sábado, 29 de dezembro de 2012
Santo do dia 29/12/2012: São Tomás Becket e Sagrada Família
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São Tomás Becket
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Sagrada Família |
Tomás Becket nasceu no dia 21 de dezembro de 1118, em
Londres. Era filho de pai normando e cresceu na Corte ao lado do herdeiro do
trono, Henrique. Era um dos jovens cortesãos da comitiva do futuro rei da
Inglaterra, um dos amigos íntimos com que Henrique mais tinha afinidade. Era
ambicioso, audacioso, gostava das diversões com belas mulheres, das caçadas e
das disputas perigosas. Compartilharam os belos anos da adolescência e da juventude
antes que as responsabilidades da Coroa os afastasse. Quando foi corado
Henrique II, a amizade teve uma certa continuidade, porque o rei nomeou Tomás
seu chanceler. Mas num dado momento Tomás voltou seus interesses para a vida
religiosa. Passou a dedicar-se ao estudo da doutrina cristã e acabou se
tornando amigo do arcebispo de Canterbury, Teobaldo. Tomás, por sua orientação,
foi se entregando à fé de tal modo que deixou de ser o chanceler do rei para
ser nomeado arcediácono do religioso. Quando o arcebispo Teobaldo morreu e o
papa concedeu o privilégio ao rei de escolher e nomear o sucessor, Henrique II
não vacilou em colocar no cargo o amigo. Mas o rei não sabia que o antigo amigo
se tornara, de fato, um fervoroso pastor de almas para o Senhor e ferrenho
defensor dos direitos da Igreja de Roma. Tomás foi ordenado sacerdote em 1162
e, no dia seguinte, consagrado arcebispo de Canterbury. Não demorou muito para
indispor-se, imediatamente, com o rei. Negou-se a reconhecer as novas leis das
"constituições de Clarendon", que permitiam direitos abusivos ao
soberano, e teve de fugir para a França, para escapar de sua ira. Ficou no
exílio por seis anos, até que o papa Alexandre III conseguiu uma paz formal
entre os dois. Assim, Tomás pôde voltar para a diocese de Canterbury a fim de
reassumir seu cargo. Foi aclamado pelos fiéis, que o respeitavam e amavam sua
integridade de homem e pastor do Senhor. Mas ele sabia o que o esperava e disse
a todos: "Voltei para morrer no meio de vós". A sua primeira atitude
foi logo destituir os bispos que haviam compactuado com o rei, isto é, aceitado
as leis por ele repudiadas. Naquele momento, também a paz conseguida com tanta
dificuldade acabava. O rei ficou sabendo e imediatamente pediu que alguém
tirasse Tomás do seu caminho. O arcebispo foi até avisado de que o rei mandaria
matá-lo, mas não quis fugir novamente. Apenas respondeu com a frase que ficou
registrada nos anais da história: "O medo da morte não deve fazer-nos
perder de vista a justiça". Encheu-se de coragem e, vestido com os
paramentos sagrados, recebeu os quatro cavaleiros que foram assassiná-lo.
Deixou-se apunhalar sem opor resistência. Era o dia 29 de dezembro de 1170. O
próprio papa Alexandre III canonizou Tomás Becket três anos depois do seu
testemunho de fé em Cristo. A sua memória é homenageada com festa litúrgica no
dia de sua morte.
Sagrada Família
O projeto de Deus para a redenção de toda a humanidade tem
como centro a encarnação do seu Filho como homem vivendo entre nós. Quis que
seu amado Filho fosse o exemplo de tudo. Por isso ele foi acolhido no seio de
uma verdadeira família. Uma humilde, boa e honrada família, ligada pela fé e os
bons costumes. Ele escolheu, seus anjos agiram e a Sagrada Família foi
constituída. Deus Pai enviou Jesus com a natureza divina e a natureza humana: o
Verbo encarnado, trazendo a sua redenção para todos os seres humanos. Ou seja:
a salvação do ser humano somente se dá através de Jesus, quem crer e seguir
terá a vida eterna no Reino de Deus. Assim,Jesus nasceu numa verdadeira família
para receber tudo o que necessitava para crescer e viver, mesmo sendo muito
pobre. Teve o amor dos pais unidos pela religião, trabalhadores honrados,
solidários com a comunidade, conscientes e responsáveis por sua formação
escolar, cívica, religiosa e profissional. Maria, José e Jesus são o símbolo da
verdadeira família idealizada pelo Criador. A única diferença, que a tornou a
"Sagrada Família", foi a sua abnegação, a aceitação e a adesão ao
projeto de Deus, com a entrega plena às suas disposições. Mesmo assim,não
perderam sua condição humana, imprescindível para que todas as profecias se
cumprissem. A família residiu em Nazaré até que Jesus estivesse pronto para
desempenhar sua missão. Lá, Jesus aprendeu a andar, correr, brincar, comer,
rezar, cresceu, estudou, foi aprendiz e auxiliar de seu pai adotivo, José, a
quem amava muito e que por ele era muito amado também. Foi um filho obediente à
mãe, Maria, e demonstrou isso já bem adulto, e na presença dos apóstolos, nas
bodas de Caná, quando, a pedido de Maria, operou o milagre do vinho. Quando o
Messias começou a trilhar os caminhos, aldeias e cidades, pregando o Evangelho,
era reconhecido como o filho de José, o carpinteiro da Galiléia. Até ser
identificado como o Filho de Deus aguardado pelo povo eleito, Jesus trabalhou
como todas as pessoas fazem. Conheceu as agruras dos operários, suas
dificuldades e o suor necessário para ganhar o pão de cada dia. Essa família é
o modelo de todos os tempos. É exemplar para toda a sociedade, especialmente
nos dias de hoje, tão atormentada por divórcios e separações de tantos casais,
com filhos desajustados e todos infelizes. A família deve ser criada no amor,
na compreensão, no diálogo, com consciência de que haverá momentos difíceis e
crises formais. Só a certeza e a firmeza nos propósitos da união e a fé na
bênção de Deus recebida no casamento fará tudo ser superado. Pedir esse
sacramento à Igreja é uma decisão de grande responsabilidade, ainda maior nos
novos tempos, onde tudo é passageiro, fútil e superficial. Esta celebração
serve para que todas as famílias se lembrem da humilde Sagrada Família, que
mudou o rumo da humanidade. Ela representa o gesto transcendente de Deus, que
se acolheu numa família humana para ensinar o modo de ser feliz: amar o próximo
como a nós mesmos. A Igreja comemora a festa da Sagrada Família em data móvel,
no domingo após o Natal, ou, alternativamente, no dia 29 de novembro.
Oração do dia 29/12/2012
Senhor, dai-me a sabedoria necessária para saber que
importante não é a duração, mas o conteúdo da vida. Que eu seja humilde o
bastante para aceitar que outros possam continuar minha obra. Fazei-me
confiante não em mim, mas em vós, para entregar-me sabendo que cuidareis de
mim, muito mais do que eu poderia fazer. E que eu saiba, dia a dia, ir cortando
as amarras. Amém!
Deus nos fala dia 29/12/2012
Quem ama seu irmão de verdade permanece na luz de
Deus. Sua Palavra é fonte que gera vida, bondade e misericórdia. E Cristo é a
Luz que veio para iluminar as nações e cada coração humano. Por isso, Maria não
se assusta diante da profecia de Simeão!
Leitura do dia 29/12/2012
1 São João 2,3-11
Leitura da Primeira Carta de São João: Caríssimos, 3para
saber que conhecemos Jesus, vejamos se guardamos os seus mandamentos. 4Quem
diz: “Eu conheço a Deus”, mas não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e a
verdade não está nele. 5Naquele, porém, que guarda a sua
palavra, o amor de Deus é plenamente realizado. O critério para saber se
estamos com Jesus é este: 6quem diz que permanece nele, deve
também proceder como ele procedeu. 7Caríssimos, não vos comunico um
mandamento novo, mas um mandamento antigo, que recebestes desde o início; este
mandamento antigo é a palavra que ouvistes. 8No entanto, o
que vos escrevo é um mandamento novo – que é verdadeiro nele e em vós – pois
que as trevas passam e já brilha a luz verdadeira. 9Aquele que diz
estar na luz, mas odeia o seu irmão, ainda está nas trevas. 10O
que ama o seu irmão permanece na luz e não corre perigo de tropeçar. 11Mas
o que odeia o seu irmão está nas trevas, caminha nas trevas, e não sabe aonde
vai, porque as trevas ofuscaram os seus olhos. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 29/12/2012
Lucas
2,22-35
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas: 22Quando
se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de
Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao
Senhor. 23Conforme está
escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser
consagrado ao Senhor”. 24Foram
também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está
ordenado na Lei do Senhor. 25Em
Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, 26e esperava a consolação do povo de
Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria
antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27Movido
pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus
para cumprir o que a Lei ordenava, 28Simeão
tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29“Agora,
Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30porque meus olhos viram a tua
salvação, 31que preparaste
diante de todos os povos: 32luz
para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. 33O
pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34Simeão os abençoou e disse a
Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de
reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35Assim serão revelados os
pensamentos de muitos corações. Quanto a ti uma espada te traspassará a alma”.
Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Santo do dia 28/12/2012: Santos Inocentes e Santa Catarina Volpicelli
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Santos Inocentes
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Santa Catarina Volpicelli
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Somente a monstruosidade de uma mente assassina, cruel e
desumana, poderia conceber o plano executado pelo sanguinário rei Herodes:
eliminar todas os meninos nascidos no mesmo período do nascimento de Jesus para
evitar que vivesse o rei dos judeus. Pois foi isso que esse tirano arquitetou e
fez. Impossível calcular o número de crianças arrancadas dos braços maternos e
depois trucidadas. Todos esses pequeninos se tornaram os "santos
inocentes", cultuados e venerados pelo Povo de Deus. Eles tiveram seu
sangue derramado em nome de Cristo, sem nem mesmo poderem "confessar"
sua crença. Quem narrou para a história foi o apóstolo Mateus, em seu
Evangelho. Os reis magos procuraram Herodes, perguntando onde poderiam
encontrar o recém-nascido rei dos judeus para saudá-lo. O rei consultou, então,
os sacerdotes e sábios do reino, obtendo a resposta de que ele teria nascido em
Belém de Judá, Palestina. Herodes, fingindo apoiar os magos em sua missão,
pediu-lhes que, depois de encontrarem o "tal rei dos judeus",
voltassem e lhe dessem notícias confirmando o fato e o local onde poderia ser
encontrado, pois "também queria adorá-lo". Claro que os reis do
Oriente não traíram Jesus. Depois de visitá-lo na manjedoura, um anjo os
visitou em sonho avisando que o Menino-Deus corria perigo de vida e que
deveriam voltar para suas terras por outro caminho. O encontro com o rei
Herodes devia ser evitado. Eles ouviram e obedeceram. Mas o tirano, ao perceber
que havia sido enganado, decretou a morte de todos os meninos com menos de dois
anos de idade nascidos na região. O decreto foi executado à risca pelos
soldados do seu exército. A festa aos Santos Inocentes acontece desde o século
IV. O culto foi confirmado pelo papa Pio V, agora santo, para marcar o
cumprimento de uma das mais antigas profecias, revelada pelo profeta Jeremias:
a de que "Raquel choraria a morte de seus filhos" quando o Messias
chegasse. Esses pequeninos inocentes de tenra idade, de alma pura, escreveram a
primeira página do álbum de ouro dos mártires cristãos e mereceram a glória
eterna, segundo a promessa de Jesus. A Igreja preferiu indicar a festa dos
Santos Inocentes para o dia 28 de dezembro por ser uma data próxima à
Natividade de Jesus, uma vez que tudo aconteceu após a visita dos reis magos. A
escolha foi proposital, pois quis que os Santinhos Inocentes alegrassem, com
sua presença, a manjedoura do Menino Jesus.
Santa Catarina Volpicelli
Caterina Volpicelli, para nós Catarina, nasceu em Nápoles no
dia 21 de janeiro de 1839, no seio de uma família da alta burguesia, da qual
recebeu sólida formação humana e religiosa. Estudou letras, línguas e música,
coisa não freqüente para as mulheres do seu tempo. Guiada pelo Espírito Santo e
através dos diretores espirituais, Catarina renunciou à vida social que
apreciava para atender uma voz interior, o chamado de Deus à vida religiosa.
Foi em 1854 que ocorreu o seu encontro casual com o futuro bem-aventurado
Ludovico da Casoria na sua cidade. Encontro depois considerado por ela uma
graça providencial de Deus, porque por suas mãos se associou à Ordem
Franciscana Secular. Padre Ludovico foi enfático quando lhe indicou como único
objetivo de sua vida o culto ao Sagrado Coração de Jesus. Apesar disso, cinco
anos depois, orientada por seu confessor, ingressou em uma Congregação
religiosa, saindo, logo em seguida, por graves motivos de saúde. O plano de
Deus sobre Catarina era outro, havia bem entendido o padre Ludovico, que muitas
vezes dizia: "O Coração de Jesus é a tua obra, Catarina!" Novamente,
com a indicação do seu confessor, tornou-se a primeira a receber, na Itália, o
diploma de zeladora da Associação do Apostolado da Oração da França. Em 1867,
estabeleceu a sua Sede em Nápoles mesmo, onde se dedicou às atividades
apostólicas. O apostolado da oração passou a ser o ponto central da
espiritualidade de Catarina. Na sua vida, totalmente consagrada ao Coração de
Jesus, distinguem-se três aspectos: a profunda espiritualidade eucarística, a
integral fidelidade à Igreja e a imensa generosidade apostólica. Com as suas
primeiras zeladoras, em 1874 Catarina fundou o novo Instituto das Servas do
Sagrado Coração de Jesus, aprovado, antes, pelo seu arcebispo, e depois, em
1890, pelo Vaticano. Preocupada com o futuro da juventude, abriu o orfanato,
fundou uma biblioteca circulante e instituiu a Associação da Filhas de Maria.
Em pouco tempo, abriu outras Casas na Itália. E as servas muito se distinguiram
na assistência às vítimas da cólera em 1884, em várias localidades italianas. A
participação de Catarina no primeiro Congresso Eucarístico Nacional, celebrado
em Nápoles em 1891, foi um ato culminante do apostolado da fundadora e das
Servas do Sagrado Coração de Jesus. Catarina morreu no dia 28 de dezembro de 1894,
em Nápoles. O papa João Paulo II beatificou-a em 1999. A data de sua festa
ocorre no dia de sua morte, mas o culto já era freqüente na comunidade cristã
onde as servas atuam mantendo o carisma da bem-aventurada Catarina Volpicelli.
Catarina Volpicelli foi canonizada pelo Papa Bento XVI no dia 26 de Abril de
2009.
Oração do dia 28/12/2012
Senhor, é por isso mesmo que preciso continuamente de vossa
ajuda para não me apegar, não criar raízes, para estar sempre pronto a mudar.
Talvez com o coração machucado, mas sabendo que sempre nos levais mais para a
frente e mais para o alto. Assim fizestes com Abraão, com José e todos os
outros. Entrego-me em vossas mãos, mas aumentai minha coragem e minha
confiança. Amém!
Deus nos fala dia 28/12/2012
O amor de Deus por nós é luz, e por isso nos faz
enxergar nossas “chagas”, como o pecado. A maior ausência do amor é o terrível
desejo do poder pelo poder e o da ganância que vitima os pobres e os menos
favorecidos. Só o amor tem a força que faz gerar a vida!
Leitura do dia 28/12/2012
1 São João 1,5–2,2
Leitura da Primeira Carta de São João: 5Caríssimos,
a mensagem que ouvimos de Jesus Cristo e vos anunciamos é esta: Deus é luz e
nele não há trevas. 6Se dissermos que estamos em
comunhão com ele, mas andamos nas trevas, estamos mentindo e não nos guiamos
pela verdade. 7Mas, se andamos na luz, como ele
está na luz, então estamos em comunhão uns com os outros, e o sangue de seu
Filho Jesus nos purifica de todo pecado. 8Se dissermos que não temos pecado
estamo-nos enganando a nós mesmos, e a verdade não está dentro de nós. 9Se
reconhecermos nossos pecados, então Deus se mostra fiel e justo, para nos
perdoar os pecados e nos purificar de toda culpa. 10Se dissermos
que nunca pecamos, fazemos dele um mentiroso e sua palavra não está dentro de
nós. 2,1Meus
filhinhos, escrevo isto para que não pequeis. No entanto, se alguém pecar,
temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo, o Justo. 2Ele é a vítima
de expiação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos
pecados do mundo inteiro. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 28/12/2012
Mateus
2,13-18
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: 13Depois
que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse:
“Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te
avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo”. 14José
levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. 15Ali ficou até a morte de Herodes,
para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu
Filho”. 16Quando Herodes
percebeu que os magos o haviam enganado, ficou muito furioso. Mandou matar
todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para
baixo, exatamente conforme o tempo indicado pelos magos. 17Então
se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: 18“Ouviu-se
um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos, e não
quer ser consolada, porque eles não existem mais”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Santo do dia 27/12/2012: São João
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São João
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São João
É muito difícil imaginar que esse autor do quarto evangelho e
do Apocalípse tenha sido considerado inculto e não douto. Mas foi dessa forma
que o sinédrio classificou João, o apóstolo e evangelista, conhecido como
"o discípulo que Jesus amava". Ele foi o único apóstolo que esteve
com Jesus até a sua morte na cruz. João era um dos mais jovens apóstolos de
Cristo, irmão do discípulo Tiago Maior, ambos filhos de Zebedeu, rico pescador
da Betsaida, e de Salomé, uma das mulheres que colaboravam com os discípulos de
Jesus. Assim como seu pai, João era pescador, e teve como mestre João Batista,
o qual, depois, o enviou a Jesus. João, Tiago Maior, Pedro e André foram os
quatro discípulos que mais participaram do cotidiano de Jesus. Costuma ser
definido, entre os apóstolos, como homem de elevação espiritual, mais propenso
à contemplação do que à ação. Apesar desse temperamento, foi incumbido por
Jesus com o maior número de encargos, estando presente em quase todos os momentos
e eventos narrados na Bíblia. Estava presente, por exemplo, quando ressuscitou
a filha de Jairo, na Transfiguração de Jesus e na sua aflição no Getsêmani.
Também na última ceia, durante o processo e, como vimos, foi o único na hora
final. Na cruz, Jesus, vendo-o ao lado da Virgem, lhe confiou a tarefa de
cuidar da Mãe, Maria. Os detalhes que se conhece revelam que, após o
Pentecostes, João ficou pregando em Jerusalém. Participou do Concílio de
Jerusalém, depois, com Pedro, se transferiu para a Samaria. Mas logo foi viver
em Éfeso, na companhia de Nossa Senhora. Dessa cidade, organizou e orientou
muitas igrejas da Ásia. Durante o governo do imperador Domiciano, foi preso e
exilado na ilha de Patmos, na Grécia, onde escreveu o quarto evangelho, o
Apocalipse e as epístolas aos cristãos. Diz a tradição que, antes de o
imperador Domiciano exilar João, ele teria sido jogado dentro de um caldeirão
de óleo fervente. Mas saiu ileso, vivo, sem nenhuma queimadura. João morreu,
após muito sofrimento por todas as perseguições que sofreu durante sua vida,
por pregar a Palavra de Deus, e foi sepultado em Éfeso. Tinha noventa anos de
idade. O evangelho de João fala dos mistérios de Jesus, mostrando os discursos
do Mestre com uma visão mais aguçada, mais profunda. Enquanto os outros três
descrevem Jesus em ação, João nos revela Jesus em comunhão e meditação, ou
seja, em toda a sua espiritualidade. Os primeiros escritos de João foram
encontrados em fragmentos de papiros no Egito, por isso alguns estudiosos
acreditam que ele tenha visitado essas regiões.
Oração do dia 27/12/2012
Senhor Jesus, creio que vencestes a morte, estais vivo para
sempre, e quereis que eu também possa viver para sempre. Aumentai minha fé,
para que minha vida tenha sentido, para eu não temer nem o mal, nem a morte.
Creio que estais vivo a meu lado para me manter na vida, vivo em nossa
comunidade para nos manter unidos na participação da unidade de vida da própria
Trindade. Amém!
Deus nos fala dia 27/12/2012
A vida é a grande revelação de Deus para nossa
humanidade. Essa vida vai sendo transmitida de geração em geração, pois
infinito é o amor do Pai. Essa mesma vida tornou-se plenitude na ressurreição
de Cristo, que é a plena realização do amor do Pai para com Jesus e para
conosco. Deixemo-nos transformar pela Palavra do Senhor!
Leitura do dia 27/12/2012
1 São João 1,1-4
Leitura da Primeira Carta de São João: 1Caríssimos,
o que era desde o princípio, o que nós ouvimos, o que vimos com os nossos
olhos, o que contemplamos e as nossas mãos tocaram da Palavra da Vida – 2de
fato, a Vida manifestou-se e nós a vimos, e somos testemunhas, e a vós
anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e que se tornou visível para
nós –; 3isso
que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos, para que estejais em comunhão conosco.
E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. 4Nós
vos escrevemos estas coisas para que a nossa alegria fique completa. Palavra do
Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 27/12/2012
João
20,2-8
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo João: No primeiro dia da semana, 2Maria Madalena saiu correndo e foi
encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes
disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 3Saíram, então, Pedro e o outro
discípulo e foram ao túmulo. 4Os
dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e
chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando
para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6Chegou também Simão Pedro, que
vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no
chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça
de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8Então entrou também o outro
discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou. Palavra
da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Santo do dia 26/12/2012: Santo Estêvão
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Santo Estêvão
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Santo Estêvão
Na história do catolicismo, muitos foram os que pereceram, e
ainda perecem, pagando com a própria vida a escolha de abraçar a fé cristã.
Essa perseguição mortal, que durou séculos, teve início logo após a
Ressurreição de Jesus. O primeiro que derramou seu sangue por causa da fé
cristã foi Estêvão, considerado por isso o protomártir. Vividos os eventos da
Paixão e Ressurreição, os Doze apóstolos passaram a pregar o evangelho de
Cristo para os hebreus. A inimizade, que estava apenas abrandada, reavivou,
dando início às perseguições mortais aos seguidores do Messias. Mas com extrema
dificuldade eles fundaram a primeira comunidade cristã, que conseguiu
estabelecer-se como um exemplo vivo da mensagem de Jesus, o amor ao próximo.
Assim, dentro da comunidade, tudo era de todos, tudo era repartido com todos,
todos tinham os mesmos direitos e deveres. Conforme a comunidade se expandia,
aumentavam também as necessidades, de alimentação e de assistência. Assim, os apóstolos
escolheram sete para formarem como "ministros da caridade", chamados
diáconos. Eram eles que administravam os bens comuns, recolhiam e distribuíam
os alimentos para todos da comunidade. Um dos sete era Estêvão, escolhido
porque era "cheio de fé e do Espírito Santo". Porém, segundo os
registros, Estêvão não se limitava ao trabalho social de que fora incumbido.
Não perdia a chance de divulgar e pregar a palavra de Cristo, e o fazia com
tanto fervor e zelo que chamou a atenção dos judeus. Pego de surpresa, foi
preso e conduzido diante do sinédrio, onde falsos testemunhos, calúnias e
mentiras foram a base de sustentação para a acusação. As testemunhas informaram
que Estêvão dizia que Jesus de Nazaré prometera destruir o templo sagrado e que
também queria modificar as leis de Deus transmitidas a Moisés. Num discurso
iluminado, Estêvão repassou toda a história hebraica, de Abraão até Salomão, e
provou que não blasfemara contra Deus, nem contra Moisés, nem contra a Lei, nem
contra o templo. Teria convencido e sairia livre. Mas não, seguiu avante com
seu discurso e começou a pregar a palavra de Jesus. Os acusadores, irados, o
levaram, aos gritos, para fora da cidade e o apedrejaram até a morte. Antes de
tombar morto, Estêvão repetiu as palavras de Jesus no Calvário, pedindo a Deus
perdão para seus agressores. Fazia parte desse grupo de judeus um homem que
mais tarde se soube ser o apóstolo Paulo, que, na época, ainda não estava
convertido. O testemunho de santo Estevão não gera dúvidas, porque sua
documentação é histórica, encontra-se num livro canônico, Atos dos Apóstolos,
fazendo parte das Sagradas Escrituras. Por tudo isso, quando suas relíquias
foram encontradas em 415, causaram forte comoção nos fiéis, dando início a um
fervoroso culto de toda a cristandade. A festa de santo Estevão é celebrada
sempre no dia seguinte ao da festa do Natal de Jesus, justamente para marcar a
sua importância de primeiro mártir de Cristo e um dos sete escolhidos dos
apóstolos.
Oração do dia 26/12/2012
Senhor, reconheço minha fraqueza. Por isso eu vos peço ajuda
para superar as pequenas dificuldades de minha vida, e até vos agradeço por não
permitir que provações maiores me abalem. Guardai-me, dai-me firmeza para
procurar o caminho certo, iluminai-me para não cair nos enganos da vida. E dai
força aos que, por vossa causa, enfrentam dificuldades e perseguições maiores.
Amém!
Deus nos fala dia 26/12/2012
É curto o caminho dos que rejeitam a Palavra do
Senhor. Não sabem andar senão pelo caminho da morte. A Palavra do Cristo
convoca-nos para o testemunho fiel de seu amor. Quem não aceita o amor
transformador só pode mesmo torturar, matar e condenar. Deixemo-nos transformar
pela Palavra do Senhor!
Leitura do dia 26/12/2012
Atos dos Apóstolos 6,8-10; 7,54-59
Leitura dos Atos dos Apóstolos: 8Naqueles
dias, Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o
povo. 9Mas
alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos, junto com cirenenses e
alexandrinos, e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. 10Porém,
não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. 7,54Ao
ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra
Estêvão. 55Estêvão,
cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de
pé, à direita de Deus. 56E disse: “Estou vendo o céu
aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus”. 57Mas eles, dando
grandes gritos e, tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; 58arrastaram-no
para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas
vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. 59Enquanto o
apedrejavam, Estêvão clamou dizendo: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito”.
Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 26/12/2012
Mateus
10,17-22
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos
seus apóstolos: 17“Cuidado com os
homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas
sinagogas. 18Vós sereis
levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho
diante deles e das nações. 19Quando
vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então
naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20Com
efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é
que falará através de vós. 21O
irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se
levantarão contra seus pais, e os matarão. 22Vós
sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim,
esse será salvo. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Santo do dia 25/12/2012: Natal de Jesus e Santa Anastácia
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Natal de Jesus
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Santa Anastácia |
"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos
a sua glória..." (João 1,14). A encarnação do Verbo de Deus assinala o
início dos "últimos tempos", isto é, a redenção da humanidade por
parte de Deus. Cega e afastada de Deus, a humanidade viu nascer a luz que mudou
o rumo da sua história. O nascimento de Jesus é um fato real que marca a
participação direta do ser humano na vida divina. Esta comemoração é a
demonstração maior do amor misericordioso de Deus sobre cada um de nós, pois
concedeu-nos a alegria de compartilhar com ele a encarnação de seu Filho Jesus,
que se tornou um entre nós. Ele veio mostrar o caminho, a verdade e a vida, e
vida eterna. A simbologia da festa do Natal é o nascimento do Menino-Deus. No
início, o nascimento de Jesus era festejado em 6 de janeiro, especialmente no
Oriente, com o nome de Epifania, ou seja, manifestação. Os cristãos comemoravam
o natalício de Jesus junto com a chegada dos reis magos, mas sabiam que nessa
data o Cristo já havia nascido havia alguns dias. Isso porque a data exata é um
dado que não existe no Evangelho, que indica com precisão apenas o lugar do
acontecimento, a cidade de Belém, na Palestina. Assim, aquele dia da Epifania
também era o mais provável em conformidade com os acontecimentos bíblicos e por
razões tradicionais do povo cristão dos primeiros tempos. Entretanto, antes de
Cristo, em Roma, a partir do imperador Júlio César, o 25 de dezembro era
destinado aos pagãos para as comemorações do solstício de inverno, o "dia
do sol invencível", como atestam antigos documentos. Era uma festa
tradicional para celebrar o nascimento do Sol após a noite mais longa do ano no
hemisfério Norte. Para eles, o sol era o deus do tempo e o seu nascimento nesse
dia significava ter vencido a deusa das trevas, que era a noite. Era, também,
um dia de descanso para os escravos, quando os senhores se sentavam às mesas
com eles e lhes davam presentes. Tudo para agradar o deus sol. No século IV da
era cristã, com a conversão do imperador Constantino, a celebração da vitória
do sol sobre as trevas não fazia sentido. O único acontecimento importante que
merecia ser recordado como a maior festividade era o nascimento do Filho de
Deus, cerne da nossa redenção. Mas os cristãos já vinham, ao longo dos anos,
aproveitando o dia da festa do "sol invencível" para celebrar o
nascimento do único e verdadeiro sol dos cristãos: Jesus Cristo. De tal modo
que, em 354, o papa Libério decretou, por lei eclesiástica, a data de 25 de
dezembro como o Natal de Jesus Cristo. A transferência da celebração motivou
duas festas distintas para o povo cristão, a do nascimento de Jesus e a da
Epifania. Com a mudança, veio, também, a tradição de presentear as crianças no
Natal cristão, uma alusão às oferendas dos reis magos ao Menino Jesus na gruta
de Belém. Aos poucos, o Oriente passou a comemorar o Natal também em 25 de
dezembro. Passados mais de dois milênios, a Noite de Natal é mais que uma festa
cristã, é um símbolo universal celebrado por todas as famílias do mundo, até as
não-cristãs. A humanidade fica tomada pelo supremo sentimento de amor ao
próximo e a Terra fica impregnada do espírito sereno da paz de Cristo, que só
existe entre os seres humanos de boa vontade. Portanto, hoje é dia de alegria,
nasceu o Menino-Deus, nasceu o Salvador.
Santa Anastácia
A vida de santa Anastácia, transmitida de geração a geração,
desde os primórdios do cristianismo, traz os episódios históricos verídicos
mesclados a fatos lendários e às tradições orais. Vejamos como chegou à
cristandade no terceiro milênio. Diocleciano foi imperador romano entre os anos
284 e 305. Na época, Anastácia, filha de Protestato e Fausta, ambos romanos e
pagãos, era uma jovem belíssima. Junto com sua mãe, foi convertida à fé cristã
por seu professor Crisogono, fururo santo mártir. As duas se dedicavam a ajudar
os pobres e à conversão de pagãos. Com a morte da mãe, o pai lhe impôs o
casamento com Públio, um rico pagão da nobreza romana. Mesmo contra a vontade,
Anastácia se casou. Logo o marido a proibiu de envolver-se com qualquer tipo de
atividade, como era de costume entre as damas da sociedade. Mas ela continuou
ajudando os pobres às escondidas e, quando o marido foi informado, puniu-a com
crueldade. Foi proibida de sair de casa. Naquele momento, o consolo veio por
meio dos conselhos do professor Crisogono, que já era perseguido e acabou sendo
preso. Na ocasião, o imperador Diocleciano nomeou Públio embaixador na Pérsia.
Ele partiu deixando Anastácia sob a guarda de Codizo, homem cruel que tinha
ordem de deixá-la morrer lentamente. Logo chegou a notícia da súbita morte de
Públio. Anastácia foi libertada e soube que seu conselheiro, Crisogono, seria
transferido para o julgamento na Corte imperial de Aquiléia. A discípula o
acompanhou na viagem e assistiu o interrogatório e, depois, a sua decapitação.
Cada vez mais firme na fé, voltou a prestar caridade aos pobres e a pregar o
evangelho de Cristo. Suspeita de ser cristã, foi levada à presença do prefeito
de Roma, que tentou fazê-la renunciar à sua religião. Também o próprio
imperador Diocleciano tentou convencê-la, mas tudo inútil. Anastácia voltou
para a prisão. Em seguida, Diocleciano partiu para a Macedônia, levando consigo
os prisioneiros cristãos, inclusive ela. Da Macedônia foram para Esmirna, na
Dalmácia, atual Turquia. Lá, outros cristãos denunciados foram presos. Entre
eles estavam a matrona Teodora e seus três filhos, depois também santos da
Igreja. A eles Anastácia dispensava especial atenção. Os carcereiros informaram
o imperador, que mandou prender Anastácia durante um mês no pior dos regimes
carcerários. No fim do período, ela estava mais bela do que antes, e ainda mais
firme na sua fé. Inconformado, o imperador a entregou para ser morta junto com
os outros presos cristãos. Anastácia morreu queimada viva, no dia 25 de
dezembro de 304, em Esmirna. Primeiro, o corpo de Anastácia foi enterrado na
diocese de Zara; depois, em 460, foi levado para Constantinopla. Seu culto, um
dos mais antigos da Igreja, se espalhou por toda a cristandade do Oriente e do
Ocidente. Em quase todos os países, existem igrejas dedicadas a ela, e muitas
guardam, para devoção dos fiéis, um fragmento de suas relíquias. Sua celebração
ocorre tanto no Oriente como no Ocidente, no dia de sua morte, sempre recordada
na missa do período da tarde, em razão da festa do Natal de Jesus Cristo.
Oração do dia 25/12/2012
Senhor Jesus, eu vos adoro e reconheço como meu Deus na
figura frágil de um menino. Como vos adoro na figura alegre de adolescente e
jovem, na figura forte de homem feito, de crucificado e morto. Eu vos louvo
pela coisa mais incrível que poderíamos imaginar: Deus presente entre nós,
participando de nossa vida de alegrias e dores, para nos fazer participantes de
sua divindade. Amém!
Deus nos fala dia 25/12/2012
O anúncio da salvação é a razão da nossa esperança.
Por isso, a memória do nascimento de Cristo sustenta a confiança da comunidade
cristã!
Leitura do dia 25/12/2012
Primeira Leitura
Isaías 52,7-10
Livro do Profeta Isaías: 7Como são belos,
andando sobre os montes, os pés de quem anuncia e prega a paz, de quem anuncia
o bem e prega a salvação, e diz a Sião: “Reina teu Deus!” 8Ouve-se
a voz de teus vigias, eles levantam a voz, estão exultantes de alegria, sabem
que verão com os próprios olhos o Senhor voltar a Sião. 9Alegrai-vos e
exultai ao mesmo tempo, ó ruínas de Jerusalém, o Senhor consolou seu povo e
resgatou Jerusalém. 10O Senhor desnudou seu santo braço
aos olhos de todas as nações; todos os confins da terra hão de ver a salvação
que vem do nosso Deus. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Segunda Leitura
Hebreus 1,1-6
Carta aos Hebreus: 1Muitas vezes e
de muitos modos falou Deus outrora aos nossos pais, pelos profetas; 2nestes
dias, que são os últimos, ele nos falou por meio do Filho, a quem ele
constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também ele criou o universo.
3Este
é o esplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser. Ele sustenta o universo
com o poder de sua palavra. Tendo feito a purificação dos pecados, ele
sentou-se à direita da majestade divina, nas alturas. 4Ele foi colocado
tanto acima dos anjos quanto o nome que ele herdou supera o nome deles. 5De
fato, a qual dos anjos Deus disse alguma vez: “Tu és o meu Filho, eu hoje te
gerei?” Ou ainda: “Eu serei para ele um Pai e ele será para mim um Filho?” 6Mas,
quando faz entrar o Primogênito no mundo, Deus diz: “Todos os anjos devem
adorá-lo!” Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 25/12/2012
João
1,1-18
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: 1No
princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. 2No princípio estava ela com Deus. 3Tudo foi feito por ela, e sem ela
nada se fez de tudo que foi feito. 4Nela
estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5E
a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. 6Surgiu um homem enviado por Deus;
seu nome era João. 7Ele veio como
testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio
dele. 8Ele não era a
luz, mas veio para dar testemunho da luz: 9daquele
que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano. 10A Palavra estava no mundo — e o
mundo foi feito por meio dela — mas o mundo não quis conhecê-la. 11Veio
para o que era seu, e os seus não a acolheram. 12Mas,
a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus,
isto é, aos que acreditam em seu nome, 13pois
estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão,
mas de Deus mesmo. 14E a Palavra se
fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que
recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade. 15Dele, João dá testemunho,
clamando: “Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à
minha frente, porque ele existia antes de mim”. 16De
sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17Pois
por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através
de Jesus Cristo. 18A Deus, ninguém
jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo
deu a conhecer. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Deus nos fala no Natal
“Eu vos anuncio uma grande alegria!” Essa alegria é Jesus,
Deus feito criança, que busca na humanidade um colo acolhedor para sua
divindade!
Leitura do Natal
Primeira
Leitura Isaías 9,1-6
Leitura
do Livro do Profeta Isaías: 1O
povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas
sombras da morte, uma luz resplandeceu. 2Fizeste
crescer a alegria e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença
como alegres ceifeiros na colheita ou como exaltados guerreiros ao dividirem os
despojos. 3Pois o jugo que
oprimia o povo — a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais — tu os
abateste como na jornada de Madiã. 4Botas
de tropa de assalto, trajes manchados de sangue, tudo será queimado e devorado
pelas chamas. 5Porque nasceu
para nós um menino, foi-nos dado um filho; ele traz aos ombros a marca da
realeza; o nome que lhe foi dado é: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai dos
tempos futuros, Príncipe da paz. 6Grande
será o seu reino e a paz não há de ter fim sobre o trono de Davi e sobre o seu
reinado, que ele irá consolidar e confirmar em justiça e santidade, a partir de
agora e para todo o sempre. O amor zeloso do Senhor dos exércitos há de
realizar essas coisas. Palavra do Senhor.
—
Graças a Deus!
Segunda
Leitura
Tito
2,11-14
Leitura
da Carta de São Paulo a Tito: Caríssimo: 11A
graça de Deus se manifestou trazendo salvação para todos os homens. 12Ela nos ensina a abandonar a
impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e
piedade, 13aguardando
a feliz esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador,
Jesus Cristo. 14Ele se entregou
por nós, para nos resgatar de toda maldade e purificar para si um povo que lhe
pertença e que se dedique a praticar o bem. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do Natal
Lucas
2,1-14
PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: 1Aconteceu
que, naqueles dias, César Augusto publicou um decreto, ordenando o
recenseamento de toda a terra. 2Este
primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria. 3Todos iam registrar-se cada um na
sua cidade natal. 4Por ser da
família e descendência de Davi, José subiu da cidade de Nazaré, na Galileia,
até a cidade de Davi, chamada Belém, na Judeia, 5para
registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. 6Enquanto
estavam em Belém, completaram-se os dias para o parto, 7e
Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou e o colocou na
manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria. 8Naquela
região havia pastores que passavam a noite nos campos, tomando conta do seu
rebanho. 9Um anjo do
Senhor apareceu aos pastores, a glória do Senhor os envolveu em luz, e eles
ficaram com muito medo. 10O
anjo, porém, disse aos pastores: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande
alegria, que o será para todo o povo: 11Hoje,
na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor. 12Isto
vos servirá de sinal: Encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e
deitado numa manjedoura”. 13E,
de repente, juntou-se ao anjo uma multidão da coorte celeste. Cantavam louvores
a Deus, dizendo: 14“Glória a Deus
no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
Evangelho do Natal
Lucas
2,1-14
PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: 1Aconteceu
que, naqueles dias, César Augusto publicou um decreto, ordenando o
recenseamento de toda a terra. 2Este
primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria. 3Todos iam registrar-se cada um na
sua cidade natal. 4Por ser da
família e descendência de Davi, José subiu da cidade de Nazaré, na Galileia,
até a cidade de Davi, chamada Belém, na Judeia, 5para
registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. 6Enquanto
estavam em Belém, completaram-se os dias para o parto, 7e
Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou e o colocou na
manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria. 8Naquela
região havia pastores que passavam a noite nos campos, tomando conta do seu
rebanho. 9Um anjo do
Senhor apareceu aos pastores, a glória do Senhor os envolveu em luz, e eles
ficaram com muito medo. 10O
anjo, porém, disse aos pastores: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande
alegria, que o será para todo o povo: 11Hoje,
na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor. 12Isto
vos servirá de sinal: Encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e
deitado numa manjedoura”. 13E,
de repente, juntou-se ao anjo uma multidão da coorte celeste. Cantavam louvores
a Deus, dizendo: 14“Glória a Deus
no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
Santo do dia 24/12/2012: Santa Paula Isabel Cerioli, Santa Tarsila, Santa Adélia ou Adele de Pfalzel e Santa Ermina ou Irmina ou Irma
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Santa Paula Isabel Cerioli |
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Santa Tarsila |
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Santa Adélia ou Adele de Pfalzel |
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Santa Ermina ou Irmina ou Irma |
Santa Paula Isabel Cerioli
Batizada como Costanza Cerioli, nasceu na família dos nobres
e ricos Francisco Cerioli e Francisca Corniani, no dia 28 de janeiro de 1816,
em Soncino, Cremona, Itália. Delicada, inteligente e sensível, dona de um
físico frágil, aprendeu cedo a lidar com o sofrimento, alertada pela sabedoria
cristã da mãe, que lhe mostrava a miséria presente nas famílias dos camponeses.
Aos onze anos, foi entregue às Irmãs da Visitação da cidade de Alzano, para
completar sua formação religiosa e cultural, com as quais ficou até os
dezesseis anos, destacando-se pela bondade e caridade. Aos dezenove anos,
obedecendo à vontade dos pais, casou-se com o nobre e rico Caetano Busecchi, de
quase sessenta anos, herdeiro dos condes Tassis. Vivendo no palácio do marido,
em Comente, Bergamo, dedicava-se à família e às obras de caridade da igreja.
Teve um casamento feliz e harmônico, porém marcado pela morte dos quatro
filhos; três logo após o nascimento e o outro, Carlos, com dezesseis anos.
Abatida, continuou cuidando do marido, já bem idoso e doente, até 1854, quando
ele faleceu. Assim, com trinta e oito anos, viúva, sozinha e dona de grande
fortuna, isolou-se do mundo. Ficou retirada em sua casa, dedicando-se às obras
de caridade, nas quais aplicou todo o patrimônio. Criou colégios para crianças
órfãs carentes e abandonadas; instituiu escolas, cursos de catecismo,
exercícios espirituais, recreações festivas e assistência às enfermas. Vencendo
todos os tipos de dificuldades, desejou fundar uma Congregação religiosa
feminina e outra masculina que seguisse o modelo evangélico do mistério de
Nazaré, constituído por Maria e José, que acolhem Jesus para doá-lo ao mundo.
Orientada, espiritualmente, pelos dois bispos de Bergamo, em 1857, junto com
seis companheiras, fundou o Instituto das Irmãs da Sagrada Família. Nesse dia,
Costanza vestiu o hábito e tomou o nome de madre Paula Isabel. Em 1863,
realizou seu grande sonho: fundou o Instituto dos Irmãos da Sagrada Família,
para o socorro material e a educação moral e religiosa da classe camponesa, na
época a mais excluída e pobre. O carisma da Sagrada Família era o objetivo a
ser alcançado, como modelo de ajuda e conforto, aprendendo dela como ser
famílias cristãs acolhedoras, unidas no amor, na fraternidade, na fé forte,
simples e confiante. Com muita inspiração, ela própria escreveu as Regras para
os seus institutos, que foram aprovadas pelo bispo de Bergamo. Consumida na
intensa atividade assistencial e religiosa, com apenas quarenta e nove anos de
idade, morreu na véspera do Natal de 1865, em Comonte, Bergamo. Deixou entregue
aos cuidados da Providencia Divina o já estabelecido Instituto feminino e a
semente plantada do outro, masculino. Madre Paula Isabel Cerioli foi
beatificada pelo papa Pio XII em 1950, durante o Ano Santo. Foi declarada santa
pelo papa João Paulo II em 2004.
Santa Tarsila
A família romana Anícia teve a graça de enviar para a Igreja
aquele que foi um dos grandes doutores da Igreja do Ocidente, o papa Gregório
Magno, depois também santo. Era um homem de estatura pequena e de saúde frágil,
mas um gigante na administração e uma fortaleza espiritual. Entre seus
antepassados paternos estão o imperador Olívio, o papa são Félix III e o
senador Jordão, que era seu pai. A formação intelectual, religiosa e moral do
menino Gregório ficou sob a orientação e cuidado de sua mãe, a futura santa
Sílvia, e de suas tias, Tarsila, Emiliana, também santas, e de Jordana, irmãs
de seu pai, que faleceu cedo. Tarsila e Emiliana eram muito unidas, além do
parentesco, pelo fervor da fé em Cristo e pela caridade. As três viviam juntas
na casa herdada do pai, no monte Célio, como se estivessem num mosteiro.
Tarsila era a guia de todas, orientando pela Palavra do Evangelho e pelo
exemplo da caridade e da castidade. Dessa maneira, os progressos na vida
espiritual foram grandes. Depois, Jordana decidiu seguir a vida matrimonial,
casando-se com um bom cristão, o administrador dos bens da sua família. Tarsila
permaneceu com a opção de vida religiosa que havia escolhido. Sempre feliz, na
paz do seu retiro e na entrega de seu amor a Deus, até que foi ao seu encontro
na glória de Cristo. São Gregório relatou que a tia Tarsila tivera uma visão de
seu bisavô, o papa são Félix III, que lhe teria mostrado o lugar que ocuparia
no céu dizendo estas palavras: "Vem, que eu haverei de te receber nestas
moradas de luz". Após essa experiência, Tarsila ficou gravemente enferma.
No seu leito de morte, ao lado da irmã Emiliana e dos parentes, pediu para que
todos se afastassem dizendo: "Está chegando Jesus, meu Salvador!" Com
essas palavras e sorrindo, entregou sua alma a Deus. Ao ser preparada para o
sepultamento, encontraram calos, duros e grossos, em seus joelhos e cotovelos,
causados pelas contínuas penitências. Durante as orações, que duravam muitas
horas, rezava, ajoelhada e apoiada, diante de Jesus Crucificado. Poucos dias
depois de morrer, Tarsila apareceu em sonho para sua irmã Emiliana e a convidou
para celebrarem juntas a festa da Epifania no céu. E foi isso o que aconteceu,
Emiliana acabou morrendo na véspera do dia dos Reis. O culto a santa Tarsila,
mesmo não sendo acompanhado de fatos prodigiosos, se manteve discreto e
persistente ao longo do tempo. Talvez pelo enriquecimento dos exemplos
singulares narrados pelo sobrinho, papa são Gregório Magno, o qual, entretanto,
nunca citou o ano do seu falecimento no século VI. A Igreja Católica
estabeleceu o dia 24 de dezembro para as homenagens litúrgicas de santa
Tarsila, data transmitida pela tradição dos seus fiéis devotos.
Santa Adélia ou Adele de Pfalzel
A tradição oral germânica nos conta que Adélia ou Adele era a
irmã mais nova de Ermina, ambas princesas, filhas do rei da Austrásia,
Dagoberto II, o Bom. Hoje, todos são venerados nos altares como santos da
Igreja, ainda que esse parentesco seja motivo de controvérsias, sendo, por
isso, pesquisado. Adélia foi identificada, também, como a abadessa Adola, a
quem Elfrida, abadessa do Mosteiro de Streaneshalch, teria enviado uma carta.
Também como Adula, "religiosa matrona nobilis", que se hospedou no
Mosteiro de Nivelles em 17 de março de 691, com um filho pequeno. Consta que
Adélia, depois da morte de seu marido, Alderico, influente nobre da região,
decidiu recolher-se para a vida religiosa. Para isso, fundou o Mosteiro de
Pfalzel, na região de Trèves, atual Alemanha, onde ingressou e foi a primeira
abadessa. Escolheu as Regras dos monges beneditinos, como fizeram os mosteiros
de Ohren e de Nivelles, o primeiro fundado por sua irmã, a futura santa Ermina.
No mosteiro, havia um hospede freqüente, o neto da abadessa, um rapaz esperto e
vivaz. Seu nome era Gregório. Como conhecia o latim, ficou encarregado de ler
em voz alta os textos sagrados enquanto as religiosas estivessem no refeitório.
Certo dia, em 722, passou pelo mosteiro um monge inglês de nome Bonifácio, que
estava retornando da sua primeira missão na Frísia. Foi acolhido como hóspede,
mesmo não sendo conhecido, no exato momento em que todos estavam no refeitório,
onde o jovem Gregório lia uma bela página do Evangelho em latim. Terminada a
leitura, Bonifácio se aproximou dele e expressou seus cumprimentos, mas lhe
pediu que explicasse o que acabara de ler. Gregório tentou repetir a leitura,
mas Bonifácio o impediu, pedindo que o jovem explicasse no seu próprio idioma.
Ocorre que, mesmo lendo muito bem o latim, não conseguia compreender o que o
texto dizia realmente. "Deixe que eu mesmo explicarei para todos os presentes",
disse o monge estranho. Explicou o texto latino com tanta clareza, comentou-o
com tamanha profundidade e de maneira tão convincente que deixou todos os
ouvintes encantados. O mais atingido de todos foi Gregório, a ponto de não mais
querer mais separar-se do monge que ninguém sabia de onde era. Apesar das
preocupações de avó, Adélia permitiu que o neto partisse ao lado de Bonifácio,
confiando na sua intuição religiosa e na Providência Divina. Muitos anos
depois, Gregório tornou-se o bispo de Utrecht e foi um dos melhores discípulos
de Bonifácio, o "apóstolo da Germânia" e santo da Igreja. Adélia
morreu pouco tempo depois, num dia incerto do mês de dezembro de 734, e foi
sepultada no Mosteiro de Pfalzel. Passados mais de onze séculos, em 1868 as suas
relíquias foram transferidas para a igreja da paróquia de São Martinho. O culto
litúrgico em memória de santa Adélia de Pfalzel foi autorizado pela Igreja. São
duas as celebrações em dezembro: no dia 18, com uma festa local; no dia 24,
junto com santa Ermina, que, sem dúvida alguma, é sua irmã na fé.
Santa Ermina ou Irmina ou Irma
Os nomes Ermina, Irmina ou Irma nos reportam a uma única
personalidade, a de uma santa germânica. A tradição dessa região conta que ela
era a irmã mais velha de Adélia, a abadessa do mosteiro que fundara em Pfalzel,
depois santa da Igreja. Portanto, Ermina também era princesa da Austrásia,
filha do rei Dagoberto II, o Bom, o primeiro dessa família a ser declarado
santo pela Igreja de Roma. Porém toda essa descendência real nunca ficou muito
clara. Mesmo nos antigos registros biográficos, ela aparece confusa. À parte
tal tradição, certamente muito do florescimento do cristianismo na Alemanha
ocorreu graças às duas veneradas irmãs abadessas fundadoras. Entre os séculos
VII e VIII, a propagação da fé cristã, realmente, ocorreu em conseqüência das
fervorosas iniciativas missionárias e das fundações de mosteiros. Nesta época,
Ermina era uma jovem muito bela e caridosa, cujo noivo era o conde Ermano. Mas
ele acabou morrendo antes da cerimônia do casamento. Após a fatalidade, ela
decidiu seguir a vida religiosa, entendendo o acontecimento como uma mensagem
de Deus. Assim, ingressou num mosteiro beneditino. Mais tarde, ela mesma fundou
um, perto da cidade de Trèves, que existe ainda hoje, o Mosteiro de Ohren.
Escolheu as regras beneditinas e foi eleita a primeira abadessa. Desde então,
tornou-se uma grande benfeitora dos missionários que passavam pela região,
especialmente do monge Wilibrordo, futuro santo. Ele era inglês e chefiava uma
missão evangelizadora na região da Frísia, atual Dinamarca, ao lado de outros
monges da mesma origem. Atendia um especial pedido do papa Sérgio I, que
desejava ver a região convertida. Na verdade, primeiro foi Wilibrordo que
beneficiou o Mosteiro de Ohren e até a cidade de Trèves. A tradição nos conta
que no final do século VII, quando ele passava pela região, encontrou a cidade
na mais completa desolação. Era uma terrível peste que se espalhava velozmente,
tendo atingido, também, o mosteiro da abadessa Ermina. Lá, o referido monge se
manteve em fervorosa oração e penitência para que as religiosas e os habitantes
da cidade ficassem livres do mortal contágio. As preces de Wilibrordo foram
ouvidas tão depressa que Ermina ficou comovida com tanta santidade. Muito
agradecida, Ermina doou a Wilibrordo o território de Echternach. As construções
já existentes serviriam de base para mais um glorioso mosteiro beneditino, que,
depois, se tornou o ponto de partida das suas viagens de pregações apostólicas
que levaram à conversão da Frísia. Ermina continuou a ajudar o monge através da
força das orações e com recursos materiais. Ela continuou sua existência
entregue aos exercícios espirituais e a uma vida feita de abnegação e caridade.
Pode-se dizer, também, que sem a sua ajuda a Frísia demoraria muito para
converter-se ao seguimento de Cristo. A abadessa Ermina morreu na véspera do
Natal de 710. A Igreja autorizou seu culto, incluiu-a no livro dos santos e
determinou o dia de sua morte, 24 de dezembro, para a homenagem litúrgica em
sua memória. Posteriormente, nele incluiu, também, a celebração de santa Adélia
de Pfalzel, sua irmã no sangue e na fé.
Deus nos fala dia 24/12/2012
Deus fez morada no meio de seu povo, e o Espírito
Santo fez Zacarias, que estava mudo, cantar as bênçãos que o Senhor derramou
abundante sobre seu povo. Deus foi fiel a sua Aliança. Esta mesma Aliança
continua por meio de João Batista e dos apóstolos que serão chamados por Cristo!
Leitura do dia 24/12/2012
2 Samuel 7,1-5.8b-12.14a.16
Leitura do Segundo Livro de Samuel: 1Tendo-se
o rei Davi instalado já em sua casa e tendo-lhe o Senhor dado a paz, livrando-o
de todos os seus inimigos, 2ele disse ao profeta Natã: “Vê: eu
resido num palácio de cedro, e a arca de Deus está alojada numa tenda!” 3Natã
respondeu ao rei: “Vai e faze tudo o que diz o teu coração, pois o Senhor está
contigo”. 4Mas, naquela mesma noite, a palavra do Senhor
foi dirigida a Natã nestes termos: 5“Vai dizer ao meu servo Davi: Assim
fala o Senhor: Porventura és tu que me construirás uma casa para eu habitar? 8bFui
eu que te tirei do pastoreio, do meio das ovelhas, para que fosses o chefe do
meu povo, Israel. 9Estive contigo em toda a parte por
onde andaste, e exterminei diante de ti todos os teus inimigos, fazendo o teu
nome tão célebre quanto o dos homens mais famosos da terra. 10Vou
preparar um lugar para o meu povo, Israel: eu o implantarei, de modo que possa
morar lá sem jamais ser inquietado. Os homens violentos não tornarão a
oprimi-lo como outrora, 11no tempo em que eu estabelecia
juízes sobre o meu povo, Israel. Concedo-te uma vida tranquila, livrando-te de
todos os teus inimigos. E o Senhor te anuncia que te fará uma casa. 12Quando
chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então, suscitarei,
depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza. 14aEu
serei para ele um pai e ele será para mim um filho. 16Tua casa e teu
reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre”.
Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 24/12/2012
Lucas
1,67-79
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas: Naquele tempo, 67Zacarias,
o pai de João, repleto do Espírito Santo, profetizou, dizendo: 68“Bendito seja o Senhor, Deus de
Israel, porque visitou e redimiu o seu povo. 69Fez
aparecer para nós uma força de salvação na casa de seu servo Davi, 70como tinha prometido desde
outrora, pela boca de seus santos profetas, 71para
nos salvar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam. 72Ele usou de misericórdia para com
nossos pais, recordando-se de sua santa aliança 73e
do juramento que fez a nosso pai Abraão, para conceder-nos, 74que, sem temor e libertos das mãos
dos inimigos, nós o sirvamos, 75com
santidade e justiça, em sua presença, todos os nossos dias. 76E tu, Menino, serás chamado
profeta do Altíssimo, pois irás adiante do Senhor para preparar-lhe os
caminhos, 77anunciando ao
seu povo a salvação, pelo perdão dos seus pecados. 78Graças
à misericordiosa compaixão do nosso Deus, o sol que nasce do alto nos visitará,
79para iluminar os que jazem nas
trevas e nas sombras da morte, e dirigir nossos passos no caminho da paz”.
Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
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