sábado, 17 de agosto de 2013
Santo do dia 17/08/2013: São Jacinto
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São Jacinto
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São Jacinto
Batizado com o nome de Jacko, ele nasceu em 1183, na antiga
Kramien, hoje Cracóvia, na Polônia. Alguns biógrafos dizem que pertencia à
piedosa família Odrovaz, da pequena nobreza local. Desde cedo, aprendeu a
bondade e a caridade, despertando, assim, sua vocação religiosa. Antes de
ingressar na Ordem dos Predicadores de São Domingos, ele era cônego na sua
cidade natal. Foi em Roma que conheceu Domingos de Gusmão, fundador de uma nova
Ordem, a dos padres predicadores. Pediu seu ingresso e foi aceito na nova
congregação. Depois de um breve noviciado, concluído em Bolonha, provavelmente
em 1221, vestiu o hábito dominicano e tomou o nome de frei Jacinto. Na ocasião,
foi o próprio são Domingos que o enviou de volta à sua pátria com um
companheiro, frei Henrique da Morávia. Assim iniciou sua missão de grande
pregador. O trabalho que ele teria de desenvolver na Polônia fora claramente
fixado pelo fundador. Jacinto fundou, em Cracóvia, um mosteiro da Ordem de São
Domingos. Depois de pregar por toda a diocese, mandou alguns dominicanos
missionários para a Prússia, Suécia e Dinamarca, pois esses países pagãos
careciam de evangelização. O grande afluxo de religiosos à nova Ordem permitiu,
em 1225, por ocasião do capítulo provincial, que se decidisse a fundação de
cinco novos mosteiros na Polônia e na Boêmia. Passados três anos, após ter
participado do capítulo geral da Ordem em Paris, foi para Kiev, na Rússia, onde
desenvolveu mais uma eficiente missão evangelizadora, levando a Ordem dos
dominicanos para aquela região. Jacinto foi um incansável pregador da Palavra
de Cristo e um dos mais pródigos colaboradores do estabelecimento da nova Ordem
naquelas regiões tão distantes de Roma. Foram quarenta anos de intensa vida missionária.
No ano dia 15 de agosto 1257, morreu no Mosteiro de Cracóvia, Polônia,
consumido pelas fadigas, aos setenta e dois anos de idade. Considerado pelos
biógrafos uma das glórias da Ordem Dominicana, foi canonizado em 1524 pelo papa
Clemente VII. A festa de são Jacinto, o "apóstolo da Polônia", era
tradicionalmente celebrada um dia depois da sua morte, mas, em razão da
veneração da Assunção de Maria, foi transferida para o dia 17 de agosto.
Oração do dia 17/08/2013
Pai, desapega meu coração das coisas deste mundo, livrando-me
da ilusão de buscar segurança nos bens acumulados. E reforça minha fé na
Providência! Amém!
Deus nos fala dia 17/08/2013
Na história bíblica e na história eclesial, há
grandes momentos de renovação de aliança, de compromisso, de promessa. A
história mostra também, e continuamente, a quebra dessas promessas renovadas.
Já no evangelho, Jesus adverte que muitas vezes são os adultos, por suas
atitudes, que atrapalham as crianças no caminho do bem para chegar até Deus!
Leitura do dia 17/08/2013
Josué 24,14-29
Leitura do Livro de Josué: Naqueles dias, Josué
disse a todo o povo: 14“Agora, pois, temei o Senhor e servi-o
com um coração íntegro e sincero, e lançai fora os deuses a quem vossos pais
serviram na Mesopotâmia e no Egito e servi ao Senhor. 15Contudo, se vos
parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses
a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia, ou aos deuses dos amorreus, em cuja
terra habitais. Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor”. 16E
o povo respondeu, dizendo: “Longe de nós abandonarmos o Senhor, para servirmos
a deuses estranhos. 17Porque o Senhor, nosso Deus, ele mesmo
é quem nos tirou, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da
escravidão. Foi ele quem realizou esses grandes prodígios diante de nossos
olhos e nos guardou por todos os caminhos por onde peregrinamos, e no meio de
todos os povos pelos quais passamos. 18O Senhor expulsou diante de nós todas
as nações, especialmente os amorreus, que habitavam a terra em que entramos.
Portanto, nós também serviremos ao Senhor, porque ele é o nosso Deus”. 19Então
Josué disse ao povo: “Não podeis servir ao Senhor, pois ele é um Deus santo, um
Deus ciumento, que não suportará vossas transgressões e pecados. 20Se
abandonardes o Senhor e servirdes a deuses estranhos, ele se voltará contra
vós, e vos tratará mal e vos aniquilará, depois de vos ter tratado bem”. 21O
povo, porém, respondeu a Josué: “Não! É ao Senhor que serviremos”. 22Josué
então disse ao povo: “Sois testemunhas contra vós mesmos de que escolhestes o
Senhor para servi-lo”. E eles responderam: “Sim! Somos testemunhas!” 23“Sendo
assim”, disse Josué, “tirai do meio de vós os deuses estranhos e inclinai os
vossos corações para o Senhor, Deus de Israel”. 24O povo disse a
Josué: “Serviremos ao Senhor, nosso Deus, e seremos obedientes aos seus
preceitos”. 25Naquele dia, Josué estabeleceu uma
aliança com o povo, e lhes propôs preceitos e leis em Siquém. 26Josué
escreveu estas palavras no Livro da Lei de Deus. A seguir, tomou uma grande
pedra e levantou-a ali, debaixo do carvalho que havia no santuário do Senhor. 27Então
Josué disse a todo o povo: “Esta pedra que estais vendo servirá de testemunha
contra vós, pois ela ouviu todas as palavras que o Senhor vos disse, para que
depois não possais renegar o Senhor, vosso Deus”. 28Em seguida, Josué
despediu o povo, para que fosse cada um para suas terras. 29Depois
desses acontecimentos, morreu Josué, filho de Nun, servo do Senhor, com a idade
de cento e dez anos. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 17/08/2013
Mateus
19,13-15
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: Naquele tempo, 13levaram crianças a Jesus, para que
impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as
repreendiam. 14Então Jesus disse:
“Deixai as crianças e não as proibais de vir a mim, porque delas é o Reino dos
Céus”. 15E depois de impor
as mãos sobre elas, Jesus partiu dali. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Santo do dia 16/08/2013: São Roque
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São Roque
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São Roque
Roque nasceu no ano de 1295, na cidade de Montpellier,
França, em uma família rica, da nobreza da região. Outros dados sobre sua vida
e descendência não são precisos. Ao certo, o que sabemos é que ficou órfão na
adolescência e que vendeu toda a herança e distribuiu o que arrecadou entre os
pobres. Depois disso, viveu como peregrino andante. Percorreu a França com
destino a Roma. Mas antes disso Roque deparou com regiões infestadas pela
chamada peste negra, que devastou quase todas as populações da Europa no final
do século XIII e início do XIV. Era comum ver, à beira das estradas, pequenos
povoados só de doentes que foram isolados do convívio das cidades para evitar o
contágio do restante da população ainda sã. Lá eles viviam até morrer,
abandonados à própria sorte e sofrendo dores terríveis. Enxergando nas pobres
criaturas o verdadeiro rosto de Cristo, Roque atirou-se de corpo e alma na
missão de tratá-los. Iluminado pelo Santo Espírito, em pouco tempo adquiriu o
dom da cura, fazendo inúmeros prodígios. Fez isso durante dois anos, ganhando
fama de santidade. Depois partiu para Roma, onde durante três dias rezou sobre
os túmulos de são Pedro e são Paulo. Depois, por mais alguns anos, peregrinou
por toda a Itália setentrional, onde encontrou um vasto campo de ação junto aos
doentes incuráveis. Cuidando deles, descuidou-se de si próprio. Certo dia,
percebeu uma ferida na perna e viu que fora contaminado pela peste. Assim,
decidiu refugiar-se, sozinho, em um bosque, onde foi amparado por Deus. Roque
foi encontrado por um cão, que passou a levar-lhe algum alimento todos os dias,
até que seu dono, curioso, um dia o seguiu. Comovido, constatou que era seu cão
que socorria o pobre doente. O homem, que não reconheceu em Roque o peregrino
milagreiro, a partir daquele momento, cuidou da sua recuperação. Restabelecido,
voltou para Montpellier, que, na ocasião, estava em guerra. Confundido como
espião, foi preso e levado para o cárcere, onde sofreu calado durante cinco
anos. No cárcere, continuou praticando a caridade e pregando a palavra de
Cristo, convertendo muitos prisioneiros e aliviando suas aflições, até morrer.
Diz a tradição que, quando o carcereiro, manco de nascença, tocou com o pé o
seu corpo, para constatar se realmente estava morto, ficou imediatamente curado
e começou a andar normalmente. Esse teria sido o primeiro milagre de Roque,
após seu falecimento, ocorrido em 16 de agosto de 1327, na prisão de seu país
de origem. O seu culto foi reconhecido em 1584 pelo papa Gregório XIII, que
manteve a sua festa no dia de sua morte. Hoje, as relíquias de são Roque são
veneradas na belíssima basílica dedicada a ele em Veneza, Itália, sendo
considerado o santo Protetor contra as Pestes.
Oração do dia 16/08/2013
Pai, quero estar sempre em comunhão contigo, pois só tu és
Bom. Que eu possa, assim, conhecer a tua vontade e colocá-la em prática, pois
este é o caminho da salvação. Amém!
Deus nos fala dia 16/08/2013
Matrimônio é um projeto divino para o homem. Casar
e constituir família é o grande sonho de uma pessoa, embora seja difícil
vivê-lo com fidelidade e qualidade. Há quem aceite renunciar a esse sonho lindo
para dedicar-se exclusivamente à evangelização, convocação e animação do povo
para que renove sua fidelidade ao Deus que é fiel, como fazia Josué!
Leitura do dia 16/08/2013
Josué 24,1-13
Leitura do Livro de Josué: Naqueles dias, 1Josué
reuniu em Siquém todas as tribos de Israel e convocou os anciãos, os chefes, os
juízes e os magistrados, que se apresentaram diante de Deus. 2Então
Josué falou a todo o povo: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Vossos pais,
Taré, pai de Abraão e de Nacor habitaram outrora do outro lado do rio Eufrates
e serviram a deuses estranhos. 3Mas eu tirei Abraão, vosso pai, dos
confins da Mesopotâmia, e o conduzi através de toda a terra de Canaã, e
multipliquei a sua descendência. 4Dei-lhe Isaac, e a este dei Jacó e
Esaú. E a Esaú, um deles, dei em propriedade o monte Seir; Jacó, porém, e seus
filhos, desceram para o Egito. 5Em seguida, enviei Moisés e Aarão e
castiguei o Egito com prodígios que realizei em seu meio, e depois disso vos
tirei de lá. 6Fiz, portanto, que vossos pais saíssem
do Egito, e assim chegastes ao mar. Os egípcios perseguiram vossos pais, com
carros e cavaleiros, até o mar Vermelho. 7Vossos pais clamaram então ao Senhor, e
ele colocou trevas entre vós e os egípcios. Depois trouxe sobre estes o mar,
que os recobriu. Vossos olhos viram todas as coisas que eu fiz no Egito e
habitastes no deserto muito tempo. 8Eu vos introduzi na terra dos amorreus
que habitavam do outro lado do rio Jordão. E, quando guerrearam contra vós, eu
os entreguei em vossas mãos, e assim ocupastes a sua terra e os exterminastes. 9Levantou-se
então Balac, filho de Sefor, rei de Moab, e combateu contra Israel, e mandou
chamar Balaão, filho de Beor, para que vos amaldiçoasse. 10Eu,
porém, não o quis ouvir. Ao contrário, abençoei-vos por sua boca, e vos livrei
de suas mãos. 11A seguir, atravessastes o Jordão e
chegastes a Jericó. Mas combateram contra vós os habitantes desta cidade os
amorreus, os ferezeus, os cananeus, os hititas, os gergeseus, os heveus e os
jebuseus. Eu, porém, entreguei-os em vossas mãos. 12Enviei à vossa
frente vespões que os expulsaram da vossa presença os dois reis dos amorreus e
isso não com a tua espada nem com o teu arco. 13Eu vos dei uma
terra que não lavrastes, cidades que não edificastes, e nelas habitais, vinhas
e olivais que não plantastes, e comeis de seus frutos. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 16/08/2013
Mateus
19,3-12
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: Naquele tempo, 3alguns fariseus aproximaram-se de
Jesus, e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa
por qualquer motivo?” 4Jesus
respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início, os fez homem e mulher? 5E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai
e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? 6De modo que eles já não são dois, mas
uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. 7Os fariseus perguntaram: “Então, como é
que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8Jesus respondeu: “Moisés permitiu
despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim
desde o início. 9Por isso, eu vos
digo: quem despedir a sua mulher a não ser em caso de união ilegítima e se
casar com outra, comete adultério”. 10Os
discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não
vale a pena casar-se”. 11Jesus
respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é
concedido. 12Com efeito, existem
homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os
homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do
Reino dos Céus. Quem puder entender entenda”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Santo do dia 15/08/2013: Assunção de Nossa Senhora , Nossa Senhora da Guia e Santo Tarcísio
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Assunção de Nossa Senhora
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| Nossa Senhora da Guia |
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| Santo Tarcísio |
Assunção de Nossa Senhora
Nossa Igreja celebra hoje, Maria. Ela aparece pela última vez
nos escritos do Novo Testamento no primeiro capítulo dos Atos dos Apóstolos:
Ela está no meio dos apóstolos, em oração no cenáculo, aguardando a descida do
Espírito Santo. Proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal,
pelo Papa Pio XII no ano de 1950, declarando que Maria não precisou aguardar,
como as outras criaturas, o fim dos tempos para obter também a ressurreição
corpórea, quis por em evidência o caráter único da sua santificação pessoal,
pois o pecado nunca ofuscou, nem por um instante, o brilho de sua alma. A
Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, foi assunta em corpo e alma à
glória celestial. Esta celebração foi decretada no Oriente no século VII, com
decreto do imperador bizantino Maurício. Neste mesmo século a festa da Dormitio
(passagem para a outra vida), também foi introduzida em Roma pelo Papa
oriental, Sérgio I. Passou-se então um século antes que o termo dormitio
cedesse o lugar ao nome Assunção de Nossa Senhora aos Céus. Sendo assim, os
santos que já têm a visão beatífica, estão de certo modo aguardando a plenitude
final da redenção, que em Maria já se dera com singular graça da preservação do
pecado.
Complemento:
Solenidade da Assunção de Nossa Senhora
No dia 15 de agosto a Igreja celebra a solenidade da Assunção
de Nossa Senhora. É a terceira e última solenidade de Maria durante o ano na Igreja
universal. Dia 8 de dezembro ela celebra a Imaculada Conceição e, dia 1º de
janeiro, Nossa Senhora, Mãe de Deus. Pelo fato de o dia 15 de agosto não ser
feriado, a Igreja celebra esta festa no domingo depois do dia 15. Sua Liturgia
é muito rica. Assunção de Nossa Senhora, ou Nossa Senhora assunta ao céu, ou
ainda Nossa Senhora da Glória, está entre as festas de Nossa Senhora muito
caras ao nosso povo. Faz parte da piedade popular do Catolicismo tradicional.
Esta é também a vitória de Maria, celebrada nesta festa da Assunção. Ela não
obteve nenhuma medalha de ouro, nos jogos olímpicos; simplesmente está coroada
de Doze estrelas, na fronte, por ter assumido e vencido, no seu papel de Mãe de
Jesus e Mãe da Igreja.
Nossa Senhora da Guia
Sob o aspecto histórico o título de Nossa Senhora da Guia tem
sua origem na Igreja Ortodoxa, onde a Santíssima Virgem é invocada sob o nome
“Odigitria”, que significa “Condutora”, “Guia” de Jesus desde a infância até o
início de sua vida pública, conseqüentemente invocada como guia e protetora do
povo de Deus. São diversos os locais onde Nossa Senhora da Guia passou a
ser venerada. Via de regra, a Virgem Maria encontra-se sentada, segurando
o Menino Jesus como que o amparando, mas diversos outros ícones da Virgem da
Guia variam conforme a localidade e os costumes. Representações mais recentes apresentam Maria
a meio corpo, vestida com uma túnica branca e um manto azul. Sobre a cabeça um véu branco e as mão unidas
em oração. Há outras representações que variam, algumas delas apresentam-na
com uma estrela em uma das mãos
simbolizando a Estrela Guia, que
conduziu os Reis Magos até a manjedoura onde encontrava-se o Menino Jesus. No
Brasil sua difusão deve-se aos portugueses, que trouxeram a devoção de
Portugal, onde a festa comemora-se junto com Nosso Senhor do Bonfim. Por este
motivo, no ano de 1745, um Capitão da Marinha Real aportou na cidade de São
Salvador, Bahia, trazendo em seu navio
tanto a imagem de Nossa Senhora da Guia quando a de Nosso Senhor Jesus do
Bonfim, as quais foram transportadas até a Igreja de Nossa Senhora da
Penha, situada na localidade de
Itabagipe.
Santo Tarcísio
Tarcísio foi um mártir da Igreja dos primeiros séculos,
vítima da perseguição do imperador Valeriano, em Roma, Itália. A Igreja de Roma
contava, então, com cinqüenta sacerdotes, sete diáconos e mais ou menos
cinqüenta mil fiéis, no centro da cidade imperial. Ele era um dos integrantes
desta comunidade cristã romana, quase toda dizimada pela fúria sangrenta
daquele imperador. Tarcísio era acólito do Papa Xisto II, ou seja, era coroinha
na igreja, servindo ao altar nos serviços secundários, acompanhando o Santo
Papa na celebração eucarística. Durante o período das perseguições, os cristãos
eram presos, processados e condenados a morrer pelo martírio. Nas prisões, eles
desejavam receber o conforto final da Eucaristia. Mas era impossível entrar.
Numa das tentativas dois diáconos, Felicíssimo e Agapito, foram identificados
como cristãos e brutalmente sacrificados. O Papa Xisto II queria levar o Pão
Sagrado a mais um grupo de mártires que esperavam a execução, mas não sabia
como. Foi quando Tarcísio pediu ao Santo Papa que o deixasse tentar, pois não
entregaria as hóstias a nenhum pagão. Ele tinha doze anos de idade. Comovido o
Papa Xisto II o abençoou e lhe deu uma caixinha de prata com as hóstias. Mas
Tarcísio não conseguiu chegar à cadeia. No caminho foi identificado e como se
recusou a dizer e entregar o que portava, foi abatido e apedrejado até morrer.
Depois de morto, foi revistado e nada acharam do Sacramento de Cristo. Seu
corpo foi recolhido por um soldado, simpatizante dos cristãos, que o levou às
catacumbas, onde foi sepultado. Estas informações são as únicas existentes
sobre o pequeno acólito Tarcísio. Foi o Papa Dâmaso quem mandou colocar na sua
sepultura uma inscrição com a data de sua morte: 15 de agosto de 257. Tarcísio
foi primeiro sepultado junto com o Papa Stefano nas catacumbas de Calisto, em
Roma. No ano 767 o Papa Paulo I determinou que seu corpo fosse transferido para
o Vaticano, na basílica de São Silvestre e colocado ao lado dos outros
mártires. Mas no ano de 1596 seu corpo foi transferido e colocado
definitivamente embaixo do altar principal daquela mesma basílica. A basílica
de São Silvestre é a mais solene do Vaticano. Nela todos os Papas iniciam e
terminam seus pontificados. Sem dúvida o lugar mais apropriado para o comovente
protetor da Eucaristia: o mártir e acólito Tarcísio. Ele foi declarado
padroeiro dos coroinhas ou acólitos, que servem ao altar e ajudam na celebração
eucarística.
Oração do dia 15/08/2013
Pai, conduze-me pelos caminhos de Maria, tua fiel servidora,
cuja vida se consumou, sendo exaltada por ti. Que, como Maria, eu saiba me
preparar para a comunhão plena contigo. Amém!
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