quinta-feira, 6 de junho de 2013
Santo do dia 06/06/2013: São Marcelino Champagnat, São Norberto e São Gerardo Tintori
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São Marcelino Champagnat
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| São Norberto |
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São Gerardo Tintori
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Marcelino José Benedito Champagnat nasceu na aldeia de
Marlhes, próxima de Lion França, no dia 20 de maio de 1789, nono filho de uma
família de camponeses pobres e muito religiosos. O pai era um agricultor com
instrução acima da média, atuante e respeitado na pequena comunidade. A mãe,
além de ajudar o marido vendendo o que produziam, cuidava da casa e da educação
dos filhos, auxiliada pela cunhada, que desistira do convento. A família era
muito devota de Maria, despertando nos filhos o amor profundo à Mãe de Deus. Na
infância, logo que ingressou na escola, Marcelino sofreu um grande trauma
quando o professor castigou um dos seus companheiros. Ele preferiu não
freqüentar os estudos e foi trabalhar na lavoura com o pai. E assim o fez até
os quatorze anos de idade, quando o pároco o alertou para sua vocação
religiosa. Apesar de sua condição econômica e o seu baixo grau de escolaridade,
foi admitido no seminário de Verrièrres. Porém, a partir daí, dedicou-se aos
estudos enfrentando muitas dificuldades. Aos vinte e sete anos, em 1816,
recebeu o diploma e foi ordenado sacerdote no seminário de Lion. Talvez por
influência da sua dura infância, mas movido pelo Espírito Santo, acabou se
dedicando aos problemas e à situação de abandono por que passavam os jovens de
sua época, no campo da religião e dos estudos. Marcelino rezou e meditou em
busca de uma resposta a esses problemas que antecederam e anunciavam a Revolução
Francesa. Numa visita a um rapaz doente, descobriu que este, além de
analfabeto, nada sabia sobre Deus e sobre religião. Sua alma estava angustiada
com tantas vidas sem sentido e sem guia vagando sem rumo. Foi então que liderou
um grupo de jovens para a educação da juventude. Nascia, então, a futura
Congregação dos Irmãos Maristas, também chamada de Família Marista, uma Ordem
Terceira que leva o nome de Maria e sua proteção. Sua obra tomou tanto vulto
que Marcelino acabou por desligar-se de suas atividades paroquiais, para
dedicar-se, completamente, a essa missão apostólica. Determinou que os membros
da Congregação não deveriam ser sacerdotes, mas simples irmãos leigos, a fim de
assumirem a missão de catequizar e alfabetizar as crianças, jovens e adultos,
nas escolas paroquiais. Ainda vivo, Marcelino teve a graça de ver sua Família
Marista crescendo, dando frutos e sendo bem aceita em todos os países aonde
chegaram. Ainda hoje, temos como referência a criteriosa e moderna educação
marista presente nas melhores escolas do mundo. Marcelino Champagnat morreu aos
cinqüenta e um anos, em 6 de junho de 1840. Foi beatificado em 1955 e
proclamado santo pelo papa João Paulo II em 1999. Ele é considerado o
"Santo da Escola" e um grande precursor dos modernos métodos
pedagógicos, que excluem todo tipo de castigo no educando.
São Norberto
Norberto nasceu, por volta de 1080, em Xauten, na Alemanha.
Filho mais novo de uma família da nobreza, podia escolher entre a carreira
militar e a religiosa. Norberto escolheu a segunda, mas buscou apenas prazeres
e luxos, como faziam muitos nobres da Europa. Circulava em altas rodas,
vestindo riquíssimas roupas da moda, dedicando-se a caçadas e à vida da corte,
até que um dia foi atingido por um raio, quando cavalgava no bosque. Seu cavalo
morreu e, quando o jovem nobre despertou do desmaio, ouviu uma voz que lhe
dizia para abandonar a vida mundana e praticar a virtude para salvar sua alma.
Entendeu o acontecido como um presságio para uma conversa com Deus. A partir
daquele instante, abandonou a família, amigos, posses e a vida dos prazeres.
Passou a percorrer, na solidão, com os pés descalços e roupa de penitente, os
caminhos da Alemanha, Bélgica e França. Para aprimorar o dom da pregação,
completou os estudos teológicos no mosteiro de Siegburgo e recebeu a ordenação
sacerdotal. Talvez envergonhado pelo passado, empreendeu a luta por reformas na
Igreja, visando acabar com os privilégios dos nobres no interior do
cristianismo. Foi muito contestado, principalmente pelo próprio clero, mas
conseguiu o apoio do papa e seu trabalho prosperou. Quando as reformas estavam
já implantadas e em andamento, retirou-se para a solidão e fundou a Ordem dos
Cônegos Regulares Premonstratenses, também conhecida como "dos Monges
Brancos", uma referência ao hábito, que é dessa cor. A principal regra da
nova Ordem era fazer com que os sacerdotes vivessem sua vida apostólica com a
disciplina e a dedicação dos monges, uma concepção de vida religiosa
revolucionária para a época. Mas não encerrou aí seu apostolado, pois desejava
continuar como pregador fora do mosteiro. Reiniciou sua obra de evangelização
itinerante como um simples sacerdote mendicante. Em 1126, foi nomeado arcebispo
de Magdeburgo, lutando contra o cisma que ameaçava dividir a Igreja naquele tempo.
Respeitado pelo rei Lotário III, da Alemanha, foi por ele escolhido para seu
conselheiro espiritual e chanceler junto ao papa. Norberto morreu no dia 6 de
junho de 1134, na sua sede episcopal, onde foi sepultado. Ele foi canonizado,
em 1582, pelo papa Gregório XIII. Devido à Reforma Protestante, suas relíquias
foram trasladadas para a abadia de Strahov, na cidade de Praga, capital da
República Tcheca, em 1627, onde estão guardadas até hoje. Ao lado de são
Bernardo, são Norberto é considerado um dos maiores reformadores eclesiásticos
do século XII. Atualmente, existem milhares de monges da Ordem de São Norberto,
em vários mosteiros encontrados em muitos países de todos os continentes,
inclusive no Brasil.
São Gerardo Tintori
Até o ano do seu nascimento, 1135, os hospitais que surgiram
na Europa foram fundados, a maioria, por obra de religiosos. Mas o de Monza,
sua cidade natal, em 1174, quem o fez nascer foi ele, Gerardo Tintori. Ele
investiu toda a fortuna que herdou do seu pai, um nobre muito rico, nos doentes
abandonados. Colocou a obra sob o controle da prefeitura e dos religiosos da
igreja de São João Batista, e reservou para si o trabalho mais exaustivo:
carregar nas costas os doentes recolhidos nas ruas, banhá-los, alimentá-los e
servi-los. Alguns voluntários se juntaram a ele, que os organizou como um grupo
de leigos, unidos, entretanto, por uma disciplina de vida celibatária. Gerardo
era considerado santo ainda em vida por todos os habitantes da cidade. A
tradição diz que ele conseguiu impedir uma enchente do rio Lambro, salvando o
hospital da inundação; que também enchia as despensas prodigiosamente com
alimentos, e a cantina com vinho. A ele eram atribuídos outros pequenos
prodígios, envoltos de delicadeza e poesia: consta que Gerardo pediu aos sacristãos
da igreja que o deixassem fazer penitência rezando toda a noite dentro dela,
prometendo para eles cestas de cerejas frescas e maduras. E no dia seguinte, de
fato, entregou as cerejas maduras para todos. Todavia era o mês de dezembro,
nevava e não era a época das cerejas maduras. Quando ele morreu, no dia 6 de
junho de 1207, começaram as peregrinações à sua sepultura, na igreja de Santo
Ambrósio, mais tarde incorporada à paróquia da igreja com seu nome. Correu a
voz popular contando outros milagres atribuídos à sua intercessão e seu culto
propagou-se entre os fiéis. O reconhecimento canônico de sua santidade só foi
obtido por iniciativa do bispo de Milão, Carlos Borromeu, hoje santo, que
encaminhou o pedido a Roma. Em 1583, foi proclamada sua canonização pelo papa
Gregório XIII. São Gerardo Tintori é um dos padroeiros da cidade de Monza, e
seus compatriotas dedicaram-lhe, no século XVII, um monumento; e até hoje o
chamam de "Pai da Cidade". Na igreja de São João Batista, em que ele
fazia orações e penitências, pode ser visto seu retrato pintado, onde está
representado vestindo roupas surradas, descalço e com uma cesta de cerejas
maduras, como as que distribuiu naquela noite de inverno europeu.
Oração do dia 06/06/2013
Pai, torna-me sensível ao sofrimento e à dor de cada pessoa
que encontro no meu caminho. Que a minha compaixão se demonstre com gestos
concretos. Amém!
Deus nos fala dia 06/06/2013
Seria tão bom e importante que, em qualquer
circunstância da vida, colocássemos Deus em primeiro lugar, como Tobias e Sara
na noite de núpcias. Assim o amor a Deus, ao próximo e a nós mesmos realizaria
em nós todos os benefícios e bênçãos do céu. Acolhamos o Senhor, nosso Deus!
Leitura do dia 06/06/2013
Tobias 6,10-11;7,1.9-17;8,4-9a
Leitura do Livro de Tobias: Naqueles dias, 6,10depois de penetrarem na Média e
aproximando-se de Ecbátana, 11Rafael disse
ao jovem: “Tobias, meu irmão!” “Pronto!”, respondeu-lhe Tobias. Rafael prosseguiu:
“Esta noite devemos hospedar-nos em casa de Raguel”. Este homem é teu parente e
tem uma filha que se chama Sara. 7,1Quando
entraram em Ecbátana, Tobias disse a Rafael: “Azarias, meu irmão, conduze-me
diretamente à casa do nosso irmão Raguel”. O anjo assim o fez. Encontraram
Raguel sentado junto à porta do pátio e foram os primeiros a saudá-lo. Raguel
respondeu: “Muitas saudações, irmãos! Sejam bem-vindos e tenham saúde!” E os
fez entrar em casa. 9Matou depois
um carneiro do rebanho e fez-lhes calorosa recepção. Depois de tomarem banho e
se terem purificado, puseram-se à mesa. Tobias disse então a Rafael: “Azarias,
meu irmão, dize a Raguel que me dê Sara, minha irmã, como esposa. 10Raguel ouviu aquelas palavras e
disse ao jovem: “Come, bebe e passa tranquilamente esta noite. Não há ninguém
com direito de receber Sara, minha filha, como esposa, senão tu, meu irmão. Do
mesmo modo, também eu não tenho direito de dá-la a ninguém senão a ti, porque
és o meu parente mais próximo. Vou, no entanto, dizer-te toda a verdade, meu
filho. 11Dei-a a sete homens dentre
nossos irmãos, e todos morreram na noite em que iam aproximar-se dela. Agora,
filho, come e bebe, e o Senhor providenciará por vós”. 12Tobias
respondeu: “Não comerei nem beberei, antes que decidas a minha situação”.
Raguel respondeu: “Está bem. E a ti que ela é dada, de acordo com a prescrição
do Livro de Moisés. Assim, se o céu decreta que ela te seja dada, leva contigo
tua irmã. Desde agora, tu és seu irmão e ela tua irmã. Desde hoje, ela te é
entregue para sempre. Que o Senhor do céu vos faça felizes esta noite, meu
filho, e vos conceda misericórdia e paz!” 13Raguel
chamou Sara, sua filha, e ela se aproximou. Ele tomou-a pela mão e entregou-a a
Tobias, dizendo: “Recebe-a de acordo com a Lei e de acordo com o preceito
escrito no Livro de Moisés, pelo qual ela te deve ser dada como esposa. Toma-a
e leva-a, feliz, à casa de teu pai. Que o Deus do céu vos conduza em paz!” 14Chamou a mãe da moça e disse-lhe que
trouxesse uma folha de papiro para escrever o contrato de casamento, declarando
que a entregava a Tobias como esposa segundo a sentença da Lei de Moisés. E a
mãe dela trouxe a folha de papiro e ele escreveu e assinou. Depois disso,
começaram, então, a comer e a beber. 15Raguel chamou
Edna, sua mulher, e disse-lhe: “Irmã, prepara outro quarto e conduze Sara para
lá”. 16Ela foi preparar o leito no
quarto, como o marido lhe dissera e para lá conduziu a filha. Chorou sobre ela,
mas em, seguida, enxugou as lágrimas e disse-lhe: 17“Coragem,
minha filha! O Senhor do céu mude em alegria a tua tristeza. Coragem, filha!” E
saiu. 8,4Depois, os pais retiraram-se e
fecharam a porta do quarto. Tobias levantou-se do leito e disse a Sara:
“Levanta-te, irmã! Oremos e imploremos a nosso Senhor que nos conceda
misericórdia e salvação”. 5Ela
levantou-se, e ambos se puseram a orar e a suplicar que lhes fosse concedida a
salvação. Ele começou dizendo: “Tu és bendito, ó Deus de nossos pais, e bendito
é o teu nome, por todos os séculos e gerações! Que os céus e todas as tuas criaturas
te bendigam por todos os séculos! 6Foste tu quem
criou Adão, e para ele criaste Eva, sua mulher, para que lhe servisse de ajuda
e apoio. De ambos teve início a geração dos homens Tu mesmo disseste: ‘Não é
bom que o homem esteja só. Vamos fazer-lhe uma auxiliar semelhante a ele’. 7Agora, Senhor, não e por desejo
impuro que eu recebo, como esposa, esta minha irmã, mas faço-o de coração
sincero. Sê misericordioso comigo e com ela e concede-nos que cheguemos,
juntos, a uma idade avançada”. 8Disseram, depois,
a uma só voz: “Amém! Amém!” 9aE
recolheram-se ao leito, aquela noite. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 06/06/2013
Marcos
12,28b-34
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos: Naquele tempo, 28bum
mestre da Lei aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de
todos os mandamentos?” 29Jesus respondeu: “O primeiro
é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30Amarás
o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu
entendimento e com toda a tua força! 31O segundo mandamento é:
Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que
estes”. 32O
mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste:
Ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33Amá-lo de todo o
coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo
é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”. 34Jesus viu que ele
tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de
Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus. Palavra da
Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Santo do dia 05/06/2013: São Bonifácio
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São Bonifácio
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São Bonifácio
Pertencendo a uma rica família de nobres ingleses, ao nascer,
em 672 ou 673, em Devonshire, recebeu o nome de Winfrid. Como era o costume da
época, foi entregue ao mosteiro dos beneditinos ainda na infância para receber
boa educação e formação religiosa. Logo, Winfrid percebeu que sua vocação era o
seguimento de Cristo. Aos dezenove anos professou as regras na abadia de
Exeter, iniciando o apostolado como professor de regras monásticas primeiro
nesta mesma abadia, depois na de Nurslig. Em seguida, decidiu iniciar seu
trabalho missionário para a evangelização dos povos germânicos do além Reno,
mas por questões políticas entre o duque Radbod, um pagão, e o rei cristão
Carlos Martel, os resultados foram frustrantes. Em 718, fez, então, uma
peregrinação a Roma, onde, em audiência com o papa Gregório II, conseguiu seu
apoio para reiniciar sua missão na Alemanha. Além disso, o papa o orientou
também a assumir, como missionário, o nome de Bonifácio, célebre mártir romano.
Bonifácio parou primeiro na Turíngia, depois dirigiu-se à Frísia, realizando as
primeiras conversões nessas regiões. Durante três anos percorreu quase toda a
Alemanha e, numa segunda viagem a Roma, o papa, agora já outro, entusiasmado
com seu trabalho, nomeou-o bispo de Mainz. Esse contato constante com os
pontífices foi importante, pois a Igreja na Alemanha foi implantada em plena
consonância com a orientação central da Santa Sé. Bonifácio fundou o mosteiro
de Fulda, centro propulsor da cultura religiosa alemã, só comparável ao
italiano de Montecassino. E muitos outros mosteiros masculinos e femininos,
igrejas e catedrais de norte a sul do país, recrutando os beneditinos da
Inglaterra. Acabou estendendo sua missão até a França. Incansável, com sua sede
episcopal fixada em Mainz, atuou em vários concílios e promulgou várias leis.
Em 754, foi para o norte da Europa, região onde atualmente se encontra a
Holanda. No dia 5 de junho do mesmo ano, dia de Pentecostes, foi ao encontro de
um grande grupo de catecúmenos de Dokkun, os quais receberiam o crisma. Mal
iniciou a santa missa, o local foi invadido por um bando de pagãos frísios. Os
cristãos foram todos trucidados e Bonifácio teve a cabeça partida ao meio por
um golpe de espada. Mesmo que são Bonifácio não tenha evangelizado por completo
a Alemanha, ao menos se pode afirmar que foi graças a ele que isso aconteceu,
nos tempos seguintes, como herança de seu trabalho. São Bonifácio é venerado
como o "Apóstolo da Alemanha". Seu corpo foi sepultado na igreja do
mosteiro de Fulda, que ainda hoje o conserva, pois em vida havia expressado
essa vontade.
Oração do dia 05/06/2013
Pai, instrui-me com tua sabedoria, para que eu saiba avaliar
os gestos humanos com parâmetros divinos, e assim ser capaz de perceber o que é
invisível aos nossos olhos. Amém!
Deus nos fala dia 05/06/2013
Mesmo no sofrimento nossa confiança deve estar no
Senhor, que não deixa de manifestar sua justiça. Nosso Deus está comprometido
com a vida e nos criou para viver nele, em seu amor. Por isso, a vida
ressuscitada não pode ser comparada com a deste mundo. Acolhamos o Senhor,
nosso Deus!
Leitura do dia 05/06/2013
Tobias 3,1-11a.16-17a
Leitura do Livro de Tobias: Naqueles dias, 1tomado de grande tristeza, pus-me a
suspirar e a chorar. E depois, comecei a rezar, entre gemidos: 2“Senhor, tu és justo, e justas são
todas as tuas obras. Todos os teus caminhos são misericórdia e verdade e és tu
quem julga o mundo. Agora, 3Senhor,
lembra-te de mim, olha para mim, e não me castigues por causa de meus pecados,
de minhas transgressões ou de meus pais, que pecaram diante de ti. 4Porque não obedecemos aos teus
preceitos, entregaste-nos à pilhagem, ao cativeiro e à morte, e fizeste de nós
assunto de provérbios, alvo de zombaria e de injúria cm todas as nações, entre
as quais nos dispersaste. 5Agora, porém,
vejo que são verdadeiros os teus numerosos julgamentos, quando me tratas
segundo os meus pecados e os pecados de meus pais, pois não cumprimos teus
mandamentos nem caminhamos na verdade diante de ti. 6Trata-me,
pois, como te aprouver. Ordena que seja retomado de mim o meu espírito, para
que eu desapareça da face da terra e me transforme em terra. Para mim é melhor
morrer do que viver, pois tenho ouvido injúrias caluniosas e sinto em mim
profunda tristeza. Senhor, ordena que eu seja libertado desta angústia.
Deixa-me ir para a morada eterna e não afastes, Senhor, de mim a tua face. Para
mim é preferível morrer a ver tão grande angústia em minha vida, ouvindo ainda
tais injúrias”. 7Naquele mesmo
dia, Sara, filha de Raguel, que morava em Ecbátana, na Média, teve também de
ouvir injúrias de uma das escravas de seu pai. 8Ela
fora dada em casamento a sete homens, mas o perverso demônio Asmodeu havia-os
matado, antes de estarem com ela, como esposa. A escrava disse-lhe: “És tu que
sufocas teus maridos! Já foste dada a sete homens e de nenhum até agora tiveste
proveito. 9Por que nos espancas por terem
morrido os teus maridos? Vai-te embora com eles e jamais vejamos filho ou filha
nascidos de ti!” 10Naquele dia,
Sara ficou com a alma cheia de tristeza e pôs-se a chorar. E subiu ao aposento
de seu pai, no andar superior, intenção de se enforcar. Mas, pensando melhor,
disse consigo mesma: “Não quero que venham injuriar a meu pai e dizer-lhe:
“Tinhas uma filha muito querida e ela enforcou-se por causa de suas desgraças”.
Assim eu faria baixar à sepultura a velhice amargurada de meu pai. É melhor
para mim, em vez de me enforcar, pedir ao Senhor que me faça morrer, mais ouvir
injúrias em minha vida”. 11aNo mesmo
instante, estendendo as mãos em direção à janela, fez esta oração: “Tu és
bendito, Deus de misericórdia, e é eternamente o teu nome!” 16Na hora, a prece dos dois foi ouvida
perante a glória de Deus. 17aE Rafael foi
enviado para curar a ambos. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 05/06/2013
Marcos
12,18-27
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos: Naquele tempo, 18vieram
ter com Jesus alguns saduceus, os quais afirmam que não existe ressurreição e
lhe propuseram este caso: 19“Mestre, Moisés deu-nos esta
prescrição: Se morrer o irmão de alguém, e deixar a esposa sem filhos, o irmão
desse homem deve casar-se com a viúva, a fim de garantir a descendência de seu
irmão”. 20Ora,
havia sete irmãos: o mais velho casou-se, e morreu sem deixar descendência. 21O
segundo casou-se com a viúva, e morreu sem deixar descendência. E a mesma coisa
aconteceu com o terceiro. 22E nenhum dos sete deixou
descendência. Por último, morreu também a mulher. 23Na ressurreição,
quando eles ressuscitarem, de quem será ela mulher? Porque os sete se casaram
com ela!” 24Jesus
respondeu: “Acaso, vós não estais enganados, por não conhecerdes as Escrituras,
nem o poder de Deus? 25Com efeito, quando os mortos
ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos
do céu. 26Quanto
ao fato da ressurreição dos mortos, não lestes, no livro de Moisés, na passagem
da sarça ardente, como Deus lhe falou: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de
Isaac e o Deus de Jacó’? 27Ora, ele não é Deus de mortos,
mas de vivos! Vós estais muito enganados”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
terça-feira, 4 de junho de 2013
Santo do dia 04/06/2013: São Francisco Caracciolo
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São Francisco Caracciolo
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São Francisco Caracciolo
Ascânio Caracciolo era um italiano descendente, por parte de
mãe, de santo Tomás de Aquino, portanto, como ele, tinha vínculos com a elite
da nobreza. Nasceu próximo de Nápoles, na Vila Santa Maria de Chieti, em 13 de
outubro de 1563. A família, muito cristã, preparou-o para a vida de negócios e
da política, em meio às festas sociais e aos esportes. Na adolescência, decidiu
pela carreira militar. Mas foi acometido por uma doença rara na pele, parecida
com a lepra e incurável também. Quando todos os tratamentos se esgotaram,
Ascânio rezou com fervor a Deus, pedindo que ele o curasse e prometendo que, se
tal graça fosse concedida, entregaria a sua vida somente a seu serviço. Pouco
depois a cura aconteceu. Cumprindo sua determinação, tinha então vinte e dois
anos, foi para Nápoles, onde estudou teologia e ordenou-se sacerdote. Começou
seu trabalho junto aos "Padres Brancos da Justiça", que se dedicavam
ao apostolado dos encarcerados, doentes e pobres abandonados. Entretanto, Deus
tinha outros planos para ele. Na organização dos "Padres Brancos"
havia um outro sacerdote que tinha exatamente o seu nome: Ascânio Caracciolo,
só que era mais velho. Certo dia de 1588, o correio cometeu um erro, entregando
uma carta endereçada ao Ascânio mais velho para o mais jovem, no caso ele. A
carta fora escrita pelo sacerdote João Agostinho Adorno e por Fabrício
Caracciolo, abade de Santa Maria Maior de Nápoles. E ambos se dirigiam ao velho
Ascânio Caracciolo para pedir que colaborasse com a fundação de uma nova Ordem,
a dos "Clérigos Regulares Menores", dando alguns detalhes sobre o
carisma que desejavam implantar. O jovem Ascânio percebeu que a nova Ordem
vinha ao encontro com o que ele procurava e foi conversar com os dois
sacerdotes. Depois os três se isolaram no mosteiro dos camaldulenses, para
rezar, jejuar e pedir a luz do Espírito Santo para a elaboração das Regras. Ao
final de quarenta dias, com os regulamentos prontos, Ascânio propôs que fosse
incluído um quarto voto, alem dos três habituais de pobreza, obediência e
castidade: o de não aceitar nenhum posto de hierarquia eclesiástica. O voto foi
aceito e incorporado à nova Ordem. Quando a comunidade contava com doze
integrantes, os três foram ao papa Xisto V pedir sua aprovação, concedida no
dia 1o de junho de 1588. Um ano depois, Ascânio vestiu o habito dos Clérigos
Regulares Menores tomando o nome de Francisco, em homenagem ao santo de Assis,
no qual se espelhava. Eles pretendiam estabelecer-se em Nápoles, mas o papa
sugeriu que fossem para a Espanha, região que carecia de novas Ordens. Porém,
ao chegarem em Madri, o rei não permitiu a sua fundação. Voltaram para Nápoles.
Nessa ocasião morreu Adorno, que era o prepósito-geral da Ordem, tarefa que Francisco
Caracciolo assumiu com humildade até morrer. Fiel ao pedido do papa, não
desistiu da Espanha, para onde voltou outras vezes. Entre 1595 e 1598,
Francisco fundou, em Valadolid, uma casa de religiosos; em Alcalá, um colégio;
e, em Madri, um seminário, no qual foi mestre dos noviços. Mais tarde, retornou
para a Casa-mãe em Nápoles, que fora transferida para Santa Maria Maior devido
ao seu rápido crescimento. Foram atividades intensas de que seu corpo frágil
logo se ressentiu. Adoeceu durante uma visita aos padres do Oratório da cidade
de Agnone e morreu, aos quarenta e quatro anos de idade, em 4 de junho de 1608.
Canonizado em 1807 pelo papa Pio VII, são Francisco Caracciolo foi consagrado
co-padroeiro de Nápoles em 1840.
Oração do dia 04/06/2013
Pai, revela-me a identidade de teu filho Jesus, para que eu
não me acerque dele movido por falsas esperanças. Amém!
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