A Comunidade que escuta atentamente a Palavra de
Deus vive na unidade e na comunhão e alegra-se com os feitos do Senhor. Por
isso, Jesus, mesmo diante da morte iminente, alegra-se pela sua fidelidade ao
Pai e ao anúncio do Reino. Acolhamos!
terça-feira, 30 de abril de 2013
Leitura do dia 30/04/2013
Atos dos Apóstolos 14,19-28
Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 19de Antioquia
e Icônio chegaram judeus que convenceram as multidões. Então apedrejaram Paulo
e arrastaram-no para fora da cidade, pensando que ele estivesse morto. 20Mas, enquanto
os discípulos o rodeavam, Paulo levantou-se e entrou na cidade. No dia
seguinte, partiu para Derbe com Barnabé. 21Depois de terem pregado o
Evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra,
Icônio e Antioquia. 22Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecer
firmes na fé, dizendo-lhes: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para
entrar no Reino de Deus”. 23Os apóstolos designaram presbíteros para cada
Comunidade. Com orações e jejuns, eles os confiavam ao Senhor, em quem haviam
acreditado. 24Em
seguida, atravessando a Pisídia, chegaram à Panfília. 25Anunciaram a
palavra em Perge, e depois desceram para Atália. 26Dali embarcaram para Antioquia,
de onde tinham saído, entregues à graça de Deus, para o trabalho que haviam
realizado. 27Chegando
ali, reuniram a Comunidade. Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles
e como havia aberto a porta da fé para os pagãos. 28E passaram então algum tempo com
os discípulos. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 30/04/2013
João
14,27-31a
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo João; Naquele tempo, disse Jesus a seus
discípulos: 27“Deixo-vos a paz, a minha paz
vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso
coração. 28Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou,
mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai,
pois o Pai é maior do que eu. 29Disse-vos
isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis. 30Já não falarei muito convosco, pois o chefe
deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, 31amas,
para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me
ordenou”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Santo do dia 29/04/2013: Santa Catarina de Sena e São Pedro de Verona
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Santa Catarina de Sena
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São Pedro de Verona
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Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira
Dominicana. Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais
impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março de
1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma dos vinte e
cinco filhos do casal. Fica fácil imaginar a infância conturbada que Catarina
teve. Além de não poder estudar, cresceu franzina, fraca e viveu sempre doente.
Mas, mesmo que não fosse assim tão debilitada, certamente a sua missão
apostólica a teria fragilizado. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de
Cristo. Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade
consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações contemplativas
e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar. Aos quinze
anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Durante as orações
contemplativas, envolvia-se em êxtase, de tal forma que só esse fato
possibilitou que convertesse centenas de almas durante a juventude. Já adulta e
atuante, começou por ditar cartas ao povo, orientando suas atitudes, convocando
para a caridade, o entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira
dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico.
Dois papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo sofrer a
população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a Itália e outros
países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes católicos, cardeais e
bispos, e conseguiu que o papa legítimo, Urbano VI, retomasse sua posição e
voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o papado estava em Avignon e não em
Roma, e a Cúria sofria influências francesas. Outra dificuldade, intransponível
para muitos, que enfrentou serenamente e com firmeza, foi a peste, que matou
pelo menos um terço da população européia. Ela tanto lutou pelos doentes,
tantos curou com as próprias mãos e orações, que converteu mais algumas
centenas de pagãos. Suas atitudes não deixaram de causar perplexidade em seus
contemporâneos. Estava à frente, muitos séculos, dos padrões de sua época,
quando a participação da mulher na Igreja era quase nula ou inexistente. Em
meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas e editadas de alto valor
histórico, místico e religioso, como o livro "Diálogo sobre a Divina
Providência", lido, estudado e respeitado até hoje. Catarina de Sena
morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três
anos de idade. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo
está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva. Foi declarada
"doutora da Igreja" pelo papa Paulo VI em 1970.
São Pedro de Verona
Pedro nasceu em Verona no ano de 1205. Seus pais eram hereges
maniqueus, adeptos da doutrina religiosa herética do persa Mani, Manes ou
Maniqueu, caracterizada pela concepção dualista do mundo, em que espírito e
matéria representam, respectivamente, o bem e o mal. Entretanto, o único colégio
que havia no local era católico e lá o menino não só aprendeu as ciências da
vida como os caminhos da alma. Pedro se converteu e se separou da família, indo
para Bolonha para terminar os estudos. Ali acabava de ser fundada a Ordem dos
Dominicanos, onde ele logo foi aceito, recebendo a missão de evangelizar. Foi o
que fez, viajando por toda a Itália, espalhando suas palavras fortes e um
discurso de fé que convertiam as massas. Todas as suas pregações eram
acompanhadas de graças, que impressionavam toda comunidade por onde passava. E
isso logo despertou a ira dos hereges. Primeiro inventaram uma calúnia contra
ele. Achando que aquilo era uma prova de Deus, Pedro não tentou provar
inocência. Aguardou que Jesus achasse a hora certa de revelar a verdade. Foi afastado
da pregação por um bom tempo, até que a mentira se desfez sozinha, e ele foi
chamado de volta e aclamado pela comunidade. Voltando às viagens
evangelizadoras, seus inimigos o afrontaram de novo tentando provar que suas
graças não passavam de um embuste. Um homem fingiu estar doente, e outro foi
buscar Pedro. Este, percebendo logo o que se passava, rezou e pediu a Deus que,
se o homem estivesse mesmo doente, ficasse curado. Mas, se a doença fosse
falsa, então que ficasse doente de verdade. O maniqueu foi tomado por uma febre
violentíssima, que só passou quando a armadilha foi confessada publicamente.
Perdoado por Pedro, o homem se converteu na mesma hora. Pedro anunciou, ainda,
não só o dia de sua morte, como as circunstâncias em que ela ocorreria. E,
mesmo tendo esse conhecimento, não deixou de fazer a viagem que seria fatal. No
dia 29 de abril de 1252, indo da cidade de Como para Milão, foi morto com uma
machadada por um maniqueu que o emboscou. O nome do assassino era Carin, que,
mais tarde, confessou o crime e, cheio de remorso, se internou como penitente
no convento dominicano de Forli. Imediatamente, o seu culto se difundiu em meio
a comoção e espanto dos fiéis, que passaram a visitar o seu túmulo, onde as
graças aconteciam em profusão. Apenas onze meses depois, o papa Inocente IV
canonizou-o, fixando a festa de são Pedro de Verona para o dia de sua morte.
Oração do dia 29/04/2013
Pai, inculca no meu coração a certeza de que só tu és Senhor,
e que entre os seres humanos deve reinar igualdade e solidariedade, sem
opressão. Amém!
Deus nos fala dia 29/04/2013
O apóstolo Paulo aproveita-se de um episódio para
fazer sua pregação missionária, chamando aquele povo à conversão. E esse é
também o ensinamento de Jesus: Quem me ama, guarda minha Palavra! Quem se fecha
à sua Palavra, fecha-se para a vida eterna. Acolhamos!
Leitura do dia 29/04/2013
Atos dos Apóstolos 14,5-18
Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, em
Icônio, 5pagãos
e judeus, tendo à frente seus chefes, estavam dispostos a ultrajar e apedrejar
Paulo e Barnabé. 6Ao
saberem disso, Paulo e Barnabé fugiram e foram para Listra e Derbe, cidades de
Licaônia, e seus arredores. 7Aí começaram a anunciar o Evangelho. 8Em Listra,
havia um homem paralítico das pernas, que era coxo de nascença e nunca fora
capaz de andar. 9Ele
escutava o discurso de Paulo. E este, fixando nele o olhar e notando que tinha
fé para ser curado, 10disse em alta voz: “Levanta-te direito sobre os teus pés”. O
homem deu um salto e começou a caminhar. 11Vendo o que Paulo acabara de
fazer, a multidão exclamou em dialeto licaônico: “Os deuses desceram entre nós
em forma de gente!” 12Chamavam a Barnabé Júpiter e a Paulo Mercúrio, porque era
Paulo quem falava. 13Os sacerdotes de Júpiter, cujo templo ficava defronte à
cidade, levaram à porta touros ornados de grinaldas e queriam, com a multidão,
oferecer sacrifícios. 14Ao saberem disso, os apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as
vestes e foram para o meio da multidão, gritando: 15“Homens, que estais fazendo? Nós
também somos homens mortais como vós, e vos estamos anunciando que precisais
deixar esses ídolos inúteis para vos converterdes ao Deus vivo, que fez o céu,
a terra, o mar e tudo o que neles existe. 16Nas gerações passadas, Deus
permitiu que todas as nações seguissem o próprio caminho. 17No entanto,
ele não deixou de dar testemunho de si mesmo através de seus benefícios,
mandando do céu chuvas e colheitas, dando alimento e alegrando vossos
corações”. 18E
assim falando, com muito custo, conseguiram que a multidão desistisse de lhes
oferecer um sacrifício. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 29/04/2013
João
14,21-26
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo segundo João: Naquele tempo, disse Jesus a seus
discípulos: 21“Quem acolheu os meus
mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai,
e eu o amarei e me manifestarei a ele”. 22Judas – não o
Iscariotes – disse-lhe: “Senhor, como se explica que te manifestarás a nós e
não ao mundo?” 23Jesus respondeu-lhe: “Se alguém
me ama, guardará minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos
nele a nossa morada. 24Quem não me
ama não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do
Pai que me enviou. 25Isso é o que
vos disse enquanto estava convosco. 26Mas o
Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo
e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
domingo, 28 de abril de 2013
Santo do dia 28/04/2013: São Luís Maria Grignion de Montfort, São Pedro Chanel, Santo Agapito I e Santa Joana (Gianna) Baretta Molla
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S.Luís M. Grignion de Montfort
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| São Pedro Chanel |
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| Santo Agapito I |
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Santa Joana (Gianna) Baretta Molla
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São Luís Maria Grignion de Montfort
Luís Maria Grignion nasceu em Montfort, França, em 1673.
Descendente de uma família cristã bem situada, recebeu uma excelente instrução
e educação. Ainda menino, decidiu seguir o caminho da fé e vestiu o hábito de
sacerdote em 1700. Seu maior desejo era ser um missionário no Canadá, mas
acabou sendo enviado a Poitiers, ali mesmo na França. Logo ficou famoso devido
à sua preparação doutrinal e o discurso fácil e atraente. Todos queriam ouvir
suas palavras, mas sua caridade era outra: cuidar de pacientes com doenças
repugnantes. A idéia de ser missionário não o abandonava. Mesmo contrariando seu
superior, foi pedir permissão diretamente ao papa. Para tanto, fez uma viagem a
pé, ida e volta, de Poitiers a Roma. Entretanto, o papa Clemente XI disse-lhe
que havia urgência, naquele momento, em pregar aos franceses, que viviam sob o
conflito entre Roma e a doutrina jansenista, uma nova heresia. Luís Maria
obedeceu e passou a pregar nas cidades e no meio rural e, quando necessário,
confrontava os doutores jansenistas com discurso igualmente douto, munido de
sua autoridade teológica. Ainda assim, sua linguagem era extremamente acessível
aos mais humildes, adaptado ao seu cotidiano, à sensibilidade popular,
combinada com o exemplo de uma conduta coerente e cristã. Usava de um discurso
fraterno, convidando o povo a adorar e confiar num Jesus amigo, em vez de
temê-lo como um rígido juiz. Outra característica muito importante de sua
pregação era a devoção extremada a Maria Santíssima. Embora a Igreja daquele
tempo estivesse questionando certos aspectos do culto mariano, ele pregava a
veneração sem excessos, firme e constante a Maria, a Mãe de Deus. Por meio dela
é que Jesus fez o seu primeiro milagre nas bodas de Caná. Esse argumento, de
fato, sempre esteve muito presente em todos os seus escritos e exortações, como
o tratado da "Verdadeira devoção à Santa Virgem", e todos eles
relacionados com a prática do Rosário. Seus textos foram publicados em 1842 e
tornaram-se os fundamentos da piedade mariana. Em meados de 1712, Luís Maria de
Montfort elaborou as Regras e fundou uma nova ordem masculina: a dos Missionários
da Companhia de Maria. Esses religiosos, chamados habitualmente de
montfortianos, estenderam, aos poucos, as suas atividades pela Europa, América
e África. Contudo seu fundador acompanhou apenas o seu início, porque morreu no
dia 28 de abril de 1716, poucos anos depois de sua aprovação. Em 1947, o papa
Pio XII proclamou-o santo.
São Pedro Chanel
Pedro nasceu no dia 12 de julho de 1803, na pequena Cuet,
França. Levado pelas mãos do zeloso pároco, iniciou os estudos no seminário
local e, em 1824, foi para o de Bourg, onde três anos depois se ordenou
sacerdote. Desde jovem, queria ser missionário evangelizador, mas primeiro teve
de trabalhar como pároco de Amberieu e Gex, pois havia carência de padres em
sua pátria. Juntou-se a outros padres que tinham a mesma vocação e trabalhavam
sob uma nova congregação, a dos maristas, dos quais foi um dos primeiros
membros, e logo conseguiu embarcar para a Oceania, em 1827, na companhia de um
irmão leigo, Nicézio. Foi um trabalho lento e paciente. Os costumes eram muito diferentes,
a cultura tão antagônica à do Ocidente, que primeiro ele teve de entender o
povo para depois pregar a palavra de Cristo. Porém, assim que iniciou a
evangelização, muitos jovens passaram a procurá-lo. O trabalho foi se
expandindo e, logo, grande parte da população havia se convertido. Ao perceber
que vários membros de sua família haviam aderido ao cristianismo, Musumuso, o
genro do cacique, matou Pedro Chanel a bordoadas de tacape. Era o dia 28 de
abril de 1841. Foi o fim da vida terrestre para o marista, entretanto a semente
que plantara, Musumuso não poderia matar. Quando o missionário Pedro Chanel
desembarcou na minúscula ilha de Futuna, um fragmento das ilhas Fiji entre o
Equador e o Trópico de Capricórnio, não se pode dizer que o lugar fosse um
paraíso. A pequena ilha é dividida em duas por uma montanha central, e cada
lado era habitado por uma tribo, que vivia em guerra permanente, uma contra a
outra. Hoje o local é, sim, um paraíso para os milhares de turistas que a
visitam anualmente e para a população, que é totalmente católica e vive na paz
no Senhor. E se hoje é assim, muito se deve à semente plantada pelo trabalho de
Pedro Chanel, que por esse ideal deu seu testemunho de fé. O novo mártir
cristão foi beatificado em 1889 e inscrito no Martirológio Romano em 1954,
sendo declarado padroeiro da Oceania.
Santo Agapito I
O bispo eleito para suceder o pontífice João II, na cidade de
Roma, foi Agapito I, que se consagrou no dia 13 de maio de 535. O seu
pontificado durou apenas onze meses e dezoito dias. Nesse tão curto período do
seu governo, o papa Agapito I elevou as finanças da Igreja; tomou decisões
doutrinais importantes para a correta compreensão dos fundamentos do
cristianismo e lutou com energia pela defesa da fé e dos bons costumes. Ele mandou
queimar as bulas de Bonifácio II, condenatórias das doutrinas de Dióscoro, e
negou aos hereges re-convertidos que conservassem seus cargos e benefícios,
como pretendia o imperador Justiniano. Enfim, foi um papa zeloso e defensor da
tradição católica. Também proibiu que os bispos das Gálias, atuais França e
Espanha, vendessem os bens de suas igrejas, até mesmo em caso de extrema
necessidade. Excomungou Antimo, o patriarca de Constantinopla, que havia
alcançado o patriarcado graças às intrigas da imperatriz Teodora, e nomeou em
seu lugar Mena, um bispo católico, homem de fé e saber. Como revelou o próprio
papa Agapito I, numa carta a Pedro, bispo de Jerusalém; era a primeira vez,
desde os tempos apostólicos, que uma Igreja Oriental recebia como patriarca um
bispo consagrado pelo papa. Fundou, em Roma, uma academia de Belas Letras e
várias escolas para adultos e crianças pobres, e distinguiu-se por sua
inesgotável caridade. Por fim, o papa Agapito I viajou para Constantinopla,
capital do Império Romano do Oriente, na qualidade de embaixador do rei, na
esperança, logo tornada desilusão, de fazer cessar a desastrosa guerra
greco-gótica da Itália, estourada em 535. Porém quase foi condenado ao exílio
pelo imperador Justiniano, decidindo voltar para Roma. Ocorreu, entretanto, que
o papa Agapito I foi acometido por uma grave enfermidade, morrendo logo em
seguida, no dia 22 de abril de 536. Seu funeral foi tal como nunca se vira em
Constantinopla, tanto para um bispo quanto para um imperador. O corpo de santo
Agapito I, papa e confessor, foi transladado para o Vaticano e enterrado no dia
17 de setembro do mesmo ano, no pátio da catedral de São Pedro, em Roma. A
santidade do papa Agapito I sempre foi muito lembrada pelos escritos de são
Gregório Magno. Ele que é reverenciado pela Igreja no dia 28 de abril, como
consta do Martirológio Romano.
Santa Joana (Gianna) Baretta Molla
Na família italiana dos Baretta de Milão, os treze filhos
foram reduzidos a oito pela epidemia da gripe espanhola e por duas mortes
ocorridas na primeira infância. Desses oito, saíram uma pianista, dois
engenheiros, quatro médicos e uma farmacêutica. Um dos engenheiros, José,
depois se fez sacerdote, e dois médicos fizeram-se religiosos missionários:
madre Virgínia e padre Alberto. Gianna Baretta, para nós Joana, a penúltima dos
oito, nasceu no dia 4 de outubro de 1922 na cidade de Magenta, onde cresceu e
se formou médica cirurgiã, com especialização em pediatria, concluída 1952.
Porém preferiu exercer clínica geral, atendendo especialmente os velhos
abandonados e carentes. Para ela, tudo era dever, tudo era sagrado: "Quem
toca o corpo de um paciente, toca o corpo de Cristo", dizia. Em 1955, ela
se casa com Pedro Molla. O casal vive na tradição religiosa familiar: missa,
oração e eucaristia, inserida com harmonia na Modernidade. Joana ama esquiar na
neve, pintar e a música também. Ela freqüenta o teatro e os concertos com o
marido, importante diretor industrial, sempre muito ocupado. Residem em Magenta
mesmo, onde Joana participa ativamente também da vida local da Associação
Católica Feminina. Os retiros espirituais são momentos de forte interiorização
e ela é a verdadeira colaboradora dessas novidades felizes da comunidade
católica. Vive essa atribuição como sua missão de médica. Nascem os filhos: Pedro
Luiz , Maria Rita e Laura . No mês de setembro de 1961, no início da quarta
gravidez, é hospitalizada e então é descoberto um fibroma no útero. Diante da
gravidade, sempre mais evidente, do caso, a única perspectiva de sobreviver é
renunciar à gravidez, para não deixar órfãos os três filhos. Mas Joana possui
valores cristãos firmemente consolidados e coloca em primeiro lugar o direito à
vida. E assim decide, com o preço da sua vida, ter o bebê. Joana Emanuela nasce
e sua mãe ainda a segura nos braços antes de morrer, no dia 28 de abril de
1962. Uma morte que é uma mensagem iluminada do amor em Cristo. Após sua morte,
o marido lê as anotações pessoais de Joana que antecediam os retiros
espirituais, e descobre sua conexão indissolúvel com o amor, o sacrifício e a
fé inabalável. Ao proclamar santa Joana Baretta Molla, em 2004, o papa João
Paulo II quis exaltar, juntamente com seu heroísmo final, a sua existência
inteira, os ensinamentos de toda uma vida no seguimento de Jesus, exemplo para
os casais modernos. Joana Emanuela, a filha nascida do seu sacrifício, em
pronunciamento nessa ocasião, disse: "Sinto em mim a força e a coragem de
viver, sinto que a vida me sorri". Ela ainda disse que rende homenagem à
mãe "dedicando a minha vida à cura e assistência aos anciãos".
Oração do dia 28/04/2013
Pai, como discípulo da luz, quero deixar-me sempre guiar por
teu Filho. Só, assim, as ciladas do demônio não prevalecerão sobre mim. Vem em
meu auxílio! Amém!
Deus nos fala dia 28/04/2013
A Palavra de Deus, quando acolhida, incomoda e
desinstala. Ela tem o poder de renovar as pessoas. Quem se compromete com ela,
supera seus caprichos e aprende a amar a todos, sem limite e sem medida, como
Jesus!
Leitura do dia 28/04/2013
Primeira Leitura
Atos dos Apóstolos 14,21b-27
Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, Paulo
e Barnabé 21bvoltaram
para as cidades de Listra, Icônio e Antioquia. 22Encorajando os discípulos, eles
os exortavam a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: “É preciso que passemos
por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus”. 23Os apóstolos
designaram presbíteros para cada comunidade. Com orações e jejuns, eles os
confiavam ao Senhor, em quem haviam acreditado. 24Em seguida, atravessando a
Pisídia, chegaram à Panfília. 25Anunciaram a palavra em Perge, e depois
desceram para Atália. 26Dali embarcaram para Antioquia, de onde tinham saído,
entregues à graça de Deus, para o trabalho que haviam realizado. 27Chegando ali,
reuniram a comunidade. Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles e
como havia aberto a porta da fé para os pagãos. Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Segunda Leitura
Apocalipse de São João 21,1-5a
Leitura do Livro do Apocalipse de São João: Eu,
João, 1vi
um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram,
e o mar já não existe. 2Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de
junto de Deus, vestida qual esposa enfeitada para o seu marido. 3Então, ouvi
uma voz forte que saía do trono e dizia: “Esta é a morada de Deus entre os
homens. Deus vai morar no meio deles. Eles serão o seu povo, e o próprio Deus
estará com eles. 4Deus
enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá
mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes”. 5Aquele que
está sentado no trono disse: “Eis que faço novas todas as coisas”. Depois, ele
me disse: “Escreve, porque estas palavras são dignas de fé e verdadeiras”.
Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!
Evangelho do dia 28/04/2013
João
13,31-33a.34-35
PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo segundo João: 31Depois que
Judas saiu do cenáculo, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e
Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi
glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda
convosco. 34Eu vos dou um novo mandamento:
amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns
aos outros. 35Nisto todos conhecerão que sois
meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”. Palavra da Salvação.
—
Glória a vós, Senhor!
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