sábado, 21 de novembro de 2015

Apresentação de Nossa Senhora!-(Cor Branca)

Santo do dia 21/11/2015: APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA

APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA
APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA

Não consta oficialmente das sagradas escrituras a apresentação de Maria ao Senhor, mas em textos não-oficiais, tão antigos quanto elas, o acontecimento é detalhado em minúcias. Deve ter acontecido de fato, pois a "apresentação" é um ritual sagrado judeu e seus pais, Ana e Joaquim, eram profundamente religiosos. A menina é apresentada ao templo e ao Senhor aos três anos, no fim do aleitamento. Quanto à apresentação de Maria, aquela a quem Deus escolheria como Mãe de seu Filho e Mãe da Igreja, há duas versões: a que vem dos escritos não reconhecidos como inspirados por Deus e a que vem da dedução, comparando-se à cerimônia como é feita com outras crianças. Contam os escritos que ela subiu sozinha os quinze degraus do templo. Contam também que, durante o tempo em que ali permaneceu, doze anos, Maria se alimentou somente com uma comida especial, trazida diretamente pelos anjos. Ela também não residiria com as outras meninas. Mas, segundo a versão que reproduz o ritual normal, as coisas devem ter acontecido de forma mais modesta, mas, justamente por isso, mais gloriosa, pela humildade e por não diferir da tradição. Como as outras, Maria foi levada ao templo e subiu os quinze degraus acompanhada de várias meninas hebréias segurando tochas acesas, na presença de autoridades de Jerusalém. A data dedicada à comemoração desta apresentação, 21 de novembro, foi estabelecida em 543 e teve origem na dedicação da basílica de Santa Maria Nova, construída junto ao Templo de Jerusalém. A festa é celebrada em todo o oriente, desde o século VI.

Oração do dia 21/11/2015

Pai, reforça os laços que me ligam aos meus irmãos e irmãs de fé, de forma a testemunhar que formamos uma grande família, cujo pai és tu. Amém!

Meditação do dia 21/11/2015

Salve, ó Santa Mãe de Deus, vós destes à luz o Rei, que governa o céu e a terra pelos séculos eternos!

Leitura do dia 21/11/2015

Zacarias 2,14-17
Leitura da Profecia de Zacarias: 14“Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. 16O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. 17Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação”. Palavra do Senhor.

— Graças a Deus!

Responsório do dia 21/11/2015

Lucas 1,46-55
— O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome!
— A minh’alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,
— pois ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e Santo é o seu nome.
— Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos.
— Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos.
— Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre!

Evangelho do dia 21/11/2015

Mateus 12,46-50
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

33ª Semana Comum!-(Cor Verde)-ANO DA PAZ!

Santo do dia 20/11/2015: SÃO FÉLIX DE VALOIS

SÃO FÉLIX DE VALOIS
SÃO FÉLIX DE VALOIS

Félix de Valois abriu mão de ser rei da França para ser um simples sacerdote, o que demonstra a alma caridosa e despojada que tinha. Nascido em 1127, tomava a decisão ainda na juventude, depois de chamar a atenção, desde criança, pela precoce preocupação com os pobres e necessitados. Mas Felix não conseguiu ser um simples sacerdote e transformou-se em visionário e histórico libertador de cristãos. Viviam-se os tempos em que os piratas mouros aterrorizavam o Mar Mediterrâneo, assaltando navios, atacando cidades portuárias, matando, saqueando e levando os cristãos sobreviventes como escravos. Estes se consideravam verdadeiros inimigos da fé ocidental. Nascido de família nobre, Félix tinha à sua disposição todas as regalias da corte. Mas, ao abrir mão por antecipação do trono que lhe caberia no futuro e tornar-se sacerdote, escolheu também a vida solitária e humilde dos eremitas. Isolou-se, para se dedicar unicamente à religião, mas não conseguiu ficar sozinho por muito tempo. O Criador tinha outros planos para ele. Procurado por João da Mata, também doutor e sacerdote, Félix o aceitou mais como companheiro do que como discípulo. Foram três anos de aprendizado recíproco, de união entre a santidade de Félix e a inteligência e praticidade de João da Mata. Até que um dia, durante uma caçada, tiveram juntos uma visão divina. Nela, Deus os chamava para lutar pela libertação dos cristãos que sofriam como escravos nas mãos dos mouros turcos, através da fundação de uma ordem com este fim. Sem temer o perigo que a empreitada acarretaria, Félix e João puseram mãos à obra imediatamente. Foram a Roma exclusivamente para narrar ao papa Inocêncio III a visão e o objetivo. Não só o papa reconheceu neles sinceridade, coragem e força suficientes para a espinhosa missão, como teve ele próprio a mesma visão dos sacerdotes. Aprovou e apoiou então a criação da Ordem da Santíssima Trindade para a Libertação dos Cristãos. O primeiro convento da Trindade foi erguido em Cerfoi, o mesmo local da visão original. Enquanto João cuidava da organização da ordem e suas atividades apostólicas, Félix trabalhava na formação espiritual dos membros, cujo número crescia sempre mais, atraídos pela santidade de Félix. A luta foi grande e penosa, mas em pouco tempo muitos cristãos conseguiam recuperar a liberdade e a condição social de antes de serem feitos prisioneiros. Os padres chegavam a se entregar como escravos, para realizar internamente o trabalho de libertação. Assim, cumpria-se a profecia de outra visão de Félix: a de que os membros da ordem passariam por vexames, perseguições e maus tratos até conseguir a liberdade para cada um dos cristãos devolvidos à sua comunidade. Depois de uma vida de vitórias e conquistas para o cristianismo, São Félix de Valois morreu no primeiro convento por ele fundado, em Cerfoi, com oitenta e cinco anos de idade. Foi canonizado pelo papa Urbano IV.

Oração do dia 20/11/2015

Espírito purificador, tira do meu coração toda sorte de maldade e de egoísmo, que o tornam indigno de ser morada de Deus. Amém!

Leitura do dia 20/11/2015

1Macabeus 4,36-37.52-59
Leitura do Primeiro Livro dos Macabeus: 36Naqueles dias, Judas e seus irmãos disseram: “Nossos inimigos foram esmagados. Vamos purificar o lugar santo e reconsagrá-lo”. 37Todo o exército então se reuniu e subiu ao monte Sião. 52No vigésimo quinto dia do nono mês, chamado Casleu, do ano cento e quarenta e oito, levantaram-se ao romper da aurora 53e ofereceram um sacrifício conforme a Lei, sobre o novo altar dos holocaustos que haviam construído. 54O altar foi novamente consagrado ao som de cânticos, acompanhados de cítaras, harpas e címbalos, na mesma época do ano e no mesmo dia em que os pagãos o haviam profanado. 55Todo o povo prostrou-se com o rosto em terra para adorar e louvar a Deus que lhes tinha dado um feliz triunfo. 56Durante oito dias, celebraram a dedicação do altar, oferecendo com alegria holocaustos e sacrifícios de comunhão e de louvor. 57Ornaram com coroas de ouro e pequenos escudos a fachada do templo. Reconstruíram as entradas e os alojamentos, nos quais puseram portas. 58Grande alegria tomou conta do povo, pois fora reparado o ultraje infligido pelos pagãos. 59De comum acordo com os irmãos e toda a assembléia de Israel, Judas determinou que os dias da dedicação do altar fossem celebrados anualmente com alegres festejos, no tempo exato, durante oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de Casleu. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

Responsório do dia 20/11/2015

1Crônicas 29,10-12
— Queremos celebrar o vosso nome glorioso!
— Bendito sejais vós, ó Senhor Deus, Senhor Deus de Israel, o nosso pai, desde sempre e por toda a eternidade!
— A vós pertencem a grandeza e o poder, toda a glória, esplendor e majestade, pois tudo é vosso: o que há no céu e sobre a terra!
— A vós, Senhor, também pertence a realeza, pois sobre a terra, como rei, vos elevais. Toda glória e riqueza vêm de vós!
— Sois o Senhor e dominais o universo, em vossa mão se encontra a força e o poder, em vossa mão tudo se afirma e tudo cresce!

Evangelho do dia 20/11/2015

Lucas. 19,45-48
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas: Naquele tempo, 45Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os vendedores. 46E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. 47Jesus ensinava todos os dias no Templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo procuravam modo de matá-lo. 48Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar. Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

São Roque González, Afonso Rodríguez e João del Castillo!-(Cor Vermelha)

Santo do dia 19/11/2015: SÃO ROQUE GONZÁLEZ, SANTO AFONSO RODRIGUEZ E SÃO JOÃO DE CASTILLO

SÃO ROQUE GONZÁLEZ, SANTO AFONSO RODRIGUEZ E SÃO JOÃO DE CASTILLO
SÃO ROQUE GONZÁLEZ, SANTO AFONSO RODRIGUEZ E SÃO JOÃO DE CASTILLO

"Matastes a quem tanto vos amava. Matastes meu corpo, mas minha alma está no céu". Contam os escritos que estas palavras foram ouvidas pelos índios que assassinaram São Roque Gonzalez e seus companheiros Santo Afonso Rodrigues e São João de Castillo, em 1628. Foram palavras misteriosamente proferidas pelo coração de São Roque, no mesmo instante em que era transpassado por uma flecha. Os três santos foram jesuítas missionários martirizados na América do Sul, no tempo da colonização espanhola. Faziam parte das missões e reduções implantadas pela Companhia de Jesus entre os índios guaranis do hoje chamado cone Sul. Além de catequizar os indígenas, ensinando-lhes os princípios cristãos, estas reduções foram importantes núcleos de resistência à brutalidade dos colonizadores europeus. Não só impediam que os guaranis fossem tomados como escravos, como permitiam que mantivessem sua cultura, enquanto paralelamente aprendiam conceitos artísticos e morais ocidentais. Aprendiam também as modernas técnicas de marcenaria, alvenaria, criação doméstica de animais, plantio e colheita. Ali se implantou uma forma comunitária de viver em que todos trabalhavam para todos e tudo era dividido entre todos. Havia trabalho, arte e lazer, tudo sob o prisma da fé e de uma convivência social tão igualitária que talvez nunca se repita. Tanto sucesso fez que os colonizadores se uniram aos índios inimigos e acabaram por invadir e destruir todas as missões da região, matando seus ocupantes e pondo fim à rica e histórica experiência. Mas, até que isso acontecesse, o trabalho destes jesuítas produziu frutos de felicidade terrena e paz espiritual para os indígenas. A vida do Padre Roque Gonzalez foi exemplar. Nasceu em Assunção do Paraguai, em 1576, de tradicional família católica espanhola, e estudou com os jesuítas, recém-chegados ao país. Desde cedo se preocupou com a sorte dos guaranis, de quem aprendeu a língua e em cuja defesa lutaria por toda a vida. Para tornar-se missionário entre eles, ordenou-se sacerdote aos vinte e dois anos. Imediatamente foi destacado para trabalhar junto aos índios da Serra do Maracaju, ao norte de Assunção. Ainda uma vez foi chamado de volta à capital e nomeado cura da catedral, mas logo voltou a campo para atuar entre os índios, pois era esta sua verdadeira vocação. Para tanto, ingressou na Companhia de Jesus. Começou então a primeira de suas missões mais difíceis, perigosas e arriscadas: pacificar os terríveis guerreiros Guaicurus do Chaco que, durante setenta anos, haviam espalhado o terror por toda Assunção. Mas a catequese era, para ele, motivo de alegria. O sofrimento vinha ao enfrentar, ao lado dos indígenas, as doenças, as pestes, a fome e a violência dos inimigos. Aprendeu tudo sobre lavoura e agricultura para depois ensinar aos índios. Organizou-os, ajudou-os a superar tudo e todos com fé, disciplina e muito trabalho. A primeira missa que rezou em solo gaúcho e brasileiro foi celebrada em 3 de maio de 1626, num local inóspito onde, posteriormente, se estabeleceria a redução de são Nicolau. Fundou ainda outras quatro reduções: Candelária, Caaçapa-mirim, Assunção do Juí e Caaró. Foi na redução de Caaró que encontrou o martírio. Estava levantando um pequeno campanário na capela que acabara de construir quando índios inimigos, a mando de um terrível feiticeiro conhecido como Nheçu, atacaram o local. Padre Roque foi morto a golpes de clava de pedra. O mesmo aconteceu com Padre Afonso Rodrigues, que estava ao seu lado, e com Padre João de Castillo que se encontrava na missão de são Nicolau, também atacada. Os índios arrancaram seu coração e atravessaram-no com uma flecha. Foi aí que as misteriosas palavras foram ouvidas. Como resposta, seus assassinos atiraram o coração ao fogo, mas este milagrosamente permaneceu intacto e encontra-se, até hoje, num relicário do colégio jesuíta de Assunção. Os três foram canonizados em 1988 pelo Papa João Paulo II, em sua visita à capital do Paraguai.