sábado, 17 de agosto de 2013
Santo do dia 17/08/2013: São Jacinto
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São Jacinto
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São Jacinto
Batizado com o nome de Jacko, ele nasceu em 1183, na antiga
Kramien, hoje Cracóvia, na Polônia. Alguns biógrafos dizem que pertencia à
piedosa família Odrovaz, da pequena nobreza local. Desde cedo, aprendeu a
bondade e a caridade, despertando, assim, sua vocação religiosa. Antes de
ingressar na Ordem dos Predicadores de São Domingos, ele era cônego na sua
cidade natal. Foi em Roma que conheceu Domingos de Gusmão, fundador de uma nova
Ordem, a dos padres predicadores. Pediu seu ingresso e foi aceito na nova
congregação. Depois de um breve noviciado, concluído em Bolonha, provavelmente
em 1221, vestiu o hábito dominicano e tomou o nome de frei Jacinto. Na ocasião,
foi o próprio são Domingos que o enviou de volta à sua pátria com um
companheiro, frei Henrique da Morávia. Assim iniciou sua missão de grande
pregador. O trabalho que ele teria de desenvolver na Polônia fora claramente
fixado pelo fundador. Jacinto fundou, em Cracóvia, um mosteiro da Ordem de São
Domingos. Depois de pregar por toda a diocese, mandou alguns dominicanos
missionários para a Prússia, Suécia e Dinamarca, pois esses países pagãos
careciam de evangelização. O grande afluxo de religiosos à nova Ordem permitiu,
em 1225, por ocasião do capítulo provincial, que se decidisse a fundação de
cinco novos mosteiros na Polônia e na Boêmia. Passados três anos, após ter
participado do capítulo geral da Ordem em Paris, foi para Kiev, na Rússia, onde
desenvolveu mais uma eficiente missão evangelizadora, levando a Ordem dos
dominicanos para aquela região. Jacinto foi um incansável pregador da Palavra
de Cristo e um dos mais pródigos colaboradores do estabelecimento da nova Ordem
naquelas regiões tão distantes de Roma. Foram quarenta anos de intensa vida missionária.
No ano dia 15 de agosto 1257, morreu no Mosteiro de Cracóvia, Polônia,
consumido pelas fadigas, aos setenta e dois anos de idade. Considerado pelos
biógrafos uma das glórias da Ordem Dominicana, foi canonizado em 1524 pelo papa
Clemente VII. A festa de são Jacinto, o "apóstolo da Polônia", era
tradicionalmente celebrada um dia depois da sua morte, mas, em razão da
veneração da Assunção de Maria, foi transferida para o dia 17 de agosto.
Oração do dia 17/08/2013
Pai, desapega meu coração das coisas deste mundo, livrando-me
da ilusão de buscar segurança nos bens acumulados. E reforça minha fé na
Providência! Amém!
Deus nos fala dia 17/08/2013
Na história bíblica e na história eclesial, há
grandes momentos de renovação de aliança, de compromisso, de promessa. A
história mostra também, e continuamente, a quebra dessas promessas renovadas.
Já no evangelho, Jesus adverte que muitas vezes são os adultos, por suas
atitudes, que atrapalham as crianças no caminho do bem para chegar até Deus!
Leitura do dia 17/08/2013
Josué 24,14-29
Leitura do Livro de Josué: Naqueles dias, Josué
disse a todo o povo: 14“Agora, pois, temei o Senhor e servi-o
com um coração íntegro e sincero, e lançai fora os deuses a quem vossos pais
serviram na Mesopotâmia e no Egito e servi ao Senhor. 15Contudo, se vos
parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses
a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia, ou aos deuses dos amorreus, em cuja
terra habitais. Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor”. 16E
o povo respondeu, dizendo: “Longe de nós abandonarmos o Senhor, para servirmos
a deuses estranhos. 17Porque o Senhor, nosso Deus, ele mesmo
é quem nos tirou, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da
escravidão. Foi ele quem realizou esses grandes prodígios diante de nossos
olhos e nos guardou por todos os caminhos por onde peregrinamos, e no meio de
todos os povos pelos quais passamos. 18O Senhor expulsou diante de nós todas
as nações, especialmente os amorreus, que habitavam a terra em que entramos.
Portanto, nós também serviremos ao Senhor, porque ele é o nosso Deus”. 19Então
Josué disse ao povo: “Não podeis servir ao Senhor, pois ele é um Deus santo, um
Deus ciumento, que não suportará vossas transgressões e pecados. 20Se
abandonardes o Senhor e servirdes a deuses estranhos, ele se voltará contra
vós, e vos tratará mal e vos aniquilará, depois de vos ter tratado bem”. 21O
povo, porém, respondeu a Josué: “Não! É ao Senhor que serviremos”. 22Josué
então disse ao povo: “Sois testemunhas contra vós mesmos de que escolhestes o
Senhor para servi-lo”. E eles responderam: “Sim! Somos testemunhas!” 23“Sendo
assim”, disse Josué, “tirai do meio de vós os deuses estranhos e inclinai os
vossos corações para o Senhor, Deus de Israel”. 24O povo disse a
Josué: “Serviremos ao Senhor, nosso Deus, e seremos obedientes aos seus
preceitos”. 25Naquele dia, Josué estabeleceu uma
aliança com o povo, e lhes propôs preceitos e leis em Siquém. 26Josué
escreveu estas palavras no Livro da Lei de Deus. A seguir, tomou uma grande
pedra e levantou-a ali, debaixo do carvalho que havia no santuário do Senhor. 27Então
Josué disse a todo o povo: “Esta pedra que estais vendo servirá de testemunha
contra vós, pois ela ouviu todas as palavras que o Senhor vos disse, para que
depois não possais renegar o Senhor, vosso Deus”. 28Em seguida, Josué
despediu o povo, para que fosse cada um para suas terras. 29Depois
desses acontecimentos, morreu Josué, filho de Nun, servo do Senhor, com a idade
de cento e dez anos. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 17/08/2013
Mateus
19,13-15
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: Naquele tempo, 13levaram crianças a Jesus, para que
impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as
repreendiam. 14Então Jesus disse:
“Deixai as crianças e não as proibais de vir a mim, porque delas é o Reino dos
Céus”. 15E depois de impor
as mãos sobre elas, Jesus partiu dali. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Santo do dia 16/08/2013: São Roque
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São Roque
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São Roque
Roque nasceu no ano de 1295, na cidade de Montpellier,
França, em uma família rica, da nobreza da região. Outros dados sobre sua vida
e descendência não são precisos. Ao certo, o que sabemos é que ficou órfão na
adolescência e que vendeu toda a herança e distribuiu o que arrecadou entre os
pobres. Depois disso, viveu como peregrino andante. Percorreu a França com
destino a Roma. Mas antes disso Roque deparou com regiões infestadas pela
chamada peste negra, que devastou quase todas as populações da Europa no final
do século XIII e início do XIV. Era comum ver, à beira das estradas, pequenos
povoados só de doentes que foram isolados do convívio das cidades para evitar o
contágio do restante da população ainda sã. Lá eles viviam até morrer,
abandonados à própria sorte e sofrendo dores terríveis. Enxergando nas pobres
criaturas o verdadeiro rosto de Cristo, Roque atirou-se de corpo e alma na
missão de tratá-los. Iluminado pelo Santo Espírito, em pouco tempo adquiriu o
dom da cura, fazendo inúmeros prodígios. Fez isso durante dois anos, ganhando
fama de santidade. Depois partiu para Roma, onde durante três dias rezou sobre
os túmulos de são Pedro e são Paulo. Depois, por mais alguns anos, peregrinou
por toda a Itália setentrional, onde encontrou um vasto campo de ação junto aos
doentes incuráveis. Cuidando deles, descuidou-se de si próprio. Certo dia,
percebeu uma ferida na perna e viu que fora contaminado pela peste. Assim,
decidiu refugiar-se, sozinho, em um bosque, onde foi amparado por Deus. Roque
foi encontrado por um cão, que passou a levar-lhe algum alimento todos os dias,
até que seu dono, curioso, um dia o seguiu. Comovido, constatou que era seu cão
que socorria o pobre doente. O homem, que não reconheceu em Roque o peregrino
milagreiro, a partir daquele momento, cuidou da sua recuperação. Restabelecido,
voltou para Montpellier, que, na ocasião, estava em guerra. Confundido como
espião, foi preso e levado para o cárcere, onde sofreu calado durante cinco
anos. No cárcere, continuou praticando a caridade e pregando a palavra de
Cristo, convertendo muitos prisioneiros e aliviando suas aflições, até morrer.
Diz a tradição que, quando o carcereiro, manco de nascença, tocou com o pé o
seu corpo, para constatar se realmente estava morto, ficou imediatamente curado
e começou a andar normalmente. Esse teria sido o primeiro milagre de Roque,
após seu falecimento, ocorrido em 16 de agosto de 1327, na prisão de seu país
de origem. O seu culto foi reconhecido em 1584 pelo papa Gregório XIII, que
manteve a sua festa no dia de sua morte. Hoje, as relíquias de são Roque são
veneradas na belíssima basílica dedicada a ele em Veneza, Itália, sendo
considerado o santo Protetor contra as Pestes.
Oração do dia 16/08/2013
Pai, quero estar sempre em comunhão contigo, pois só tu és
Bom. Que eu possa, assim, conhecer a tua vontade e colocá-la em prática, pois
este é o caminho da salvação. Amém!
Deus nos fala dia 16/08/2013
Matrimônio é um projeto divino para o homem. Casar
e constituir família é o grande sonho de uma pessoa, embora seja difícil
vivê-lo com fidelidade e qualidade. Há quem aceite renunciar a esse sonho lindo
para dedicar-se exclusivamente à evangelização, convocação e animação do povo
para que renove sua fidelidade ao Deus que é fiel, como fazia Josué!
Leitura do dia 16/08/2013
Josué 24,1-13
Leitura do Livro de Josué: Naqueles dias, 1Josué
reuniu em Siquém todas as tribos de Israel e convocou os anciãos, os chefes, os
juízes e os magistrados, que se apresentaram diante de Deus. 2Então
Josué falou a todo o povo: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Vossos pais,
Taré, pai de Abraão e de Nacor habitaram outrora do outro lado do rio Eufrates
e serviram a deuses estranhos. 3Mas eu tirei Abraão, vosso pai, dos
confins da Mesopotâmia, e o conduzi através de toda a terra de Canaã, e
multipliquei a sua descendência. 4Dei-lhe Isaac, e a este dei Jacó e
Esaú. E a Esaú, um deles, dei em propriedade o monte Seir; Jacó, porém, e seus
filhos, desceram para o Egito. 5Em seguida, enviei Moisés e Aarão e
castiguei o Egito com prodígios que realizei em seu meio, e depois disso vos
tirei de lá. 6Fiz, portanto, que vossos pais saíssem
do Egito, e assim chegastes ao mar. Os egípcios perseguiram vossos pais, com
carros e cavaleiros, até o mar Vermelho. 7Vossos pais clamaram então ao Senhor, e
ele colocou trevas entre vós e os egípcios. Depois trouxe sobre estes o mar,
que os recobriu. Vossos olhos viram todas as coisas que eu fiz no Egito e
habitastes no deserto muito tempo. 8Eu vos introduzi na terra dos amorreus
que habitavam do outro lado do rio Jordão. E, quando guerrearam contra vós, eu
os entreguei em vossas mãos, e assim ocupastes a sua terra e os exterminastes. 9Levantou-se
então Balac, filho de Sefor, rei de Moab, e combateu contra Israel, e mandou
chamar Balaão, filho de Beor, para que vos amaldiçoasse. 10Eu,
porém, não o quis ouvir. Ao contrário, abençoei-vos por sua boca, e vos livrei
de suas mãos. 11A seguir, atravessastes o Jordão e
chegastes a Jericó. Mas combateram contra vós os habitantes desta cidade os
amorreus, os ferezeus, os cananeus, os hititas, os gergeseus, os heveus e os
jebuseus. Eu, porém, entreguei-os em vossas mãos. 12Enviei à vossa
frente vespões que os expulsaram da vossa presença os dois reis dos amorreus e
isso não com a tua espada nem com o teu arco. 13Eu vos dei uma
terra que não lavrastes, cidades que não edificastes, e nelas habitais, vinhas
e olivais que não plantastes, e comeis de seus frutos. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 16/08/2013
Mateus
19,3-12
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: Naquele tempo, 3alguns fariseus aproximaram-se de
Jesus, e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa
por qualquer motivo?” 4Jesus
respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início, os fez homem e mulher? 5E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai
e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? 6De modo que eles já não são dois, mas
uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. 7Os fariseus perguntaram: “Então, como é
que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8Jesus respondeu: “Moisés permitiu
despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim
desde o início. 9Por isso, eu vos
digo: quem despedir a sua mulher a não ser em caso de união ilegítima e se
casar com outra, comete adultério”. 10Os
discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não
vale a pena casar-se”. 11Jesus
respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é
concedido. 12Com efeito, existem
homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os
homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do
Reino dos Céus. Quem puder entender entenda”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Santo do dia 15/08/2013: Assunção de Nossa Senhora , Nossa Senhora da Guia e Santo Tarcísio
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Assunção de Nossa Senhora
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Nossa Senhora da Guia |
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Santo Tarcísio |
Assunção de Nossa Senhora
Nossa Igreja celebra hoje, Maria. Ela aparece pela última vez
nos escritos do Novo Testamento no primeiro capítulo dos Atos dos Apóstolos:
Ela está no meio dos apóstolos, em oração no cenáculo, aguardando a descida do
Espírito Santo. Proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal,
pelo Papa Pio XII no ano de 1950, declarando que Maria não precisou aguardar,
como as outras criaturas, o fim dos tempos para obter também a ressurreição
corpórea, quis por em evidência o caráter único da sua santificação pessoal,
pois o pecado nunca ofuscou, nem por um instante, o brilho de sua alma. A
Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, foi assunta em corpo e alma à
glória celestial. Esta celebração foi decretada no Oriente no século VII, com
decreto do imperador bizantino Maurício. Neste mesmo século a festa da Dormitio
(passagem para a outra vida), também foi introduzida em Roma pelo Papa
oriental, Sérgio I. Passou-se então um século antes que o termo dormitio
cedesse o lugar ao nome Assunção de Nossa Senhora aos Céus. Sendo assim, os
santos que já têm a visão beatífica, estão de certo modo aguardando a plenitude
final da redenção, que em Maria já se dera com singular graça da preservação do
pecado.
Complemento:
Solenidade da Assunção de Nossa Senhora
No dia 15 de agosto a Igreja celebra a solenidade da Assunção
de Nossa Senhora. É a terceira e última solenidade de Maria durante o ano na Igreja
universal. Dia 8 de dezembro ela celebra a Imaculada Conceição e, dia 1º de
janeiro, Nossa Senhora, Mãe de Deus. Pelo fato de o dia 15 de agosto não ser
feriado, a Igreja celebra esta festa no domingo depois do dia 15. Sua Liturgia
é muito rica. Assunção de Nossa Senhora, ou Nossa Senhora assunta ao céu, ou
ainda Nossa Senhora da Glória, está entre as festas de Nossa Senhora muito
caras ao nosso povo. Faz parte da piedade popular do Catolicismo tradicional.
Esta é também a vitória de Maria, celebrada nesta festa da Assunção. Ela não
obteve nenhuma medalha de ouro, nos jogos olímpicos; simplesmente está coroada
de Doze estrelas, na fronte, por ter assumido e vencido, no seu papel de Mãe de
Jesus e Mãe da Igreja.
Nossa Senhora da Guia
Sob o aspecto histórico o título de Nossa Senhora da Guia tem
sua origem na Igreja Ortodoxa, onde a Santíssima Virgem é invocada sob o nome
“Odigitria”, que significa “Condutora”, “Guia” de Jesus desde a infância até o
início de sua vida pública, conseqüentemente invocada como guia e protetora do
povo de Deus. São diversos os locais onde Nossa Senhora da Guia passou a
ser venerada. Via de regra, a Virgem Maria encontra-se sentada, segurando
o Menino Jesus como que o amparando, mas diversos outros ícones da Virgem da
Guia variam conforme a localidade e os costumes. Representações mais recentes apresentam Maria
a meio corpo, vestida com uma túnica branca e um manto azul. Sobre a cabeça um véu branco e as mão unidas
em oração. Há outras representações que variam, algumas delas apresentam-na
com uma estrela em uma das mãos
simbolizando a Estrela Guia, que
conduziu os Reis Magos até a manjedoura onde encontrava-se o Menino Jesus. No
Brasil sua difusão deve-se aos portugueses, que trouxeram a devoção de
Portugal, onde a festa comemora-se junto com Nosso Senhor do Bonfim. Por este
motivo, no ano de 1745, um Capitão da Marinha Real aportou na cidade de São
Salvador, Bahia, trazendo em seu navio
tanto a imagem de Nossa Senhora da Guia quando a de Nosso Senhor Jesus do
Bonfim, as quais foram transportadas até a Igreja de Nossa Senhora da
Penha, situada na localidade de
Itabagipe.
Santo Tarcísio
Tarcísio foi um mártir da Igreja dos primeiros séculos,
vítima da perseguição do imperador Valeriano, em Roma, Itália. A Igreja de Roma
contava, então, com cinqüenta sacerdotes, sete diáconos e mais ou menos
cinqüenta mil fiéis, no centro da cidade imperial. Ele era um dos integrantes
desta comunidade cristã romana, quase toda dizimada pela fúria sangrenta
daquele imperador. Tarcísio era acólito do Papa Xisto II, ou seja, era coroinha
na igreja, servindo ao altar nos serviços secundários, acompanhando o Santo
Papa na celebração eucarística. Durante o período das perseguições, os cristãos
eram presos, processados e condenados a morrer pelo martírio. Nas prisões, eles
desejavam receber o conforto final da Eucaristia. Mas era impossível entrar.
Numa das tentativas dois diáconos, Felicíssimo e Agapito, foram identificados
como cristãos e brutalmente sacrificados. O Papa Xisto II queria levar o Pão
Sagrado a mais um grupo de mártires que esperavam a execução, mas não sabia
como. Foi quando Tarcísio pediu ao Santo Papa que o deixasse tentar, pois não
entregaria as hóstias a nenhum pagão. Ele tinha doze anos de idade. Comovido o
Papa Xisto II o abençoou e lhe deu uma caixinha de prata com as hóstias. Mas
Tarcísio não conseguiu chegar à cadeia. No caminho foi identificado e como se
recusou a dizer e entregar o que portava, foi abatido e apedrejado até morrer.
Depois de morto, foi revistado e nada acharam do Sacramento de Cristo. Seu
corpo foi recolhido por um soldado, simpatizante dos cristãos, que o levou às
catacumbas, onde foi sepultado. Estas informações são as únicas existentes
sobre o pequeno acólito Tarcísio. Foi o Papa Dâmaso quem mandou colocar na sua
sepultura uma inscrição com a data de sua morte: 15 de agosto de 257. Tarcísio
foi primeiro sepultado junto com o Papa Stefano nas catacumbas de Calisto, em
Roma. No ano 767 o Papa Paulo I determinou que seu corpo fosse transferido para
o Vaticano, na basílica de São Silvestre e colocado ao lado dos outros
mártires. Mas no ano de 1596 seu corpo foi transferido e colocado
definitivamente embaixo do altar principal daquela mesma basílica. A basílica
de São Silvestre é a mais solene do Vaticano. Nela todos os Papas iniciam e
terminam seus pontificados. Sem dúvida o lugar mais apropriado para o comovente
protetor da Eucaristia: o mártir e acólito Tarcísio. Ele foi declarado
padroeiro dos coroinhas ou acólitos, que servem ao altar e ajudam na celebração
eucarística.
Oração do dia 15/08/2013
Pai, conduze-me pelos caminhos de Maria, tua fiel servidora,
cuja vida se consumou, sendo exaltada por ti. Que, como Maria, eu saiba me
preparar para a comunhão plena contigo. Amém!
Deus nos fala dia 15/08/2013
Deus está presente na comunidade em sua caminhada,
projetos, ações, estratégias, escolha e exercício das lideranças; o líder deve
também estar muito perto dele. Entre os membros da comunidade deve imperar o
sentimento de paz, unidade, concórdia e perdão. Não existe nenhum motivo para
não querer perdoar. Já o rancor e a mesquinhez levam à destruição!
Leitura do dia 15/08/2013
Josué 3,7-10a.11.13-17
Leitura do Livro de Josué: Naqueles dias 7o
Senhor disse a Josué: “Hoje começarei a exaltar-te diante de todo Israel, para
que saibas que estou contigo assim como estive com Moisés. 8Tu,
ordena aos sacerdotes que levam a arca da aliança, dizendo-lhes: Quando
chegardes à beira das águas do Jordão, ficai parados ali”. 9Depois
Josué disse aos filhos de Israel: “Aproximai-vos para ouvir as palavras do
Senhor vosso Deus”. 10aE acrescentou: “Nisto sabereis que o
Deus vivo está no meio de vós e que ele expulsará da vossa presença os
cananeus. 11Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra
vai atravessar o Jordão adiante de vós. 13E logo que os sacerdotes, que levam a
arca do Senhor de toda a terra, tocarem com a planta dos pés as águas do
Jordão, elas se dividirão: as águas da parte de baixo continuarão a correr, mas
as que vêm de cima pararão, formando uma barragem”. 14Quando o povo
levantou acampamento para passar o rio Jordão, os sacerdotes que levavam a arca
da aliança puseram-se à frente de todo o povo. 15Quando chegaram ao
rio Jordão e os pés dos sacerdotes se molharam nas águas da margem pois o
Jordão transborda e inunda suas margens durante todo o tempo da colheita, 16então
as águas que vinham de cima pararam, formando uma grande barragem até Adam,
cidade que fica ao lado de Sartã, e as que estavam na parte de baixo desceram
para o mar da Arabá, o mar Salgado, até secarem completamente. Então o povo
atravessou, defronte a Jericó. 17E os sacerdotes que levavam a arca da
aliança do Senhor conservaram-se firmes sobre a terra seca, no meio do rio, e
ali permaneceram até que todo Israel acabasse de atravessar o rio Jordão a pé
enxuto. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 15/08/2013
Mateus
18,21–19,1
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: Naquele tempo, 18,21Pedro aproximou-se de Jesus e
perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?
Até sete vezes?” 22Jesus respondeu:
“Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque
o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus
empregados. 24Quando começou o
acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como
o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como
escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse
a dívida. 26O empregado, porém,
caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te
pagarei tudo’. 27Diante disso, o
patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado
encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o
agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29O companheiro, caindo aos seus pés,
suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei’. 30Mas
o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que
pagasse o que devia. 31Vendo
o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muitos tristes, procuraram
o patrão e lhe contaram tudo. 32Então
o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a
tua dívida, porque tu me suplicaste. 33Não
devias, tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de
ti?’ 34O patrão indignou-se e mandou entregar
aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos
céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1Ao terminar estes discursos, Jesus
deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão. Palavra da
Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Santo do dia 14/08/2013: São Maximiliano Maria Kolbe
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São Maximiliano Maria Kolbe
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São Maximiliano Maria Kolbe
Raimundo Kolbe nasceu no dia 8 de janeiro de 1894, em Zdunska
Wola, na Polônia, numa família de operários profundamente religiosos, que lhe
deram pouco conforto material, mas proporcionaram-lhe um ambiente de fé e
acolhida da vontade de Deus. Por volta dos nove anos, ajoelhado diante do
oratório na modesta casa de seus pais, apareceu-lhe a Virgem Maria, segurando
uma flor branca – representando a virgindade – e uma vermelha – simbolizando o
martírio – e perguntou-lhe qual preferia; ele, angustiado pela difícil escolha,
respondeu: “As duas”. Aos 13 anos, entrou no seminário dos Frades Menores
Conventuais e, emitindo sua profissão religiosa, recebeu o nome de Maximiliano
Maria. Concluindo os estudos preliminares, foi enviado a Roma para obter
doutorado em filosofia e teologia. Em 1917, movido por um incondicional amor a
Maria, fundou o movimento de apostolado mariano “Milícia da Imaculada”. A
milícia seria uma ferramenta nas mãos da Medianeira Imaculada para a conversão
e santificação de muitos. No ano seguinte, 1918, foi ordenado sacerdote e
voltou à sua pátria, onde foi designado para lecionar no Seminário Franciscano,
em Cracóvia. Então, organizou o primeiro grupo da milícia fora da Itália. Recebendo
a permissão de seus superiores para dedicar-se mais à promoção da milícia e
desejoso de que muitas almas conhecessem a Deus e amassem a Nossa Senhora,
começou a evangelizar através da imprensa escrita. Em 1922, mesmo sem dispor de
recursos financeiros, fundou uma revista mensal intitulada “Cavaleiro da
Imaculada”, que poucos anos depois chegava à elevada tiragem de um milhão de
exemplares. A esta revista seguiram-se outras iniciativas editoriais: uma
revista para crianças, “Pequeno Cavaleiro da Imaculada”; uma revista latina
para sacerdotes, “Miles Immaculatae”, e um diário que chamou de “Pequeno
Jornal”, com 200 mil exemplares. O apostolado da imprensa era seu carisma. Em
1929, fundou o convento chamado “Niepokalanow”, que significa cidade de Maria.
Era um verdadeiro recanto de oração e caloroso posto de trabalho para aqueles
franciscanos engajados na evangelização através da imprensa. Dois anos depois,
atendendo ao pedido do Santo Padre aos religiosos para auxiliar os esforços
missionários da Igreja, foi para o Japão e fundou outra cidade da Imaculada, a
“Mugenzai no Sono”. Em Nagasaki fundou também a revista “Cavaleiro da
Imaculada”, que, apesar do restrito meio católico, alcançou a tiragem de 50 mil
exemplares. Desejava ir para a Índia e para os países árabes e, também lá,
fundar revistas e jornais que propagassem a devoção à Imaculada, como
instrumento de divulgação do Reino. No entanto, teve de retornar à Polônia,
como diretor espiritual de Niepokalanow, em 1936. De 1936 a 1939, início da
Segunda Grande Guerra, Maximiliano Kolbe redobrou seu zelo no apostolado da
imprensa, enquanto se ocupava também da direção do convento e da formação de
200 jovens. No dia 1º de setembro de 1939, as tropas nazistas tomaram a Polônia
de surpresa, destruindo qualquer resistência. Os frades foram dispersos e
Niepokalanow foi saqueada. Frei Maximiliano e cerca de 40 outros frades foram
levados para os campos de concentração. Na celebração da Imaculada Conceição do
mesmo ano foram libertos. Para incriminar Frei Maximiliano Maria Kolbe, a
Gestapo permitiu uma impressão final do “Cavaleiro da Imaculada”, em dezembro
de 1940. No dia 17 de fevereiro de 1941, foi preso e levado à prisão Pawiak, na
Varsóvia, e, ao fim de maio do mesmo ano, foi transferido para o campo de
extermínio de Auschwitz, perto de Cracóvia. Era um campo de horrores. Lá foram
mortos, depois de incríveis sofrimentos, quatro milhões de seres humanos. Os
judeus e os padres eram os mais perseguidos. Os judeus tinham o direito de
viver duas semanas, e os padres católicos, um mês. Em resposta ao ódio dos
guardas da prisão, Frei Maximiliano era obediente e sempre pronto a perdoar. E
aconselhava os colegas prisioneiros a confiar na Imaculada, a perdoar, a amar
os inimigos e orar pelos perseguidores: “O ódio não é a força criativa; a força
criativa é o amor”. Era notado pela generosidade em dar o seu alimento aos
outros, apesar dos prejuízos da desnutrição que sofria, e por ir sempre ao fim
da fila da enfermaria, apesar da tuberculose aguda que o afligia. Na noite de 3
de agosto de 1941, um prisioneiro escapou com sucesso da mesma seção onde Frei
Maximiliano estava detido. Em represália, o comandante ordenou a morte por
inanição de 10 prisioneiros, escolhidos aleatoriamente. O sargento Franciszek
Gajowniczek, que fora escolhido para morrer, gritou lamentando que nunca mais
veria a esposa e os filhos. Então, saiu da fila o prisioneiro nº 16670, pedindo
ao comandante o favor de poder substituir aquele pai de família. O comandante
perguntou, aos berros, quem era aquele “louco”, e, ao ouvir ser um padre
católico, aquiesceu ao pedido. Os 10 prisioneiros, despidos, foram empurrados
numa pequena, úmida e totalmente escura cela dos subterrâneos, para morrer de
fome. Durante 10 dias Frei Maximiliano conduziu os outros prisioneiros com
cânticos e orações, e os consolou um a um na hora da morte. Após esses dias,
como ainda estava vivo, recebeu uma injeção letal e partiu para o paraíso. Era
o dia 14 de agosto de 1941. O corpo de Maximiliano Kolbe foi cremado e suas cinzas
atiradas ao vento. Numa carta, quase prevendo seu fim, escrevera: “Quero ser
reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo”. Ao final da
Guerra, começou um movimento pela beatificação do Frei Maximiliano Maria Kolbe,
que ocorreu em 17 de outubro de 1971, pelo Papa Paulo VI. Em 1982, na presença
de Franciszek Gajowniczek, que sobreviveu aos horrores do campo de
concentração, São Maximiliano foi canonizado pelo Papa João Paulo II, como
mártir da caridade. Por seu intenso apostolado, é considerado o patrono da
imprensa.
Oração do dia 14/08/2013
Pai, seja a simplicidade e a pureza de coração das crianças
um exemplo no qual devo inspirar-me para ser fiel a ti. Amém!
Deus nos fala dia 14/08/2013
Moisés é exemplo para o povo, não só pelo que fez,
mas pelo que o levou a fazer: escolhido por Deus, era muito ligado em Deus. A
grande tarefa do líder da comunidade é manter a unidade na vida e na ação,
promover a reconciliação de forma constante e criativa. Assim, a comunidade se
torna um ambiente de vida plena, como a vida no céu: liga o céu e a terra!
Leitura do dia 14/08/2013
Deuteronômio 34,1-12
Leitura do Livro do Deuteronômio: Naqueles dias, 1Moisés
subiu das estepes de Moab ao monte Nebo, ao cume do Fasga que está defronte de
Jericó. E o Senhor mostrou-lhe todo o país, desde Galaad até Dã, 2o
território de Neftali, a terra de Efraim e Manassés, toda a terra de Judá até o
mar ocidental, 3o Negueb e a região do vale de Jericó,
cidade das palmeiras, até Segor. 4O Senhor lhe disse: “Eis aí a terra
pela qual jurei a Abraão, Isaac e Jacó, dizendo: “Eu a darei à tua
descendência. Tu a viste com teus olhos, mas nela não entrarás”. 5E
Moisés, servo do Senhor, morreu ali, na terra de Moab, conforme a vontade do
Senhor. 6E
ele o sepultou no vale, na terra de Moab, defronte de Bet-Fegor. E ninguém sabe
até hoje onde fica a sua sepultura. 7Ao morrer, Moisés tinha cento e vinte
anos. Sua vista não tinha enfraquecido, nem seu vigor se tinha esmorecido. 8Os
filhos de Israel choraram Moisés nas estepes de Moab, durante trinta dias, até
que terminou o luto por Moisés. 9Josué filho de Nun estava cheio do
espírito de sabedoria, porque Moisés lhe tinha imposto as mãos. E os filhos de
Israel lhe obedeceram e agiram, como o Senhor tinha ordenado a Moisés. 10Em
Israel nunca mais surgiu um profeta como Moisés, a quem o Senhor conhecesse
face a face, 11nem quanto aos sinais e prodígios que
o Senhor lhe mandou fazer na terra do Egito, contra o Faraó, os seus servidores
e todo o seu país, 12nem quanto à mão poderosa e a tantos e
tão terríveis prodígios, que Moisés fez à vista de todo Israel. Palavra do
Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 14/08/2013
Mateus
18,15-20
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos
seus discípulos: 15“Se teu irmão pecar
contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, à sós contigo! Se ele te ouvir,
tu ganhaste o teu irmão. 16Se
ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a
questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17Se ele não vos der ouvido, dize-o à
Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou
um pecador público. 18Em verdade vos
digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes
na terra será desligado no céu. 19De
novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer
coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos
céus. 20Pois onde dois ou
três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles”. Palavra da
Salvação.
— Glória
a vós, Senhor!
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Santo do dia 13/08/2013: São Jacob Gapp e São Ponciano e São Hipólito
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São Jacob Gapp
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São Ponciano e São Hipólito |
Jacob Gapp nasceu em Wattens, na região do Tirol, na Áustria,
em 26 de julho de 1897. Foi voluntário na Primeira Guerra Mundial, transcorrida
de 1915 a 1918, caindo prisioneiro das tropas italianas ao final do conflito.
No ano seguinte, estando em liberdade, voltou a ser voluntário, mas dessa vez
numa congregação religiosa: a Sociedade de Maria. Esta Ordem, fundada pelo
francês Padre Guilherme Chaminade, tinha por objetivo a educação da juventude e
se espalhou por vários países, inclusive a Áustria. Os integrantes eram
chamados marianistas, depois se tornaram conhecidos em todo o mundo e o seu
fundador foi canonizado pela Igreja. Jacob iniciou o seu noviciado em 1920 e
foi estudar na França e Suíça. Dez anos depois, já sacerdote consagrado, voltou
para sua terra natal. Em 1933, Adolf Hitler chegou ao poder na Alemanha
instaurando um Estado totalitário, inspirado na superioridade da "raça
ariana". O seu violento expansionismo acabou atingindo a Áustria, em 1938,
onde a população amedrontada e ameaçada passou a denunciar e entregar todos os
judeus e antinazistas, numa tentativa desesperada de evitar a represália do
cruel exército alemão. Jacob Gapp era um desses antinazistas convictos e
poderia ser preso a qualquer momento. Mas isso não o intimidava. Tinha uma
radical aversão à visão racista, também condenada pelo Papa Pio XI através da
famosa encíclica "Mit Brennender Sorge" de 1937. Jacob pregava
abertamente que o cristianismo e o nazismo eram incompatíveis, não havendo a
menor possibilidade de entendimento entre os dois. Perseguido pela Gestapo, a
agência de espionagem nazista, Jacob fugiu da Áustria, passando pela França e
se fixando na Espanha, em uma comunidade marianista de Valência. Porém, os
implacáveis espiões nazistas o perseguiram até lá, sendo preso e deportado para
Berlim. Na capital alemã, Jacob enfrentou sete longos meses de cárcere. Mas seu
julgamento, que não durou mais de duas horas, culminou com sua condenação à
morte. Aos 13 de agosto de 1943, na penitenciária de Ploetzansee, Jacob Gapp
foi decapitado. Poucas horas antes da execução, escrevera cartas animadoras à
seus familiares e superiores, onde dizia: "Considero este dia como o mais
belo de minha vida. Atravessei duras provas mas agora estou feliz". O Papa
João Paulo II proclamou Beato, Jacob Gapp, em 1996, designando o dia de sua
morte para o seu culto.
São Ponciano e São Hipólito
São Hipólito foi um dos escritores mais destacados da Igreja
de Roma dos primeiros séculos. Pode ser comparado a Clemente de Alexandria ou
Orígenes. Mas por ter escrito suas obras em grego, sua memória ficou bastante
diminuída até obscurecer-se quase por completo ao latinizar-se a Igreja
ocidental a partir do século IV. Muitas de suas obras perderam-se por esta
causa, como seus comentários ao Antigo Testamento, mas ainda se conservam
numerosos escritos seus de tipo exegético, apolético ou moral, que compõem um
corpo de doutrina sobre os pontos mais importantes da fé católica. Presbítero
da Igreja de Roma, entrou em conflito com o Papa Calixto, por pensar que o novo
Papa, ao relaxar a legislação demasiado dura sobre o casamento e a penitência,
estava abandonando a tradição apostólica. Com este motivo, para justificar sua
posição, Hipólito escreveu o tratado sobre "A Tradição Apostólica",
fonte de primeira importância, para conhecermos a Igreja de seu tempo. Alguns
pensam que esta postura intransigente o levou até o cisma. Ano mais tarde, ao
ser assassinado o imperador Severo Alexandre e seu sucessor Maximino reiniciar
a perseguição contra os católicos, Hipólito foi desterrado com o Papa Ponciano
à ilha insalubre de Sardenha, morrendo assim mártir (+235).
Oração do dia 13/08/2013
Pai, infunde nos casais cristãos o desejo de experimentarem a
santidade do matrimônio, porque tu és a causa e a razão da comunhão que existe
entre eles. Amém!
Deus nos fala dia 13/08/2013
Quem está na coordenação da comunidade, ministro
ordenado ou leigo, não pode se intimidar. Deve educar a comunidade na mesma
atitude. O motivo para não se acovardar na dificuldade é a ação divina junto do
povo. Para ter essa qualidade, é necessário ter simplicidade, ânimo desarmado,
como uma criança. Assim, a comunidade atrairá aqueles que se afastaram!
Leitura do dia 13/08/2013
Deuteronômio 31,1-8
Leitura do Livro do Deuteronômio: 1Moisés
dirigiu-se a todo Israel com as seguintes palavras: 2“Tenho hoje cento e
vinte anos e já não posso deslocar-me. Além do mais, o Senhor me disse: ‘Não
atravessarás este rio Jordão’. 3É o Senhor teu Deus que irá à tua
frente; ele mesmo, à tua vista, destruirá todas essas nações, para que ocupes
suas terras. Josué passará adiante de ti, como disse o Senhor. 4E
o Senhor fará com esses povos o que fez com Seon e Og, reis dos amorreus, e com
suas terras, que ele destruiu. 5Quando, pois, o Senhor os entregar a
vós, fareis com eles exatamente o que vos ordenei. 6Sede fortes e
valentes; não vos intimideis nem tenhais medo deles, pois o Senhor teu Deus é
ele mesmo o teu guia, e não te deixará nem te abandonará”. 7Depois
Moisés chamou Josué e, diante de todo Israel, lhe disse: “Sê forte e corajoso,
pois és tu que introduzirás este povo na terra que o Senhor sob juramento
prometeu dar a seus pais, e és tu que lhe darás a posse dela. 8O
Senhor que é o teu guia, marchará à tua frente, estará contigo e não te deixará
nem te abandonará. Por isso, não temas nem te acovardes”. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 13/08/2013
Mateus
18,1-5.10.12-14
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: Naquele tempo, 1os discípulos aproximaram-se de Jesus e
perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” 2Jesus
chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e
disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como
crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4Quem
se faz pequeno como esta criança, este é o maior no Reino dos Céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança
como esta é a mim que recebe. 10Não
desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos
céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 12Que
vos parece? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as
noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu? 13Em verdade vos digo, se ele a
encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se
perderam. 14Do mesmo modo, o
Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”.
Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Santo do dia 12/08/2013: João Leão Gustavo Dehon e Santo Inocêncio XI
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João Leão Gustavo Dehon
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Santo Inocêncio XI |
João Leão Gustavo Dehon nasceu no dia 14 de março de 1843, no
pequeno povoado de La Capelle, em Soissons, na França. A sua mãe, Estefânia
Adele Vandelet era um exemplo de fé; mas o seu pai, Júlio Alexandre Dehon era
indiferente e até mesmo anticlerical. Ainda criança manifestou grande
sensibilidade espiritual. Aos treze anos, durante um retiro, sentiu o chamado
para o sacerdócio e iniciou uma longa luta com o seu pai, que não pretendia ter
um filho padre. Em 1859, foi para a Universidade de Sorbone em Paris, onde
recebeu o diploma de advogado. Em 1865, aceitou a longa viagem que seu pai lhe
proporcionou, com a clara intenção de que não seguisse a carreira sacerdotal.
Foi um roteiro fascinante, começando pela Suíça, Itália, Grécia, Egito e
finalizando na Palestina. No regresso passou pela Síria, Constantinopla,
Budapeste e Viena. Mas ao invés de ir para casa, foi para Roma, onde conseguiu
uma audiência com o Papa Pio IX que o aconselhou a fazer os estudos
eclesiásticos ali mesmo, na cidade eterna. Assim, entrou para o Seminário de
Santa Clara, mesmo contra a vontade paterna, uma vez que era Deus que o queria
padre. O dia 19 de dezembro de 1868 foi o mais desejado e feliz da vida de
Dehon. Mais desejado, porque recebeu sua ordenação sacerdotal. Feliz, porque
seu pai, convertido sinceramente, recebeu a Santa Eucaristia das suas mãos,
quando celebrava a sua primeira Missa. Apesar de ter concluído muitos cursos e
doutorados, padre Dehon foi designado para ser um simples vigário da pobre e
problemática paróquia de São Quintino, da diocese de Soissons. Ele assumiu a
missão com todo ardor e entusiasmo. Mas o sacerdote tinha algo que o
inquietava. Sentia um forte desejo de ingressar numa congregação religiosa.
Como não encontrou uma que atendesse seus anseios por justiça social associada
às missões, decidiu e fundou a Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus
em 1878. Entretanto, surgiu a grande provação. O governo maçônico da França
decretou a expulsão das congregações religiosas. Padre Dehon então para
proteger seus sacerdotes, no caso de expulsão, adquiriu uma casa na Holanda,
pois, assim teriam onde se refugiar. Mas a situação ficou tão complicada e
confusa, que foi o próprio Vaticano que suprimiu a congregação. Quem o socorreu
foi seu Bispo, que o conhecia muito bem. Em 1884, o Papa decretou a reabertura
da congregação. Desde então, ele trabalhou para consolida-la fundando novas
casas por toda a Europa. Depois, a congregação também se estabeleceu nas
Américas, na África e na Ásia. E padre Dehon, sempre movido pelo objetivo de
difundir o pensamento de justiça social da Igreja, proferiu muitas
conferências, escreveu artigos em jornais e revistas e publicou vários livros.
No dia 12 de agosto de 1925 morreu em Bruxelas, na Bélgica deixando uma obra
notável e duradoura como apóstolo social e principalmente como apóstolo do
Coração de Jesus. Ele experimentou o amor de Deus ao contemplar o Coração de
Jesus transpassado na cruz, o testemunhou durante a sua vida terrena e o
imprimiu como carisma de sua congregação. No momento extremo Padre Leon Dehon
ainda afirmou, apontando para a imagem do Sagrado Coração: "Para Ele vivi,
para Ele morro". Atualmente, os religiosos "dehonianos" fazem o
mesmo, evangelizando e trabalhando pela justiça social em paróquias, colégios,
faculdades, orfanatos, creches, comunidades de recuperação de drogados,
missões, shows musicais e meios de comunicação social, nos quatro cantos do
mundo. O corpo do venerável fundador está sepultado na Igreja de São Martinho,
em São Quintino, na França.
Santo Inocêncio XI
Beato Odescalchi nasceu em Como (norte da Itália) em
16-5-1611, de família nobre. Fez os estudos primários ou elementares em Como
com Jesuítas, passando depois a Gênova, Roma e Nápoles. Era formado em direito
civil e econômico. Pouco depois entrou na carreira eclesiástica, recebendo
apenas a tonsura. Inocêncio X, que muito o estimava pelas suas virtudes, o fez
cardeal legado apostólico em Ferrara (administrador civel da região). Em 1650
foi nomeado bispo de Novara, quando recebeu a ordenação sacerdotal e a sagração
episcopal. Como bispo foi muito zeloso, procurando imitar em todos S.Carlos
Borromeu, cujas constituições sinodais seguir à risca. Depois foi chamado e
retido em Roma pelos papas, por isso pediu renúncia da sua diocese, que não foi
aceita. No conclave de 1676 não pôde se eximir de aceitar o peso do sumo
pontificado, assumindo o nome de Inocêncio XI, em homenagem ao seu benfeitor
Inocêncio X. Foi papa de 21-9-1676 até a data da sua morte em 12-8-1686. Está
sepultado no Vaticano, na de S. Pedro. O operoso pontificado de Inocêncio XI
decorreu num período convulso. Expreendeu uma poderosa atividade diplomática e
de reforma postal. Piedosíssimo, detestou toda forma de negativismo. Vivia com
seus bens próprios, e não à custa da Igreja. Era chamado de pai dos pobres,
fama que já tinha desde dos tempos de sua administração civil em Ferrara. Mas
foi muito firme em relação ao rei da França. Luís XIV, a quem se pôs tenazmente
na questão das regalias das embaixadas. Exatamente por isso, por política, para
não desagradar aos reis absolutos e não humilhar a França, o seu processo de
beatificação esteve paralisado por quase dois séculos. Apenas em 1956, passadas
os razões "políticas", pode ser canonizado por Pio XII.
Oração do dia 12/08/2013
Pai, predispõe meu coração para o perdão, e que eu esteja
sempre disposto a perdoar e a querer viver reconciliado com meu semelhante.
Amém!
Deus nos fala dia 12/08/2013
Deus propõe um caminho e age caminhando conosco.
Pede que o povo atue no caminho da justiça e atenção aos mais carentes. A
obediência leva, como levou Jesus, ao caminho de contínua oblação. A decisão
firme por Deus dá identidade ao cristão, mesmo ele vivendo sujeito a leis
humanas e numa sociedade pluralista. Há uma maneira criativa de obedecer e de
não se submeter!
Leitura do dia 12/08/2013
Deuteronômio 10,12-22
Leitura do Livro do Deuteronômio: Moisés falou ao
povo dizendo: 12“E agora, Israel, o que é que o Senhor
teu Deus te pede? Apenas que o temas e andes em seus caminhos; que ames e
sirvas ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma, 13e
que guardes os mandamentos e preceitos do Senhor, que hoje te prescrevo para
que sejas feliz. 14Vê: é ao Senhor teu Deus que pertencem
os céus, o mais alto dos céus, a terra e tudo o que nela existe. 15No
entanto, foi a teus pais que o Senhor se afeiçoou e amou; e, depois deles, foi
à sua descendência, isto é, a vós, que ele escolheu entre todos os povos, como
hoje está provado. 16Abri, pois, o vosso coração, e não
endureçais mais vossa cerviz, 17porque o vosso Deus é o Deus dos
deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz
acepção de pessoas nem aceita suborno. 18Ele faz justiça ao órfão e à viúva,
ama o estrangeiro e lhe dá alimento e roupa. 19Portanto, amai os
estrangeiros, porque vós também fostes estrangeiros na terra do Egito. 20Temerás
o Senhor teu Deus e só a ele servirás; a ele te apegarás e jurarás por seu
nome. 21Ele
é o teu louvor, ele é o teu Deus, que fez por ti essas coisas grandes e
terríveis que viste com teus próprios olhos. 22Ao descerem para o
Egito, teus pais eram apenas setenta pessoas, e agora o Senhor teu Deus te fez
tão numeroso quanto as estrelas do céu”. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 12/08/2013
Mateus
17,22-27
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: Naquele tempo, 22quando Jesus e os seus discípulos
estavam reunidos na Galileia, ele lhes disse: “O Filho do Homem vai ser
entregue nas mãos dos homens. 23Eles
o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará”. E os discípulos ficaram muito
tristes. 24Quando chegaram a
Cafarnaum, os cobradores do imposto do Templo aproximaram-se de Pedro e perguntaram:
“O vosso mestre não paga o imposto do Templo?” 25Pedro
respondeu; “Sim, paga”. Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se, e perguntou:
“Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos
filhos ou dos estranhos?” 26Pedro
respondeu: “Dos estranhos!” Então Jesus disse: “Logo os filhos são livres. 27Mas, para não escandalizar essa gente,
vai ao mar, lança o anzol, e abre a boca do primeiro peixe que pescares. Ali
encontrarás uma moeda; pega então a moeda e vai entregá-la a eles, por mim e
por ti”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
domingo, 11 de agosto de 2013
Santo do dia 11/08/2013: Santa Clara e Santa Filomena
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Santa Clara
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Santa Filomena
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Clara nasceu em Assis, no ano 1193, no seio de uma família da
nobreza italiana, muito rica, onde possuía de tudo. Porém o que a menina mais
queria era seguir os ensinamentos de Francisco de Assis. Aliás, foi Clara a
primeira mulher da Igreja a entusiasmar-se com o ideal franciscano. Sua
família, entretanto, era contrária à sua resolução de seguir a vida religiosa,
mas nada a demoveu do seu propósito. No dia 18 de março de 1212, aos dezenove
anos de idade, fugiu de casa e, humilde, apresentou-se na igreja de Santa Maria
dos Anjos, onde era aguardada por Francisco e seus frades. Ele, então,
cortou-lhe o cabelo, pediu que vestisse um modesto hábito de lã e pronunciasse
os votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência. Depois disso, Clara, a
conselho de Francisco, ingressou no Mosteiro beneditino de São Paulo das
Abadessas, para ir se familiarizando com a vida em comum. Pouco depois foi para
a Ermida de Santo Ângelo de Panço, onde Inês, sua irmã de sangue, juntou-se a
ela. Pouco tempo depois, Francisco levou-as para o humilde Convento de São
Damião, destinado à Ordem Segunda Franciscana, das monjas. Em agosto, quando
ingressou Pacífica de Guelfúcio, Francisco deu às irmãs sua primeira forma de
vida religiosa. Elas, primeiramente, foram chamadas de "Damianitas",
depois, como Clara escolheu, de "Damas Pobres", e finalmente, como
sempre serão chamadas, de "Clarissas". Em 1216, sempre orientada por
Francisco, Clara aceitou para a sua Ordem as regras beneditinas e o título de
abadessa. Mas conseguiu o "privilégio da pobreza" do papa Inocêncio
III, mantendo, assim, o carisma franciscano. O testemunho de fé de Clara foi
tão grande que sua mãe, Ortolana, e mais uma de suas irmãs, Beatriz, abandonaram
seus ricos palácios e foram viver ao seu lado, ingressando também na nova Ordem
fundada por ela. A partir de 1224, Clara adoeceu e, aos poucos, foi definhando.
Em 1226, Francisco de Assis morreu e Clara teve visões projetadas na parede da
sua pequena cela. Lá, via Francisco e os ritos das solenidades do seu funeral
que estavam acontecendo na igreja. Anteriormente, tivera esse mesmo tipo de
visão numa noite de Natal, quando viu, projetado, o presépio e pôde assistir ao
santo ofício que se desenvolvia na igreja de Santa Maria dos Anjos. Por essas
visões, que pareciam filmes projetados numa tela, santa Clara é considerada
Padroeira da Televisão e de todos os seus profissionais. Depois da morte de são
Francisco, Clara viveu mais vinte e sete anos, dando continuidade à obra que
aprendera e iniciara com ele. Outro feito de Clara ocorreu em 1240, quando,
portando nas mãos o Santíssimo Sacramento, defendeu a cidade de Assis do ataque
do exercito dos turcos muçulmanos. No dia 11 de agosto de 1253, algumas horas
antes de morrer, Clara recebeu das mãos de um enviado do papa Inocêncio IV a
aguardada bula de aprovação canônica, deixando, assim, as sua "irmãs
clarissas" asseguradas. Dois anos após sua morte, o papa Alexandre IV
proclamou santa Clara de Assis.
Santa Filomena
"Filomena era filha dos reis de um pequeno Estado da
Grécia. Ela nasceu, após seus pais se converterem ao Cristianismo, no dia 10 de
Janeiro. Foi uma benção de Jesus, pois a rainha era estéril. No batismo recebeu
o nome de Filomena que significa: "filha da luz da fé". Aos doze anos
fez os votos de virgindade e se tornou esposa de Jesus. Ela tinha treze anos,
quando o Imperador Romano Diocleciano declarou guerra a seu pai. O rei decidiu
viajar para Roma, com a esposa e a filha e pedir ao imperador súplica pelo seu
povo. O imperador encantou-se com a beleza da jovem e prometeu desistir da
guerra se o rei lhe desse a linda filha em casamento. Os reis com alegria logo
aceitaram, mas, Filomena contestou porque já tinha compromisso com Jesus, seu
Divino Esposo. E ninguém conseguiu convencê-la do contrário. O imperador
humilhado mandou prendê-la e torturá-la com chicotadas, durante trinta e sete
dias. Nossa Senhora lhe apareceu na prisão e revelou que dentro de três dias
voltaria com seu amado Filho e a levariam para o céu. O imperador, cada vez
mais cego pelo ódio mandou flecha-la, mas as flechas voltaram e mataram os
arqueiros; então ele mandou joga-la no rio Tibre com uma âncora no pescoço,
veio um anjo e cortou a corda. Diante disto, o tirano ordenou que ela fosse
decapitada. E assim sua alma voou gloriosamente para o céu, no dia 10 de
Agosto, numa sexta-feira às três horas da tarde como seu Divino Esposo
Jesus". Este relato está no livro "Revelações", de Madre Maria
Luiza de Jesus, fundadora da Ordem Religiosa das "Irmãs da Imaculada e de
Santa Filomena". Entretanto, o corpo de Santa Filomena só foi encontrado
nas escavações das Catacumbas de Priscila, em Roma, no dia 25 de Maio de 1802.
A sepultura estava intacta, fato realmente raríssimo, e foi aberta na presença
de autoridades civis, religiosos da Igreja e peritos leigos. Durante estas
escavações ainda encontraram: três placas de terra-cota, com as seguintes
inscrições: "Paz te Cum Fi Lumena", ou seja "Paz esteja contigo
Filomena". O caixão tinha os entalhes de uma palma, três flechas, uma
âncora, um chicote e um lírio, indicando a forma de seu martírio e morte.
Dentro dele, estavam as relíquias do corpo de uma jovem e um pequeno frasco com
um líquido vermelho ressequido. Os peritos verificaram que o corpo era de uma
jovem com cerca de treze anos, que tinha o crânio fraturado e que teria vivido
no século IV. Assim, finalmente, foram encontradas as relíquias da jovem mártir
Santa Filomena, que ficaram sob os cuidados da Igreja Católica. Estas relíquias
foram transferidas para a igreja de Nossa Senhora das Graças, em Nápoles. E ali
muitas graças e milagres foram alcançados por intercessão da Santa, bem como
ocorreram em muitas outras partes do mundo cristão.O seu Santuário se tornou um
centro de intensa e freqüente peregrinação. O dominicano Monsenhor Mastai
Ferretti, que se tornou o Papa Pio IX, em 1849, foi ao Santuário de Santa
Filomena, em Nápoles. Celebrou uma missa na igreja em agradecimento à graça e
intercessão da Santa, que o curou de uma doença grave. Outros pontífices se
declararam fiéis devotos de Santa Filomena. Inclusive o Papa Leão XII que a
proclamou "A grande milagrosa do século XIX". Foi o Papa Gregório
XVI, que a nomeou "Padroeira do Rosário vivente" e escolheu o dia 11
de agosto, para a sua festa. Entretanto, as seqüências dos estudos e
descobertas posteriores mostraram que a sepultura de Santa Filomena havia sido
utilizada, ao longo dos séculos, para abrigar outros mártires. Diante desta
conclusão a Igreja, durante a reforma universal dos ritos litúrgicos em 1961,
suprimiu-a do calendário. Mas os reconhecimentos oficiais dos milagres por
intercessão de Santa Filomena, a legião de fiéis e peregrinos, inclusive a
devoção particular de Papas e muitos Santos, continuam dando vida à esta
celebração como marca da grande e intensa manifestação de Fé que o povo tem
pelo Redentor.
Oração do dia 11/08/2013
Pai, que a presença de teu Filho ressuscitado na comunidade
cristã seja um incentivo para que nós busquemos pautar nossa ação pela tua
santa vontade. Amém!
Deus nos fala dia 11/08/2013
A fé transforma a vida das pessoas e,
consequentemente, melhora o mundo. Pela fé, Abraão e Sara dão origem a uma
grande nação. A cada um Deus dá uma missão, com dons e talentos para
realizá-la. Por isso, é preciso vigilância, pois um dia o Senhor vai chegar e
pedir contas!
Leitura do dia 11/08/2013
Primeira Leitura
Sabedoria 18,6-9
Livro da Sabedoria: 6A noite da
libertação fora predita a nossos pais, para que, sabendo a que juramento tinham
dado crédito, se conservassem intrépidos. 7Ela foi esperada por
teu povo, como salvação para os justos e como perdição para os inimigos. 8Com
efeito, aquilo com que punistes nossos adversários serviu também para
glorificar-nos, chamando-nos a ti. 9Os piedosos filhos dos bons ofereceram
sacrifícios secretamente e, de comum acordo, fizeram este pacto divino: que os
santos participariam solidariamente dos mesmos bens e dos mesmos perigos. Isso,
enquanto entoavam antecipadamente os cânticos de seus pais. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Segunda Leitura
Hebreus 11,1-2.8-12
Carta aos Hebreus: Irmãos: 1A fé é um modo de já
possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se
veem. 2Foi
a fé que valeu aos antepassados um bom testemunho. 8Foi pela fé que
Abraão obedeceu à ordem de partir para uma terra que devia receber como
herança, e partiu, sem saber para onde ia. 9Foi pela fé que ele
residiu como estrangeiro na terra prometida, morando em tendas com Isaac e
Jacó, os co-herdeiros da mesma promessa. 10Pois esperava a cidade alicerçada que
tem Deus mesmo por arquiteto e construtor. 11Foi pela fé também
que Sara, embora estéril e já de idade avançada, se tornou capaz de ter filhos,
porque considerou fidedigno o autor da promessa. 12É por isso também
que de um só homem, já marcado pela morte, nasceu a multidão “comparável às
estrelas do céu e inumerável como a areia das praias do mar”. Palavra do
Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 11/08/2013
Lucas
12,32-48
PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas: Naquele tempo, disse Jesus a seus
discípulos: 32“Não tenhais medo,
pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino. 33Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei
bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão
não chega nem a traça corrói. 34Porque,
onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. 35Que vossos rins estejam cingidos e as
lâmpadas acesas. 36Sede como homens
que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe
abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37Felizes os empregados que o Senhor
encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai
cingir-se, fazê-los sentar à mesa e, passando, os servirá. 38E
caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim
os encontrar. 39Mas ficai certos: se
o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que
arrombasse a sua casa. 40Vós
também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que
menos o esperardes”. 41Então
Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” 42E o Senhor respondeu: “Quem é o
administrador fiel e prudente, que o senhor vai colocar à frente do pessoal de
sua casa, para dar comida a todos na hora certa? 43Feliz
o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44Em verdade eu vos digo: o senhor lhe
confiará a administração de todos os seus bens. 45Porém,
se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar
os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele empregado chegará num
dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará
participar do destino dos infiéis. 47Aquele
empregado que, conhecendo a vontade do Senhor, nada preparou, nem agiu conforme
a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. 48Porém,
o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo,
será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem
muito foi confiado, muito mais será exigido!” Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
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