sábado, 9 de fevereiro de 2013
Santo do dia 09/02/2013: Santa Apolônia, Santo Miguel Febres Cordero Munhoz e Ana Catarina Emmerich
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Santa Apolônia
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Santo Miguel Febres Cordero Munhoz |
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Ana Catarina Emmerich |
Os seis anos de 243 a 249, durante os quais o rumo do Império
Romano ficou sob a direção de Felipe o Árabe, foram considerados: um intervalo de
trégua do regime do anticristianismo. No último ano, porém, houve um episódio
que comprovou que a aversão aos cristãos, pelo menos na província africana, não
havia desaparecido. O ocorrido era narrado por Dionísio, o bispo da Alexandria
no Egito, em uma carta que enviou ao bispo Fabio da diocese de Antioquia, em
249. Na carta ele escreveu que: "No dia 9 de fevereiro, um charlatão
alexandrino, "maligno adivinho e falso profeta", que insuflava a
população pagã, sempre pronta a se agitar, provocou uma terrível revolta. As
casas dos cristãos foram invadidas. Os pagãos saquearam os vizinhos católicos
ou aqueles que estivessem mais próximos, levando as jóias e objetos preciosos.
Os móveis e as roupas foram levados para uma praça, onde ergueram uma grande
fogueira. Os cristãos, mesmo os velhos e as crianças, foram arrastados pelas
ruas, espancados, escorraçados e, condenados a morte, caso não renegassem a fé
em voz alta. A cidade parecia que tinha sido tomada por uma multidão de
demônios enfurecidos". "Os pagãos prenderam também a bondosa virgem
Apolônia, que tinha idade avançada. Foi espancada violentamente no rosto porque
se recusava a repetir as blasfêmias contra a Igreja, por isto teve os dentes
arrancados. Além disso, foi arrastada até a grande fogueira, que ardia no
centro da cidade. No meio da multidão enlouquecida, disseram que seria queimada
viva se não repetisse, em voz alta, uma declaração pagã renunciando a fé em
Cristo. Neste instante, ela pediu para ser solta por um momento, sendo atendida
ela saltou rapidamente na fogueira, sendo consumida pelo fogo." O martírio
da virgem Apolônia, que terminou aparentemente em suicídio, causou, exatamente
por isto, um grande questionamento dentro da Igreja, que passou a avaliar se
era correto e lícito, se entregar voluntariamente à morte para não renegar a
fé. Esta dúvida encontrou eco também no livro " A cidade de Deus" de
Santo Agostinho, que também não apresentou uma posição definida. Contudo, o
gesto da mártir Apolônia, a sua vida reclusa dedicada à caridade cristã,
provocou grande emoção e devoção na província africana inteira, onde ela
consumou o seu sacrifício. Passou a ser venerada, porque foi justamente o seu
apostolado desenvolvido entre os pobres da comunidade que a colocou na mira do
ódio e da perseguição dos pagãos, e o seu culto se difundiu pelas dioceses no
Oriente e no Ocidente. Em várias cidades européias surgiram igrejas dedicadas a
ela. Em Roma foi erguida uma igreja, hoje desaparecida, próxima de Santa Maria
em Trasteve, Itália. Sobre a sua vida não se teve outro registro, senão que
seus devotos a elegeram, no decorrer dos tempos, como protetora contra as
doenças da boca e das dores dos dentes. Mas restou seu exemplo de generosa e
incondicional oferta a Cristo. A Igreja a canonizou e oficializou seu culto
conforme a data citada na carta do bispo Dionísio.
Santo Miguel Febres Cordero Munhoz
Miguel Febres Cordero Munhoz nasceu em Cuenca, Equador, em 7
de novembro de 1854, foi filho de um professor universitário e seu avô foi um
general do exército, venerado como herói nacional. Aos cinco anos de idade,
Nossa Senhora lhe apareceu durante um sonho e desde então decidiu que seria um
sacerdote. Três anos depois, sentiu novamente a presença da Virgem Maria quando
foi protegido milagrosamente de ser morto por um touro selvagem. Aos nove anos
ingressou no colégio da congregação dos Irmãos da Escola Cristãs de la Sale,
que chegara recentemente ao Equador. Quatro anos mais tarde, se juntou aos
irmãos iniciando seu noviciado, com a benção dos seus pais, que de imediato
fizeram oposição. Tornou-se um sacerdote educador famoso, dotado de notável
inteligência. Aos dezessete anos publicou seu primeiro livro pedagógico, que
acabou sendo adotado pelo governo. Esta função considerada a mais nobre e
rendosa missão para a Igreja e para a pátria, ele exerceu durante trinta e dois
anos, na cidade de Quito. Padre Miguel se firmou no meio intelectual como
filósofo, pedagogo, teólogo e escritor de vários livros de gramática, manuais
de geografia, história, religião e literatura. Foi eleito em 1892, membro da
Academia Equatoriana da Língua, em seguida foi agraciado também pelas Academias
da Espanha, França e Venezuela, chegando a trabalhar em Paris, Bélgica e
Espanha. Entre 1901 e 1904 foi diretor dos noviços de sua congregação, quando
foi transferido para a Europa, onde trabalhou como tradutor para os Lassaristas
em Paris e Bélgica. A partir de 1908, já com a saúde fragilizada por uma
persistente pneumonia, foi enviado para uma escola perto de Barcelona, na
Espanha. Continuou trabalhando, mas lentamente e cada vez mais debilitado
acabou falecendo no dia 9 de fevereiro de 1910, na cidade Superior Del Estragar
onde foi sepultado. A fama de eminente santidade o acompanhou durante toda a
vida e perdurou depois da sua morte. Vinte anos depois, durante a Revolução
Espanhola, seus restos mortais foram transladados para o Equador, onde seu
corpo incorrupto foi recebido com honras de herói nacional . Amado pelo povo,
como tal, mas principalmente como modelo de religioso a ser seguido, foi enterrado
em Quito, cidade em que passou maior parte de sua vida. O seu culto se espalhou
rapidamente e seu túmulo se tornou meta de peregrinação. Ele foi beatificado em
1977 e, mais tarde, canonizado pelo papa João Paulo II em 1984. O padre Miguel
Febres Cordero Munhoz se tornou o primeiro Santo equatoriano.
Ana Catarina Emmerich
Ana Catarina Emmerich nasceu em 08 de setembro de 1774, na
aldeia de Flamske, perto de Coesfeld, atual Alemanha. Os pais, Bernardo
Emmerich e Ana Hillers, camponeses pobres e piedosos cristãos, a batizaram no
mesmo dia, como os outros nove filhos. Desde a infância Ana ajudava nos
afazeres domésticos e do campo. Freqüentou pouco a escola, mas se notava seus
bons conhecimentos da religião e que Deus lhe dera dons especiais. Até os quinze
anos de idade, trabalhou como pastora, na casa de um parente. Nesse período
ouviu o chamado de Deus para a vida consagrada, mas encontrou a oposição do
pai. Então aprendeu a costurar e foi trabalhar em Coesfeld, para concluir sua
formação. Freqüentava a igreja, participava da Missa e, mesmo sozinha, fazia a
oração da Via Sacra. No tempo livre procurava um convento que a aceitasse.
Apesar das várias tentativas, Ana Catarina não conseguiu ingressar em nenhum.
Alegavam a pouca escolaridade e não saber ao menos tocar órgão. Por isso,
abandonou a costura e foi morar com a família do piedoso organista Soentgen.
Entretanto, em 1802, o organista conseguiu seu ingresso junto com o de sua
filha Clara Soentgen, no Convento das Agostinianas, em Duelmen. Por causa de sua
origem humilde, no início Ana Catarina foi pouco considerada pelas co-irmãs. No
ano seguinte ingessou na ordem, sendo agraciada com uma visão. Dedicou com
fervor à observância das regras da ordem e assumiu os afazeres mais pesados do
Convento. Esse período foi uma verdadeira escola da Cruz, porque ninguém lhe
compreendia o estado d'alma, duvidando de suas visões contemplativas. À tudo
isso se somou o sofrimento de várias e sucessivas enfermidades, que a deixou
acamada em sua cela de 1806 a 1811. Nesse ano, o Convento das Agostinianas de
Duelmen, como todos os demais foi suspenso pelas leis francesas de Napoleão
Bonaparte. As religiosas se dispersaram, mas Ana Catarina, pobre e doente,
permaneceu ali mais algum tempo. Em 1812 foi trabalhar como criada do sacerdote
João Marinho Lambert, um refugiado da diocese de Amiens, naquela cidade. Mas
logo voltou a ficar doente sem poder se levantar do leito. Com autorização do
padre Lambert, Ana Catarina trouxe sua irmã mais nova, Gertrudes, a qual sob
sua direção passou a cuidar da casa. A partir de 1813, Ana Catarina recebeu os
estigmas de Cristo, cujas dores já vinha sofrendo a muito mais tempo. O fato de
ter as chagas não podia ficar escondido. O vigário mandou chamar um jovem
médico, chamado Dr. Francisco Wesener, que de tão impressionado se dedicou ao
seu tratamento, nos próximos onze anos, registrando num diário tudo o que
presenciou daquela excepcional mística cristã. Anna Catarina distinguia com
facilidade os objetos sagrados de profanos. Reconhecia e determinava com
exatidão as relíquias dos Santos, tocando-as e, assim, via a vida, as obras e
os sofrimentos de cada um deles. Ela viu no êxtase toda a vida e Paixão de
Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe. Assim como, viu os trabalhos dos
Apóstolos, a propagação da Santa Igreja, muitos fatos do Velho Testamento e
também eventos futuros. Muitas personalidades do movimento de renovação da
Igreja, no inicio do século XIX, foram se encontrar com essa mística católica
alemã. O mais significativo foi com o renomado escritor Clemente Brentano, em
1818, que todos os dias durante cinco anos a visitou, para anotar as suas
visões que mais tarde publicou. No final de dezembro de 1823, Ana Catarina
ficou cada vez mais débil. Como fez em todos esses anos passados, ela uniu seu
sofrimento ao sofrimento de Jesus e ofereceu para redenção das pessoas. Morreu,
no dia 09 de fevereiro de 1824 e foi sepultada no cemitério de Duelmen, num
funeral que contou com a presença de muitas autoridades. O Papa João Paulo II,
no ano 2004, declarou Bem-aventurada, a mística agostiniana Ana Catarina
Emmerick.
Oração do dia 09/02/2013
Senhor, compreendo o entusiasmo dos apóstolos, porque também
eu já experimentei como é bom ser bem acolhido quando falamos de vós. Essa
alegria faz esquecer as rejeições. Hoje, porém, quero pedir que me ensineis que
é muito importante estar mais tempo a sós convosco, para me reabastecer. Por
isso, libertai-me do medo do silêncio e das paradas para pensar e rezar. Amém!
Deus nos fala dia 09/02/2013
Precisamos confiar em nós, mas com humildade, pois
ela nos dá a força de que precisamos para cumprir a vontade de Deus. Assim
seremos humanos e divinos, usando de compaixão e de misericórdia para com os
irmãos, como fez Jesus!
Leitura do dia 09/02/2013
Hebreus 13,15-17.20-21
Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos, 15por
meio de Jesus, ofereçamos a Deus um perene sacrifício de louvor; isto é, o
fruto dos lábios que celebram o seu nome. 16Não vos esqueçais das boas
ações e da comunhão, pois estes são os sacrifícios que agradam a Deus. 17Obedecei
aos vossos líderes e segui suas orientações, porque eles cuidam de vós como
quem há de prestar contas. Que possam fazê-lo com alegria, e não com queixas,
que não seriam coisa boa para vós. 20O Deus da paz, que fez subir dentre
os mortos aquele que se tornou, pelo sangue de uma aliança eterna, o grande
pastor das ovelhas, nosso Senhor Jesus, 21vos torne aptos a todo
bem, para fazerdes a sua vontade; que ele realize em nós o que lhe é agradável,
por Jesus Cristo, ao qual seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém!
Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 09/02/2013
Marcos
6,30-34
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos: Naquele tempo, 30os apóstolos reuniram-se com Jesus e
contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31Ele
lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia,
de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32Então foram sozinhos, de barco, para
um lugar deserto e afastado. 33Muitos
os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades,
correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34Ao
desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como
ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. Palavra da
Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Santo do dia 08/02/2013: Santo Jerônimo Emiliano e Santa Josefina Bakhita
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Santo Jerônimo Emiliano
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Santa Josefina Bakhita
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Jerônimo Emiliani, de nobre família, nasceu em Veneza,
Itália, em 1486. Sua juventude foi bastante tumultuada, com comportamentos
mundanos e desregrados. Desde os quinze anos serviu como soldado e durante
muito tempo foi mantido como prisioneiro pelo exército imperial de Treviso.
Neste período, ele foi envolvido numa forte experiência de conversão.
Atormentado pela memória de seus pecados, reconheceu em Cristo Crucificado o
amor misericordioso do Pai. Quando saiu em liberdade, se desfez de toda a
fortuna e se consagrou a uma missão muito especial, baseada na revelação da
paternidade divina: compartilhar e viver em comunidade com os órfãos, os pobres
e os doentes. Assim, em 1531 fundou um instituto de religiosos na cidade de
Somasca, Itália. Logo foram chamados de "padres Somascos". Jerônimo
Emiliani permaneceu leigo e dedicou sua existência a Deus e à caridade. Seus
trabalhos solidários se estendiam aos doentes e miseráveis como também as
crianças órfãs e às prostitutas. A motivação da sua vida espiritual foi o
desejo de devolver a Igreja ao estado de santidade das primeiras comunidades
cristãs. Este mesmo ideal determinou o modo de organizar a vida das casas que acolhiam
os órfãos. O grupo religioso se destacou por proporcionar educação gratuita aos
menores abandonados e órfãos. Dos muitos colaboradores que se aproximaram dele,
alguns tomaram a decisão de seguir o seu estilo de vida. Assim nascia a
Companhia dos Servos dos Pobres. Prestes a morrer, Jerônimo Emiliani transmitiu
a seus discípulos um testamento que sintetizava sua experiência espiritual e
representava, ao mesmo tempo, um itinerário de vida cristã: "Segui o
caminho do Crucificado, desprezai a iniqüidade, amai-vos uns aos outros e servi
aos pobres". Jerônimo Emiliani faleceu na cidade de Somasca, Itália, no
dia 8 de fevereiro de 1537, vitimado pela peste que contraiu servindo aos
doentes durante uma epidemia que se alastrou na cidade. Apesar disso cuidou dos
enfermos até os últimos momentos de sua vida. O papa Santo Pio V, em 1568
oficializou a Ordem dos Religiosos de Somasca. Jerônimo Emiliani foi canonizado
em 1767 e o dia 8 de Fevereiro escolhido para a sua homenagem. Em 1928, o Papa
Pio XI o declarou Padroeiro dos órfãos e das crianças abandonadas.
Santa Josefina Bakhita
Bakhita nasceu no Sudão, África, em 1869. Este nome, que
significa "afortunada", não recebeu de seus pais ao nascer, lhe foi
imposto por seus raptores. Esta flor africana conheceu as humilhações, os
sofrimentos físicos e morais da escravidão, sendo vendida e comprada várias
vezes. A terrível experiência e o susto, provado naquele dia, causaram
profundos danos em sua memória, inclusive o esquecimento do próprio nome.
Na capital do Sudão, Bakhita foi finalmente comprada por um
cônsul italiano, que depois a levou consigo para a Itália. Durante a viagem,
ele a entregou para viver com a família de um amigo, que residia em Veneza, e
cuja esposa, havia se afeiçoado à ela.Depois, com o nascimento da filha do
casal, Bakhita se tornou sua babá e amiga. Os negócios desta família, na
África, exigiam que retornassem. Mas, aconselhado pelo administrador, o casal
confiou as duas, às irmãs da congregação de Santa Madalena de Canossa, em
Schio, também em Veneza. Alí, Bakhita, conheceu o Evangelho. Era 1890 e ela
tinha vinte e um anos quando foi batizada recebendo o nome de Josefina. Após
algum tempo, quando vieram buscá-las, Bakhita ficou. Queria se tornar uma irmã
canossiana, para servir a Deus que lhe havia dado tantas provas do seu amor.
Depois de sentir muita clareza do chamado para a vida religiosa, em 1896,
Josefina Bakhita se consagrou para sempre a Deus, que ela chamava com carinho
"o meu Patrão!". Por mais de cinqüenta anos, esta humilde Filha da
Caridade, se dedicou às diversas ocupações na congregação, sendo chamada por
todos de "Irmã Morena". Ela foi cozinheira, responsável do
guarda-roupa, bordadeira, sacristã e porteira. As irmãs a estimavam pela
generosidade, bondade e pelo seu profundo desejo de tornar Jesus conhecido.
"Sejam boas, amem a Deus, rezem por aqueles que não O conhecem. Se
soubésseis que grande graça é conhecer a Deus!". A sua humildade, a sua
simplicidade e o seu constante sorriso, conquistaram o coração de toda população.
Com a idade, chegou a doença longa e dolorosa. Ela continuou a oferecer o seu
testemunho de fé, expressando com estas simples palavras, escondidas detrás de
um sorriso, a odisséia da sua vida: "Vou devagar, passo a passo, porque
levo duas grandes malas: numa vão os meus pecados, e na outra, muito mais
pesada, os méritos infinitos de Jesus. Quando chegar ao céu abrirei as malas e
direi a Deus: Pai eterno, agora podes julgar. E a São Pedro: fecha a porta,
porque fico". Na agonia reviveu os terríveis anos de escravidão e foi a
Santa Virgem que a libertou dos sofrimentos. As suas últimas palavras foram:
"Nossa Senhora!". Irmã Josefina Bakhita faleceu no dia 8 de fevereiro
de 1947, na congregação em Schio, Itália. Muitos foram os milagres alcançados
por sua intercessão. Em 1992, foi beatificada pelo Papa João Paulo II e elevada
à honra dos altares em 2000, pelo mesmo Sumo Pontífice. O dia para o culto de
"Santa Irmã Morena" foi determinado o mesmo de sua morte.
Oração do dia 08/02/2013
Senhor, creio no vosso amor imenso, creio que quereis a
salvação de todos, também, ou quase principalmente, dos mais desgarrados. Isso
me enche de esperança. Confio que tudo fareis para me salvar, apesar de toda a
minha miséria. Ajudai-me sempre, para que não perca as oportunidades de
salvação que me ofereceis. Preciso de vós, Senhor, não me abandoneis jamais.
Amém!
Deus nos fala dia 08/02/2013
O que deve inspirar nossa conduta é a verdade de
Cristo e os valores do Reino. Os prepotentes deste mundo ridicularizam a
prática do bem, da justiça e da solidariedade. Mas é a fidelidade ao Reino que
sairá vitoriosa, como a de Cristo!
Leitura do dia 08/02/2013
Hebreus 13,1-8
Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos, 1perseverai
no amor fraterno. 2Não esqueçais a hospitalidade; pois, graças a ela,
alguns hospedaram anjos, sem o perceber. 3Lembrai-vos dos
prisioneiros, como se estivésseis presos com eles, e dos que são maltratados,
pois também vós tendes um corpo! 4O matrimônio seja honrado por todos e
o leito conjugal, sem mancha; porque Deus julgará os imorais e adúlteros. 5Que o
amor ao dinheiro não inspire a vossa conduta. Contentai-vos com o que tendes,
porque ele próprio disse: “Eu nunca te deixarei, jamais te abandonarei”. 6De modo
que podemos dizer, com ousadia: “O Senhor é meu auxílio, jamais temerei; que
poderá fazer-me o homem?” 7Lembrai-vos de vossos dirigentes, que vos
pregaram a palavra de Deus, e considerando o fim de sua vida, imitai-lhes a fé.
8Jesus
Cristo é o mesmo, ontem e hoje e por toda a eternidade. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 08/02/2013
Marcos
6,14-29
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos: Naquele tempo, 14o rei Herodes ouviu falar de Jesus,
cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista
ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”. 15Outros diziam: “É Elias”. Outros
ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”. 16Ouvindo
isto, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas
ele ressuscitou!” 17Herodes
tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por
causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18João dizia a Herodes: “Não te é
permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por
isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20Com
efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por
isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o
escutava. 21Finalmente, chegou o dia oportuno.
Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da
corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22A
filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados.
Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu te darei”. 23E lhe jurou dizendo: “Eu te darei
qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24Ela saiu e perguntou à mãe: “Que vou
pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E,
voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato,
a cabeça de João Batista”. 26O rei
ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante
dos convidados. 27Imediatamente,
o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu,
degolou-o na prisão, 28trouxe
a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de
João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Santo do dia 07/02/2013: Santo Ricardo, Pio IX e Eugênia Smet
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Santo Ricardo
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Pio IX |
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Eugênia Smet |
No século V, a rainha da Inglaterra meridional era Sexburga,
que mais tarde se tornou abadessa e uma santa da Igreja Católica. Ela teve três
filhos e duas filhas, estas, a seu exemplo, fundaram mosteiros dedicando-se aos
pobres e a Cristo. Também o caçula Winfrido, ou Bonifácio, deixou a vida da
corte para ser monge beneditino, hoje venerado como o grande "Apóstolo da
Alemanha". O primogênito Egberto I, assumiu o trono em 664, mas onze anos
depois morreu, deixando o sucessor ainda muito pequeno. Foi assim que, o filho
do meio, Hlother ou Ricardo I, se tornou rei da Inglaterra e guardião da coroa
do sobrinho. Em 685, empossou o jovem rei Eadric I, que era o legítimo herdeiro
da casa real dos Kents. Ricardo deixou o palácio com os filhos Vilibaldo,
Vunibaldo e Valburga, indo morar no mosteiro de Waltham, onde viveram sob as
regras dos beneditinos. A partir daí os dados de suas vidas são descritos pelos
registros da Santa Sé. No ano de 720,conforme uma narração de um monge alemão,
Ricardo e os dois filhos, então já monges, saíram da Inglaterra meridional,
para empreenderem uma peregrinação de penitencia e devoção. A filha Valburga
ficou no mosteiro, onde seguia a vida de religiosa. A meta, como sempre, era
Roma, onde pretendiam venerar as relíquias dos apóstolos Pedro e Paulo. De lá
queriam ir até a Terra Santa. Atravessaram toda a França, mas quando chegaram
na cidade de Luca, a viagem teve de ser interrompida porque Ricardo ficou doente
e acabou falecendo. Foi sepultado na igreja de são Frediano em 722. Os milagres
foram acontecendo em seu túmulo e o local se tornou uma rota de devoção para os
cristãos, que o chamavam de "rei, santo". Só Vilibaldo pôde completar
o programa, porque Vunibaldo ficou estudando em Roma até 739. Depois os dois
foram recrutados pelo tio Bonifácio, que acabara de ser elevado à condição de
bispo, para a missão evangelizadora dos povos germânicos. Por fim, à eles se
juntou a irmã Valburga, também a pedido do tio. Sobre Ricardo, lemos no
Martirológio Romano: "Em Luca, na Toscana, a deposição de são Ricardo, rei
da Inglaterra e pai de são Vilibaldo, bispo de Eichstat , de são Vunibaldo
abade de Heidenheim e da santa Valburga, abadessa virgem." Seu culto se propagou
graças as colaborações eficazes na obra de evangelização dos seus filhos e do
irmão. Em Luca, uma das mais belas cidades medievais de Florença, ele costuma
ser festejado com grande veneração pela legião de devotos que procuraram por
sua intercessão e foram atendidos por este "santo, rei dos ingleses".
Pio IX
O Papa Pio IX nasceu na Itália aos 13 de maio de 1792. Seus
pais pertenciam à nobreza local e o batizaram com o nome de Giovanni (João)
Maria Mastai Ferretti. Em 1809, transferiu-se para Roma a fim de continuar os
estudos, sem ter se definido pelo sacerdócio. Sua saúde era muito débil, tanto
que, devido a uma enfermidade, teve de abandonar os estudos em 1812, sendo
também dispensado do serviço militar obrigatório. O jovem Mastai teve um encontro com São Vicente Pallotti em
1815, que lhe profetizou o pontificado. Nessa época, João fazia parte da Guarda
nobre pontifícia, mas teve que deixá-la por motivo de saúde. A partir daí, a
Virgem de Loreto o curou, gradual e definitivamente, da enfermidade. Mastai resolveu
optar pelo estudo eclesiástico em 1816, sendo ordenado sacerdote em 1819.
Celebrou sua primeira Missa na igreja de Santa Ana dos Carpinteiros, do
Instituto Tata Giovanni, para o qual fora nomeado reitor, permanecendo na
função até 1823. Acompanhou o núncio apostólico ao Chile, onde ficou por dois
anos. Aos trinta e seis anos de idade, o sacerdote Giovanni Maria Mastai foi
nomeado Bispo e destinado à arquidiocese da cidade de Espoleto, Itália. Durante
os anos 1831 e 1832, ocorreram revoluções nas cidades de Espoleto e Ìmola. O
então bispo Mastai não quis derramamento de sangue e reparou, os destruidores
efeitos da violência, com a paz, concedendo o perdão para todos os envolvidos.
Foi nomeado Cardeal em 1840. Na tarde do dia 16 de junho de 1946, o cardeal
Mastai, que fugia de todas as honrarias, foi eleito Papa escolhendo o nome Pio
IX. Começou seu governo com um ato de generosidade: concedeu uma anistia para
delitos políticos e, já em 1847, promulgou um decreto de ampla e surpreendente
liberdade de imprensa. Entre as realizações do seu pontificado, podemos
destacar o restabelecimento da hierarquia católica na Inglaterra, Holanda e
Escócia; a condenação das doutrinas galicanas; a definição solene, a 08 de
dezembro de 1854, do dogma da Imaculada Conceição; o envio de missionários ao
Pólo Norte, Índia, Birmânia, China e Japão; a criação de um Dicastério para as
questões relativas aos orientais; a promulgação do "Syllabus
errorum", no qual condenou os erros do Modernismo; a celebração, com
particular solenidade, do 18º centenário do martírio dos Apóstolos Pedro e
Paulo; a celebração do Concílio Ecumênico Vaticano I , ápice do seu
pontificado, iniciado em 1869 e concluído em 1870. Com a queda de Roma, em 20
de setembro de 1870, e o fim do poder temporal, Pio IX encerrou-se no Vaticano,
por se considerar prisioneiro. No dia 07 de fevereiro de 1878, com a sua
piedosa morte, chegou ao fim o pontificado mais longo, e um dos mais difíceis
da História da Igreja. Pio IX foi um grande Papa, certamente um dos maiores, cumpriu
sua missão de "Vigário de Cristo", responsável dos direitos de Deus e
da Igreja, foi sempre claro e direto: soube unir firmeza e compreensão,
fidelidade e abertura. Com a comprovação de inúmeras graças por intercessão do
Papa Pio IX, Giovanni Maria Mastai Ferretti, foi beatificado no ano 2000 pelo
Papa João Paulo II, em Roma.
Eugênia Smet
Eugênia Maria Josefina Smet, nasceu na cidade de Loos Lez
Lille, na França, no dia 25 de março de 1825. Sua infância foi tranqüila, no
seio de uma família burguesa de origem flamenga, recebendo uma educação com
sérios princípios morais e cristãos. Aos dezessete anos, terminou os estudos e
queria seguir a vida religiosa como as irmãs do colégio do Sagrado Coração,
onde ficou interna por dez anos. Mas, regressou para a família. Pela inclinação
religiosa e com sua sólida formação, caracterizada pela total confiança na
Providência Divina, pelo amor dedicado as almas benditas do Purgatório, ela
ingressou no apostolado leigo da paróquia. Primeiro comunicou ao seu confessor
que havia feito o voto privado de castidade e depois começou a trabalhar nas
obras de caridade. Nestas obras, ninguém da paróquia, tinha tanta dedicação
quanto Eugênia. Distribuía diariamente alimentos aos carentes e para os
enfermos. Sua participação ativa e objetiva aumentava cada vez mais os
donativos para as obras Missionárias, deixando os padres admirados com seu
senso de organização e carisma. "É necessário ajudar bem a
Providência", dizia ela, justificando os crescentes donativos e pacotes de
alimentos que conseguia. Eugenia, aos vinte e oito anos resolveu criar uma
associação leiga de fiéis para interceder com orações, pelas almas do
Purgatório. Apesar das adesões, tantas foram as dificuldades que decidiu fundar
uma congregação de religiosa. Durante três anos, Eugênia pediu conselhos a
muitas pessoas influentes da Igreja, inclusive ao papa Pio IX e ao padre Cura
d'Arns, que a apoiaram. Mais tarde ambos foram canonizados. Em 1856, Eugênia
foi para Paris, onde com a orientação espiritual de um padre jesuíta e com mais
cinco religiosas, iniciou a congregação das madres Auxiliadoras das Almas do
Purgatório. Mas, como ela conheceu o duríssimo "purgatório" que
muitos passavam ainda em vida, concluiu que deveriam interceder nas duas
frentes: as almas receberiam as orações e os vivos carentes, alimentação,
alfabetização e tratamento quando enfermos. Assim, sempre confiante na
Providência, seguiu avante serena e decidida. Em 1859, o padre jesuíta elaborou
o Regulamento da congregação, submetido às Regras da Companhia de Jesus, que
foi aceito e adotado. No mesmo ano, as religiosas fizeram o juramento de
cumprir as Regras. A fundadora recebeu o nome de madre Maria da Providência.
Depois ela fundou novas casas na França e enviou religiosas para a China. Madre
Maria da Providência, faleceu em paz no dia 7 de fevereiro de 1871 consumida
por um câncer. Após a morte seu rosto, crispado pelas dores, voltou a ficar
sereno e tranqüilo. O papa Pio XII declarou Eugênia Smet, madre Maria da
Providência, Beata, em 1957, com sua celebração litúrgica no dia 7 de fevereiro.
Oração do dia 07/02/2013
Senhor, vós confiastes aos apóstolos uma tarefa especial, mas
a cada um de nós confiais também uma tarefa pessoal. Sou responsável pela
salvação de meus irmãos, não posso falhar em minha missão. Dai-me a coragem
necessária, o desprendimento e o amor que me levem a superar os obstáculos.
Ajudai-me a continuar anunciando, mesmo se parecer que ninguém quer ouvir. Amém!
Deus nos fala dia 07/02/2013
É preciso viver em comunhão, alegrar-nos e festejar
nosso encontro de irmãos, em comunhão com os anjos e os santos. O envio dos
apóstolos por Jesus é para que o Evangelho anunciado nos faça viver em comunhão
de vida e nos tornemos verdadeiramente livres. Acolhamos o que diz o Senhor!
Leitura do dia 07/02/2013
Hebreus 12,18-19.21-24
Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos, 18vós não
vos aproximastes de uma realidade palpável: “fogo ardente e escuridão, trevas
e tempestade, 19som da trombeta e voz poderosa”, que os ouvintes
suplicaram não continuasse. 21Eles ficaram tão espantados com esse
espetáculo, que Moisés disse: “Estou apavorado e com medo”. 22Mas vós
vos aproximastes do monte Sião e da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste;
da reunião festiva de milhões de anjos; 23da assembleia dos
primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus; de Deus, o juiz de todos;
dos espíritos dos justos, que chegaram à perfeição; 24de
Jesus, mediador da nova aliança, e da aspersão do sangue mais eloquente que o
de Abel. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Santo do dia 06/02/2013: Santo Paulo Miki e companheiros, Santo Gastão, Santa Dorotéia, Afonso Maria Fusco e Francisco Spinelli
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Santo Paulo Miki e Comp.
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Santo Gastão |
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Santo Gastão |
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Afonso Maria Fusco |
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Francisco Spinelli
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Santo Paulo Miki e companheiros
Foi através do trabalho evangelizador de São Francisco
Xavier, que o Japão tomou conhecimento do cristianismo, entre 1549 e 1551. A
semente frutificou e, apenas algumas décadas depois, já havia pelo menos
trezentos mil cristãos no Império do sol nascente. Mas se a catequese obteve
êxito não foi somente pelo árduo, sério e respeitoso trabalho dos jesuítas em
solo japonês. Foi também graças à coragem dos catequistas locais, como Paulo
Miki e seus jovens companheiros. Miki nasceu em 1564, era filho de pais ricos e
foi educado no colégio jesuíta em Anziquiama, no Japão. A convivência do
colégio logo despertou em Paulo o desejo de se juntar à Companhia de Jesus e
assim o fez, tornando-se um eloqüente pregador. Ele porém, não pôde ser
ordenado sacerdote no tempo correto porque não havia um bispo na região de
Fusai. Mas isso não impediu que Paulo Miki continuasse sua pregação.
Posteriormente tornou-se o primeiro sacerdote jesuíta em sua pátria,
conquistando inúmeras conversões com humildade e paciência. Paciência, essa que
não era virtude do imperador Toyotomi Hideyoshi. Ele era simpatizante do
catolicismo mas, de uma hora para outra, se tornou seu feroz opositor. Por
causa da conquista da Coréia, o Japão rompeu com a Espanha em particular e com
o Ocidente em geral, motivando uma perseguição contra todos os cristãos.
Inclusive alguns missionários franciscanos espanhóis que tinham chegado ao
Japão através das Filipinas e sido bem recebidos pelo Imperador. Os católicos
foram expulsos do país, mas muitos resistiram e ficaram. Só que a repressão não
demorou. Primeiro foram presos seis franciscanos, logo depois Paulo Miki com
outros dois jesuítas e dezessete leigos terciários. Os vinte e seis cristãos
sofreram terríveis humilhações e torturas públicas. Levados em cortejo de Meaco
a Nagasaki foram alvo de violência e zombaria pelas ruas e estradas, enquanto
seguiam para o local onde seria executada a pena de morte por crucificação.
Alguns dos companheiros de Paulo Miki eram muito jovens, adolescentes ainda,
mas enfrentaram a pena de morte com a mesma coragem do líder. Tomás Cozaki
tinha, por exemplo, catorze anos; Antônio, treze anos e Luis Ibaraki tinha só
onze anos de idade. A elevação sobre a qual os vinte e seis heróis de Jesus
Cristo receberam o martírio pela crucificação em fevereiro de 1597 ficou
conhecida como Monte dos Mártires. Paulo Miki e seus companheiros foram
canonizados pelo Papa Pio IX, em 1862. Os crentes se dispersaram para escapar
dos massacres e um bom número deles se estabeleceu ao longo do rio Urakami, nas
proximidades de Nagasaki. Lá eles continuaram a viver sua fé, apesar da
ausência de padres. A partir do momento em que o Japão se abriu novamente aos
europeus, os missionários voltaram e as igrejas voltaram a ser construídas,
inclusive em Nagasaki, a poucos quilômetros da comunidade cristã clandestina.
Ela havia perdido todo contato com a Igreja Católica, mas guardava
preciosamente três critérios de reconhecimento recebidos dos ancestrais:
"Quando a Igreja voltar ao Japão, vocês a reconhecerão por três sinais: os
padres não são casados, haverá uma imagem de Maria e esta Igreja obedecerá ao
papa-sama, isto é, ao Bispo de Roma". E foi assim que aconteceu dois
séculos e meio depois, quando os cristãos do Império do sol nascente puderam se
reencontrar com sua Santa Mãe, a Igreja.
Santo Gastão
Gastão, ou Vedastus, como se diz em latim, pertencia à uma
família de nobres e era nascido em Limoges, na antiga Gália, atual França.
Segundo consta dos registros antigos, ele preferia viver solitário na região de
Lorena, onde se dedicava à penitencia, à oração e à contemplação, até que seu
amigo e diretor espiritual o bispo Remígio, de Toul, o ordenou sacerdote e o
colocou no trabalho de catequização na diocese local. Mas essa aproximação
entre os dois só ocorreu porque Gastão fora recomendado ao bispo, pelo próprio
rei Clóvis, que ficara impressionado com sua vida no caminho da santidade e com
seus dons da palavra, do conselho e da cura, que havia adquirido. O rei Clóvis
era casado com a rainha Clotilde, mas eram pagãos. Depois ambos foram
catequizados e batizados, o que aconteceu graças a Gastão e ao bispo Remígio, que
se tornaram conselheiros dos soberanos. Com isso ambos foram também os
precursores da conversão do povo francês. Gastão, mais tarde foi sagrado bispo
de Arras, ficando encarregado da instrução dos fiéis e da assistência aos
pobres, quando então se tornou muito popular. Diz a tradição que tinha não só o
dom da palavra, para evangelizar e catequizar, mas também o dom da cura, que
teriam sido presenciadas pelos fiéis e peregrinos, e do conselho, que empregava
aos que o procuravam desorientados. Seu bispado durou quarenta anos e, quanto à
sua morte, foi logo conhecida por toda a população, pois no exato instante em
que faleceu uma estranha luz cobriu sua casa. Suas relíquias foram conservadas
apesar das invasões dos bárbaros normandos e dos saques resultantes da
Revolução Francesa. Hoje são veneradas na capela da Catedral de Arras, no dia 6
de fevereiro, que corresponde ao de sua morte, no ano 540.
Santa Dorotéia
Dorotéia nasceu e viveu no século IV, na Cesaréia da
Capadócia. Era uma jovem cheia de virtudes, verdadeira apóstola de Cristo,
quando o imperador de Roma expediu o decreto para exterminar de vez a religião
cristã. Mesmo sendo muito rica, a jovem virgem vivia em jejum e oração, quase
sem aparecer em público. Era muito estimada pelos cristãos por sua piedade, sua
educação esmerada e, principalmente, por lhes dar ânimo e forças para combater
seus perseguidores. O mais cruel de todos eles, sem dúvida, era o governador
Saprício, que tomando conhecimento da sua fama mandou chamá-la para na sua
presença renegasse a fé em Cristo e apresentasse oferenda aos deuses. Mas
Dorotéia não cedeu. Assim, ele a entregou para duas sacerdotisas pagãs,
chamadas: Cristie e Calista para que elas fizessem Dorotéia abandonar sua fé.
Além de não conseguirem o proposto, as duas se converteram e, por isto, foram
mortas. Mesmo após este acontecimento, Dorotéia não renegou Cristo. Depois de
muito suplício, o governador finalmente sentenciou Dorotéia à morte por
decapitação. Ao sair do julgamento, ela encontrou com Teófilo, um advogado, que
em tom de deboche lhe disse: "Esposa de Cristo, envia-me do jardim do seu
Esposo frutos ou rosas". Dorotéia aceitou o desafio prometendo que sim.
Estava rezando antes da sua execução, quando um menino apareceu com três rosas
e três frutos, que ela pediu para serem entregues ao advogado Teófilo. No exato
momento de sua decapitação o menino faz a entrega à ele, que fica muito
perturbado pois no mês de fevereiro não era época das flores, muito menos de
rosas tão belas e frescas como aquelas. Teófilo imediatamente foi tocado pela
Graça a Deus e passou a afirmar aos amigos que o Deus dos cristãos era de fato
O verdadeiro. No início todos pensaram que se tratava de mais uma ironia de
Teófilo, mas devido à sua insistência, foi denunciado. Saprício então o convocou
para julgamento cobrando sua coerência com as convicções antigas, mas Teófilo
afirmou que havia se convertido à fé em Cristo e que não a renegaria jamais.
Foi torturado e decapitado, também. O culto de Santa Dorotéia foi muito
difundido durante a Idade Média, sendo invocada como um dos "Santos
Auxiliadores". Inúmeros artistas inspiraram-se na conversão de Teófilo,
retratando em quadros o milagre de Santa Dorotéia, chamada até hoje de a
"Santa das flores" e festejada no dia 06 de fevereiro.
Afonso Maria Fusco
Alfonso Maria Fusco nasceu no dia 23 de março de 1839, na
cidade italiana de Angri, em Salerno. A família era de origem camponesa e com
profundas raízes cristãs. Ainda pequeno, revelou seu caráter manso, humilde,
sensível à oração e aos pobres. Aos onze ingressou no Semimário de Nocera, onde
foi ordenado sacerdote treze anos depois. O povo era cativado pela sua
evangelização cuja pregação era profunda, simples e eficaz. A vida cotidiana de
padre Alfonso era de um sacerdote zeloso, que guardava no coração o desejo de
cumprir a missão que Jesus lhe havia pedido em sonho, pouco antes de concluir o
seminário: fundar uma Congregação de Irmãs e um Orfanato. Em 1878, foi
procurado por Madalena Caputo, mais tarde Irmã Crucifixa, que desejava se
consagrar a Deus na vida religiosa. Dias depois outras três jovens lhe pediram
a mesma orientação. Por isto, aproveitando os anseios destas jovens, padre
Alfonso acelerou a fundação da Congregação das Irmãs Batistinas do Nazareno,
destinada à formação de religiosas dedicadas a uma vida de pobreza, de união
com Deus, de caridade empenhada no cuidado e na instrução das órfãs pobres.
Assim, a Obra estava fundada. A casa para as órfãs recebeu o nome de Pequena
Casa da Providência. Começaram a chegar outras postulantes e as primeiras
órfãs, e com elas, também as dificuldades, as lutas, as oposições e as duras
provas. padre Alfonso aceitou tudo, com total confiança e disponibilidade à
vontade de Deus. Até mesmo, quando o bispo pediu sua demissão da função de
diretor da Obra, motivado por acusações infundadas; e por fim quando as Irmãs
da Casa em Roma, tiveram a idéia de uma separação. Estes foram para ele
momentos de grandes sofrimentos, que o faziam rezar com o coração angustiado.
Dirigia o Instituto com grande sabedoria e prudência e, como pai amoroso,
observava as Irmãs e as órfãs. Numa época em que a instrução era privilégio de
poucos, proibida aos pobres e às mulheres, padre Alfonso não poupava
sacrifícios para dar às crianças uma vida serena, o estudo e uma pequena profissão,
para formar cidadãos honestos e cristãos convictos. Quis que suas Irmãs
estudassem, para estarem habilitadas a ensinar os pobres através da instrução e
da evangelização. A tenacidade da sua vontade, ancorada na Divina Providência,
a colaboração sábia e prudente da Irmã Crucifixa, o estímulo do amor a Deus e
ao próximo, permitiram o rápido desenvolvimento da Obra. O crescente pedido de
assistência e o aumento das órfãs e de crianças abandonadas, impulsionaram a
abertura de novas casas em outras regiões da Itália. Padre Alfonso Maria Fusco
morreu no dia 6 de fevereiro de 1910. A notícia causou forte comoção na
população que, acompanhou os funerais daquele que consideravam o "Santo
dos pobres". O Papa João Paulo II, em 2001, o proclamou beato exaltando
seu exemplo de educador e protetor dos pobres e necessitados, a ser seguido por
todos os sacerdotes. As suas Irmãs, hoje estão espalhadas em quatro Continentes
e o festejam neste dia.
Francisco Spinelli
Francisco nasceu em Milão, aos 14 de abril de 1853, cujos
pais, trabalhadores humildes, eram muito cristãos. Ele cresceu forte, vivaz e
ficava muito alegre ao brincar de teatro de fantoches com as outras crianças.
Nas horas livres acompanhava a mãe nas visitas os pobres e doentes, sentindo-se
feliz por amar e ajudar o próximo, conforme o ensinamento de Jesus. Assim foi
que surgiu sua vocação. Apesar de seu pai desejar que estudasse medicina pode
seguir o chamado de Cristo e se tornou um "médico" de almas. Apoiado
pela família, Francisco foi estudar na cidade de Bergamo, onde concluiu os
estudos e recebeu a ordenação sacerdotal, em 1875. Neste ano do Jubileu, ele
seguiu em peregrinação para Roma e, durante as cerimônias na igreja de Santa
Maria Maior, teve a inspiração para criar uma família de religiosas que adorassem
Jesus Sacramentado. Padre Francisco compreendeu o projeto de sua vida esperando
o momento certo para colocá-lo em execução. Retornando desta viagem, foi
designado para lecionar na creche da paróquia de Bergamo, onde seu tio, padre
Pedro, era o pároco. Desta maneira, desenvolveu seu apostolado entre os pobres,
lecionando também no Seminário e orientando algumas comunidades religiosas
femininas. Em 1882, encontrou uma jovem, Catarina Comensoli, que desejava se
tornar religiosa numa congregação que tivesse por objetivo a Adoração
Eucarística. Padre Francisco pode assim realizar seu sonho. Em dezembro de
1882, as primeiras noviças ingressam numa casa, que depois se tornou o primeiro
convento, em Bergamo. Desta maneira fundou, inicialmente, o Instituto das Irmãs
da Adoração. Sete anos depois eram nove as casas, onde as religiosas acolhiam
pobres, doentes e deficientes mentais. Tudo corria bem até quando, por vários
equívocos, ele foi constrangido a deixar a diocese de Bergamo, em 1889, e se
transferiu para a de Cremona, na aldeia de Rivolta d'Ada, onde suas filhas
tinham aberto uma casa, tendo de deixar a direção do Instituto, também. Por
isto, a fundação se dividiu: irmã Comensoli criou a congregação das Irmãs
Sacramentinas, e padre Francisco, a das Irmãs Adoradoras do Santíssimo
Sacramento. Obtendo a aprovação da Santa Sé, as Adoradoras adquirem vida
própria, com o propósito de adorar dia e noite Jesus na Eucaristia e de servir
os irmãos pobres e doentes mentais, nos quais se "reflete o vulto de Cristo".
Jesus foi a fonte e o modelo da vida sacerdotal do padre Francisco, do qual
extraia força e vigor para servir os semelhantes. Em Rivolta, ele supriu a
comunidade, que tinha necessidade de tudo, como: escolas, creches, assistência
aos enfermos e aos velhos abandonados. Seus preferidos eram os deficientes
mentais, que ele alegrava pessoalmente, encenando espetáculos de fantoche.
Envolto numa imensa fama de santidade, morreu no dia 6 de fevereiro de 1913,
sendo sepultado na Casa Mãe das Adoradoras, em Cremona, Itália. O papa João
Paulo II, declarou Francisco Spinelli, Beato, em 1992, indicando sua festa para
o mesmo dia da sua morte.
Oração do dia 06/02/2013
Senhor Jesus, iluminai meu coração para que, nas coisas do
dia a dia, eu possa perceber vossa bondade e o cuidado que tendes por nós.
Creio no vosso poder divino, que se manifesta no alimento que recebo, ou no
remédio que me alivia. Que eu veja vosso poder salvador nos irmãos que me
ajudam, e que eu saiba ser manifestação de vosso amor para todos que precisam
de mim. Amém!
Deus nos fala dia 06/02/2013
Para quem tem fé, as dificuldades são encaradas
como provas que nos corrigem e nos educam para o bem. A verdade de Cristo pode
ser rejeitada hoje, como a rejeitou o povo de Nazaré, pois quem gosta de coisas
extraordinárias e apoteóticas não entende a simplicidade como a de Jesus. Acolhamos
a Palavra de Deus!
Leitura do dia 06/02/2013
Hebreus 12,4-7.11-15
Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos, 4vós
ainda não resististes até o sangue na vossa luta contra o pecado, 5e já
esquecestes as palavras de encorajamento que vos foram dirigidas como a filhos:
“Meu filho, não desprezes a educação do Senhor, não desanimes quando ele te
repreende; 6pois
o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem aceita como filho”. 7É para a
vossa educação que sofreis, e é como filhos que Deus vos trata. Pois qual é o
filho a quem o pai não corrige? 11No momento mesmo, nenhuma correção
parece alegrar, mas causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de
justiça para aqueles que nela foram exercitados. 12Portanto,
“firmai as mãos cansadas e os joelhos enfraquecidos; 13acertai
os passos dos vossos pés”, para que não se extravie o que é manco, mas antes
seja curado. 14Procurai a paz com todos, e a santificação, sem a qual
ninguém verá o Senhor; 15cuidai para que ninguém abandone a graça
de Deus. Que nenhuma raiz venenosa cresça no meio de vós, tumultuando e
contaminando a Comunidade. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 06/02/2013
Marcos
6,1-6
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos: Naquele tempo, 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus
discípulos o acompanharam. 2Quando
chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam
admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta
sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho
de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram
aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus
lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e
familiares”. 5E ali
não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as
mãos. 6E admirou-se com a falta de
fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando. Palavra da
Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Santo do dia 05/02/2013: Santa Águeda (Ágata), Santa Adelaide de Vilich e Venerável Mestra Tecla Merlo
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Santa Águeda |
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Santa Adelaide de Vilich |
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Venerável Mestra Tecla Merlo
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Santa Águeda (Ágata)
Pouco se sabe sobre a vida de Santa Águeda ou Ágata como
também era chamada. Ela era italiana, nasceu por volta do ano 230 na Catânia,
pertencia à uma família nobre e rica. Muito bela, ainda na infância prometeu se
manter casta para servir a Deus, na pobreza e humildade. Não quebrar essa
promessa lhe custou a vida, porque o governador da Sicília se interessou pela
casta jovem e a pediu em casamento. Águeda, recusou o convite, expondo seus
motivos religiosos. Enraivecido, o político a enviou ao tribunal que a entregou
a uma mulher de má conduta para desviá-la de Deus. Como isso não aconteceu, ela
foi entregue aos carrascos para que fosse morta, por ser cristã. As torturas
narradas pelas quais passou a virgem são de arrepiar e estarrecer. Depois de
esbofeteada e chicoteada, Águeda foi colocada sobre chapas de cobre em brasa e
posteriormente mandada de volta à prisão. Neste retorno, ela teve a graça de
"ver" o Apóstolo São Pedro, o que a revitalizou na fé. Seus carrascos
que esperavam vê-la fraquejar em suas convicções se surpreenderam com sua
firmeza na fé, por isso a submeteram à outras cruéis torturas, desta vez com o
desconjuntamento dos ossos e o dilaceramento dos seios. Foi arrastada por sobre
cacos de vidros e carvões em brasa. Depois de passar por esses tormentos, foi
conduzida ao cárcere e ali morreu, enquanto rezava pedindo à Deus para parar a
erupção do vulcão Etna, que iniciara bem na hora do seu martírio. Assim que ela
expirou o vulcão se aquietou e as lavas cessaram. Até hoje o povo costuma pedir
a sua intercessão para protegê-lo contra a lava do vulcão Etna, sempre que este
começa a ameaça-los. Santa Águeda é invocada contra os perigos do incêndio. O
martírio de Águeda aconteceu durante o império de Décio, no seu terceiro
consulado, no ano de 251. Santa Águeda é uma das santas mais populares da
Itália, e uma das mais conhecidas mártires do cristianismo dos primeiros
séculos. Apenas Roma chegou a ter doze igrejas dedicadas à ela.
Santa Adelaide de Vilich
Adelaide nasceu no ano 960 era filha dos célebres condes de
Geldern, na Alemanha. Seus pais, muito religiosos, tiveram mais duas filhas e
um filho. Uma das suas irmãs entrou para o convento de Santa Maria, em Colônia,
e Adelaide foi para o de Santa Úrsula, também na mesma cidade. Ambas foram
eleitas abadessas por suas respectivas comunidades religiosas. Quando o filho,
único homem morreu, seus pais construíram uma igreja e um convento em Vilich,
do qual Adelaide tornou-se a abadessa. Sua origem nobre e sua conversão
atraíram muitas outras jovens para o convento. Ali se vivia a mesma caridade
que Adelaide praticara em sua casa. Usou sua parte na fortuna da família para
fazer caridade aos pobres e doentes, que recolhia no convento. Quase duas
dezenas de mendigos eram ali socorridas todos os dias, nos horários das
refeições. Mas não recebiam esmola, eram atendidos como convidados pessoais da
abadessa. Quando a fome assolou a cidade de Vilich, seu convento salvou muita
gente da morte. Após o falecimento de sua irmã, Adelaide foi transferida para o
convento que ela dirigia, em Colônia, e lá morreu, na tranqüilidade da
comunidade que tão bem governou, em 05 de fevereiro de 1015. Constatamos nos
registros da Igreja e nas narrativas da tradição que a abadessa Adelaide operou
vários prodígios e graças em vida, como, por exemplo, quando fez um menino
paralítico recuperar a capacidade de andar, com o fervor de suas orações. O seu
nome de origem germânica quando traduzido para o latim se torna Alice. Por isso
ela é invocada como Santa Adelaide de Vilich ou Alice de Vilich, cujo culto de
muita devoção se mantém constante e intenso entre os fiéis no mundo cristão.
Notadamente pelo uso da dupla forma do seu nome ao longo dos séculos, que a
torna protetora das pessoas e lugares, fortalecendo ainda mais a tradição do
seu exemplo de santidade, ainda em vida.
Venerável Mestra Tecla Merlo
Lançamento do Blog Mestra Tecla Merlo
A idéia da mulher como líder na ação da Igreja começou a
tomar vulto e foi se estruturando até chegar a ser uma Congregação religiosa:
Irmãs Paulinas. Desde o início, Tiago Alberione percebeu qua a mulher deveria
estar na linha de frente nesta cruzada pelo Reino de Deus, e esse seu pensamento
logo se transformou em ação. Foi assim que a idéia da mulher como líder na ação
da Igreja começou a tomar vulto e foi se estruturando até chegar a ser uma
congregação religiosa: a Pia Sociedade Filhas de São Paulo, mais conhecida como
Irmãs Paulinas. A Congregação dos Padres Paulinos - primeira congregação
fundada pelo Padre Tiago Alberione - já estava dando os seus primeiros passos.
Agora, era necessário encontrar uma jovem para iniciar o ramo feminino. Deus,
que estava por trás de tudo, não tardou em possibilitar o encontro de Alberione
com a jovem Tecla Merlo. Desde o início, Teresa sentiu a força de Deus e, na
pobreza absoluta, apenas com a bagagem da fé, da confiança e da humildade, ela
começou, orientada por Alberione, a Congregação que veria florescer no mundo
inteiro, a Congregação das Irmãs Paulinas, as mensageiras de Deus, ou
andarilhas de Deus, como o fundador gostava de chamá-las. UM IDEAL: Viver como
São Paulo, o apóstolo das nações: com espírito universal, na caridade que se
faz "tudo para todos". UMA PAIXÃO: Revelar a todos o Senhor Jesus,
Caminho, Verdade e Vida. UMA INTUIÇÃO: Trabalhar na evangelização com os meios
modernos de comunicação: imprensa, cinema, rádio, televisão, discos, cassetes,
vídeo, CR-ROM, internet... UM PROGRAMA DE VIDA: A caridade da verdade. Teresa
Merlo nasceu a 20 de fevereiro de 1894, em Castagnito d'Alba, ao norte da
Itália. Única mulher entre os quatro filhos do casal Heitor e Vincenza Rolando
Merlo. De saúde frágil, dedicou-se, desde adolescente, à arte da costura, num
pequeno atelier da família. Sua sensibilidade religiosa chamou a atenção de
Padre Tiago Alberione, que a convidou para coordenar um grupo de jovens que se
preparavam para trabalhar com a imprensa. Era o dia 15 de junho de 1915. Teresa
intuiu logo que a proposta de Padre Alberione correspondia aos seus anseios de
consagrar-se a Deus. Aceitou o convite, trocando o atelier de costura pela
tipografia. De fato, em 1918, Teresa com algumas de suas companheiras, foi
enviada pelo Fundador a Susa onde o bispo lhes confiou a produção e divulgação
do jornal diocesano LA VALSUSA. Esse momento marcou uma etapa significativa na
vida de Teresa, que passará a considerar a experiência de Susa como o início da
missão das Filhas de São Paulo. Apoiada na fé, mais do que em recursos
materiais, Irmã Tecla assumiu sem medo os meios modernos de comunicação, e
contando apenas com a força de Deus, encorajou, no mundo inteiro, iniciativas
até então inexplora.
PENSAMENTOS DE TECLA
Se não podemos estar sempre alegres, podemos sempre estar em
paz. Podemos ser sempre jovens e trabalhar com coragem. Basta ter força de
vontade. Procuremos ser sempre jovens. Não nos deixemos abater pelas
dificuldades. Queria ter mil vidas para dedicá-las ao Evangelho. Quando o
coração estiver cheio do amor de Deus, esse amor necessariamente se derramará
sobre o mundo. Emprestemos os pés ao Evangelho: que ele corra e se espalhe.
Precisa-se de apóstolos, mas verdadeiros apóstolos que tenham o coração cheio
de amor de Deus.
ORAÇÃO À SANTÍSSIMA TRINDADE por Tecla Merlo
Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo, nós vos
agradecemos pelos dons singulares de luz, de graça e de virtude que concedestes
à Irmã Tecla Merlo, e por tê-la escolhido e constituído como mãe prudente e
guia seguro das Filhas de São Paulo. Concedei-nos, por sua intercessão, a graça
de viver amando o que ele amava: Jesus Mestre Eucaristia, a Igreja, o
Evangelho, as pessoas procuradas e ajudadas mediante a comunicação social, até
ao completo sacrifício. Senhor, realizai também aqui na terra, para esta filha
devotíssima de São Paulo, a vossa divina promessa: «Aquele que me serve, meu
Pai o glorificará.» Exaltai esta serva fiel, para a alegria da Igreja, para o
bem de muitos, e concedei-nos, por sua intercessão, o que nós vos pedimos.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espiríto Santo, como era no princípio, agora e
sempre. Amém.
Oração do dia 05/02/2013
Senhor, creio que podeis curar nossas enfermidades e
livrar-nos dos perigos neste mundo. Isso, porém, não bastaria para minha
felicidade. Minha alegria é acreditar que podeis libertar-me do pecado e
fazer-me participante de vossa própria vida divina. Isso é o que vos peço, para
mim e para todos. Quanto à saúde e tudo o mais, só peço que façais o que for
melhor para mim. Amém!
Deus nos fala dia 05/02/2013
Jesus veio para nos dar a vida. Ele quer a vida em
plenitude para todos. Não há lei ou valor maior do que o dom da vida. Tudo o
que a exclui é contrário ao projeto do Reino. Por isso, compreendamos o que
agora nos diz o Senhor em sua Palavra!
Leitura do dia 05/02/2013
Hebreus 12,1-4
Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos, 1rodeados
como estamos por tamanha multidão de testemunhas, deixemos de lado o que nos
pesa e o pecado que nos envolve. Empenhemo-nos com perseverança no combate que
nos é proposto, 2com os olhos fixos em Jesus, que em nós começa e
completa a obra da fé. Em vista da alegria que lhe foi proposta, suportou a
cruz, não se importando com a infâmia, e assentou-se à direita do trono de
Deus. 3Pensai
pois naquele que enfrentou uma tal oposição por parte dos pecadores, para que
não vos deixeis abater pelo desânimo. 4Vós ainda não resististes
até o sangue na vossa luta contra o pecado. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 05/02/2013
Marcos
5,21-43
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos: Naquele tempo, 21Jesus atravessou de novo, numa barca,
para outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na
praia. 22Aproximou-se, então, um
dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23e pediu com insistência: “Minha
filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e
viva!” 24Jesus então o acompanhou.
Numerosa multidão o seguia e comprimia. 25Ora,
achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com hemorragia; 26tinha sofrido nas mãos de muitos
médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez
mais. 27Tendo ouvido falar de
Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa.
28Ela pensava: “Se eu ao
menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. 29A
hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava
curada da doença. 30Jesus
logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da
multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?” 31Os
discípulos disseram: “Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas:
‘Quem me tocou’?” 32Ele,
porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33A
mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e
caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34Ele
lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença”. 35Ele estava ainda falando, quando
chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram a Jairo : “Tua filha
morreu. Por que ainda incomodar o mestre?” 36Jesus
ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” 37E não deixou que ninguém o
acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38Quando
chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam
chorando e gritando. 39Então,
ele entrou e disse: “Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu,
mas está dormindo”. 40Começaram
então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da
menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde
estava a criança. 41Jesus
pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” — que quer dizer: “Menina,
levanta-te!” 42Ela
levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos
ficaram admirados. 43Ele
recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de
comer à menina. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
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