.
Ocupava esse alto posto porque o imperador Diocleciano tinha-se mostrado, no
começo de seu reinado, favorável aos cristãos, confiando-lhes postos
importantes na administração e no exército. Essa legião era conhecida como a
"Fulminante", nome que lhe havia sido dado em memória de uma façanha
que se tornou célebre. Foi sob Marco Aurélio, durante a campanha da Alemanha. O
imperador, estabelecido em um campo fortificado, na região dos Quades, isto é,
na atual Hungria, se havia deixado cercar pelos bárbaros. Era pleno verão. A
água faltava e a 12a Legião, recrutada, era em grande parte cristã. Seus
soldados se reuniram fora do campo, ajoelharam e oraram, como oram os cristãos.
Depois, retomaram logo a ofensiva, mas, mal tinham começado, uma chuva
abundante se pôs a cair, e fez recuar os inimigos. Subitamente, os raios e o
granizo caíram sobre o exército inimigo com tal violência, que os soldados
debandaram em pânico indescritível. O exército romano estava salvo e vencedor.
Como se vê, santo Expedito estava à testa de uma das mais gloriosas legiões
romanas, encarregada de guardar as fronteiras orientais contra os ataques dos
bárbaros asiáticos. Mas a história da Igreja é bastante pobre em detalhes sobre
a vida de seus chefes que se distinguiram no comando pelas virtudes de cristãos
e de lealdade à causa por que lutavam, como exemplo das mais belas virtudes.
"Expedito" ficou sendo o nome do chefe, apelido dado por exprimir
perfeitamente o traço dominante de seu caráter: a presteza e a prontidão com
que agia e se portava, então, no cumprimento de seu dever de estado e, também,
na defesa da religião que professava. Era assim que os romanos davam,
freqüentemente, a certas pessoas um apelido, o qual designava um traço de seu
caráter. Desse modo, Expedito designa, para nós, o chefe da 12a Legião romana,
martirizado com seus companheiros em Melitene, no dia 19 de abril de 303, sob
as ordens do imperador Diocleciano. Seu nome, qualquer que seja a origem de sua
significação, é suficiente para ser reconhecido no mundo cristão, pois condiz,
com a generosidade e com o ardor de seu caráter, que fizeram desse militar um
mártir. Desde seu martírio, Expedito tem se revelado um santo que continua
atraindo devotos em todo o mundo. Além de padroeiro das causas urgentes, santo
Expedito também é conhecido como padroeiro dos militares, dos estudantes e dos
viajantes. Ele era militar e, se já não bastasse a tradição que envolve o seu
nome, temos a da sua conversão. Conta-se que, assim que resolveu se converter,
uma tentação se manifestou em forma de corvo. O animal gritava "Crás!
Crás!", que significa, em latim, "Amanhã! Amanhã!". O que se
esperava era que ele adiasse o batismo, mas Expedito teria pisoteado o corvo e
gritado: "Hodie! Hodie!", ou seja, "Hoje! Hoje!". E assim
agiu.
São Leão IX
Bruno nasceu no ano 1002 na nobre família dos Dagsburgo, ou
Asburgo, como ficou sendo grafado depois, e veio ao mundo com algumas manchas
no corpo, como que predestinado, naquele início de segundo milênio. Sua mãe,
santa Heilwiges, era uma católica fervorosa, viu que a pele do menino
apresentava, ao nascer, muitas manchas vermelhas, formando cruzes por todo o
corpo. Ficou na casa paterna, freqüentada pela nobreza da corte, até os cinco
anos de idade, quando sua mãe o confiou ao bispo de Toul, Bertoldo, que, com o
passar dos anos, o fez doutorar em direito canônico. Ordenando-se sacerdote,
foi atuar junto ao seu primo Conrado, que tinha posição de destaque no Império,
ali trabalhando pela religião e pela comunidade, cuidando de complicadas
tarefas administrativas. Seu trabalho o fez ser eleito bispo de Trèves em 1026,
quando implantou e desenvolveu uma reforma profunda nos conventos e na própria
forma de evangelização na sua diocese. Está registrado que, paralelamente ao
trabalho desenvolvido em favor da Igreja nas altas rodas do governo e da
sociedade, Bruno mantinha, ao mesmo tempo, uma atitude disciplinada e fervorosa
quanto aos preceitos da caridade. Para dar exemplo de humildade, diariamente
recebia pobres em seu palácio, alimentava-os e repetia a cerimônia do lava-pés,
tendo-os como seus discípulos. Liderava também, anualmente, uma peregrinação
aos túmulos de são Pedro e são Paulo, em Roma. Nada disso passou despercebido.
Quando faleceu o papa Dâmaso II, Bruno foi eleito, por unanimidade, para o
trono de Pedro. Mas recusou. É que a eleição ocorreu em um Concílio convocado
pelo imperador da Alemanha, Henrique III, em Worms. Compareceu enorme número de
bispos, prelados, embaixadores e príncipes, referendando o nome de Bruno, mas o
bispo só aceitou o cargo depois que o mesmo ocorreu em Roma, quando seu nome
foi de novo consagrado por unanimidade, em 1049, na própria basílica de São
Pedro. Ele assumiu e adotou o nome de Leão IX, passando para a história por sua
atuação memorável como papa. Citando alguns exemplos: reorganizou a disciplina
eclesiástica, implantando nova disciplina e a volta dos preceitos originais do
cristianismo nos sínodos de Latrão, Pavia, Reims e Mogúncia; acabou com os
abusos da simonia, isto é, com a cobrança para as indulgências dos pecados, e o
casamento dos clérigos; criou cardeais de outras nações e não só italianos,
como se fazia então; selou a paz entre a Hungria e a Alemanha, evitando uma
guerra iminente. Há duas passagens mais na vida do papa Leão IX, uma dolorosa e
outra heróica. A dolorosa se refere ao cisma provocado por Miguel Cerulário,
patriarca de Constantinopla, que rompeu com Roma e separou a Igreja em duas, e
que este papa não conseguiu evitar. A heróica, também triunfal, foi quando os
normandos buscavam dominar a Europa e invadiram a Itália. Já haviam capturado
as províncias de Apulia e Calábria, quando o papa conseguiu reforços do
imperador, pegou em armas e liderou os soldados contra os invasores. Evitou a
tomada de Roma, mas caiu prisioneiro dos inimigos. Embora tratado com muito
respeito pelos adversários, a batalha minara sua saúde. De volta a Roma, morreu
em 19 de abril de 1054. Celebrado neste dia, daquela época até hoje, são
milhares as graças e milagres ocorridos, por sua intercessão, aos pés de seu
túmulo.
Santa Ema da Saxônia
Ema da Saxônia morreu em 19 de abril de 1040. No mosteiro de
São Ludgero, na Alemanha, inexplicavelmente longe da Saxônia, conserva-se uma
relíquia desta santa: uma mão prodigiosamente intacta. Ela, de origem alemã,
nasceu no berço de uma família muito religiosa e cristã. Era irmã de Meginverco,
bispo da cidade de Paderborn, que também se tornou santo. Muito nova foi dada
em matrimônio para Ludgero, conde da Saxônia, que a deixou viúva um ano depois
do enlace. Muito devota, bonita, rica e sem filhos, não desejou se casar
novamente. E se manteve constante em seu novo projeto de vida, que foi a total
dedicação às obras de caridade. "A mulher estéril", diz a Bíblia,
"será mãe de muitos filhos." Assim foi com Ema. Generosa nas doações
e no atendimento ao próximo, mas austera e intransigente consigo mesma,
procurou a perfeição no difícil estado de viuvez, uma condição bastante
incômoda para uma mulher que ficou só e muito rica. Ela, entretanto, potenciou
sua fecundidade espiritual e administrou seu patrimônio em benefício dos pobres
e órfãos por meio das instituições assistenciais. Quarenta anos depois, por
ocasião de sua morte, ela já não possuía mais nada neste mundo, tendo
transferido, por sua caridade, seus bens ao tesouro do paraíso, onde, no dizer
de Jesus, "As traças e a ferrugem não consomem, nem os ladrões
roubam" (Mateus 6,20). A escolha de Ema não foi uma fuga perante as
responsabilidades familiares, mas uma opção em favor de um serviço mais amplo
aos necessitados, em nome de Jesus Cristo, que nos deixou o exemplo de dar sua
vida pela salvação dos seres humanos. Aliás, o apóstolo Paulo louva a opção das
viúvas que se dedicam unicamente ao Senhor e ao serviço comunitário da diocese,
de tal modo que, nos primeiros séculos do cristianismo, existia uma espécie de
associação de viúvas que trabalhavam distribuindo as esmolas dadas aos pobres
pela Igreja. Ema havia escolhido esta maneira de servir a Deus, a mais difícil
e rara. Sua mão se conservou intacta, nove séculos e meio após sua morte, sem
dúvida como um sinal certo da sua mais característica virtude: a generosidade.
Esta verdadeira serva de Cristo auxiliou o seu esposo celestial com a oração e
a caridade, merecendo a devoção não de um marido, mas de milhões de cristãos. A
Igreja a declarou santa e oficializou o seu culto público, que já era celebrado
havia mais de nove séculos, no dia de sua morte. O corpo de santa Ema da
Saxônia, sem aquela mão de que se falou, repousa na catedral de Bremen,
Alemanha.
Oração do dia 19/04/2013
Pai, leva-me a buscar sempre o alimento imperecível - teu
Filho Jesus - que me dá vida eterna e verdadeira e me abre para o amor e a
solidariedade. Amém!
Deus nos fala dia 19/04/2013
Paulo faz a profunda experiência de Cristo
ressuscitado e manifesta essa verdade em sua pregação. Compreende a revelação
de Deus. Jesus que é a plena revelação do Pai, diz-nos que Ele é: o Pão vivo
descido do céu e que foi crucificado para a redenção da humanidade!
Leitura do dia 19/04/2013
Atos dos Apóstolos 9,1-20
Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 1Saulo só
respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao
Sumo sacerdote 2e
pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar
presos para Jerusalém os homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho. 3Durante a
viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo, de repente, viu-se cercado
por uma luz que vinha do céu. 4Caindo por terra, ele ouviu uma voz que lhe
dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” 5Saulo perguntou: “Quem és tu,
Senhor?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. 6Agora,
levanta-te, entra na cidade, e ali te será dito o que deves fazer”. 7Os homens que
acompanhavam Saulo ficaram mudos de espanto, porque ouviam a voz, mas não viam
ninguém. 8Saulo
levantou-se do chão e abriu os olhos, mas não conseguia ver nada. Então pegaram
nele pela mão e levaram-no para Damasco. 9Saulo ficou três dias sem poder
ver. E não comeu nem bebeu. 10Em Damasco, havia um discípulo chamado Ananias.
O Senhor o chamou numa visão: “Ananias!” E Ananias respondeu: “Aqui estou,
Senhor!” 11O
Senhor lhe disse: “Levanta-te, vai à rua que se chama Direita e procura, na
casa de Judas, por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está rezando”. 12E numa visão,
Saulo contemplou um homem chamado Ananias, entrando e impondo-lhe as mãos para
que recuperasse a vista. 13Ananias respondeu: “Senhor, já ouvi muitos falarem desse
homem e do mal que fez aos teus fiéis que estão em Jerusalém. 14E aqui em
Damasco ele tem plenos poderes, recebidos dos sumos sacerdotes, para prender
todos os que invocam o teu nome”. 15Mas o Senhor disse a Ananias: “Vai, porque
esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos,
aos reis e ao povo de Israel. 16Eu vou mostrar-lhe quanto ele deve sofrer por
minha causa”. 17Então
Ananias saiu, entrou na casa, e impôs as mãos sobre Saulo, dizendo: “Saulo, meu
irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu quando vinhas no caminho, ele me mandou
aqui para que tu recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo”. 18Imediatamente
caíram dos olhos de Saulo como que escamas e ele recuperou a vista. Em seguida,
Saulo levantou-se e foi batizado. 19Tendo tomado alimento, sentiu-se reconfortado.
Saulo passou alguns dias com os discípulos de Damasco, 20e logo
começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus. Palavra
do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 19/04/2013
João
6,52-59
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo João: Naquele tempo, 52os
judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a
comer?” 53Então Jesus disse: “Em verdade,
em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o
seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem come a
minha carne e bebe o meu sangue tem vida eterna, e eu o ressuscitarei no último
dia. 55Porque a minha carne é verdadeira
comida e o meu sangue, verdadeira bebida. 56Quem come a
minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por
causa do Pai, assim o que me come viverá por causa de mim. 58Este
é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles
morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”. 59Assim
falou Jesus, ensinando na sinagoga em Cafarnaum. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Santo do dia 18/04/2013: São Galdino e Maria da Encarnação (Bárbara Avrillot)
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São Galdino
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Maria da Encarnação (Bárbara Avrillot)
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Galdino nasceu em 1096 e cresceu em Milão, na Porta Oriental,
no início do século XII, e ali também se tornou religioso, passando logo a
auxiliar diretamente o arcebispo Oberto de Pirovano. Juntos enfrentaram um
inimigo pesado, o antipapa Vitor IV, que, apoiado pelo imperador Frederico, o
Barbaroxa, oprimia violentamente para dominar o mundo. Como Milão fazia
oposição, a cidade foi simplesmente arrasada em 1162. O arcebispo e Galdino só
não morreram porque procuraram abrigo junto ao papa oficial, Alexandre III. Mas
logo depois Oberto morreu, e o arcebispado precisava de alguém que continuasse
sua luta. O papa não teve nenhuma dúvida em nomear o próprio Galdino e consagrou-o
bispo, pessoalmente, em 1166. Galdino não decepcionou sua diocese católica.
Praticava a caridade e instigava todos a fazê-lo igualmente. Pregava contra os
hereges, convertia multidões e socorria também os pobres que se encontravam
presos por causa de dívidas, geralmente vítimas de agiotagem. A esses serviu
tanto que suas visitas de apoio receberam até um apelido: "o pão de são
Galdino". Uma espécie de "cesta básica" material e espiritual,
pois dava pão para o corpo e orações, que eram o pão para o espírito. Foi uma
fonte de força e fé para lutar contra os opressores. Mas tudo isso era feito
paralelamente ao trabalho político, pois no plano da diplomacia defendia seu
povo e sua terra em tudo o que fosse preciso. Morreu no dia 18 de abril de
1176, justamente no instante em que fazia, no púlpito, um sermão inflamado
contra os pecadores, os hereges, inimigos da Igreja, e os políticos, inimigos
da cidade. Quando terminou o sermão emocionado, diante de um grande número de
fiéis e religiosos, caiu morto de repente.
Maria da Encarnação (Bárbara Avrillot)
Ela nasceu em Paris, no dia 1º de fevereiro de 1566, e se
chamava Bárbara Avrillot, filha do senhor de Champstreaux, riquíssimo,
influente na corte francesa e na vida religiosa por ser um homem muito devoto,
assim como sua descendência. Como era costume na época, apenas adolescente
Bárbara foi enviada às Irmãs Menores da Humildade de Nossa Senhora, que
habitavam nas proximidades. Regressou à família aos catorze anos e não pôde
optar pela vida religiosa, pois aos dezesseis anos foi entregue como esposa ao
visconde de Villemor, Pedro Acário, senhor de muitas terras, muito atuante na
política da corte e cuja influência era tão forte quanto à de sua família,
possuidor de costumes sérios e seguidor dos preceitos cristãos. Tiveram seis
filhos. O rei Henrique IV, após desfazer a Liga política à qual seu marido
pertencia, mandou-o para o exílio e confiscou-lhe todos os bens. Foram quatro
anos de várias atribulações financeiras e aflição de espírito. Porém Bárbara
não se abateu, tomou a defesa do marido, não se detendo até provar a inocência
dele e reaver todos os bens. Foi com essa fibra que educou os filhos com
generosidade, no respeito e no serviço aos mais pobres, doentes e mais
desamparados. Ensinou-os a viver de maneira simples, sóbria, modesta, e no amor
à verdade, pois a verdade é Cristo. Ensinou-lhes, também, o espírito de
sacrifício e a força de vontade perante as dificuldades. Nesse período,
conheceu o religioso Francisco de Salles, depois também fundador e santo pela
Igreja, o qual aprovava sua atitude e comportamento, vindo a tornar-se o seu
diretor espiritual. Em 1601, ela leu os escritos de Teresa d'Ávila e desejou,
ela mesma, uma leiga, fazer todo o possível para introduzir na França a reforma
carmelita. Um ano depois, acolheu as primeiras vocações e obteve a autorização
do rei, o qual lhe dispensava uma grande consideração, e, em 1603, o papa
Clemente VIII enviou-lhe sua autorização para a fundação, portanto ela pôde
construir o primeiro mosteiro carmelita na França. Depois, com os outros, que
vieram em seguida, houve uma forte influência na espiritualidade católica de
seu tempo. Três de suas filhas entraram no Carmelo de Amiens. Em 1613, morreu
seu marido e só então ela tomou o nome de Maria da Encarnação, tomando o hábito
e jurando os votos a uma de suas filhas, que se tornara a abadessa do mosteiro
de Amiens, onde ela permaneceu durante algum tempo, para depois estabelecer-se
no de Pontoise. Manteve-se sempre ativa e preparada para discussões sobre o
tema da fé com personagens próprios e auto-reveladores e sempre humilde e
afetuosa como simples carmelita de sua comunidade. Maria da Encarnação, madame
Acário, é considerada a "madre fundadora do Carmelo na França" porque
contribuiu para a difusão da reforma carmelita de Santa Teresa d'Ávila, mais do
que todos, em solo francês. Ela terminou os seus dias num leito de dor em
Pontoise. E ao morrer, no dia 18 de abril de 1618, recitou várias vezes os
salmos 21 e 101. Esse dia era Quinta-Feira Santa.
Oração do dia 18/04/2013
Espírito de dedicação, que eu cuide, com total generosidade,
do rebanho a mim confiado pelo Senhor, sabendo conduzi-lo com amor. Amém!
Deus nos fala dia 18/04/2013
Aquele homem etíope ouviu e acolheu a Palavra do
Senhor e fez-se batizar. É preciso ler, meditar e trazer para a vida o que a
Palavra ensina. Assim, a vida se renova e podemos viver em comunhão com o Pão
vivo descido do céu. Abramos nosso coração e acolhamos a Palavra do Senhor!
Leitura do dia 18/04/2013
Atos dos Apóstolos 8,26-40
Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 26um anjo do
Senhor falou a Filipe, dizendo: “Prepara-te e vai para o sul, no caminho que
desce de Jerusalém a Gaza. O caminho é deserto”. Filipe levantou-se e foi. 27Nisso
apareceu um eunuco etíope, ministro de Candace, rainha da Etiópia, e
administrador geral do seu tesouro, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém. 28Ele estava
voltando para casa e vinha sentado no seu carro, lendo o profeta Isaías. 29Então o
Espírito disse a Filipe: “Aproxima-te desse carro e acompanha-o”. 30Filipe
correu, ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: “Tu compreendes o que
estás lendo?” 31O
eunuco respondeu: “Como posso, se ninguém mo explica?” Então convidou Filipe a
subir e a sentar-se junto a ele. 32A passagem da Escritura que o eunuco estava
lendo era esta: “Ele foi levado como ovelha ao matadouro; e qual um cordeiro
diante do seu tosquiador, ele emudeceu e não abriu a boca. 33Eles o
humilharam e lhe negaram justiça; e seus descendentes, quem os poderá enumerar?
Pois sua vida foi arrancada da terra”. 34E o eunuco disse a Filipe: “Peço que me
expliques de quem o profeta está dizendo isso. Ele fala de si mesmo ou se
refere a algum outro?” 35Então Filipe começou a falar e, partindo dessa passagem da
Escritura, anunciou Jesus ao eunuco. 36Eles prosseguiam o caminho e chegaram a um
lugar onde havia água. 37Então o eunuco disse a Filipe: “Aqui temos água. O que impede
que eu seja batizado?” 38O eunuco mandou parar o carro. Os dois desceram para a água e
Filipe batizou o eunuco. 39Quando saíram da água, o Espírito do Senhor
arrebatou a Filipe. O eunuco não o viu mais e prosseguiu sua viagem, cheio de
alegria. 40Filipe
foi parar em Azoto. E, passando adiante, evangelizava todas as cidades até
chegar a Cesareia. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 18/04/2013
João
6,44-51
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo João: Naquele tempo, disse Jesus à
multidão: 44“Ninguém pode vir a mim, se o
pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão
discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi
instruído, vem a mim. 46Não que
alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê
possui a vida eterna. 48Eu sou o pão
da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no
deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o
pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. 51Eu
sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão
que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Santo do dia 17/04/2013 Santo Aniceto e São Roberto de Turlande
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Santo Aniceto
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São Roberto de Turlande
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Aniceto nasceu na Síria e foi sucessor do papa são Pio I, em
155, no tempo em que Antonio era o imperador romano. Entretanto, além da
perseguição sistemática por parte do Império, o papa Aniceto teve de enfrentar,
também, cismas internos que abalaram o cristianismo. A começar por Valentim,
passando por Marcelina, que fundou a seita dos carpocratitas, considerada muito
imoral pela Igreja, e chegando a Marcion, um propagador, com dotes de
publicitário, que arregimentou muita gente, e muitos outros. Sem contar a
questão da celebração da Páscoa. Todos eles formaram seitas paralelas dentro do
catolicismo, dividindo e confundindo os fiéis e até colocando-os contra a
autoridade do papa, desrespeitando a Igreja de Roma. Contudo o papa Aniceto
tinha um auxiliar excepcional, Policarpo, que depois também se tornou um santo
pelo testemunho da fé, e o ajudou a enfrentar todas essas dificuldades.
Policarpo exerceu, também, um papel fundamental para que pagãos se
convertessem, por testemunhar que a Igreja de Roma era igual à de Jerusalém.
Outro de seus auxiliares foi Hegesipo, que escreveu um livro defendendo o papa
Aniceto e provando que ele, sim, seguia a doutrina cristã correta, e não os
integrantes das seitas paralelas. Mesmo com tão excelente ajuda, o papa Aniceto
teve uma árdua missão durante os quase onze anos de seu pontificado, morrendo
no ano 166, quase aniquilado pela luta diária em favor da Igreja. Embora tenha
morrido num período de perseguição aos cristãos, a Igreja não cita a sua morte
como a de um mártir. Mas pelo sofrimento que teve ao enfrentar, durante todo o
seu governo, os inimigos do cristianismo e da Igreja de Roma, por si só se
explica o porquê da reverência a seu nome. O seu corpo - aliás, foi a primeira
vez que ocorreu com um bispo de Roma -, foi sepultado nas escavações que depois
se transformaram nas catacumbas de São Calisto, na Itália.
São Roberto de Turlande
Abandonar uma posição de destaque na sociedade, riquezas e
poderes temporais, ou mesmo deixar posições importantes na própria Igreja para
procurar a contemplação e a oração solitária, foram muitos os que assim agiram
e entre eles encontramos Roberto de Turlande, também conhecido como Roberto de
la Chaise-Dieu, " a Cadeira de Deus", como se denominava a ordem
criada por ele. Roberto nasceu na Alvérnia, de uma rica família senhorial
francesa, no ano de 1001. Ainda muito jovem, foi confiado aos cônegos de
Brioude, onde terminou os estudos e tornou-se padre e cônego. Embora já
houvesse construído, às próprias custas, um hospital para os pobres e
peregrinos, ele continuava a aspirar a um testemunho de vida mais
contemplativa, totalmente dedicada a Deus. Por isso se dispôs a entrar para o
mosteiro de Cluny, então em pleno vigor, mas muitos companheiros se opuseram.
Não compreendiam a sua repentina falta de entusiasmo pela vida comunitária, nem
mesmo ele. Decidiu, então, fazer uma peregrinação a Roma a fim de buscar e
pedir orientação junto ao Senhor. Foi também ao convento de Montecassino, onde
teve a confirmação de sua vocação para a vida monástica. Voltou a Brioude sem
nenhuma dúvida e, juntamente com dois leigos, retirou-se, em 1043, para um
lugar solitário chamado bosque do Livradois, onde, em 1050, pela aprovação do
papa Leão IX, fundou o mosteiro principal, com o nome de La Chaise-Dieu,
"a Cadeira de Deus", que seguia a regra dos beneditinos. Pobreza e
inserção na Igreja local eram as características desse grupo de monges e de
mosteiros que brotaram, fundando uma nova ordem religiosa chamada "a
Cadeira de Deus". Roberto morreu, sendo venerado ainda em vida, no dia 17
de abril de 1067, e foi, apenas três anos depois, canonizado pelo papa
Alexandre II, tendo em vista as muitas graças ocorridas por intercessão de são
Roberto de Turlande, ou, como os devotos preferem, são Roberto da Cadeira de
Deus. O papa Clemente VI, em 1351, ordenou o traslado de suas relíquias para
baixo do altar principal da igreja na chamada "Cadeira de Deus". Sua
festa, que é comemorada neste dia, foi mantida na reforma, de 1969, do
calendário litúrgico da Igreja.
Oração do dia 17/04/2013
Pai, em meio às tempestades, faze-me compreender que o
Ressuscitado caminha comigo, incentivando-me a não temer e a permanecer firme
no rumo traçado por ele. Amém!
Deus nos fala dia 17/04/2013
É muito bonito a gente saber que o Evangelho era
anunciado com ardor: “Ir por toda a parte, pregando a Palavra”. E Jesus
confirma-nos que a vontade do Pai é sempre nossa salvação. Diante de seu
convite, Ele espera nossa resposta. Acolhamos o Senhor que agora nos fala!
Leitura do dia 17/04/2013
Atos dos Apóstolos 8,1b-8
Leitura dos Atos dos Apóstolos: 1bNaquele dia,
começou uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém. E todos, com
exceção dos apóstolos, se dispersaram pelas regiões da Judeia e da Samaria. 2Algumas
pessoas piedosas sepultaram Estêvão e observaram grande luto por causa dele. 3Saulo, porém,
devastava a Igreja: entrava nas casas e arrastava para fora homens e mulheres,
para atirá-los na prisão. 4Entretanto, aqueles que se tinham dispersado iam
por toda a parte, pregando a Palavra. 5Filipe desceu a uma cidade da Samaria e
anunciou-lhes o Cristo. 6As multidões seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E
todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. 7De muitos
possessos saíam os espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos
e aleijados também foram curados. 8Era grande a alegria naquela cidade. Palavra do
Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 17/04/2013
João
6,35-40
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo João: Naquele tempo, disse Jesus à
multidão: 35“Eu sou o pão da vida. Quem vem
a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. 36Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não
acreditais. 37Todos os que o Pai me confia
virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. 38Pois
eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me
enviou. 39E esta é a vontade daquele que
me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite
no último dia. 40Pois esta é a vontade do meu
Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o
ressuscitarei no último dia”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
terça-feira, 16 de abril de 2013
Santo do dia 16/04/2013: Santa Bernadete Soubirous e São Bento José Labre
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Santa Bernadete Soubirous
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São Bento José Labre
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Bernarda, era o nome a filha de Francisco Soubirous e Luisa
Casterot, nascida em 7 de janeiro de 1844, em Lourdes, uma região montanhosa da
França, os famosos Pirineus. Mas era chamada pela forma carinhosa do nome no
diminutivo: Bernadete. A família de camponeses era numerosa, religiosa e muito
pobre. Desde a infância, a pequena tinha problemas de saúde em conseqüência da
asma. Era analfabeta, mas tinha aprendido a rezar o terço, o que fazia
diariamente enquanto cuidava dos afazeres da casa. Numa tarde úmida e fria,
Bernadete foi, junto com a irmãzinha e algumas companheiras, procurar gravetos.
Tinham de atravessar um riacho, mas ela se atrasou porque ficou com receio de
molhar os pés, quando ouviu um barulho nos arbustos, ergueu os olhos e viu uma
luz, dentro da gruta natural na encosta da montanha. Olhando melhor, viu Nossa
Senhora vestida de branco, faixa azul na cintura, terço entre as mãos, que a
chamou para rezar. Era o dia 11 de fevereiro de 1858. Quando chegaram em casa,
a sua irmãzinha contou o ocorrido para os pais, que a proibiram de sair de
casa. Bernadete chorou muito e adoeceu, então os pais deixaram que ela voltasse
para lá. A aparição se repetiu, sete dias depois, quando Nossa Senhora lhe
disse: "Não te prometo a felicidade neste mundo, mas no outro".
Voltou mais dezoito vezes, até 16 de julho, na gruta de Massabielle, nos montes
Pirineus. O pároco da diocese, no início, mostrou-se incrédulo quanto às
aparições, por isso disse a Bernadete: "Peça a essa senhora que diga o seu
nome". A resposta foi: "Eu sou a Imaculada Conceição". O que
mais se admirou em Bernadete foi a sua modéstia, autenticidade e simplicidade.
Compreendeu que tinha sido escolhida como instrumento para a mensagem que a
Virgem queria transmitir ao mundo, que era a conversão, a necessidade de rezar
o terço e o seu próprio nome: "Imaculada Conceição". Bernadete sofreu
muitas e pesadas provações para ser acreditada em suas visões, que só os
numerosos milagres confirmaram como obra divina. Enquanto o Santuário de Nossa
Senhora de Lourdes se tornava um dos lugares mais visitados pelos peregrinos do
mundo e a água da fonte era considerada milagrosa pelos devotos, Bernadete se
recolhia na sombra. Ingressou na Congregação das Irmãs de Caridade de Nevers,
sendo admitida no noviciado seis anos depois por motivo de saúde. Ao tomar o
hábito definitivo, recebeu o nome de Maria Bernarda. Mas nunca recebeu um
privilégio das irmãs, parecia que essa frieza fazia parte de sua provação.
Sempre bem-humorada, trabalhou como enfermeira no interior do convento, depois
foi sacristã. Contudo sua doença se agravou e ela viveu nove anos numa cama,
entre a vida e a morte.
São Bento José Labre
"O cigano de Cristo", este também é seu apelido,
que demonstra claramente o que foram os trinta e cinco anos de vida de Bento
José Labre, treze deles caminhando e evangelizando pelas famosas e seculares
estradas de Roma. Aliás, o antigo ditado popular que diz que "todos os caminhos
levam a Roma" continua sendo assim para todos os cristãos. Entretanto,
principalmente no século XVII, em qualquer um deles era possível cruzar com o
peregrino Bento José e nele encontrar o caminho que levava a Deus. Ele era
francês, nasceu em Amettes, próximo a Arras, no dia 27 de março de 1748, o mais
velho dos quinze filhos de um casal de agricultores pobres. Freqüentou a
modesta escola local, mas aprendeu latim com um tio materno. Ainda muito jovem,
quis tornar-se monge trapista, mas não conseguiu o consentimento dos pais. Com
dezoito anos, pediu ingresso no convento trapista de Santa Algegonda, mas os
monges não aprovaram sua entrada. Percorreu a pé, então, centenas de
quilômetros até a Normandia, debaixo de um inverno extremamente rigoroso, onde pediu
admissão no Convento Cisterciense de Montagne. Também foi recusado ali,
tentando, ainda, a entrada nos Cartuchos de Neuville e Sept-Fons, com o mesmo
resultado. Foi então que, com vinte e dois anos, tomou a decisão mais séria da
sua vida: seu mosteiro, já que não encontrava guarida em nenhum outro, seriam
as estradas de Roma. No embornal de peregrino carregava apenas o Novo
Testamento e um breviário, além de um terço nas mãos. Durante a noite, dormia
nas ruínas do Coliseu e, de dia, percorria as estradas peregrinando nos lugares
sagrados e evangelizando sem pedir esmolas. Quando recebia a caridade alheia,
mesmo sem pedir, ainda dividia o que ganhava com os pobres. Isso lhe valeu,
certa vez, algumas pancadas de um certo cidadão que encarou sua atitude como um
insulto. Na maior parte dos dias, comia um pedaço de pão e ervas colhidas no
caminho. Os maus tratos do cotidiano, ou seja, a maneira insatisfatória de
higiene a que se submetera durante muitos anos e as penitências que se
auto-impusera, acabaram por causar o seu fim. Um dia, ainda muito jovem, seu
corpo foi encontrado nos fundos da casa de um amigo arquiteto, perto da igreja
de Santa Maria dos Montes. Houve uma grande aglomeração de populares que
admiravam e até veneravam o singelo peregrino. Bento José acabou sendo
sepultado ali mesmo, próximo daquela igreja, local que logo passou a ser
procurado pelos devotos e peregrinos. Imediatamente, tornou-se palco de muitas
graças e prodígios, por intercessão daquele que em vida percorreu o caminho da
santidade. O papa Leão XIII canonizou são Bento José Labre em 1881,
determinando sua festa para o dia 16 de abril, data de sua morte no ano 1783.
Oração do dia 16/04/2013
Senhor Jesus, ensina-me a lição da partilha e faze-me pensar
sempre em meus irmãos mais necessitados, cuja sobrevivência depende do meu amor.
Amém!
Deus nos fala dia 16/04/2013
Estevão depositou sua vida no Senhor: “Senhor
Jesus, acolhe o meu espírito”, foram suas últimas palavras. O Cristo é o sinal
por excelência de nossa salvação. E nossa fé não é numa doutrina ou filosofia,
mas na própria Pessoa de Jesus. Por isso, não é preciso exigir qualquer outro
sinal. Acolhamos o Senhor que agora nos fala!
Leitura do dia 16/04/2013
Atos dos Apóstolos 7,51-8,1a
Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias,
Estêvão disse ao povo, aos anciãos e aos doutores da lei: 51“Homens de
cabeça dura, insensíveis e incircuncisos de coração e ouvido! Vós sempre
resististes ao Espírito Santo e como vossos pais agiram, assim fazeis vós! 52A qual dos
profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a
vinda do Justo, do qual, agora, vós vos tornastes traidores e assassinos. 53Vós
recebestes a Lei, por meio de anjos, e não a observastes!” 54Ao ouvir
essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. 55Estêvão,
cheio do Espírito Santo, olhou para a céu e viu a glória de Deus e Jesus, de
pé, à direita de Deus. 56E disse: “Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de
pé, à direita de Deus”. 57Mas eles, dando grandes gritos e, tapando os ouvidos,
avançaram todos juntos contra Estêvão; 58arrastaram-no para fora da cidade e
começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um
jovem, chamado Saulo. 59Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou dizendo: “Senhor
Jesus, acolhe o meu espírito”. 60Dobrando os joelhos, gritou com voz forte:
“Senhor, não os condenes por este pecado”. E, ao dizer isto, morreu. 8,1aSaulo era
um dos que aprovavam a execução de Estêvão. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 16/04/2013
João
6,30-35
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo João: Naquele tempo, a multidão perguntou
a Jesus: 30Que sinal realizas, para que
possamos ver e crer em ti? Que obras fazes? 31Nossos
pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a
comer’”. 32Jesus respondeu: “Em verdade, em
verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai
que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33Pois o pão de
Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34Então
pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. 35Jesus
lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê
em mim nunca mais terá sede”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Santo do dia 15/04/2013: Cesar de Bus
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Cesar de Bus
|
Cesar de Bus
Cesar de Bus, que desejava seguir a carreira militar, estava
quase embarcando para atender ao chamado de seu irmão, capitão a serviço do rei
Carlos IX, da França, quando foi impedido por uma enfermidade que o atingiu de
maneira fulminante. Foi essa ocasião que o aproximou do bispo de Cavaillon,
cidadezinha da Provença, onde ele tinha nascido em 3 de fevereiro 1544. Os
jesuítas de Avignon, um humilde capelão e uma camponesa, que o assistiam
durante a convalescença, com as suas palavras e os seus exemplos o reconduziram
para a religião cristã, da qual ele havia se afastado. Não perdeu tempo: tão
logo se curou, trocou de vida e se pôs a estudar para tornar-se sacerdote.
Enquanto se preparava, começou a percorrer os sítios e fazendas ensinando o
catecismo. Fundou, com o auxilio de um primo, Romillon, centros de instrução
religiosa nos cantos mais escondidos e esquecidos, nos quais começou a
experimentar novos métodos de ensino da doutrina às crianças do meio rural.
Cesar de Bus tornou-se sacerdote aos trinta e oito anos de idade e já reunia em
torno de si muitos jovens, formando, com a ajuda dos bispos e dos sacerdotes da
região, uma numerosa comunidade, que tomou o nome de Congregação dos Padres da
Doutrina Cristã, ou Doutrinários, os quais, por não terem pronunciado os votos,
viviam todos juntos. Foi neste ponto que surgiu a divergência entre os dois
fundadores: Cesar de Bus queria que eles pronunciassem finalmente os votos e
Romillon queria que se mantivessem apenas padres. Assim, esse último se
transferiu para a casa de Aix-en-Provance, enquanto Cesar permaneceu na sede de
Avignon. Depois de um longo período de sofrimento causado por uma enfermidade,
Cesar de Bus morreu no dia 15 de abril de 1607. Foi beatificado, em 1975, pelo
papa Paulo VI, que autorizou sua celebração litúrgica para o dia do seu
trânsito.
Oração do dia 15/04/2013
Pai, faze-me dócil e acolhedor diante do testemunho de Jesus
que nos revela a tua Palavra, empenhando-me a levar cada ser humano a entrar em
profunda comunhão contigo. Amém!
Deus nos fala dia 15/04/2013
Aqueles que discutiam com Estevão não conseguiam
resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. Ao encontro de Cristo,
devemos caminhar todos, mas para ouvir sua Palavra que permanece para sempre. Acolhamos
o Senhor que agora nos fala!
Leitura do dia 15/04/2013
Atos dos Apóstolos 6,8-15
Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 8Estêvão, cheio
de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9Mas alguns
membros da chamada Sinagoga de Libertos, junto com cirenenses e alexandrinos,
e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. 10Porém, não
conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. 11Então
subornaram alguns indivíduos, que disseram: “Ouvimos este homem dizendo
blasfêmias contra Moisés e contra Deus”. 12Desse modo, incitaram o povo, os
anciãos e os doutores da Lei, que prenderam Estêvão e o conduziram ao
Sinédrio. 13Aí
apresentaram falsas testemunhas, que diziam: “Este homem não cessa de falar
contra este lugar santo e contra a Lei. 14E nós o ouvimos afirmar que Jesus Nazareno
ia destruir este lugar e ia mudar os costumes que Moisés nos transmitiu”. 15Todos os que
estavam sentados no Sinédrio tinham os olhos fixos sobre Estêvão, e viram seu
rosto como o rosto de um anjo. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 15/04/2013
João
6,22-29
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo João: Depois que Jesus saciara os cinco
mil homens, seus discípulos o viram andando sobre o mar. 22No
dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar constatou que
havia só uma barca e que Jesus não tinha subido para ela com os discípulos, mas
que eles tinham partido sozinhos. 23Entretanto,
tinham chegado outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o
pão depois de o Senhor ter dado graças. 24Quando a
multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às
barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. 25Quando
o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste
aqui?” 26Jesus
respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não
porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde,
mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do homem vos
dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. 28Então
perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29Jesus respondeu: “A obra de Deus é que
acrediteis naquele que ele enviou”. Palavra da Salvação.
— Glória
a vós, Senhor!
domingo, 14 de abril de 2013
Santo do dia 14/04/2013: Santa Liduína (Lidvina) e São Benezet, ou pequeno Bento
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Santa Liduína (Lidvina)
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São Benezet, ou pequeno Bento
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Lidvina ou Liduína, como costuma ser chamada por nós, nasceu
em Schiedan, Holanda, em 1380, numa família humilde e caridosa. Ainda criança,
recolhia alimentos e roupas para os pobres e doentes abandonados. Até os quinze
anos, Liduína era uma menina como todas as demais. Porém, no inverno daquele
ano, sua vida mudou completamente. Com um grupo de amigos foi patinar no gelo
e, em plena descida da montanha, um deles se chocou violentamente contra ela.
Estava quase morta com a coluna vertebral partida e com lesões internas.
Imediatamente, foi levada para casa e colocada sobre a cama, de onde nunca mais
saiu, até morrer. Depois do trágico acidente, apareceram complicações e outras
doenças, numa seqüência muito rápida. Apesar dos esforços, os médicos
declararam que sua enfermidade não tinha cura e que o tratamento seria inútil,
só empobrecendo ainda mais a família. Os anos se passavam e Liduína não
melhorava, nem morria. Ficou a um passo do desespero total, quando chegou em
seu socorro o padre João Pot, pároco da igreja. Com conversas serenas, o
sacerdote recordou a ela que: "Deus só poda a árvore que mais gosta, para
que produza mais frutos; e aos filhos que mais ama, mais os deixa sofrer".
E pendurou na frente da sua cama um crucifixo. Pediu que olhasse para ele e
refletisse: se Jesus sofreu tanto, foi porque o sofrimento leva à glória da
vida eterna. Liduína entendeu que sua situação não foi uma fatalidade sem sentido,
ao contrário, foi uma benção dada pelo Senhor. Do seu leito, podia colaborar
com a redenção, ofertando seu martírio para a salvação das almas. E disse ao
padre que gostaria de receber um sinal que confirmasse ser esse o seu caminho.
E ela o obteve, naquela mesma hora. Na sua fronte apareceu uma resplandecente
hóstia eucarística, vista por todos, inclusive pelo padre Pot. A partir daquele
momento, Liduína nunca mais pediu que Deus lhe aliviasse os sofrimentos; pedia,
sim, que lhe desse amor para sofrer pela conversão dos pecadores e pela
salvação das almas. Do seu leito de enferma ela recebeu de Deus o dom da
profecia e da cura pela oração aos enfermos. Após doze anos de enfermidade,
também começou a ter êxtases espirituais, recebendo mensagens de Deus e da
Virgem Maria. Em 1421, as autoridades civis publicaram um documento atestando
que nos últimos sete anos Liduína só se alimentava da sagrada eucaristia e das
orações. Sua enfermidade a impossibilitava de comer e de beber, e nada podia
explicar tal prodígio. Nos últimos sete meses de vida, seu sofrimento foi
terrível. Ficou reduzida a uma sombra e uma voz que rezava incessantemente. No
dia 14 de abril de 1433, após a Páscoa, Liduína morreu serena e em paz. Ao
padre e ao médico que a assistiam, pediu que fizessem de sua casa um hospital
para os pobres com doenças incuráveis. E assim foi feito. Em 1890, o papa Leão
XII elevou santa Liduína ao altar e autorizou o seu culto para o dia da sua
morte. A igreja de Schiedan, construída em sua homenagem, tornou-se um
santuário, muito procurado pelos devotos que a consideram padroeira dos doentes
incuráveis.
São Benezet, ou pequeno Bento
Benezet, nascido em 1163 na região da Savóia, na França, era
um humilde, mas alegre, pastor de ovelhas de doze anos. Diz a tradição que ele
ouviu, de repente, uma voz conversando com ele e dizendo ser Jesus. Como não
enxergasse nada à sua volta, de imediato ficou apreensivo, mas depois
permaneceu confiante. Vejamos como tudo isso aconteceu, no início do segundo
milênio, cheio de superstições e perseguições aos cristãos. Para Benezet, ou
pequeno Bento, como era chamado, ter ouvido aquela voz não seria nada se não
fosse a natureza da ordem que veio com ela. Deveria erguer uma ponte sobre o
rio Ródano, do qual nunca tinha ouvido falar, além de ter de abandonar a
profissão que tanto amava. Porém o chamado tinha sido tão real que Benezet não
pensou duas vezes e se pôs a caminho. Ele também não estranhou quando, centenas
de metros adiante, um jovem veio a seu encontro e simplesmente lhe comunicou
que o acompanharia em sua empreitada na construção da ponte. Ao chegar,
finalmente, às margens do rio determinado, na cidade de Avignon, Benezet
assustou-se com o seu volume d'água. Orientado pelo novo amigo, que na verdade
era um anjo que depois desapareceria, procurou o bispo, contando-lhe a missão
que recebera. Foi ignorado. Procurou, então, o prefeito, e este, julgando
tratar-se de um louco, disse que o ajudaria se removesse uma pedra que
atrapalhava a cidade e a usasse como alicerce para a gigantesca obra a ser
erguida. Dizem os devotos que tudo mudou a partir desse momento. Benezet apenas
fez o sinal da cruz sobre a pedra e, depois de levantá-la com facilidade,
levou-a nos ombros até onde deveria ficar. Enquanto fazia isso, dezoito doentes
teriam tocado a sua túnica e se curado imediatamente. Diante desse prodígio e
graças, tanto o prefeito quanto o bispo assumiram a construção da obra que
ajudou o desenvolvimento de toda a região. O pequeno Bento acabou falecendo
antes da conclusão da ponte, que levou onze anos para terminar. A ponte
resistiu quinhentos anos antes de ruir. Foi reconstruída e trata-se do marco da
cidade de Avignon, que tem, como seu padroeiro, são Benezet, ou o pequeno
Bento, como querem os devotos, que nunca mais deixaram de pedir por sua
intercessão e de festejá-lo no dia 14 de abril.
Oração do dia 14/04/2013
Pai, instrui-me, por teu Espírito, a respeito da pessoa e da
missão de Jesus, e leva-me a aderir ao teu Filho, sempre com maior radicalidade.
Amém!
Deus nos fala dia 14/04/2013
Quem tem o Espírito Santo sabe a quem obedecer e
sabe também que terá forças para enfrentar a perseguição, sem recuar. Na fé em
Cristo ressuscitado a pesca, ou seja, a pregação, produz resultados abundantes!
Leitura do dia 14/04/2013
Primeira Leitura
Atos dos Apóstolos 5,27b-32.40b-41
Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, os
guardas levaram os apóstolos e os apresentaram ao Sinédrio. 27bO sumo
sacerdote começou a interrogá-los, dizendo: 28“Nós tínhamos proibido
expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a
cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar
responsáveis pela morte desse homem! 29Então Pedro e os outros apóstolos
responderam: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens. 30O Deus de
nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. 31Deus, por seu
poder, o exaltou, tornando-o Guia Supremo e Salvador, para dar ao povo de
Israel a conversão e o perdão dos seus pecados. 32E disso somos testemunhas, nós e
o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem”. 40bEntão
mandaram açoitar os apóstolos e proibiram que eles falassem em nome de Jesus, e
depois os soltaram. 41Os apóstolos saíram do Conselho, muito contentes, por terem
sido considerados dignos de injúrias, por causa do nome de Jesus. Palavra do
Senhor.
— Graças a Deus!
Segunda Leitura
Apocalipse de São João 5,11-14
Leitura do Livro do Apocalipse de São João: Eu,
João, vi 11e
ouvi a voz de numerosos anjos, que estavam em volta do trono, e dos Seres vivos
e dos Anciãos. Eram milhares de milhares, milhões de milhões, 12e proclamavam
em alta voz: “O Cordeiro imolado é digno de receber o poder, a riqueza, a
sabedoria e a força, a honra, a glória, e o louvor”. 13Ouvi também todas as
criaturas que estão no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, e tudo o que
neles existe, e diziam: “Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor e
a honra, a glória e o poder para sempre”. 14Os quatro Seres vivos respondiam:
“Amém”, e os Anciãos se prostraram em adoração daquele que vive para sempre.
Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
3º Domingo da Páscoa (Cor Branca) “Tu me amas? Apascenta minhas ovelhas!”
João
21,1-19
PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Naquele tempo, 1Jesus
apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi
assim: 2Estavam juntos Simão Pedro, Tomé,
chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros
dois discípulos de Jesus. 3Simão Pedro
disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Também vamos contigo”. Saíram e
entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite. 4Já
tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam
que era Jesus. 5Então
Jesus disse: “Moços, tendes alguma coisa para comer?” Responderam: “Não”. 6Jesus disse-lhes: “Lançai a rede à direita da
barca, e achareis”. Lançaram pois a rede e não conseguiam puxá-la para fora,
por causa da quantidade de peixes. 7Então, o
discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!” Simão Pedro, ouvindo
dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar. 8Os outros discípulos vieram com a barca,
arrastando a rede com os peixes. Na verdade, não estavam longe da terra, mas
somente a cerca de cem metros. 9Logo que
pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão. 10Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que
apanhastes”. 11Então Simão Pedro subiu ao barco
e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinquenta e três
grandes peixes; e apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu. 12Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos
discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. 13Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o
por eles. E fez a mesma coisa com o peixe. 14Esta foi a
terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos. 15Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão
Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?”
Pedro
respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse: “Apascenta os
meus cordeiros”. 16E disse de novo a Pedro:
“Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro disse: “Sim, Senhor, tu sabes que eu
te amo”. Jesus lhe disse: “Apascenta as minhas ovelhas”. 17Pela
terceira vez, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro ficou triste, porque Jesus
perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu
sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo: quando eras
jovem, tu cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as
mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir”. 19Jesus disse isso, significando com que morte
Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: “Segue-me”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
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