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Nossa Senhora Rainha
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Santo Filipe Benício |
A festa que comemoramos neste dia, paralela à de Cristo Rei,
foi instituída pelo Papa Pio XII no ano de 1955. Era celebrada, até a recente
reforma do calendário litúrgico, a 31 de maio, como coroação da singular
devoção mariana do mês a ela dedicado. Celebramos hoje aquela que é a Mãe de
Jesus, Cabeça da Igreja, e nossa Mãe, antecedida pela festa da Assunção de
Nossa Senhora. Este lugar de singularidade e de proeminência, ao lado de Cristo
Rei, deriva-lhe de vários títulos ilustrados pelo Papa Pio XII na carta
encíclica À Rainha do Céu (11 de outubro de 1954): Mãe da Cabeça e dos membros
do Corpo místico, augusta soberana e rainha da Igreja. O latim Regina, como rex,
deriva de regere, isto é reger, governar, dominar. Maria é rainha porque é a
Mãe de Cristo, o Rei. É rainha porque excede todas as criaturas em santidade. Maria
distribui maternalmente tudo o que recebeu do Rei, protege com o seu poder os
filhos adquiridos em virtude de sua co-redenção, e os alegra com os seus dons,
pois o rei determinou que toda graça passe por suas mãos de rainha. Por isso a
Igreja convida a todos nós fiéis a invocá-la como Mãe de Deus e nossa,
invoque-a como Rainha sempre presente, Medianeira de paz., que para estes
filhos atormentados e inocentes volva os seus olhos misericordiosos, cuja luz
serena as tempestades e dissipa as nuvens, a poderosa Senhora das coisas e dos
tempos, que sabe aplacar as violências com o seu pé virginal. O Espírito Santo
virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o
Santo que nascer será chamado Filho de Deus. Nossa Senhora Rainha da Paz,
dai-nos a paz, o amor e a reconciliação para o mundo inteiro.
Santo Filipe Benício
Filipe Benício nasceu no dia 15 de agosto de 1233, no seio de
uma rica família da nobreza, em Florença, Itália. Aos treze anos foi enviado
com seu preceptor à Paris estudar medicina. Voltou e foi para a universidade de
Pádua, onde aos dezenove anos formou-se em filosofia e medicina. Depois,
durante um ano exerceu a profissão na sua cidade natal. Devoto de Maria e muito
religioso, possuía também sólida formação religiosa. Nesse período de
estabelecimento profissional, passou a freqüentar a igreja do mosteiro e com os
religiosos aprofundou o estudo das Sagradas Escrituras. Logo suas orações
frutificaram e recebeu o chamado para a vida religiosa. Filipe contou que tudo
aconteceu diante do crucifixo de Jesus: uma luz veio do céu e uma voz o mandou
servir o Senhor, na Ordem dos Servitas. Foi à Monte Senário pediu admissão nos
Servos de Maria, onde ingressou em 1254 como irmão leigo, destacando-se logo
pela retórica. Certo dia do ano 1258 estava em companhia de um sacerdote e o
prior, quando encontraram dois dominicanos no caminho. Conversaram um bom tempo
e Filipe discursou com tanta desenvoltura, sabedoria e eloqüência, que nesse
mesmo ano foi ordenado sacerdote. Em 1262, foi nomeado professor de noviços e
vigário assistente de Prior Geral. Por voto unânime, em 1267, foi eleito Prior
Geral da Ordem dos Servitas. Quando o Papa Clemente IV morreu, no ano seguinte,
Filipe foi proposto como candidato à cátedra de Pedro, mas se retirou para as
montanhas, onde se ficou por algum tempo. Mas, sob sua direção os frades
servitas se expandiram rapidamente e com sucesso. Participou do Concílio
Ecumênico de Lion, em 1274, na França. Era um conciliador, sua pregação
talentosa e eficiente trouxe frutos benéficos para a Ordem e para a Igreja.
Atuou a pedido de Roma, para promover a paz na acirrada disputa entre duas
famílias dominantes de Forli, cidade do norte da Itália, em 1283. Eram os
guelfos apoiando os pontífices e os gibelinos, os imperadores germânicos. Alí
Felipe recebeu um tapa no seu rosto, do jovem gibelino, Peregrino Laziosi. Filipe
aceitou o golpe. O jovem, mais tarde se arrependeu. Foi ao sem encontro, pediu
desculpas e ingressou na Ordem. Peregrino se tornou tão humilde e caridoso para
com o povo, que se tornou um dos Santos da Igreja. Segundo os registros da
Ordem e a tradição Filipe gozava da fama de santidade em vida. Morreu em 22 de
agosto de 1285 na cidade de Todi, quando voltava para Roma. Foi canonizado pelo
Papa Clemente X, em 1617. Suas relíquias estão sob a guarda da igreja Santa
Maria das Graças, em Florença, sua cidade natal. A memória de Santo Filipe
Benício é celebrada no dia 22 de agosto. Algumas localidades comemoram no dia
seguinte, devido a festa da Santa Virgem Maria Rainha.
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