quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Leitura do dia 21/11/2013

Zacarias 2,14-17
Leitura da Profecia de Zacarias: 14“Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. 16O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. 17Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação”. Palavra do Senhor.

— Graças a Deus!

Evangelho do dia 21/11/2013

Mateus 12,46-50
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

1º CRISTOTECA


33ª Semana Comum (Cor Verde)

Santo do dia 20/11/2013: SÃO FÉLIX DE VALOIS

SÃO FÉLIX DE VALOIS
SÃO FÉLIX DE VALOIS

Félix de Valois abriu mão de ser rei da França para ser um simples sacerdote, o que demonstra a alma caridosa e despojada que tinha. Nascido em 1127, tomava a decisão ainda na juventude, depois de chamar a atenção, desde criança, pela precoce preocupação com os pobres e necessitados. Mas Felix não conseguiu ser um simples sacerdote e transformou-se em visionário e histórico libertador de cristãos. Viviam-se os tempos em que os piratas mouros aterrorizavam o Mar Mediterrâneo, assaltando navios, atacando cidades portuárias, matando, saqueando e levando os cristãos sobreviventes como escravos. Estes se consideravam verdadeiros inimigos da fé ocidental. Nascido de família nobre, Félix tinha à sua disposição todas as regalias da corte. Mas, ao abrir mão por antecipação do trono que lhe caberia no futuro e tornar-se sacerdote, escolheu também a vida solitária e humilde dos eremitas. Isolou-se, para se dedicar unicamente à religião, mas não conseguiu ficar sozinho por muito tempo. O Criador tinha outros planos para ele. Procurado por João da Mata, também doutor e sacerdote, Félix o aceitou mais como companheiro do que como discípulo. Foram três anos de aprendizado recíproco, de união entre a santidade de Félix e a inteligência e praticidade de João da Mata. Até que um dia, durante uma caçada, tiveram juntos uma visão divina. Nela, Deus os chamava para lutar pela libertação dos cristãos que sofriam como escravos nas mãos dos mouros turcos, através da fundação de uma ordem com este fim. Sem temer o perigo que a empreitada acarretaria, Félix e João puseram mãos à obra imediatamente. Foram a Roma exclusivamente para narrar ao papa Inocêncio III a visão e o objetivo. Não só o papa reconheceu neles sinceridade, coragem e força suficientes para a espinhosa missão, como teve ele próprio a mesma visão dos sacerdotes. Aprovou e apoiou então a criação da Ordem da Santíssima Trindade para a Libertação dos Cristãos. O primeiro convento da Trindade foi erguido em Cerfoi, o mesmo local da visão original. Enquanto João cuidava da organização da ordem e suas atividades apostólicas, Félix trabalhava na formação espiritual dos membros, cujo número crescia sempre mais, atraídos pela santidade de Félix. A luta foi grande e penosa, mas em pouco tempo muitos cristãos conseguiam recuperar a liberdade e a condição social de antes de serem feitos prisioneiros. Os padres chegavam a se entregar como escravos, para realizar internamente o trabalho de libertação. Assim, cumpria-se a profecia de outra visão de Félix: a de que os membros da ordem passariam por vexames, perseguições e maus tratos até conseguir a liberdade para cada um dos cristãos devolvidos à sua comunidade. Depois de uma vida de vitórias e conquistas para o cristianismo, São Félix de Valois morreu no primeiro convento por ele fundado, em Cerfoi, com oitenta e cinco anos de idade. Foi canonizado pelo papa Urbano IV.

Oração do dia 20/11/2013

Pai, faze de mim um discípulo fiel de Jesus a quem deverei prestar contas do bom uso dos dons que me concedeu. Que eu seja prudente no meu agir. Amém!

Deus nos fala dia 20/11/2013

Jesus dá e cobra responsabilidade. O crescimento é parte da identidade cristã. Alguns, quanto mais participam, mais querem participar. Outros, quanto menos participam, menos querem se comprometer. E há quem é capaz de suportar qualquer coisa, por mais cruel que seja, para não trair a confiança depositada por Deus. É a fé vivida com total heroísmo. Acolhamos o que o Senhor nos fala!

Leitura do dia 20/11/2013

2 Macabeus 7,1.20-31
Leitura do Segundo Livro dos Macabeus: Naqueles dias, 1aconteceu que foram presos sete irmãos, com sua mãe, aos quais o rei, por meio de golpes de chicote e de nervos de boi, quis obrigar a comer carne de porco, que lhes era proibida. 20Mas especialmente admirável e digna de abençoada memória foi a mãe, que, num só dia, viu morrer sete filhos, e tudo suportou valorosamente por causa da esperança que depositou no Senhor. 21Cheia de nobres sentimentos, ela exortava a cada um na língua de seus pais e, revestindo de coragem varonil sua alma de mulher, dizia-lhes: 22“Não sei como aparecestes em minhas entranhas: não fui eu quem vos deu o espírito e a vida nem fui eu quem organizou os elementos dos vossos corpos. 23Por isso, o Criador do mundo, que formou o homem na sua origem e preside à geração de todas as coisas, ele mesmo, na sua misericórdia, vos dará de novo o espírito e a vida, pois agora vos desprezais a vós mesmos, por amor às suas leis”. 24Antíoco julgou que ela o desprezasse e suspeitou que o estivesse insultando. Como o mais novo dos irmãos ainda estivesse vivo, o rei tentava persuadi-lo. E não só com palavras, mas também com juramento, prometeu fazê-lo rico e feliz, além de torná-lo seu amigo e confiar-lhe altas funções, contanto que abandonasse as leis de seus antepassados. 25Vendo que o jovem não lhe prestava nenhuma atenção, o rei chamou a mãe e exortou-a a dar conselhos ao rapaz, para que salvasse a sua vida. 26Como ele insistisse com muitas palavras, ela concordou em persuadir o filho. 27Inclinou-se então para ele e, zombando do cruel tirano, assim falou na língua de seus pais: “Filho, tem compaixão de mim, que te trouxe nove meses em meu seio e por três anos te amamentei; que te criei e eduquei até a idade que tens, sempre cuidando do teu sustento. 28Eu te peço, meu filho: contempla o céu e a terra e observa tudo o que neles existe. Reconhece que não foi de coisas existentes que Deus os fez, e que também o gênero humano surgiu da mesma forma. 29Não tenhas medo desse carrasco. Pelo contrário, sê digno de teus irmãos e aceita a morte, a fim de que eu torne a receber-te com eles no tempo da misericórdia”. 30Mal tinha ela acabado de falar, o jovem declarou: “Que esperais? Não obedecerei às ordens do rei, mas aos mandamentos da Lei dada aos nossos pais por Moisés. 31E tu, que inventaste toda espécie de maldades contra os hebreus, não escaparás às mãos de Deus”. Palavra do Senhor.

— Graças a Deus!

Evangelho do dia 20/11/2013

Lucas 19,11-28
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas: Naquele tempo, 11Jesus acrescentou uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o Reino de Deus ia chegar logo. 12Então Jesus disse: “Um homem nobre partiu para um país distante, a fim de ser coroado rei e depois voltar. 13Chamou então dez dos seus empregados, entregou cem moedas de prata a cada um e disse: ‘Procurai negociar até que eu volte’. 14Seus concidadãos, porém, o odiavam, e enviaram uma embaixada atrás dele, dizendo: ‘Nós não queremos que esse homem reine sobre nós’. 15Mas o homem foi coroado rei e voltou. Mandou chamar os empregados, aos quais havia dado o dinheiro, a fim de saber quanto cada um havia lucrado. 16O primeiro chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam dez vezes mais’. 17O homem disse: ‘Muito bem, servo bom. Como foste fiel em coisas pequenas, recebe o governo de dez cidades’. 18O segundo chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam cinco vezes mais’. 19O homem disse também a este: ‘Recebe tu também o governo de cinco cidades’. 20Chegou o outro empregado e disse: ‘Senhor, aqui estão as tuas cem moedas que guardei num lenço, 21pois eu tinha medo de ti, porque és um homem severo. Recebes o que não deste e colhes o que não semeaste’. 22O homem disse: ‘Servo mau, eu te julgo pela tua própria boca. Tu sabias que eu sou um homem severo, que recebo o que não dei e colho o que não semeei. 23Então, por que tu não depositaste meu dinheiro no banco? Ao chegar, eu o retiraria com juros’. 24Depois disse aos que estavam aí presentes: ‘Tirai dele as cem moedas e dai-as àquele que tem mil’. 25Os presentes disseram: ‘Senhor, esse já tem mil moedas!’ 26Ele respondeu: ‘Eu vos digo: a todo aquele que já possui, será dado mais ainda; mas àquele que nada tem, será tirado até mesmo o que tem. 27E quanto a esses inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente’”. 28Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém. Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

DIA 23/11/2013 - 1º CRISTOTECA


S. Roque G., Afonso R., João C. (Cor Vermelha)

Santo do dia 19/11/2013: SÃO ROQUE GONZÁLEZ, SANTO AFONSO RODRIGUEZ E SÃO JOÃO DE CASTILLO

SÃO ROQUE GONZÁLEZ, SANTO AFONSO RODRIGUEZ E SÃO JOÃO DE CASTILLO
SÃO ROQUE GONZÁLEZ, SANTO AFONSO RODRIGUEZ E SÃO JOÃO DE CASTILLO

"Matastes a quem tanto vos amava. Matastes meu corpo, mas minha alma está no céu". Contam os escritos que estas palavras foram ouvidas pelos índios que assassinaram São Roque Gonzalez e seus companheiros Santo Afonso Rodrigues e São João de Castillo, em 1628. Foram palavras misteriosamente proferidas pelo coração de São Roque, no mesmo instante em que era transpassado por uma flecha. Os três santos foram jesuítas missionários martirizados na América do Sul, no tempo da colonização espanhola. Faziam parte das missões e reduções implantadas pela Companhia de Jesus entre os índios guaranis do hoje chamado cone Sul. Além de catequizar os indígenas, ensinando-lhes os princípios cristãos, estas reduções foram importantes núcleos de resistência à brutalidade dos colonizadores europeus. Não só impediam que os guaranis fossem tomados como escravos, como permitiam que mantivessem sua cultura, enquanto paralelamente aprendiam conceitos artísticos e morais ocidentais. Aprendiam também as modernas técnicas de marcenaria, alvenaria, criação doméstica de animais, plantio e colheita. Ali se implantou uma forma comunitária de viver em que todos trabalhavam para todos e tudo era dividido entre todos. Havia trabalho, arte e lazer, tudo sob o prisma da fé e de uma convivência social tão igualitária que talvez nunca se repita. Tanto sucesso fez que os colonizadores se uniram aos índios inimigos e acabaram por invadir e destruir todas as missões da região, matando seus ocupantes e pondo fim à rica e histórica experiência. Mas, até que isso acontecesse, o trabalho destes jesuítas produziu frutos de felicidade terrena e paz espiritual para os indígenas. A vida do Padre Roque Gonzalez foi exemplar. Nasceu em Assunção do Paraguai, em 1576, de tradicional família católica espanhola, e estudou com os jesuítas, recém-chegados ao país. Desde cedo se preocupou com a sorte dos guaranis, de quem aprendeu a língua e em cuja defesa lutaria por toda a vida. Para tornar-se missionário entre eles, ordenou-se sacerdote aos vinte e dois anos. Imediatamente foi destacado para trabalhar junto aos índios da Serra do Maracaju, ao norte de Assunção. Ainda uma vez foi chamado de volta à capital e nomeado cura da catedral, mas logo voltou a campo para atuar entre os índios, pois era esta sua verdadeira vocação. Para tanto, ingressou na Companhia de Jesus. Começou então a primeira de suas missões mais difíceis, perigosas e arriscadas: pacificar os terríveis guerreiros Guaicurus do Chaco que, durante setenta anos, haviam espalhado o terror por toda Assunção. Mas a catequese era, para ele, motivo de alegria. O sofrimento vinha ao enfrentar, ao lado dos indígenas, as doenças, as pestes, a fome e a violência dos inimigos. Aprendeu tudo sobre lavoura e agricultura para depois ensinar aos índios. Organizou-os, ajudou-os a superar tudo e todos com fé, disciplina e muito trabalho. A primeira missa que rezou em solo gaúcho e brasileiro foi celebrada em 3 de maio de 1626, num local inóspito onde, posteriormente, se estabeleceria a redução de são Nicolau. Fundou ainda outras quatro reduções: Candelária, Caaçapa-mirim, Assunção do Juí e Caaró. Foi na redução de Caaró que encontrou o martírio. Estava levantando um pequeno campanário na capela que acabara de construir quando índios inimigos, a mando de um terrível feiticeiro conhecido como Nheçu, atacaram o local. Padre Roque foi morto a golpes de clava de pedra. O mesmo aconteceu com Padre Afonso Rodrigues, que estava ao seu lado, e com Padre João de Castillo que se encontrava na missão de são Nicolau, também atacada. Os índios arrancaram seu coração e atravessaram-no com uma flecha. Foi aí que as misteriosas palavras foram ouvidas. Como resposta, seus assassinos atiraram o coração ao fogo, mas este milagrosamente permaneceu intacto e encontra-se, até hoje, num relicário do colégio jesuíta de Assunção. Os três foram canonizados em 1988 pelo Papa João Paulo II, em sua visita à capital do Paraguai.

Oração do dia 19/11/2013

Pai, faze-me puro de coração, como o Zaqueu convertido, tornando-me desapegado das coisas deste mundo e capaz de dividi-las com os pobres. Amém!

Deus nos fala dia 19/11/2013

Muitos poderiam achar que é possível ser bom e fiel sem ser radical a ponto de expor a própria vida. Muitos deixam passar a oportunidade, sem fazer esforço algum de ter uma experiência de Deus, definitiva e transformadora. Então hoje é o dia em que a salvação pode entrar em nossa casa, transformando nossa vida para aprendermos partilhar sempre mais. Acolhamos a palavra do Senhor!

Leitura do dia 19/11/2013

2 Macabeus 6,18-31
Leitura do Segundo Livro dos Macabeus: 18Eleazar era um dos principais doutores da Lei, homem de idade avançada e de venerável aparência. Quiseram obrigá-lo a comer carne de porco, abrindo à força sua boca. 19Mas ele, preferindo morrer gloriosamente a viver desonrado, caminhou espontaneamente para a tortura da roda, 20depois de ter cuspido o que lhe haviam posto na boca. Assim deveriam proceder os que têm a coragem de recusar aquilo que nem para salvar a vida é lícito comer. 21Os encarregados desse ímpio banquete ritual, que conheciam Eleazar desde muito tempo, chamaram-no à parte e insistiram para que mandasse trazer carnes cujo uso lhes era permitido e que ele mesmo tivesse preparado, apenas fingisse comer carnes provenientes do sacrifício, conforme o rei ordenara. 22Agindo assim evitaria a morte, aproveitando esta oportunidade que lhe davam em consideração à velha amizade. 23Mas ele tomou uma nobre resolução digna da sua idade, digna do prestígio de sua velhice, dos seus cabelos embranquecidos com honra, e da vida sem mancha que levara desde a infância. Uma resolução digna, sobretudo, da santa legislação instituída pelo próprio Deus. E respondeu coerentemente, dizendo que o mandassem logo para a mansão dos mortos. 24E acrescentou: “Usar desse fingimento seria indigno da nossa idade. Muitos jovens ficariam convencidos de que Eleazar, aos noventa anos, adotou as normas de vida dos estrangeiros; 25seriam enganados por mim, por causa do fingimento que eu usaria para salvar um breve resto de vida. De minha parte eu atrairia sobre minha velhice a vergonha e a desonra. 26E ainda que escapasse por um momento ao castigo dos homens, eu não poderia, nem vivo nem morto, fugir das mãos do Todo-poderoso. 27Se, pelo contrário, eu agora renunciar corajosamente a esta vida, vou mostrar-me digno de minha velhice, 28e deixarei aos jovens o nobre exemplo de como se deve morrer, com entusiasmo e generosidade, pelas veneráveis e santas leis”. Ditas estas palavras, caminhou logo para o suplício. 29Os que o conduziam, transformaram em brutalidade a benevolência manifestada pouco antes. E consideraram loucas as palavras que ele acabara de dizer. 30Eleazar, porém, estando para morrer sob os golpes, disse ainda entre os gemidos: “O Senhor, em sua santa sabedoria, vê muito bem que eu, podendo escapar da morte, suporto em meu corpo as dores cruéis provocadas pelos açoites, mas em minha alma suporto-as com alegria, por causa do temor que lhe tenho”. 31Assim Eleazar partiu desta vida. Com sua morte deixou um exemplo de coragem e um modelo inesquecível de virtude, não só para os jovens, mas também para toda a nação. Palavra do Senhor.

— Graças a Deus!