sábado, 16 de fevereiro de 2013
Santo do dia 16/02/2013: Santo Onésimo, José Allamano e Felipa Mareri
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Santo Onésimo
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José Allamano |
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Felipa Mareri
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Onésimo era o nome do escravo de um importante e rico cidadão
chamado Filemon que viveu na Frígia, atual Turquia, na Ásia Menor. Filemon, sua
esposa e filho, em certa ocasião ouvindo o apóstolo Paulo se converteram,
tocados pela palavra de Cristo. Paulo batizou a toda a família e os dois se
tornaram amigos. Este escravo, cujo nome em grego significa útil, roubou
dinheiro de seu amo. Assim, temendo ser castigado resolveu fugir. O castigo
para os escravos recapturados era ter a letra "F" marcada em brasa na
testa e para os ladrões era a morte. Por isto foi para Roma onde deve ter
cometido alguma infração, pois foi preso e algum tempo depois libertado. No
cárcere conheceu o apóstolo Paulo que mais uma vez era prisioneiro dos romanos.
Ouvindo sua palavra, o escravo foi tocado pela Paixão de Cristo e se
arrependeu. Procurando o apostolo, confessou sua culpa e foi perdoado. Assim,
Onésimo se converteu e recebeu o batismo do próprio Paulo, que o enviou de
volta para o também amigo Filemon com uma carta. Nela, o santo apóstolo
explicou que estaria disposto a pagar em dinheiro pelo erro do escravo, caso
Filemon não o perdoasse, pois estava convencido de que Onésimo estava mudado e
se emendara completamente. Narrou a sua conversão e, inspirado pelo Espírito
Santo escreveu: "Venho suplicar-te por Onésimo, meu filho, que eu gerei na
prisão. Ele outrora não te foi de grande utilidade, mas agora será muito útil,
tanto a mim como a ti. Eu envio-o a ti como se fosse o meu próprio
coração....Portanto, se me consideras teu irmão na fé, recebe-o como a mim
próprio". (Fm 18 e 19) Sabedor da sinceridade e do poder que Paulo tinha
para fazer pessoas se converterem à vida cristã, para dali em diante viverem na
honestidade e na caridade, Filemon perdoou Onésimo. Depois, deu total apoio ao
seu ex-escravo que passou a trabalhar com a palavra e também com seu próprio
exemplo. Onésimo ficou muito ligado ao apóstolo Paulo, que o enviou à cidade de
Colossos como evangelizador. Depois foi consagrado bispo de Efeso, onde
substituiu Timóteo. Durante sua missão episcopal, a fama de suas virtudes
ultrapassou os limites de sua diocese. Segundo uma tradição antiga, na época do
imperador Domiciano foi preso e levado a Roma, onde morreu apedrejado, como
mártir cristão. Embora este acontecimento não tenha total comprovação, a Igreja
incluiu Santo Onésimo entre seus santos, porque são fortes os indícios de que
seja realmente um mártir do cristianismo dos primeiros tempos.
José Allamano
Ele nasceu em Castelnuovo d'Asti, Itália, em 21 de janeiro de
1851. Também a cidade natal de São João Bosco, "o apóstolo da
juventude"; e de seu tio São José Cafasso, irmão de sua mãe. Ambos foram
seus orientadores e educadores desde a infância. Assim, José Allamano viveu no
seio de uma família extremamente cristã. Com vontade própria e decidido,
ingressou no Oratório do Seminário Diocesano de Turim, onde recebeu a ordenação
sacerdotal aos 22 anos e se formou em teologia um ano depois. Com 25 anos, foi
convocado para continuar no mesmo seminário, como Diretor espiritual,
demonstrando ter, apesar de jovem, excelentes qualidades de formador. Repetiu e
inculcou, biblicamente aos noviços, a seguinte frase: "Fazer bem o
Bem". Quando padre Allamano foi nomeado Reitor do conceituado Santuário
Mariano da "Consolata", tinha apenas 29 anos e permaneceu na função
durante quarenta e seis anos, quando faleceu. A "Consolata" se tornou
o campo de ação para todas as suas atividades sacerdotais. Muito atento, e com
a mente aberta às necessidades e exigências pastorais do seu tempo, direcionou
todas as iniciativas da diocese em favor da promoção da ação social da Igreja,
da imprensa católica, da defesa e assistência ao clero, das associações
operárias. Também foi o Cônego da catedral, Superior de comunidades religiosas,
membro de comissões e comitês diocesanos. Fundou em 1901 o Instituto Missões
Consolata, composto de sacerdotes e de irmãos leigos. Em 1910 iniciou o
Instituto das Irmãs Missionárias da Consolata. Padre José Allamano tinha uma
saúde frágil, mas este servo de Deus era de uma fortaleza heróica. Sem
abandonar as atividades da diocese, priorizou e se ocupou da formação do clero,
dos missionários e missionárias. O ideal que propunha era de servir as missões
com dedicação total de mente, palavra e coração. Este mestre e benfeitor do
clero morreu serenamente na sua residência, junto ao Santuário da Consolata, a
16 de fevereiro de 1926. Seu corpo repousa em paz na Capela da Casa Mãe dos
Missionários da Consolata, em Turim, Itália. Em Roma, no dia 7 de outubro de
1990, o papa João Paulo II beatificou José Allamano. Nesta ocasião os dois
Institutos missionários da "Consolata", fundados por ele, contavam
com mais de dois mil membros espalhados em vinte e cinco países. Beato José
Allamano foi um visionário de pensamento avançado para seu tempo, sua
beatificação teve um significado de especial reconhecimento, não apenas pelo
exemplo de sua vida santificada, mas por ter antecipado que era obrigação de
cada Igreja local se abrir à missão universal.
Felipa Mareri
Felipa pertenceu à nobre família dos Mareri. Nasceu em 1200,
no castelo situado no povoado de São Pedro do Molito, nos arredores de Rieti,
em Nápolis, Itália. Este pequeno burgo, no período medieval, foi passagem
obrigatória da estrada que de Assis levava a Roma. Certo dia, neste castelo, a
baronesa Felipa Mareri se encontrou com Francisco de Assis, que com o ardor da
sua palavra a convenceu, como tinha acontecido algum tempo antes com Clara de
Assis, a abandonar as riquezas da casa de sua família, para se dedicar
inteiramente ao Senhor. Durante quatro anos, Felipa fez do iluminado irmão
Francisco o seu orientador espiritual. Depois deste período, tomou a resolução
de se consagrar a Deus, com tanta determinação que nem as pressões dos
parentes, nem as ameaças do irmão Tomás, nem os pedidos dos pretendentes, a
fizeram mudar de idéia. Inclusive, teve de seguir o exemplo de Clara de Assis e
fugiu de casa. Com algumas companheiras se refugiou numa gruta nas proximidades
da propriedade dos Mareri, hoje chamada "Gruta de Santa Felipa". Após
três anos, esta pequena comunidade de "religiosas da gruta" ganhou
fama devido a dedicação e seriedade das religiosas, que além da atividade
espiritual se dedicavam ao atendimento dos doentes pobres, que lhes pediam
auxílio. Nesta ocasião, seus dois irmãos, Tomás e Gentil, foram ao seu encontro
e lhe doaram o castelo de São Pedro de Molito e as terras onde estava
construída a pequena igreja do povoado. Felipa foi para lá com suas seguidoras,
criando assim uma nova ordem religiosa, que ficou sob sua direção. A vida da
nova Ordem foi organizada segundo o programa traçado por São Francisco para as
Clarissas de São Damião. A observância espiritual do mosteiro foi confiada ao
beato Rugero de Todi, pelo próprio São Francisco. Sob esta direção o mosteiro
se tornou uma escola de santidade e a fundadora o exemplo da vida espiritual. A
ocupação principal da comunidade era o culto e o louvor a Deus, a vida
litúrgica, a literatura e o estudo da Bíblia. Mas ao lado destas atividades
espirituais, o trabalho de assistência aos doentes foi assumido como meta do
apostolado comunitário. No mosteiro eram feitos os medicamentos para serem
distribuídos gratuitamente aos pobres. Felipa com o seu estilo de vida, fez
reviver algumas páginas do Evangelho, num mundo que as tinha esquecido. Ela
morreu com fama de santidade no dia 16 de fevereiro de 1236. A sua sepultura se
tornou meta de peregrinação e logo começou a registrar graças e favores
celestiais, concedidos por Deus, pela intercessão desta sua serva. O Papa
Inocêncio IV, em 1247, beatificou a irmã Felipa Mareri, que se tornou a
primeira religiosa da Segunda Ordem Franciscana, sendo festejada no dia de sua
morte. Em 1706, os seus restos mortais foram trasladados para a Cripta da
capela da igreja do mosteiro e o seu coração que estava incorrupto, colocado
num relicário de prata, onde se mantém até hoje.
Oração do dia 16/02/2013
Senhor, sou rápido e definitivo em meus julgamentos, e de
coração leve aplico a todos meus critérios. Agora estou vendo que geralmente é
outro vosso julgamento sobre as pessoas. Ajudai-me a compreender que só vós
conheceis o que há de fato nos corações. E que vós, com vosso poder divino,
sabeis como transformá-los. Prometo que, de agora em diante, seria mais
cuidadoso. Amém!
Deus nos fala dia 16/02/2013
Somos chamados para viver na integridade da vida.
Jesus é o modelo por excelência para nossa humanidade. A disposição do cristão
precisa ser igual a de Levi, que imediatamente se põe no caminho dele. Ele é o
projeto da nova humanidade!
Leitura do dia 16/02/2013
Isaías 58,9b-14
Leitura do Livro do Profeta Isaías: Assim fala o
Senhor, 9bse
destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e
a linguagem maldosa; 10se acolheres de coração aberto o
indigente e prestares todo socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz
e tua vida obscura será como o meio-dia. 11O Senhor te conduzirá
sempre e saciará tua sede na aridez da vida, e renovará o vigor do teu corpo;
serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas que jamais secarão. 12Teu
povo reconstruirá as ruínas antigas; tu levantarás os fundamentos das gerações
passadas: serás chamado reconstrutor de ruínas, restaurador de caminhos, nas
terras a povoar. 13Se não puseres o pé fora de casa no sábado, nem
tratares de negócios em meu dia santo, se considerares o sábado teu dia
favorito, o dia glorioso, consagrado ao Senhor, se o honrares, pondo de lado
atividades, negócios e conversações, 14então te deleitarás no
Senhor; eu te farei transportar sobre as alturas da terra e desfrutar a herança
de Jacó, teu pai. Falou a boca do Senhor. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 16/02/2013
Lucas
5,27-32
PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas: Naquele tempo, 27Jesus
viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe
disse: “Segue-me”. 28Levi
deixou tudo, levantou-se e o seguiu. 29Depois,
Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de
cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 30Os fariseus e seus mestres da Lei
murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que vós comeis e bebeis com
os cobradores de impostos e com os pecadores?” 31Jesus
respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão
doentes. 32Eu não vim chamar os
justos, mas sim os pecadores para a conversão”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Santo do dia 15/02/2013: Santo Cláudio Colombiere, Santos Faustino e Jovita e São Teotônio
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Santo Cláudio Colombiere
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Santos Faustino e Jovita |
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São Teotônio
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Cláudio Colombiere nasceu próximo de Lion, na França, no dia
02 de fevereiro de 1641. Seus pais faziam parte da nobreza reinante, com a família
muito bem posicionada financeiramente e planejavam dedicá-lo ao serviço de
Deus, mas ele era totalmente avesso a essa idéia. Com o passar do tempo acaba
por se render ao modo de vida e filosofia dos jesuítas de Lion, onde segue com
seus estudos. De lá passa a Avinhon e depois a Paris e, três anos depois, é
ordenado sacerdote. Em 1675, emite os votos solenes da Companhia de Jesus e vai
dirigir a pequena comunidade da Ordem, em Parai-le-Monial. Padre Cláudio foi
nomeado confessor do mosteiro da Visitação onde encontra uma irmã de vinte e
oito anos, presa ao leito devido às fortes dores reumáticas. A doente era
Margarida Maria Alacoque, uma figura de enorme poder espiritual, que
influenciava a todos que se aproximavam. Margarida Alacoque revelava o incrível
poder e a veneração ao Sagrado Coração de Jesus, símbolo da Humanidade e do
amor infinito do Cristo. Os devotos do Sagrado Coração são tomados como
adoradores de ídolos e atacados, de vários lados, com duras palavras e ameaças.
Nesta cidade, padre Cláudio é um precioso guia para tantos cristãos
desorientados. Mas, em 1674 é enviado a Londres como capelão de Maria Beatriz
D'Este, mulher de Carlos II, duque de York e futuro rei da Inglaterra. Naquela
época, a Igreja Católica era perseguida e considerada fora da lei na
Inglaterra. Entretanto, como padre Cláudio celebrava a Eucaristia numa pequena
capela, acaba sendo procurado por muitos cristãos, irmãs clandestinas e padres
exilados, todos desejosos de escutar seus conselhos. Outro acontecimento muda
completamente a sua vida. Ele é enviado como missionário às colônias inglesas
da América. Depois de dezoito meses de sua chegada, foi acusado de querer
restaurar a Igreja de Roma no reino e vai preso. Porém, como é um protegido do
rei da França, não permanece no cárcere e é expulso. Mais uma vez padre Cláudio
Colombiere retorna à França, em 1681. Entretanto, já se encontrava muito
doente. Seu irmão ainda tentaria levá-lo a regiões onde o ar seria mais
saudável. Mas ele não desejava partir, pois havia recebido um bilhete de
Margarida Alacoque que dizia: "O Senhor me disse que sua vida findará
aqui". Três dias depois ele morre em Parai-le-Monial e seu corpo fica
sepultado na Companhia de Jesus, sob a guarda dos padres jesuítas. Era o dia 15
de fevereiro de 1683. O Papa Pio IX o beatifica em 1929, e é proclamado Santo
Cláudio Colombiere em 1992, pelo Papa João Paulo II, em Roma.
Santos Faustino e Jovita
Faustino nasceu em 90, Jovita em 96, na cidade e Bréscia, na
Lombardia, Itália. Eram cristãos e foram martirizados no século II, durante os
tempos sangrentos das perseguições. Os outros dados sobre eles nos foram
transmitidos pela tradição, pois quase todos os registros eram queimados ou
confiscados durante as inúmeras perseguições contra a Igreja dos primeiros
séculos. Segundo os devotos eles eram irmãos e pregavam livremente a religião
apesar das perseguições decretadas pelos imperadores: Trajano e Adriano. As
prisões estavam repletas de cristãos que se não renegassem a fé publicamente
eram martirizados. E na Lombardia a situação não era diferente. Isto preocupava
o bispo Apolônio da Bréscia, que precisava de confessores e sacerdotes que
exortassem o animo e a fé dos cristãos, para se manterem firmes nas orações.
Secretamente, o bispo ordenou Faustino sacerdote e Jovita diácono, que
continuaram no meio da comunidade operando milagres, convertendo pagão e
destruindo os ídolos. Acusados pelo prefeito, foram espancados, submetidos a
atrozes torturas, mas sobreviveram a tudo. Foram então levados para Roma,
julgados e condenados a morrer na cidade natal. Em 15 de fevereiro de 146 foram
decapitados. Mas, existia uma tradição que dizia que Jovita, era a irmã virgem
de Faustino, por isto não era sacerdote como ele. A Igreja comprovou entretanto
que eram dois mártires homens, porque pela origem da palavra, que significa
jovem, se tratava de um termo na época usado somente para o gênero masculino. O
primeiro testemunho sobre o culto destes dois santos mártires foi encontrado no
livro dos "Diálogos" de São Gregório Magno. Entre 720 e 730 houve a
translação dos corpos dos Santos Faustino e Jovita do cemitério de São Latino,
para a igreja de Santa Maria, depois chamada de São Faustino e Jovita. Outra
particularidade histórica e religiosa foi a troca de relíquias feita entre os
monges beneditinos de Monte Cassino e o bispo de Bréscia. Eles ficaram com uma
de Faustino e a Catedral de Bréscia recebeu uma de São Bento. Enquanto isso a
tradição continuava a se enriquecer, tanto que nas pinturas tradicionais São
Faustino e Jovita são representados vestidos de guerreiros. Em 1438, a cidade
de Bréscia foi salva, da invasão das tropas do comandante milanês Nicolau
Picinino, pelos dois santos que apareceram vestidos de guerreiros para lutar ao
lado da população bresciana. No dia 10 de janeiro de 1439, o bispo de Bréscia
escrevia ao amigo, bispo de Vicenza a narração desta tremenda invasão. Esta
carta se encontra na Biblioteca de São Marco, no Vaticano. Uma das maiores
festas que acontece na Lombardia é a de São Faustino e Jovita, na Bréscia,
quando a população reverencia seus Patronos no dia 15 de fevereiro, começando
pela celebração litúrgica.
São Teotônio
Teotônio nasceu em 1082, na aldeia de Tartinhade, em Ganfei,
próxima a Valença do Minho, Portugal. Na infância estudou no mosteiro
beneditino de Ganfei. Aos dez anos, mostrando inclinação religiosa, foi
entregue ao tio, bispo de Coimbra, que assumiu sua educação. Na capital, o
bispo o colocou no colégio anexo à sua Catedral designando o diretor padre Telo
para orientador espiritual do sobrinho. Teotônio se formou em teologia e
filosofia. Quando seu tio morreu , padre Telo o enviou aos cuidados de um outro
tio, que era o prior do mosteiro em Viseu, para completar sua formação
eclesiástica. Em Viseu, ele tomou a ordem sacerdotal e sucedeu seu tio, como prior
do mosteiro, em 1112. Teotônio fez então sua primeira peregrinação a Jerusalém
e, ao voltar, recusou ser o bispo de Viseu. Preferiu continuar um simples
missionário e voltou para a Terra Santa, pela segunda vez, onde pretendia
ficar. Entretanto padre Telo, seu antigo orientador, mandou chamá-lo, porque
precisava de sua ajuda para criar uma comunidade religiosa, sendo prontamente
atendido. Assim, Teotônio foi o co-fundador, junto com onze religiosos, e
primeiro superior do mosteiro da Santa Cruz de Coimbra, sede da nova Ordem,
criada em 1131, sob a Regra de Santo Agostinho. Todos os fundadores receberam o
hábito agostiniano. Depois, pediram ao papa Inocêncio II que tomasse sob sua
proteção o mosteiro da Santa Cruz de Coimbra. Ele aceitou o pedido pela Bula
Desiderium quod, de 26 de maio de 1135. Sua atuação foi marcada por uma
dinâmica missionária relevante durante a reconquista cristã no território
português. Cedo compreendeu que as nações não se forjam nos campos de batalhas,
mas nas escolas de formação de sua juventude. Era um missionário notável e um
homem de visão moderna para o seu tempo. Foi conselheiro espiritual do rei
Afonso Henrique, que o estimava e muito auxiliou a Ordem. Manteve contatos
amistosos com personagens importantes do seu tempo, como São Bernardo. Aos
setenta anos Teotônio renunciou ao cargo de prior, voltando a ser um simples
religioso. Um ano depois o papa Anastásio IV quis consagrá-lo bispo de Coimbra,
mas ele recusou, consagrando seus últimos anos à oração. Morreu em 18 de fevereiro
de 1162. Seu corpo repousa numa capela da igreja do mosteiro que fundou. Um ano
depois, no aniversário de sua morte o papa Alexandre III o canonizou. São
Teotônio se tornou o primeiro santo da nação portuguesa a ser canonizado, sendo
celebrado pela Igreja como o reformador da vida religiosa em Portugal. O seu
culto celebrado no dia 18 de fevereiro foi difundido pelos agostinianos
espalhados no mundo todo. Em 1602, foi proclamado Padroeiro da cidade e diocese
de Viseu.
Oração do dia 15/02/2013
Senhor, não sei bem o que me queríeis ensinar. Peço, em todo
o caso, que se eu jejuar me ajudeis a jejuar do jeito certo e pelo motivo
certo. E que eu não julgue e condene os que jejuam nem os que não jejuam.
Ajudai-me a compreender que o decisivo é o que está em nosso coração, nossa
atitude pessoal diante de vós. Livrai-me de uma piedade formalista e feita de
exterioridades. Amém!
Deus nos fala dia 15/02/2013
O sacrifício, a penitência e até mesmo a oração, se
não estiverem carregados de amor misericordioso e acompanhados de obras de
justiça, não têm valor algum. Por isso mesmo, Jesus defende seus discípulos na
questão do jejum. Seja a quaresma momento de sincera conversão de nossa vida!
Leitura do dia 15/02/2013
Isaías 58,1-9a
Leitura do Livro do Profeta Isaías: Assim fala o
Senhor Deus: 1“Grita forte, sem cessar, levanta a voz como trombeta e
denuncia os crimes do meu povo e os pecados da casa de Jacó. 2Buscam-me
cada dia e desejam conhecer meus propósitos, como gente que pratica a justiça e
não abandonou a lei de Deus. Exigem de mim julgamentos justos e querem estar na
proximidade de Deus: 3“Por que não te regozijaste, quando
jejuávamos, e o ignorastes, quando nos humilhávamos?” — É porque no dia do
vosso jejum tratais de negócios e oprimis os vossos empregados. 4É
porque, ao mesmo tempo que jejuais, fazeis litígios e brigas e agressões
impiedosas. Não façais jejum com esse espírito, se quereis que vosso pedido
seja ouvido no céu. 5Acaso é esse jejum que aprecio, o dia em que uma pessoa
se mortifica? Trata-se talvez de curvar a cabeça como junco, e de deitar-se em
saco e sobre cinza? Acaso chamas a isso jejum, dia grato ao Senhor? 6Acaso o
jejum que prefiro não é outro: quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras
do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim, romper todo tipo de
sujeição? 7Não
é repartir o pão com o faminto, acolher em casa os pobres e peregrinos? Quando
encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne. 8Então,
brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à
frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá. 9aEntão
invocarás o Senhor e ele te atenderá, pedirás socorro, e ele dirá: “Eis-me
aqui”. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 15/02/2013
Mateus
9,14-15
PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: Naquele tempo, 14os discípulos de João aproximaram-se
de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas
os teus discípulos não?” 15Disse-lhes
Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está
com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles
jejuarão”. Palavra da Salvação.
— Glória
a vós, Senhor!
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Santo do dia 14/02/2013: Santo Cirilo, Santo Metódio, São Valentim e São Valentim de Terni
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Santo Cirilo
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Santo Metódio |
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São Valentim |
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São Valentim de Terni
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Santo Cirilo
Constantino nasceu em 826 na Tessalonica, atualmente
Salonico,Grécia. Seu pai era Leão, um rico juiz grego, que teve sete filhos.
Constantino o caçula e Miguel o mais velho, que mudaram o nome para Cirilo e
Metódio respectivamente, ao abraçarem a vida religiosa. Cirilo tinha catorze
anos quando o pai faleceu. Um amigo da família, professor Fócio, que mais tarde
ajudou seu irmão acusado de heresia, assumiu a educação dos órfãos em
Constantinopla, capital do Império Bizantino. Cirilo aproveitou para aprender
línguas, literatura, geometria, dialética e filosofia. De inteligência
brilhante, se formou em tudo. Rejeitando um casamento vantajoso, ingressou para
a vida espiritual, fazendo votos particulares, se tornou bibliotecário do
ex-patriarca. Em seguida foi cartorário e recebeu o diaconato. Mas sentiu
necessidade de se afastar, indo para um mosteiro, em Bosforo. Seis meses depois
foi descoberto e designado para lecionar filosofia. Em seguida, convocado como
diplomata para a polemica questão sobre o culto das imagens junto ao
ex-patriarca João VII, o Gramático. Depois foi resolver outra questão delicada
junto aos árabes sarracenos que tratava da Santíssima Trindade. Obteve sucesso
em ambas. Seu irmão mais velho, que era o prefeito de Constantinopla, abandonou
tudo para se dedicar à vida religiosa. Em 861, Cirilo foi se juntar a ele, numa
missão evangelizadora, a pedido do imperador Miguel III, para atender o rei da
Morávia. Este rei precisava de missionários que conhecessem a língua eslava,
pois queria que o povo aprendesse corretamente a religião. Os irmãos foram para
Querson aprender hebraico e samaritano. Nesta ocasião, Cirilo encontrou um
corpo boiando, que reconheceu ser o papa Clemente I, que tinha sido exilado de
Roma e atirado ao mar. Conservaram as relíquias numa urna, que depois da missão
foi entregue em Roma. Assim, Cirilo continuou estudando o idioma e criou um
alfabeto, chamado "cirílico", hoje conhecido por "russo".
Traduziu a Bíblia, os Livros Sagrados e os missais, para esse dialeto.
Alfabetizou a equipe dos padres missionários, que começou a evangelizar,
alfabetizar e celebrar as missas em eslavo. Isto gerou uma grande divergência
no meio eclesiástico, pois os ritos eram realizados em grego ou latim, apenas.
Iniciando o cisma da Igreja, que foi combatido pelo então patriarca Fócio com o
reforço de seu irmão. Os dois foram chamados por Roma, onde o papa Adriano II,
solenemente recebeu as relíquias de São Clemente, que eles transportavam.
Conseguiram o apoio do Sumo Pontífice, que aprovava a evangelização e tiveram
os Livros traduzidos abençoados. Mas, Cirilo que estava doente, piorou.
Pressentido sua morte, tomou o hábito definitivo de monge e o nome de Cirilo,
cinqüenta dias depois, faleceu em Roma no dia 14 de fevereiro de 868. A
celebração fúnebre foi rezada na língua eslava, pelo papa Adriano II, sendo
sepultado com grande solenidade na igreja de São Clemente. Cirilo e Metódio
foram declarados pela Igreja como "apóstolos dos eslavos". O papa
João Paulo II, em 1980, os proclamou junto com São Bento de "Patronos da
Europa".
Santo Metódio
Miguel, primogênito dos sete filhos do juiz grego Leão,
nasceu em 814 na Tessalonica, atual Salonico, Grécia. Tinha vinte e seis anos e
era prefeito de Constantinopla, capital do Império Bizantino, quando seu pai
morreu. Irmão de Constantino, foi aluno de Fócio, que assumiu a educação dos
órfãos. Miguel e Constantino mudaram o nome para Metódio e Cirilo, ao se consagrarem
sacerdotes. Com a morte do pai, em 840, abandonou tudo e se recolheu no
convento de Policron, no monte Olímpio, e se fez monge. Foi o imperador Miguel
III quem o convocou para a missão evangelizadora da Morávia, da qual participou
também seu irmão. Depois os dois foram para Roma, onde Cirilo, doente, acabou
falecendo. Metódio foi ordenado sacerdote pelo papa AdrianoII em 868 e, depois
da cerimônia do sepultamento do irmão, foi nomeado delegado apostólico,
consagrado bispo, e estabelecido como arcebispo para a Iugoslávia e Morávia.
Uma carta, que o credenciava junto aos principados eslavos, continha a
aprovação sem reservas para a liturgia na língua eslava. Os acontecimentos
políticos impediram que Metódio retornasse a Morávia. Ficou, então nos domínios
do principado iugoslavo, que tinham sido evangelizados até Áustria. Alí foram
inevitáveis os desencontros entre o clero latino e o novo clero eslavo.
Inclusive, Metódio foi preso, traído diante do concílio de Ratisbona e
condenado ao exílio na Suécia. O então papa João VIII, em 878, interveio
energicamente e ele foi solto, mas reprovou as suas novidades lingüísticas na
liturgia. Porém, Metódio, estava fortalecido pela aprovação do papa anterior,
podendo dar continuidade à evangelização iniciada. Depois de um ano de
tranqüilidade, novos protestos se elevaram contra ele, sendo acusado de
heresia. Convocado a se apresentar em Roma pelo papa João VIII, não só se
justificou como o convenceu a lhe dar seu apoio. Com uma carta oficial da Santa
Sé, ele foi confirmado nas funções, e autorizado a usar o eslavo na liturgia,
mas pedindo que o Evangelho fosse lido em latim antes que em eslavo. Porém o
imperador germânico preferia outro bispo, que celebrava a liturgia em latim. A
confusão estava formada. Tudo se complicou quando surgiu uma falsa carta do
papa, que dizia o oposto da anterior apresentada por Metódio. Em 881 a Santa
Sé, negou formalmente a falsa carta. Mas isto não pôs fim à dificuldade, o
clero alemão continuou sua oposição. Nesta época, Metódio, foi para Constantinopla
a convite do imperador, para se juntar ao então patriarca Fócio, seu antigo
professor e amigo da família. Assim, continuou com seus discípulos o seu
apostolado e a tradução da Bíblia e dos Livros Litúrgicos a quem precisasse.
Morreu em 6 de abril de 885 em Velehrad, Tchecoslováquia, onde foi sepultado na
igreja da Catedral. Atualmente se ignora o local exato onde foram colocadas
suas relíquias. Metódio e Cirilo são considerados pela Igreja como
"apóstolos dos eslavos" e venerados no dia 14 de fevereiro, dia da
morte de Cirilo. Em 1980, o papa João Paulo II os proclamou "Patronos da
Europa" ao lado de São Bento.
São Valentim
O mártir, quer dizer os dois mártires, de nome Valentim, que
viveram no mesmo período da História e são comemorados em 14 de fevereiro,
deram o nome a uma simpática tradição, chamada de "dia dos valentins"
significando "dia dos namorados". Ainda esta tradição, indicava a
festa de São Valentim como o início da primavera, estação do despertar da vida
e também do romance, quando os pássaros começam a preparar seus ninhos. Mas,
São Valentim se tornou o protetor dos namorados, ou melhor, os dois se
tornaram, por outro motivo, além desta tradição dos devotos. Vejamos porque. O
primeiro mártir, um soldado romano, foi incluído no Martirológio Romano com o
nome de Valentim. O segundo foi inserido como Valentim de Terni, pois era o
bispo dessa diocese. O registro sobre sua vida pode ser encontrado por esse
nome, em outra página. No século III, em Roma, Valentim, era um sacerdote e o
imperador era Cláudio II,o Gótico. O Império enfrentava muitos problemas, com
inúmeras batalhas perdidas. O imperador deduziu que a culpa era dos soldados
solteiros, que segundo ele, eram os menos destemidos ou ousados nas lutas. E,
mais, que depois de se ferirem levemente, pediam dispensa das frentes. Mas, o
que era pior, retornavam para o exército, casados e nesta condição queriam
voltar vivos, enfraquecendo os exércitos. Por isto, proibiu a celebração dos
casamentos. Valentim, que considerava essa medida injusta, continuou a celebrar
os casamentos, mas secretamente. Quando soube das ações do sacerdote, Cláudio
mandou que fosse preso e o interrogou publicamente. Suas respostas foram
elogiadas pelo soberano que disse: "Escutem a sábia doutrina deste homem".
E, de fato, parece que a pregação de Valentim, o tinha impressionado, pois o
mandou para uma prisão domiciliar, indicando a residência do prefeito romano
Asterio, onde todos eram pagãos. Logo que chegou na casa, o sacerdote ficou
sabendo que o prefeito tinha uma filha cega. Disse aos familiares que iria
rezar e pedir para Jesus Cristo pela cura da jovem, o que ocorreu alguns dias
depois. Mas, nesta altura dos fatos, Valentim havia convertido a família
interia do prefeito. Isto agravou sua pena, sendo condenado a morte. A antiga
lenda acrescentou que após curar a jovem, ele teria se enamorado dela,
platonicamente, mas preferiu o seu ministério. Antes de morrer teria escrito
uma carta para a jovem e a entregou ao pai dela. No dia 14 de fevereiro de 286
foi levado para a chamada via Flaminia, onde foi morto a pauladas e depois
decapitado. A sepultura de Valentim foi encontrada em 346, numa capela
subterrânea na via Flaminia. Dez séculos depois, antigos registros o indicaram
como irmão de São Zenão Hoje, as suas relíquias estão na Igreja de São Praxedes
num Oratório dedicado a São Zenão e Valentim. O mártir Valentim, se tornou
santo porque morreu pelo testemunho de seu sacerdócio. A Igreja o considera
padroeiro dos namorados por ter defendido com sua vida o Sacramento do
Casamento e não pelo motivo acrescentado pela lenda.
São Valentim de Terni
Tudo na vida tem um início e portanto sua explicação ou
história. Como aconteceu com o "Dia de São Valentim", que tem de
tudo: fé, política e romance. Além do interessante fato de serem dois os santos
mártires festejados neste dia, com o mesmo nome e ambos declarados pela Igreja,
protetores dos namorados. Cada um por sua justa razão, como se pode verificar
no texto da página de São Valentim, o sacerdote mártir. Conforme os registros
da diocese de Terni, Valentim foi consagrado em 197, sendo seu primeiro bispo e
considerado fundador da cidade. Consta que ao lado de sua casa e da igreja
havia um imenso prado e um belo jardim. Quanto não estava trabalhando na igreja
ou tratando de algum doente, podia ser visto cuidando das rosas que cultivava.
À tarde ele abria os portões para as crianças brincarem e correrem livremente.
Ao entardecer ele abençoava cada uma entregando uma flor, para ser entregue às
suas mães. A sua intenção era fazer as crianças irem direto para casa e
alimentar o amor e respeito pelos pais. Valentim, tinha o dom do conselho, sua
fama de reconciliador dos casais de namorados era muito difundida. Tudo começou
assim: certo dia, ouvindo dois jovens namorados brigando, que pararam ao lado
da cerca do seu jardim, foi ao encontro deles levando na mão uma linda rosa. O
capuz caído, a figura serena e sorridente do bom velho e aquela rosa que ele
parecia lhes oferecer, tiveram o mágico poder da acalmar os dois namorados em
briga. Depois, quando ele, entregando realmente a rosa vermelha, pediu que os
dois juntos apertassem o cabo com cuidado para não se espetarem e explicou o
"cor unum", que em latim significa "união de corpos" de
duas pessoas casadas, o amor retornou como antes. Algum tempo depois, os dois
procuraram Valentim para marcar o casamento, que celebrou e abençoou a união do
casal. Na cerimônia compareceram quase todos da cidade, querendo participar do
final feliz do casal reconciliado. A história se espalhou e sua fama se criou.
Além do dom do conselho, Valentim possuía o da cura, que aumentava conforme sua
idade. Muitas vezes viajava, a pedido de outras dioceses, para atender os
enfermos. Em 272, foi chamado para cuidar de um doente em Roma. Durante sua
estadia na cidade, Valentim converteu o famoso filósofo grego Crato e três de
seus jovens discípulos atenienses. Este zelo o expôs aos delatores pagãos.
Nesta época o imperador era Aureliano, ardiloso e cruel. Os discípulos de Crato
foram ao julgamento em defesa do bispo, mas nada puderam fazer. Valentim foi
condenado à morte e decapitado em 14 de fevereiro de 273. Os três jovens recém
convertidos resgataram seu corpo e o transportaram para Terni onde foi
sepultado. A sua festa no dia 14 de fevereiro e a sua fama ganharam força em
toda a Itália. Na Idade Média, foi ganhando reforços e hoje é festeja em todo o
planeta por todos os casais devotos. A Igreja o incluiu no Calendário Litúrgico
como São Valentim de Terni, o bispo mártir, protetor dos jovens e dos
namorados. As suas relíquias estão na Igreja das Carmelitas, na cidade de
Terni, em Roma. Ao lado de sua urna de prata, coberta por uma redoma de
cristal, existe a seguinte inscrição: "São Valentim, patrono do
amor". Há também um belo vitral com a imagem do santo bispo abençoando um
casal ajoelhado que segura uma rosa.
Oração do dia 14/02/2013
Senhor, sabeis como quero ser feliz, e como vivo errando em
meus caminhos para a paz. Creio que só vós me podeis dar a felicidade
verdadeira que nada e ninguém me possa roubar. Não permitais que me deixe
iludir por falsas esperanças. Dai-me a coragem de me decidir por vós e
continuar convosco até o fim, mesmo que isso signifique dificuldades e
sofrimentos. Guardai-me. Amém!
Deus nos fala dia 14/02/2013
Com Cristo andamos em seu caminho. Ele renunciou a
sua própria vida para nos fazer viver, e o mesmo sucede com aqueles que o amam:
Fazer da vida uma oblação de amor. Nele quem perde a vida ganha-a plenamente.
Eis o sinal de contradição do cristão autêntico!
Leitura do dia 14/02/2013
Deuteronômio 30,15-20
Leitura do Livro do Deuteronômio: Moisés falou ao
povo dizendo: 15“Vê que eu hoje te proponho a vida e a felicidade, a
morte e a desgraça. 16Se obedecerdes aos preceitos do Senhor teu Deus, que
eu hoje te ordeno, amando ao Senhor teu Deus, seguindo seus caminhos e
guardando seus mandamentos, suas leis e seus decretos, viverás e te
multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que vais entrar,
para possuí-la. 17Se, porém, o teu coração se desviar e não quiseres
escutar, e se, deixando-te levar pelo erro, adorares deuses estranhos e os
servires, 18eu
vos anuncio hoje que certamente perecereis. Não vivereis muito tempo na terra
onde ides entrar, depois de atravessar o Jordão, para ocupá-la. 19Tomo hoje
o céu e a terra como testemunhas contra vós, de que vos propus a vida e a
morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e teus
descendentes, 20amando ao Senhor teu Deus, obedecendo à sua voz e
apegando-te a ele — pois ele é a tua vida e prolonga os teus dias —, a fim de
que habites na terra que o Senhor jurou dar aos teus pais Abraão, Isaac e
Jacó”. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 14/02/2013
Lucas
9,22-25
PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas: Naquele tempo, disse Jesus aos seus
discípulos: 22“O Filho do Homem
deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e
doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. 23Depois Jesus disse a todos: “Se
alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. 24Pois quem quiser salvar a sua vida,
vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. 25Com efeito, de que adianta a um homem
ganhar o mundo inteiro, se perde e se destrói a si mesmo?” Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Santo do dia 13/02/2013: Santo Martiniano, Santo Gregório II e Santo Benigno
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Santo Martiniano
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Santo Gregório II |
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Santo Benigno
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Martiniano era um monge eremita, mas acabou se tornando um
andarilho para que o pecado nunca o achasse "em endereço fixo".
Martiniano era natural da Cesaréia, na Palestina, nasceu no século quatro.
Desde a tenra idade decidiu ligar sua vida à Deus e aos dezoito anos ingressou
numa comunidade de eremitas, não muito distante da sua cidade, onde se entregou
à vida reclusa e viveu durante sete anos. A fama de sua sabedoria percorreu a
Palestina e Martiniano passou a ser procurado por gente de todo o país que lhe
pedia conselhos, orientação espiritual, a cura de doenças e até a expulsão de
maus espíritos. Ganhou fama de santidade e essa fama atraiu Cloé, uma jovem
cortesã. Cloé era milionária, bela e conhecida como uma mulher de costumes
arrojados e pouco recomendáveis. Fez uma espécie de aposta em seu círculo de
amizades e afirmou que faria o casto monge se perder. Trocou suas roupas
luxuosas por farrapos e procurou Martiniano, pedindo abrigo. Ele deixou que
entrasse, acomodou-a e foi para os aposentos do fundo da casa, onde rezou
entoando cânticos de louvor ao Senhor, antes de se recolher para dormir. Mesmo
assim, Cloé não desistiu. Pela manhã trocara os farrapos por uma roupa muito
sensual, aguardando o ingresso do monge nos aposentos internos da casa. O que
logo aconteceu, ela então utilizou argumentos espertos tentando seduzir
Martiniano, mas, ao invés disso, acabou sendo convertida por ele. Cloé a partir
de então, se recolheu ao convento de Santa Paula, em Belém, passando ali o
resto de seus dias. E se santificou na vida religiosa consagrada à Deus. Por
sua vez, Martiniano, que chegou a sentir-se tentado, mudou-se dali para uma
ilha. Porém, certa vez, naquelas águas que rodeavam a ilha ocorreu um naufrágio
de um navio e uma jovem passageira chamada Fotinia que se salvou lhe pediu
abrigo. Ele consentiu que ela ficasse, mas para não sentir a tentação novamente
abandonou o lugar a nado, apesar do continente ficar muito distante. A tradição
diz que ele não nadou, mas que Deus mandou dois delfins para apanhá-lo e
levá-lo à terra firme, são e salvo. O fato é que, depois disso, tomou uma
decisão radical, tornou-se andarilho para nunca mais ter de abrigar ninguém e
ser tentado pelo pecado. Vivia da caridade alheia e morreu em Atenas, no ano
400, depois de parar a caminhada numa igreja da cidade. Sabia que o momento
chegara, recebeu os sacramentos e partiu para a Casa do Pai serenamente e na
santa paz.
Santo Gregório II
Gregório nasceu no ano de 669. Pertencia a uma família cristã
da nobreza romana, o pai era senador e a mãe uma nobre, que se dedicava à
caridade. Ele teve uma educação esmerada junto à cúria de Roma. Muito culto,
era respeitado pelo clero Ocidental e Oriental. Além da conduta reta, sabia
unir sua fé inabalável com as aptidões inatas de administrador e diplomata.
Tanto que, o papa Constantino I pediu que ele o acompanhasse à capital
Constantinopla, para tentar resolver junto ao imperador do Oriente, Leão II,
que se tornara iconoclasta, a grave questão das imagens. Escolhido para o
pontificado em 19 de maio de 715, Gregório II governou a Igreja durante
dezesseis anos. Neste longo período, administrou seu rebanho com generosidade e
sabedoria, consolidando a posição da Igreja no cenário político e religioso. Em
719, enviou são Bonifácio à Alemanha e nos anos seguintes encorajou e apoiou a
sua missão apostólica. Incentivou a vida monástica e enfrentou com firmeza, o
imperador Leão II, que com um decreto proibia o culto das imagens, o qual,
provocou um levante das províncias da Itália contra o exército que marchava
para Roma. Gregório não se intimidou, mas para evitar um confronto com os
muçulmanos, mandou consertar as muralhas de Roma. Desde os primeiros tempos, o
cristianismo venerou as imagens de Cristo, da Virgem e dos santos. Esta
maneira, típica do Oriente, de expressar a religiosidade chegou e se difundiu
por todo o Ocidente a partir dos séculos VI e VII. A seita iconoclasta não
entendia o culto como legítimo, baseando-se no Antigo Testamento e também
porque numa imagem de Cristo não se pode representar as suas duas naturezas:
terrena e divina, que são inseparáveis. Mas, a legitimidade foi comprovada
através dos argumentos da Sagrada Escritura e essencialmente do fato da própria
encarnação. O papa Gregório II expulsou a seita dos iconoclastas, antes de
falecer no dia 11 fevereiro de 731. A Igreja sempre condenou a idolatria com
rigidez e como reza o Evangelho, por isto mesmo nunca prestou adoração a imagem
alguma. O culto tradicional de veneração sim, pois nele não se adora uma imagem
, este ato é dirigido à memória e à lembrança, daqueles que ela resgata e
reproduz. São Gregório II faz parte do calendário litúrgico se sua festa foi
designada para o dia 13 de fevereiro.
Santo Benigno
Muito interessante a história do culto deste Santo de nome
Benigno, até porque o seu próprio nome é um adjetivo que significa
"bom", "benevolente", "benéfico", portanto, um
atributo concedido a todos os Santos. No Calendário Litúrgico da Igreja, são
vários os personagens festejados com este nome, cerca de dezoito, entre
mártires, bispos, sacerdotes, monges e ermitãos. Entretanto, o primeiro Benigno
a ser venerado, foi o que nasceu e viveu em Todi, na região da Úmbria, próxima
de Roma, no início do Cristianismo. Os registros confirmam que era um sacerdote
muito querido, sendo considerado por sua retidão de caráter e bondade. Padre
Benigno enfrentou corajosamente o martírio durante a última perseguição do
imperador Maximiano. Segundo a tradição, ele estava sendo conduzido à Roma para
ser jogado às feras, quando morreu, em conseqüência das incessantes torturas a
que foi submetido. O fato teria ocorrido na estrada vizinha à cidade de Vicus
Martis, onde seu corpo que alí fora abandonado, foi recolhido e sepultado
secretamente pelos cristãos, que o acompanhavam à distância e assistiram ao seu
testemunho. Anos depois, quando os cristãos puderam deixar a clandestinidade,
no lugar onde Benigno esteve sepultado, foi construída uma igreja e um mosteiro
beneditino, e com o passar dos tempos a região se tornou uma pequena cidade
chamada Priorado de São Benigno. O local acabou se tornando num ponto de
peregrinação obrigatória para os seus devotos, que estão espalhados no mundo
inteiro, graças a sua memória sempre reverenciada pelos beneditinos fixados nos
cinco continentes. Assim, as peregrinações aumentaram e se mantiveram, mesmo
após o mosteiro ter sido desativado, alguns séculos mais tarde. O Priorado
conservou os restos mortais de São Benigno, na igreja à ele dedicada, até 1904,
quando foram trasladados para a de São Silvestre, na cidade do Vaticano, onde
foram colocados ao lado do altar maior, recolhidos numa preciosa urna de prata.
Mas, a Igreja deixou um fragmento para ser guardado naquele lugar onde Benigno,
o sacerdote de Todi, prestou o seu testemunho do amor incondicional à Paixão de
Jesus Cristo. O Papa Pelágio II, em 589 incluiu o culto de São Benigno, no
Martirológio Romano, cuja festa litúrgica indicou para o dia 13 de fevereiro,
que segundo a tradição foi quando ele morreu. No início do século XX, a Santa
Sé desejou reunir todas as relíquias dos mártires das perseguições dos
primeiros tempos nas igrejas situadas no Estado do Vaticano, por este motivo
ele também foi trasladado para lá.
Oração do dia 13/02/2013
Senhor, purificai meu coração do orgulho, da vaidade, da
procura do poder e da dominação. Dai simplicidade e transparência aos meus
projetos e decisões, e que minhas propostas sejam sinceras. Ajudai-me para que
em tudo siga vossa vontade que só quer nosso bem, e procure sempre o que for
melhor para meus irmãos, ainda que me custe mais. Para isso fazei-me útil,
Senhor. Amém!
Deus nos fala dia 13/02/2013
Apesar da teimosia de seu povo, Deus está sempre
disposto a reconduzi-lo para o caminho da vida, da justiça e da paz. Os
discípulos de Cristo vivem o presente como o dia da salvação e, por isso,
servem a Deus e aos irmãos sem esperar nenhuma recompensa!
Leitura do dia 13/02/2013
Joel 2,12-18
Leitura da Profecia de Joel: 12“Agora,
diz o Senhor, voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e
gemidos; 13rasgai
o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e
compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo”. 14Quem
sabe, se ele se volta para vós e vos perdoa, e deixa atrás de si a bênção,
oblação e libação para o Senhor, vosso Deus? 15Tocai trombeta em Sião,
prescrevei o jejum sagrado, convocai a assembleia; 16congregai
o povo, realizai cerimônias de culto, reuni anciãos, ajuntai crianças e
lactentes; deixe o esposo seu aposento, e a esposa, seu leito. 17Chorem,
postos entre o vestíbulo e o altar, os ministros sagrados do Senhor, e digam:
“Perdoa, Senhor, a teu povo, e não deixes que esta tua herança sofra infâmia e
que as nações a dominem”. Por que se haveria de dizer entre os povos: “Onde
está o Deus deles?” 18Então o Senhor encheu-se de zelo por sua terra e
perdoou ao seu povo. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 13/02/2013
Mateus
6,1-6.16-18
PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos
seus discípulos: 1“Ficai
atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes
vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que
está nos céus. 2Por
isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os
hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em
verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao
contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a
tua mão direita, 4de modo
que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a
recompensa. 5Quando orardes, não
sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé, nas sinagogas e nas
esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles
já receberam a sua recompensa. 6Ao
contrário, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai
que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a
recompensa. 16Quando jejuardes,
não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto,
para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já
receberam a sua recompensa. 17Tu,
porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para
que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está
oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.
Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Santo do dia 12/02/2013: Santa Eulália, Santo Julião Hospitaleiro e Reginaldo de Orleans
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Santa Eulália
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Santo Julião Hospitaleiro |
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Reginaldo de Orleans
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Santa Eulália
Eulália, nasceu nas proximidades da cidade de Barcelona, no
ano 290. Pertencia a uma família da nobreza espanhola e seus pais viviam numa
vasta propriedade na periferia daquela movimentada corte. Cobriam a menina
Eulália com todo amor, carinho e mimos, quase sufocando a pequena que já na
tenra idade resplandecia em caráter. Humilde, sábia, prudente e muito
inteligente era a caridade em pessoa. Dedicava um extremo amor à Jesus Cristo,
para o qual despendia muitas horas do dia em virtuosas orações. Costumava ficar
no seu modesto quarto, reunida com suas amiguinhas, entoando cânticos e hinos
de louvor ao Senhor, depois saiam para distribuir seus melhores pertences às
crianças pobres das imediações, que sempre batiam à sua porta. Entrou para a
adolescência, aos treze anos, no mesmo período em que chegava à Barcelona a
notícia da volta à terrível perseguição contra os cristãos, decretada para
todos os domínios do Império. Quando os sanguinários dos imperadores romanos
Diocleciano e Maximiano, souberam da rápida e veloz propagação da fé cristã,
nas longínquas terras espanholas, onde até então era rara esta fé, decidiram e
mandaram o mais cruel e feroz de seus juízes, chamado Daciano, para acabar com
aquela "superstição". Temendo pela vida de Eulália, seus pais
decidiram leva-la para uma outra propriedade mais afastada, onde poderia ficar
longe dos soldados que andavam pelas ruas caçando os cristãos denunciados. Eulália
considerou covardia fugir do poder que exterminava os irmãos cristãos. Assim,
altas horas da noite e sem que sua família soubesse, fugiu e se apresentou
espontaneamente ao temido juiz, como cristã. Consta inclusive que teria dito:
"Querem cristãos? Eis uma". Como queria, na impetuosidade da
adolescência, foi levada a julgamento. Ordenaram novamente que ela adorasse um
deus pagão, dando-lhe sal e incenso, para que depositasse ao pé do altar.
Eulália, ao invés, derrubou a estátua do deus pagão, espalhando para longe os
grãos de incenso e sal. A sua recusa a oferecer os sacrifícios deixou furioso
Daciano, que mandou chicoteá-la até que seu corpo todo ficasse em chagas e
sangrando. Depois foi queimada viva com as tochas dos carrascos. Era 12 de
fevereiro de 304. Seu corpo foi sepultado na igreja de Santa Maria das Arenas,
mais tarde destruída durante um incêndio. Mas suas relíquias se mantiveram
intactas e foram ocultadas durante a dominação dos árabes muçulmanos, quando o
culto cristão era proibido. O culto à Santa Eulália foi mantido principalmente
em Barcelona onde é muito antigo. De lá, acabou se estendendo por toda Espanha
atravessando as fronteiras, para além da França, Itália, África enfim atingiu
todo o mundo cristão, oriental e ocidental. Ela costuma ser festejada na
diocese de Mérida em 10 de dezembro, cidade de seu martírio. Santa Eulália é
co-padroeira da cidade de Barcelona, ao lado da Virgem das Mercês.
Santo Julião Hospitaleiro
Conta a tradição que os pais de Julião eram nobres e viviam
num castelo. No dia do seu batizado, seus pais tiveram um sonho idêntico. Nele,
um ermitão lhes dizia que o menino seria um santo. O menino foi educado como um
nobre, apreciando a caça como esporte, e apesar do caráter violento, era
caridoso com os pobres. Na adolescência, foi a vez de Julião. Ele sonhou com um
grande veado negro que lhe disse: "Você será o assassino de seus
pais". Impressionado, fugiu para nunca mais voltar. Ficou famoso como
soldado mercenário. Casou-se com uma princesa e foi morar num castelo. Certa
noite, saiu para caçar, avisando que voltaria só ao nascer do sol. Algumas
horas depois, seus pais, já idosos, chegaram para revê-lo. Foram bem acolhidos
pela nora que lhes cedeu o seu quarto para aguardarem o filho, repousando.
Julião regressou irritado porque não conseguira nenhuma caça. Mas a lembrança
da esposa a sua espera acalmou seu coração. Na penumbra do quarto, percebeu que
na cama havia duas pessoas. Possuído pela cólera matou os dois com seu punhal.
Ao tentar sair, viu o vulto de sua mulher na porta do quarto. Então, ele
compreendeu tudo. Desesperado abriu as janelas e viu que tinha assassinado os
pais. Após os funerais, colocou a esposa num mosteiro, doou os bens aos pobres
e partiu para cuidar da alma. Tornou-se outro homem, calmo, humilde e pacífico.
Andou pelos caminhos do mundo, esmolando. Por espírito de sacrifício contava a
sua história e, então, todos se afastavam fazendo o sinal da cruz. Foi renegado
por homens e animais. Vivia afastado, remoendo sua culpa, rezando em
penitência, amargando suas visões fúnebres e os soluços da alma. Mas, Julião
sentia necessidade de salvar vidas, ajudar os velhos e as crianças doentes e
pobres. Decidiu então ajudar os leprosos na travessia de um rio, que pela
violência da correnteza fazia muitas vítimas. Julião, construiu sozinho um
caminho para descer até ao rio. Em seguida reparou um velho barco e ergueu uma
grande cabana. A travessia passou a ser conhecida por todos os leprosos, pois
além de conduzi-los de graça, eram tratados por ele, na cabana. Ficou conhecido
por "Julião Hospitaleiro". Costumava ir esmolar para distribuir o que
ganhava com os que já não podiam caminhar.A cabana se tornou um verdadeiro
hospital para leprosos. A fama de sua santidade começou a se espalhar, mas
Julião continuava a sentir o tormento de sua alma, que só era aplacado quando
cuidava dos seus leprosos. Até que uma noite, após um leproso morrer nos seus
braços, Julião sentiu sua alma inundada por uma alegria infinita e caminhou
para se encontrar face a face com Nosso Senhor Jesus Cristo, que o chamou para
a glória do céu. Esta é a história de Julião Hospitaleiro, e se encontra
descrita, num dos vitrais da Catedral de Notre Dame, na França, que guarda suas
relíquias. A diocese de Macerata, na Itália, onde dizem que ele permaceu
durante anos mendigando e ajudando as pessoas com seus prodígios de santidade,
também recebeu algumas delas. A Igreja o comemora no dia 12 de fevereiro, data
que a tradição indicou como sendo a de sua morte.
Reginaldo de Orleans
Reginaldo nasceu em 1175 na pequena cidade de Saint Gilles,
sul da França . Desde a infância foi uma criança especial, possuía inteligência
acima da média e vocação religiosa. Comunicador nato, se tornou uma figura
extremamente carismática e singela, generoso com o próximo mas austero consigo
mesmo. Com estas características, ao atingir a idade indicada, foi estudar
direito canônico na Universidade de Paris. Em 1206, recebeu o diploma de
doutor, sendo convidado para ser titular da cadeira de direito canônico, cargo
que exerceu durante cinco anos. Reginaldo dividia o seu tempo com o trabalho, o
estudo, a caridade e a oração contemplativa unida a rígida penitência,
alcançando grandes progressos espirituais. Ficou conhecido e se tornou
respeitado no meio acadêmico e do clero. Os seus contemporâneos registraram que
era um gigante durante os sermões, ardoroso e veemente, adquiria um brilho
especial, fazendo com que a presença de Deus fosse sentida no ambiente e o no
coração dos ouvintes. No início de 1212, Reginaldo aceitou ser o decano e canônico
na diocese da cidade francesa de Orleans. Sempre humilde, continuou cativando
os fiéis com sua oratória. Depois de seis anos, desejando definir em que Ordem
deveria ingressar, aceitou acompanhar o bispo de Orleans em sua peregrinação à
Roma com destino à Terra Santa. No Vaticano, Reginaldo ficou sabendo sobre uma
Ordem recém criada, para a formação de padres predicantes, cujo fundador, o
padre Domingos de Guzman, tinha fama de santidade, sendo hoje venerado pela
Igreja. Embora interessado decidiu seguir para Jerusalém, mas logo regressou
pois ficou gravemente doente. Apesar de desenganado, milagrosamente foi curado
pela intercessão de Nossa Senhora, que lhe apareceu e mostrou um hábito.
Reginaldo percebeu que se tratava da Ordem dos Padres Predicadores, indo
procurar o seu fundador, que o aceitou e lhe deu a primeira missão a ser
executada em Bolonha, Itália. Como grande predicador que era, inflamou os
ânimos de seus ouvintes, despertando as vocações e induzindo muitos a
ingressarem na nova congregação. De modo que, o edifício da comunidade, em
Santa Maria de Mascarela, se tornou pequeno e tiveram de se transferir para o
outro convento, na propriedade rural de São Nicolau, não muito distante. Pelos
resultados fantásticos e devido ao sucesso obtido em Bolonha, no final de 1219,
ele recebeu a tarefa de ir à Paris, para impulsionar aquela comunidade. O
sucesso se repetiu, pois alí também a sua palestra entusiasmada exerceu um
fascínio irresistível. No dia 12 de fevereiro de 1220, morreu serenamente após
ter abraçado a vida dos apóstolos. Foi sepultado na Catedral de Notre-Dame des
Champs, atual Suíça. Entretanto o seu corpo desapareceu durante a revolução do
final do século XVIII. O seu culto foi confirmado e mantido no dia de sua
morte, pelo Papa Pio IX em 1875, que beatificou Reginaldo de Orleans, como se
tornou conhecido entre os dominicanos.
Oração do dia 12/02/2013
Senhor, meu relacionamento convosco foi muito ajudado pelas
práticas religiosas que aprendi com meus pais e avós, com meu povo e com as
tradições da Igreja. Aprendi assim a vos falar de meu amor e de minhas
necessidades, sem ficar só com ideias abstratas. Ajudai-me para que saiba
aproveitar dessa riqueza, mas sem condenar os que têm outro jeito de conversar
convosco. Amém!
Deus nos fala dia 12/02/2013
O homem e a mulher são os ápices da criação divina,
e o próprio Senhor manifesta sua importância. Temos, pois, de viver como
verdadeiros filhos e filhas de Deus, seguindo o ensinamento daquele que
aproximou o céu e a terra, Jesus, o Filho de Deus. Acolhamos a Palavra do
Senhor em nossa vida!
Leitura do dia 12/02/2013
Gênesis 1,20–2,4a
Leitura do Livro do Gênesis: 20Deus
disse: “Fervilhem as águas de seres animados de vida e voem pássaros sobre a
terra, debaixo do firmamento do céu”. 21Deus criou os grandes
monstros marinhos e todos os seres vivos que nadam, em multidão, nas águas,
segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 22E Deus
os abençoou, dizendo: “Sede fecundos e multiplicai-vos e enchei as águas do
mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra”. 23Houve
uma tarde e uma manhã: quinto dia. 24Deus disse: “Produza a terra seres
vivos segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais
selvagens, segundo as suas espécies”. E assim se fez. 25Deus
fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, os animais domésticos segundo
as suas espécies, e todos os répteis do solo segundo as suas espécies. E Deus
viu que era bom. 26Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a
nossa semelhança para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu,
e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”. 27E Deus
criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os
criou. 28E
Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra
e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre
todos os animais que se movem sobre a terra”. 29E Deus disse: “Eis que vos
entrego todas as plantas que dão sementes sobre a terra, e todas as árvores que
produzem fruto com sua semente para vos servirem de alimento. 30E a
todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja
sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”.
E assim se fez. 31E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era
muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia. 2,1E
assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. 2No
sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo
dia descansou de toda a obra que fizera. 3Deus abençoou o sétimo dia
e o santificou, porque nesse dia descansou de toda a obra da criação. 4aEsta é
a história do céu e da terra, quando foram criados. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 12/02/2013
Marcos
7,1-13
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos: Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da Lei
vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles
viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é,
sem as terem lavado. 3Com
efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos,
seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao
voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros
costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e
vasilhas de cobre. 5Os
fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus
discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as
mãos?” 6Jesus respondeu: “Bem
profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo
me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De
nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são
preceitos humanos’. 8Vós
abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 9E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem
como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. 10Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra
teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer’. 11Mas vós ensinais que é lícito alguém
dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é
Corban, isto é, Consagrado a Deus’. 12E essa
pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13Assim
vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis
muitas outras coisas como estas”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
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