sexta-feira, 22 de março de 2013
Santo do dia 22/03/2013: Santa Léia
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Santa Léia
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Santa Léia
Pouco se conhece sobre a vida de Léia, uma rica romana que
quando ficou viúva, ainda jovem, recusou um novo casamento, como era o costume
da época, para se juntar à Marcela, abadessa de uma comunidade, criada em sua
própria residência em Aventino, Roma. O local, depois se tornou um dos
mosteiros fundados e dirigidos por Jerônimo, que se tornou santo, doutor da
Igreja e bispo de Hipona, na África do Norte, e que viveu também nesse período,
na cidade eterna. Léia recusara ninguém menos que Vécio Agorio Pretestato,
cônsul romano designado prefeito da Urbe, que lhe proporcionaria uma vida ainda
mais luxuosa, pelo prestigio e privilégios que envolviam aquele cargo. Teria
uma vila inteira como moradia e incontáveis criados para atendê-la. Entretanto,
Léia preferiu viver numa cela pequena, fria e escura, com simplicidade e
dedicada à oração, à caridade e à penitência. A jovem abandonou os finos
vestidos para usar uma roupa tosca de saco rude e fazia questão de realizar as
tarefas mais humildes, assumindo uma atitude de escrava para as outras
religiosas. Passava noites inteiras em oração e quando fazia obras beneméritas,
o fazia escondido, para não chamar a atenção de ninguém e não receber nenhuma
recompensa ou reconhecimento pelos seus atos. Por isso, Léia foi eleita Madre
superiora, trabalho que exerceu durante o resto de seus dias com alegria,
tranqüilidade e a mesma humildade. Esses poucos dados sobre Léia estão contidos
numa carta escrita pelo bispo Jerônimo, quando soube da sua morte, em 384.
Curiosamente, ela morreu em Roma, no mesmo ano em que faleceu Vécio, o consul,
rejeitado por ela . Na ocasião dessas mortes, Jerônimo já havia se retirado de
Roma para viver solitariamente perto de Belém, depois de ter sido caluniado.
Retirou-se para um mosteiro e continuou dirigindo o que havia fundado, na
residência romana. Na carta, que ele enviou à essas religiosas, fez um paralelo
entre as duas mortes, mostrando que antes o riquíssimo cônsul usava as mais
finas vestes púrpuras e agora estava envolto em escuridão, enquanto, Léia,
antes vestida de rude roupa de saco, agora vivia na luz e na glória, por ter
percorrido o caminho da santidade. Logo foi venerada pelo povo que trazia Santa
Léia, no coração e na memória. Até porque era difícil compreender, mesmo depois
de passado tanto tempo, a troca que fizera do posto de primeira dama romana
pela de abnegação de monja. Contudo, foi assim que Santa Léia escolheu viver,
na entrega total ao Senhor ela encontrou a maneira de alcançar seu lugar ao
lado de Deus na eternidade.
Oração do dia 22/03/2013
Pai, reforça minha fé em Jesus, em cujas palavras e
ensinamentos tu te fazes presente na nossa história humana. Amém!
Deus nos fala dia 22/03/2013
O profeta sabe que Deus está com ele, o conhece e
está sempre ao lado dos marginalizados. Tanto o profeta como o próprio Filho de
Deus são rejeitados por causa da Palavra que anunciaram. Ontem e hoje, a
verdade da Palavra incomoda e provoca reações!
Leitura do dia 22/03/2013
Jeremias 20,10-13
Leitura do Livro do Profeta Jeremias: 10Eu ouvi
as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: “Denunciai-o,
denunciemo-lo”. Todos os amigos observam minhas falhas: “Talvez ele cometa um
engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele”. 11Mas o
Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem
cairão vencidos. Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha. Eterna
infâmia, que nunca se apaga! 12Ó Senhor dos exércitos, que provas o
homem justo e vês os sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança
sobre eles; pois eu te declarei a minha causa. 13Cantai ao Senhor, louvai
ao Senhor, pois ele salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus. Palavra
do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 22/03/2013
João
10,31-42
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo João: Naquele tempo, 31os
judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. 32E
ele lhes disse: “Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual
delas me quereis apedrejar?” 33Os
judeus responderam: “Não queremos te apedrejar por causa das obras boas, mas
por causa de blasfêmia, porque sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!” 34Jesus disse: “Acaso não está
escrito na vossa Lei: ‘Eu disse: vós sois deuses’? 35Ora,
ninguém pode anular a Escritura: se a Lei chama deuses as pessoas às quais se
dirigiu a Palavra de Deus, 36por que
então me acusais de blasfêmia, quando eu digo que sou Filho de Deus, eu a quem
o Pai consagrou e enviou ao mundo? 37Se não
faço as obras do meu Pai, não acrediteis em mim. 38Mas,
se eu as faço, mesmo que não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas
obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai”. 39Outra vez procuravam prender Jesus,
mas ele escapou das mãos deles. 40Jesus
passou para o outro lado do Jordão, e foi para o lugar onde, antes, João tinha
batizado. E permaneceu ali. 41Muitos
foram ter com ele, e diziam: “João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que
ele disse a respeito deste homem, é verdade”. 42E
muitos, ali, acreditaram nele. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
quinta-feira, 21 de março de 2013
Santo do dia 21/03/2013: São Nicolau de Flue, São Serapião de Thmuis e Santa Benedita Cambiagio Frassinello
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São Nicolau de Flue
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| São Serapião de Thmuis |
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S.Benedita Cambiagio Frassinello
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Bruder Klaus nasceu no dia 21 de março de 1417, na Suíça.
Oriundo de família pobre, ainda jovem queria ser monge ou eremita. Nesta época
não pôde realizar o sonho porque tinha que ajudar os pais nos trabalhos do
campo. Mais tarde também não o conseguiu, pois se casou. Felizmente a escolhida
era uma moça muito virtuosa e religiosa, chamada Dorotéia, com a qual teve dez
filhos. Vários deles se tornaram sacerdotes, e um dos netos, Conrado Scheuber,
morreu com o conceito de santidade. Ainda neste período Klaus não pôde se
dedicar totalmente às orações e meditações como queria. Os escritos da época
narram que, devido ao seu reconhecido senso de justiça, retidão de consciência
e integridade moral, foi convocado a assumir vários cargos públicos, como,
juiz, conselheiro e deputado. Finalmente, aos cinqüenta anos de idade conseguiu
a concordância da família e abandonou tudo. Adotou o nome de Nicolau e foi
viver numa cabana que ele mesmo construiu, não muito longe de sua casa, mas num
local ermo e totalmente abandonado. Tinha por travesseiro uma pedra e como cama
uma tábua dura. Naquele local viveu por dezenove anos e há um fato desse
período que impressionou no passado e impressiona até hoje. Há provas oficiais
de que ele, durante todos esses anos, alimentou-se exclusivamente da Sagrada
Comunhão. Entretanto, não conseguia se manter na solidão. Amável e receptivo,
não fugia de quem o procurasse. E a pátria precisou dele várias vezes.
Pacificador e inimigo das batalhas, conhecido por seus atos e pela condição de
eremita, foi chamado a mediar situações explosivas como a ameaça de guerra
contra os austríacos e a eclosão iminente de uma guerra civil. Mas, quando não
houve jeito de alcançar a paz no diálogo, ele também não fugiu de assumir seu
lugar nos campos de batalha, como soldado e mesmo oficial. Entretanto, seu
trabalho na reconciliação entre as partes envolvidas nestas questões de guerra
repercutiu muito na população. Nicolau passou a ser venerado pelo povo, que
logo o chamou de "Pai da Pátria". Porém, à qualquer chance que tinha
voltava para sua cabana, até ser solicitado novamente. Foi conselheiro
espiritual e moral de muita gente, tanto pessoas simples como ocupantes de
cargos elevados. Era muito respeitado por católicos e protestantes. Há quase um
consenso em seu país de que a Suíça é hoje um país neutro e pacífico, que
dificilmente se envolve em guerras ou conflitos internacionais, graças à influência
do "Irmão Klaus", como era, e ainda é, carinhosamente chamado por
todos os suíços. Ele morreu no dia 21 de março de 1487, exatos setenta anos do
seu nascimento. O corpo de Nicolau está sepultado na Igreja de Sachslen.
Beatificado em 1669, foi canonizado pelo Papa Pio XII em 1947. A memória de São
Nicolau de Flue é venerada pela Igreja, no dia 21 de março e como herói da
pátria, no dia 25 de setembro. Ele é o Santo mais popular da Suíça.
São Serapião de Thmuis
Serapião nasceu no Egito, no norte da África e era um
sacerdote profundo conhecedor das questões eclesiásticas. Tornou-se um dos
maiores combatentes dos hereges no século IV que, aliás, foi o mais fértil
deles. Fértil de hereges, mas também de combatentes. Serapião, era amigo e
companheiro do bispo Atanásio, que lhe enviou cinco cartas, as quais fazem
parte dos arquivos da Igreja, incentivando-o a continuar na luta contra a
doutrina dos arianos. Essa doutrina negava a divindade de Jesus. Embora não
haja muitos dados confiáveis sobre sua vida, podemos seguir alguns dos seus
passos na História do Cristianismo. Cursou a escola de Alexandria e tornou-se
monge sob os ensinamentos de Santo Antão, abade que, ao morrer, lhe deixou como
herança uma de suas túnicas de pelo. Referência encontrada numa das narrações
de Atanásio, doutor da Igreja, discípulo e biógrafo de Santo Antão. Durante
muito tempo dirigiu a Escola Catequética de Alexandria e, desejoso de dedicar
mais tempo à oração e à penitência, retirou-se desse trabalho. Porém, não
demorou muito tempo para que Serapião voltasse à direção da Igreja, sendo
consagrado bispo de Thmuis, uma cidade do Egito, permanecendo na função entre
os anos 340 e 356. Serapião escreveu vários livros, sendo um que combatia o
maniqueísmo, outra heresia que surgira naquela época, e da qual foi senão o
maior, ao menos o mais ferrenho inimigo. Essa doutrina pregava que havia uma
separação entre corpo e alma, sendo a alma pertencente a Deus e o corpo ao
demônio. Também, redigiu várias epístolas sobre a doutrina cristã, e discursava
muito, com isso evangelizou inúmeras pessoas ilustres e importantes de sua
época. São Jerônimo, que dedicou à Serapião um capítulo de seu livro
"Homens Ilustres", nos conta que ele também fazia parte da comissão
de cinco bispos que foi ao imperador Constâncio II interceder pelo bispo
Atanásio, que fora exilado. Mas, como esse imperador era ariano a missão
fracassou e Serapião foi deposto do seu bispado. Esse bispado que Serapião
lamentou assumir, pois para isso teve que deixar sua vida de solidão e recolhimento.
Em um de seus escritos encontrados, "Carta aos Monges", ele deixa
muito claro como considerava ótima a escolha que os monges faziam ao renunciar
às alegrias efêmeras e aos prazeres do mundo. Esse bispo desempenhou suas
funções como poucos, morrendo em 362. O Martirológio Romano indica o dia 21 de
março para a veneração litúrgica de São Serapião de Thmius.
Santa Benedita Cambiagio Frassinello
Benedita Cambiagio nasceu no dia 02 de outubro de 1791, em
Langasco, Gênova. Última dos sete filhos de José e Francisca, eles a batizaram
dois dias depois de seu nascimento. Ainda pequena, se mudou para Pavia, com sua
família, onde o trabalho era mais promissor. Lá recebeu uma educação cristã
rigorosa e teve uma profunda experiência espiritual, que a fez pensar em seguir
a vida religiosa. Porém, a família a conduziu para o casamento, que ocorreu em
1816, quando ela tinha vinte e cinco anos, com João Batista Frassinello um
operário e fervoroso cristão, procedente de Ronco Scrivia. Porém, dois anos
depois, sem filhos, Benedita e João Batista, que nutriam entre si um amor de
irmãos, passaram a viver como tal na mesma casa. Benedita pôde assim realizar
seu desejo juvenil, de se consagrar somente à Deus. Na época, sua irmã Maria,
muito doente se hospedara em sua casa e o casal passou a cuidar dela com amor e
dedicação, até sua morte, em 1825. Ocasião em que, João Batista entrou como
irmão leigo na comunidade religiosa dos padres Somascos, e Benedita, na
comunidade das Irmãs Ursulinas de Capriolo. Mas, no ano seguinte ela voltou
para Pavia, muito doente. Lá teve uma visão onde lhe apareceu São Jerônimo
Emiliani, ficando curada por completo. Depois disso, Benedita começou a
trabalhar na educação de jovens e crianças, com a aprovação do bispo Luís Tosi.
Precisando de ajuda, Benedita recorreu ao pai. Diante da recusa, foi ao bispo,
e este pediu então a João Batista que a ajudasse. Ele atendeu logo, voltou para
a esposa-irmã, renovando o voto de castidade perfeita, pelas mãos do bispo.
Benedita se dedicava de corpo e alma, à educação humana e cristã de jovens e
crianças pobres e abandonadas, enquanto João Batista se encarregou de conseguir
ajuda material. Na época, a instituição escolar era muito precária e Benedita
fez um alertar às autoridades locais O governo entendeu o recado e concedeu à
ela o título de "promotora pública da educação". Benedita passou a
receber apoio de jovens e voluntárias formando uma instituição escolar de
excelente nível, cujo estatuto foi aprovado pelas autoridades eclesiásticas.
Ela uniu ao ensino escolar, a formação catequética e o trabalho, tornando
jovens e crianças modelos de vida cristã, assegurando-lhes a verdadeira
formação. A dedicação constante de Benedita nasceu e cresceu do seu fervor ao
Cristo na Eucaristia e da contemplação à Jesus na Santa Cruz.. Tinha em Deus,
seu sustento e sua defesa. Não lhe faltaram, na vida, experiências espirituais,
que se repetiam, especialmente, durante as Missas. Porém, isso não interferia
nos compromissos cotidianos da fundadora. Mas, a Obra e o programa educativo de
Benedita, passaram por duras críticas por parte da oposição e de algumas
pessoas do clero. Em 1838, Benedita cedeu a sua Instituição ao bispo Luís Tosi
e, com cinco irmãs, deixaram Pavia indo para Ligúria. Na cidade de Ronco
Scrivia, Benedita abriu uma escola para jovens e fundou a Congregação das Irmãs
Beneditinas da Providência, escrevendo ela mesma as Regras e Constituições. A
Instituição se desenvolveu rapidamente, tanto que em 1847, uma nova casa foi
inaugurada em Voghera. E dez anos depois outra em Valpolcevera. No dia 21 de
março de 1858, Benedita faleceu em Ronco Scrivia, no dia e hora por ela
previstos. Quarenta anos depois de sua morte, o Instituto, fundado por
Benedita, se tornou independente. Assim, as religiosas puderam assumir o nome de
"Irmãs Beneditinas da Divina Providência", em memória à fundadora,
Benedita Cambiagio Frassinello. Em toda sua vida, ela se deixou conduzir pelo
Espírito Santo, através de várias experiências pessoais. Embora sua luta fosse
grande, nunca esmoreceu diante das dificuldades, seguindo sempre seu desejo de
servir à Humanidade e a Deus. Foi beatificada em 1987 e canonizada em 2000,
pelo Papa João Paulo II, que marcou a festa de Santa Benedita Cambiagio
Frassinello para o dia de sua morte.
Oração do dia 21/03/2013
Pai, coloca-me em sintonia com as palavras e o modo de pensar
de teu Filho Jesus, para que eu possa compreender seus ensinamentos, sem
deturpá-los. Amém!
Deus nos fala dia 21/03/2013
Como Abraão, Jesus é obediente ao Pai e cumpre até
o fim sua vontade. Por isso, sua alegria é a glória do Pai. E nós, como povo de
Deus, devemos ser abertos e dados ao diálogo, para não repetir a mesma atitude
daqueles que não acolheram a Palavra de Cristo !
Leitura do dia 21/03/2013
Gênesis 17,3-9
Leitura do Livro do Gênesis: Naqueles dias, 3Abrão
prostrou-se com o rosto por terra. 4E Deus lhe disse: “Eis a minha
aliança contigo: tu serás pai de uma multidão de nações. 5Já não
te chamarás Abrão, mas o teu nome será Abraão, porque farei de ti o pai de uma
multidão de nações. 6Farei crescer tua descendência infinitamente. Farei
nascer de ti nações, e reis sairão de ti. 7Estabelecerei minha
aliança entre mim e ti e teus descendentes para sempre; uma aliança eterna,
para que eu seja teu Deus e o Deus de teus descendentes. 8A ti e
aos teus descendentes darei a terra em que vives como estrangeiro, todo o país
de Canaã como propriedade para sempre. E eu serei o Deus dos teus
descendentes”. 9Deus disse a Abraão: “Guarda a minha aliança, tu e a
tua descendência para sempre”. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 21/03/2013
João
8,51-59
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo João: Naquele tempo, disse Jesus aos
judeus: 51“Em verdade, em verdade
vos digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte”. 52Disseram então os judeus: “Agora
sabemos que tens um demônio. Abraão morreu e os profetas também, e tu dizes:
‘Se alguém guardar a minha palavra jamais verá a morte’. 53Acaso
és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas? Quem
pretendes ser?” 54Jesus
respondeu: “Se me glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada. Quem me
glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus. 55No entanto, não o conheceis. Mas eu
o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria um mentiroso, como vós! Mas
eu o conheço e guardo a sua palavra. 56Vosso
pai Abraão exultou, por ver o meu dia; ele o viu, e alegrou-se”. 57Os judeus disseram-lhe então: “Nem
sequer cinquenta anos tens, e viste Abraão!” 58Jesus
respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, eu
sou”. 59Então eles pegaram em
pedras para apedrejar Jesus, mas ele escondeu-se e saiu do Templo. Palavra da
Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
quarta-feira, 20 de março de 2013
Santo do dia 20/03/2013: Santa Maria Josefina do Coração de Jesus Sancho de Guerra, Bem-aventurado Ambrósio Sansedoni de Sena e São José (Jozef) Bilczewski
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S.M.Josefina do Coração de Jesus Sancho de Guerra
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| Bem-avent. Ambrósio S de Sena |
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São José (Jozef) Bilczewski
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Santa Maria Josefina do Coração de Jesus Sancho de Guerra
Maria Josefina era a primogênita de Barnabé Sancho,
serralheiro, e de Petra de Guerra, doméstica. Nasceu em Vitória, Espanha, no
dia 07 de setembro de 1842, tendo recebido o batismo no dia seguinte. Ficou
órfã de pai muito cedo e foi sua mãe que a preparou para a Primeira Comunhão,
recebida aos dez anos. Completou a sua formação e educação em Madri na casa de
alguns parentes, e desde muito cedo começou a demonstrar uma grande devoção à
Eucaristia e a Nossa Senhora, uma forte sensibilidade em relação aos pobres e
aos doentes e uma inclinação para a vida interior. Regressou a Vitória aos
dezoito anos e logo manifestou à sua mãe o desejo de entrar num mosteiro, pois
se sentia atraída pela vida de clausura. Mais tarde, costumava dizer:
"Nasci com a vocação religiosa". Foi assim que decidiu entrar no Instituto
Servas de Maria, recentemente fundado em Madri por madre Soledade Torres
Acosta. Com a aproximação da época de fazer sua profissão de fé, foi assaltada
por graves dúvidas e incertezas sobre sua efetiva chamada para aquele
Instituto. Admitiu essa disposição à vários confessores, chegando até a dizer
que tinha se enganado quanto à própria vocação. Mas, os constantes contatos com
o arcebispo de Saragoça, futuro Santo, Antônio Maria Claret e as conversas
serenas com madre Soledade Torres Acosta, amadureceram nela a possibilidade de
fundar uma nova família religiosa, que se dedicasse aos doentes, em casa ou nos
hospitais. E foi assim que aos vinte e nove anos ela fundou o Instituto das
Servas de Jesus, na cidade de Bilbao, em 1871. Depois por quarenta e um anos,
foi a superiora do Instituto. Acometida por uma longa e grave enfermidade que a
mantinha ou no leito ou numa poltrona, sofreu muito antes de seu transito, sem
contudo deixar sua atividade de lado. Através de uma intensa e expressa
correspondência, solidificou as bases dessa nova família. No momento da sua
morte, em 20 de março de 1912, havia milhares de religiosas, espalhadas por
quarenta e três casas. A sua morte foi muito sentida em toda a região e o seu
funeral teve uma grande manifestação de pesar. Os seus restos mortais foram
trasladados para a Casa-Mãe, em Bilbao, onde ainda se encontram. Os pontos
centrais da espiritualidade de madre Maria Josefina podem definir-se como: um
grande amor à Eucaristia e ao Sagrado Coração de Jesus; uma profunda adoração
do mistério da Redenção e uma íntima participação nas dores de Cristo e na Sua
Cruz; e a completa dedicação ao serviço dos doentes, num contexto de espírito
contemplativo. O seu carisma de serviço aos enfermos ficou bem claro nas
palavras por ela escritas: "Desta maneira, as funções materiais do nosso
Instituto, destinadas a salvaguardar a saúde corporal do nosso próximo,
elevam-se a uma grande altura e fazem a nossa vida ativa mais perfeita que a
contemplativa, como ensinou o Doutor angélico, São Tomás d'Aquino que falou dos
trabalhos dirigidos à saúde da alma, que vêm da contemplação" (Directorio
de Asistencias de la Congregación Religiosa Siervas de Jesús de la Caridad,
Vitória 1930, pág. 9). É com este espírito, que as Servas de Jesus têm vivido desde
a morte de Santa Maria Josefina. O serviço dos doentes tornou-se, assim, a
oblação generosa das suas vidas, seguindo o exemplo da sua Fundadora. Hoje
espalhadas pela Europa, América Latina e Ásia, as Servas procuram dar pão aos
famintos, acolher os doentes e outros necessitados, criar centros para pessoas
idosas, desenvolvendo sempre a pastoral da saúde e outras obras de caridade.
Elas também estão presentes em Portugal. A causa da canonização de madre Maria
Josefina começou em 1951; foi solenemente beatificada pelo Papa João Paulo II
em 1992 e depois canonizada em 01 de Outubro de 2000, pelo mesmo pontífice, em
Roma.
Bem-aventurado Ambrósio Sansedoni de Sena
Ambrósio Sansedoni, nasceu no majestoso palácio da sua nobre
família, no ano 1220, na cidade de Sena, Itália. Segundo a tradição, parece que
ele nasceu disforme, com algumas imperfeições nas pernas e braços, por este
motivo foi confiado a uma ama de leite, que o mantinha fora do palácio, pois a
família se envergonhava da sua condição. Mas, esta senhora, muito cristã e
piedosa, cuidou dele com carinho e afeição. Todos os dias, ela o levava nos
braços, cobrindo inclusive o seu rosto, à igreja, onde rezava com fervor, para
que o menino fosse curado. Certa vez, um peregrino disse à ama de leite: "Mulher,
não escondas o rosto desta criança, porque será a luz e a glória desta
cidade". Não passou muito tempo Ambrósio foi curado milagrosamente. Tinha
pouco mais de três anos, quando retornou ao palácio e ao seio da família.
Depois, aos dezessete anos, abandonou tudo para ingressar na Ordem dos Padres
Predicadores Dominicanos. O noviciado e os primeiros estudos, ele completou em
Sena, depois fez o aperfeiçoamento, em 1245, na diocese de Paris e de lá seguiu
para a Alemanha, na diocese de Colônia. Teve como professor, o futuro santo,
Alberto Magno e como companheiros Pedro de Tarantasia, que mais tarde foi
eleito Papa Inocêncio V e Tomás d'Aquino, que a Igreja homenageia com o título
de Doutor. Ambrósio foi chamado para ir lecionar em Paris. A partir de então se
tornou conhecido, principalmente, pela eficácia de sua pregação na igreja e na
praça, entre os salmos e entre os tumultos. Alguns pintores o representaram com
o Espírito Santo em forma de pomba branca, que lhe fala ao ouvido. Seus dons
excepcionais de convencimento e conciliação, marcaram a história da Igreja e da
humanidade. Foi enviado à Alemanha como mediador da paz entre várias famílias
em conflito. Regressou a Sena e alcançou do Papa Gregório X a supressão de um
interdito que havia recaído sobre a sua cidade. Depois disto, este mesmo
pontífice lhe confiou ainda outras missões de paz pela Itália, Hungria, França
e novamente Alemanha. Acusado de impostor e de ambicioso por um poderoso
senhor, Ambrósio respondeu-lhe: "Deus se chama Rei da Paz. É por isso que
cada um deve desejar a paz com o próximo. Deus não a concede senão aos que a
concedem de bom coração aos outros. O que eu faço não é por mim mesmo, mas pela
vontade daquele que tem poder sobre mim. Agora, pois, se é por minha causa, se
é que vos perturbo, peço-vos perdão ..." No ano 1270, foi chamado a Roma
pelo Papa, para ajudar na restauração dos estudos eclesiásticos. Morreu vítima
do seu zelo, no dia 20 de março de 1286, em Sena, durante um sermão. Falou com
tamanha veemência contra os usurários, que se romperam várias veias no peito,
causando-lhe a morte instantânea. O papa Clemente VIII, em 1597, fez incluir no
Calendário da Igreja, o Beato Ambrósio Sansedoni, de Sena, para ser venerado no
dia de sua morte.
São José (Jozef) Bilczewski
José (Jozef) nasceu dia 26 de abril de 1860 em Wilamowice
(Polônia). Era o primeiro dos nove filhos de Francisco e Ana Fajkisz, uma
família de camponeses, onde, desde cedo, aprendeu as orações e as primeiras
noções do catecismo, fazendo nascer nele a fé viva que o acompanhará durante
toda a vida. Em 1872, terminados os estudos primários, os pais mandaram José ao
ginásio na cidade de Wadowice, onde, muitos anos mais tarde, estudou também
João Paulo II. Ele dedicou-se com muito empenho aos estudos, obtendo ótimos
resultados. Nesse período, participava diariamente das celebrações na igreja
paroquial e decidiu entrar no Seminário Diocesano de Cracóvia, onde desenvolveu
ainda mais o espírito de oração, aprofundando sua formação humana e espiritual.
Foi ordenado sacerdote a 6 de julho de 1884. Depois de um ano de trabalho
pastoral com grande zelo e dedicação foi enviado para continuar os estudos em
Viena e, em seguida, em Roma e Paris. Trabalhou durante muito tempo como
professor de Dogmática Especial na Universidade de Leópolis. Foi nomeado
Arcebispo de Leópolis para o rito latino em 17 de dezembro de 1900 e recebeu a
Ordenação episcopal a 20 de janeiro de 1901. Arcebispo de Lviv dos Latinos, foi
um ponto de referência para católicos, ortodoxos e judeus durante a Primeira
Guerra Mundial e nos diferentes conflitos que a seguiram. Do Coração de Jesus
hauria um amor universal e dele aprendeu não só a mansidão, a humildade e a
bondade, mas também a paciência nas provações que enfrentou, durante a vida.
Faleceu na sua Arquidiocese, no dia 20 de março de 1923, depois de se ter
preparado santamente para a morte, que acolheu com paz e submissão como sinal
da vontade de Deus. Foi proclamado santo pelo papa Bento XVI, dia 23 de outubro
de 2005.
Oração do dia 20/03/2013
Pai, ajuda-me a acolher, sem preconceitos, a revelação de
Jesus, pois sua identidade messiânica de Filho de Deus transparece nas palavras
e nos sinais que ele realizou. Amém!
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